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Meio-dia. As notícias com Miguel Viterbo Dias. O responsável pela diplomacia do Irão vai reunir-se com os ministros europeus dos negócios estrangeiros.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Aragchi, confirmou que se vai reunir amanhã com delegações diplomáticas de alto nível de países europeus em Genebra, na Suíça, para discutir o programa nuclear iraniano. A informação já tinha sido avançada pela imprensa internacional nos últimos dias, dando conta de que os ministros dos negócios estrangeiros do Reino Unido, de França e da Alemanha estavam a planear uma reunião com o homólogo iraniano em Genebra, mas não havia ainda a confirmação da parte de Teerão. O responsável pela diplomacia do Irão tem recusado encontrar-se com o enviado de Donald Trump para o Médio Oriente por considerar que os ataques israelitas foram aprovados ou combinados com os Estados Unidos.
Miguel, o número de feridos no ataque do Irão a um hospital israelita subiu para 76.
É o mais recente balanço das autoridades de Israel. De acordo com o jornal Haaretz, os ataques iranianos visaram a zona central e sul do país. Na zona sul, um hospital acabou por ser atingido. A imprensa israelita está também a dar conta de que a Embaixada dos Países Baixos em Israel sofreu danos ligeiros na sequência destes ataques do Irão, em que o alvo principal era o quartel-general de comando e inteligência de Israel, que fica nas imediações desta unidade hospitalar.
Ainda assim, a retaliação de Israel a este ataque não deve ser feita na mesma moeda.
O major-general Isidro Morais Pereira acredita que Israel não vai responder no mesmo estilo ao ataque do Irão. O especialista em assuntos militares espera uma forte retaliação, mas através de uma ofensiva cirúrgica de estratégicos no Irão. O major-general explica que Israel não poderá responder da mesma forma, sob pena de perder o apoio da comunidade internacional.
Eu, sinceramente, não me parece que Israel vá retaliar na mesma moeda. Quer dizer, não me parece que Israel vá agora começar a atacar hospitais no Irão. Tem instalações com uma mais-valia muito mais representativa do que propriamente os hospitais e que não irá cometer crimes de guerra, porque irá entrar, naturalmente, no radar da comunidade internacional.
A análise do major-general Isidro Morais Pereira, no gabinete de guerra da Rádio Observador. O especialista em assuntos militares alerta para uma forte escalada de tensão no Médio Oriente.
E precisamente sobre essa escalada de tensão no Médio Oriente, a China alerta para o risco descontrolado de descontrole total no Médio Oriente. Pede responsabilidade aos Estados Unidos.
É um pedido do Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, que sublinha que a China não apoia qualquer violação da Carta das Nações Unidas e condena toda e qualquer violação da soberania de um país, bem como o recurso à força. O governo chinês diz que o conflito no Médio Oriente já extravasou a região e está a afetar a estabilidade em todo o mundo. Pequim pede, por isso, aos Estados Unidos que ajudem a construir um clima propício às negociações de paz e não contribuam para o aumento das tensões no Médio Oriente.
Miguel, esta tarde chega a Lisboa o grupo de portugueses repatriados de Israel.
A informação foi adiantada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, que confirma que este voo de repatriamento chega às 18h30 à Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa. Em causa está um grupo de cidadãos portugueses que pediram ajuda ao gabinete de emergência consular para sair do país, na sequência do conflito entre Israel e o Irão. O grupo de portugueses repatriados de Israel chega esta tarde a Lisboa e vai ser recebido pelo Secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa.
Fica em prisão preventiva o homem que esfaqueou um agente da PSP esta semana em Loures.
O homem de 50 anos foi presente a tribunal e fica, para já, em prisão preventiva. A mulher e o filho do agressor ficam sujeitos a termo de identidade e residência. O esfaqueamento ao agente da PSP aconteceu na sequência de uma discussão por um lugar de estacionamento. O elemento da Polícia de Segurança Pública, que estava de folga, interveio para acalmar os ânimos e acabou por ser esfaqueado quando tentava deter o agressor. O agente da PSP foi transportado para o hospital em estado grave, mas não corre risco de vida.
O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo diz que vai valorizar o poder da palavra do Presidente da República.
O almirante recusa quaisquer comparações com algum tipo de messianismo. Em entrevista à RTP, Gouveia e Melo acredita que, ao contrário de outros candidatos, quer ser um presidente adaptado às novas necessidades.
Em vez de me chamarem o salvador disto ou salvador daquilo, que oiçam com mais atenção e que mudem suas propostas, porque as suas propostas são verdadeiramente antigas. Já estiveram a tentar fazer isto, ambos os que estão neste momento.
Estamos a falar de Marcos Mendes e António de Acevedo.
Já estiveram a fazer as suas tentativas sem sucesso no passado e agora querem requentar um processo quando o mundo está em mudança fortíssima e essa mudança exige novas abordagens e novas formas de estar. E é isso que a população percebe. Se acham que a população está ansiosa por um Dono Sebastião, é dizer que a população não sabe o que faz e é uma população infantilizada. Eu não vou por aí. A população não é infantilizada, sabe muito bem o que é quer.
Henrique Gouveia e Melo, o antigo líder da Marinha, também diz que não vai ser um presidente que comenta futebol, numa clara alusão a Marcelo Rebelo de Sousa. É aí que, diz Gouveia e Melo, quer valorizar a palavra do Presidente da República.
Vamos ter um presidente que quando fala, fala sobre assuntos importantes e com substância. Não um presidente que comenta futebol, um presidente que faz uma data de coisas que desvalorizam a palavra da presidência. E o maior poder que o presidente tem, no fim ao cabo, sem ser a bomba atómica, é precisamente o poder da palavra e da influência que a sua palavra tem na vida da sociedade.
E para isso precisa de ser contido?
Claro que tem que ser contido, não pode desgastar esse poder usando-o de forma errática e sem sentido.
Henrique Gouveia e Melo, em entrevista à RTP, em que diz ainda acreditar que o governo de Luís Montenegro vai conseguir durar os quatro anos da legislatura.
Miguel, a fechar este jornal, temos estado a falar sobre isto, o Festival Calorama, e estamos a dar a conhecer os artistas que vão estar por lá.
E hoje com Father John Misty. Vai ser um dos nomes no palco principal neste festival que arranca no Parque da Bela Vista, em Lisboa. Entre os destaques nos vários dias estão os Scissor Sisters, Damien David, Pet Shop Boys, são os cabeças de cartaz de hoje. A tarde começa com o português David Bruno, continua com Father John Misty, que estamos a ouvir em fundo. Este ano o Calorama decorre mais cedo do que o habitual. Nos próximos dias vão passar mais nomes pelo Parque da Bela Vista. Há pouco apontavas-me o dedo porque referi poucos, agora trouxe mais alguns. Jorja Smith, Azelia Banks são também alguns dos nomes que vão passar nestes três dias.
Beyonce knows too.
Agora vais deixar os teus preferidos. A quarta edição arranca hoje à tarde, decorre até sábado, dia 21 de junho.
Sabes o pior? Tinha bilhete para ir no sábado e já não vou porque não tenho agenda para ir. Father John Misty a fechar este jornal de meio-dia.