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Meio-dia. Está a começar o Jornal do Meio-Dia com a edição do José Rafael Lopes. Zé, o preço do gasóleo deverá aumentar €0,04 na segunda-feira, mas o preço da gasolina deve baixar.

Enquanto o gasóleo sobe esses €0,04, a gasolina deve descer €0,06. É a estimativa do Automóvel Clube de Portugal para segunda-feira, caso a tendência atual se mantenha. O preço do gasóleo simples deverá atingir então €2,15 por litro. A gasolina simples deverá descer para a marca dos €2 por litro. A média final só fica fechada ao final do dia, devido a possíveis alterações em função das cotações internacionais do petróleo. Estas mudanças devem-se, sobretudo, aos impactos da guerra no Irão e o consequente fecho do Estreito de Ormuz. A mudança de preço nos combustíveis entram em vigor na segunda-feira.

E no dia em que começa o ano letivo, o Ministro da Educação reforça que o objetivo final do governo é garantir que os alunos nunca fiquem sem professores.

Em causa, a medida que entra em vigor já a partir do dia 18 de setembro, que vai permitir às escolas colocar professores todos os dias. Na Rádio Observador, Fernando Alexandre diz que o limite aceitável para uma turma que fique sem professores não existe. Sublinha mesmo que o ideal é que os alunos nunca fiquem sem professores.

O objetivo é sempre convergir para zero. Agora, o que nós temos mesmo que combater, e isso é essencial por uma questão de igualdade de oportunidades, por uma questão de justiça mesmo, de garantir que nas disciplinas essenciais, nomeadamente aquelas em que há exames nacionais, os alunos não estão sem professor, nós temos que garantir que todos têm.

As palavras do ministro da Educação na Rádio Observador, entrevistado no Explicador. Já sobre o relatório PISA, o ministro da Educação culpa os governos anteriores pelos resultados negativos.

E por isso, naqueles dois fatores que eu diria que são comuns, que foi a perda de aprendizagens com o Covid e o efeito negativo das redes sociais, os governos de António Costa não fizeram absolutamente nada que fosse eficaz e logo por aí ficamos a perder.

As palavras de Fernando Alexandre no Explicador, esta manhã aqui na Rádio Observador, o ministro da Educação espera inverter as conclusões desse relatório ainda nesta legislatura. Após um verão marcado pelas polémicas em torno da correção dos exames nacionais, o ministro da Educação está convicto de que no próximo ano os exames nacionais vão decorrer com mais normalidade.

Eu acredito, por aquilo que aprendemos neste processo, pelo robustecimento que foi feito do sistema e vai continuar a ser, porque há um grupo de reflexão sobre isto, o Conselho Nacional de Educação vai fazer uma avaliação. Temos um relatório da equipa técnica, do Educa, vamos ter esses relatórios e nós estamos sempre muito disponíveis para aprender e para melhorar. E, por isso, aquilo que já aprendemos e já melhoramos, será ainda reforçado no próximo ano. E por isso eu estou muito convicto de que no próximo ano as avaliações decorrerão sem qualquer problema.

Declarações do ministro da Educação, Fernando Alexandre, entrevistado na Rádio Observador no dia em que começa o ano letivo em Portugal.

E o Bloco de Esquerda volta a defender uma política de valorização dos professores e apela ao governo para tomar medidas efetivas.

A deputada Andreia Galvão está esta manhã junto a uma concentração que decorre em frente ao Centro Escolar do Bocage, em Setúbal. É por lá também que está a esta hora Luís Montenegro e o ministro da Educação, Fernando Alexandre, para a sessão solene de abertura do novo ano letivo. Andreia Galvão diz estar do lado dos professores na luta pela defesa do ensino público e critica a atitude dos sucessivos governos.

Nós estamos associados porque vemos que há uma degradação que tem sido muito estrutural do ensino público e estamos mais um ano letivo em que as famílias enfrentam a insegurança dos alunos não terem todos os horários preenchidos, em que os professores se encontram numa situação de permanente instabilidade e precariedade, também psicológica. E nós vemos que, desde a maioria absoluta do António Costa até este momento, com uma governação da AD, não se tem invertido a política em relação à escola pública, a política em relação aos professores e uma política de valorização dos alunos que, obviamente, tem consequências no ponto de vista das competências. Vemos, por exemplo, os relatórios do PISA, que muitas pessoas dizem que o que não têm é nada de surpreendente.

A bloquista pede, por isso, uma mudança profunda na política de educação, no sentido de valorizar a carreira de professor. Pede também Andreia Galvão que as medidas sejam mais do que meros remendos.

Há discussões que nós podemos ter técnicas sobre algumas propostas mais pontuais que o ministro tem vindo a propor. Algumas são úteis, outras nem tanto, mas não é possível resolver a questão da escola pública sem realmente mudar a forma como a política endereça a escola pública no sentido da valorização dos professores, no sentido de um maior orçamento e uma dotação a este setor e com remendos, isto não vai lá nenhum. E eu acho que essa era a mensagem importante que o ministro da Educação retivesse desta manifestação.

Andreia Galvão, deputada do Bloco de Esquerda. O partido pede reformas efetivas na educação no dia em que começa o ano letivo em Portugal.

E Passos Coelho volta a colocar pressão sobre o governo. Um estudo no qual participa o ex-primeiro-ministro sobre reformas prioritárias conclui que a baixa produtividade é um dos principais fatores a travar a economia.

O estudo é coordenado por Pedro Passos Coelho, em conjunto com o socialista Sérgio Sousa Pinto e Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto, que promove a investigação. O trabalho deve estar concluído no final do ano e as conclusões vão ser depois apresentadas ao primeiro-ministro e ao presidente da República. A primeira fase de diagnóstico dos problemas já terminou, sendo que o estudo vai ser apresentado hoje no Porto. Os autores alertam que Portugal não enfrenta apenas um problema isolado, mas sim vários bloqueios que se reforçam mutuamente. O estudo sublinha também que a baixa produtividade é o principal entrave ao crescimento da economia portuguesa.

E além deste estudo, Passos Coelho coloca pressão sobre o governo de outra forma. Assina o prefácio de um livro no qual escreve que o tempo para avançar com reformas está a esgotar-se.

Pedro Passos Coelho avisa que uma agenda verdadeiramente reformista demora pelo menos duas legislaturas a ser feita e avisa que este governo da AD só chega à próxima se agir agora. E sublinha o antigo primeiro-ministro que o tempo se está a esgotar. O prefácio é divulgado pelo semanário Expresso

Na saúde, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Hospitalar acredita que a greve marcada para este mês pode ser cancelada na reunião que está a decorrer esta manhã.

Convicção de Rui Lázaro à entrada para esse encontro que junta o sindicato, a direção do INEM e também a ministra da Saúde, Ana Paula Martins. A reunião dura há mais de três horas, foi convocada pela ministra da Saúde com o objetivo de tentar chegar a um entendimento para cancelar a paralisação marcada para os dias 14 e 28 deste mês. À entrada para esse encontro no Ministério da Saúde, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, repetiu que há essa possibilidade efetiva da greve ser cancelada e diz mesmo que está otimista.

Continuamos otimistas, não só porque já demonstrámos a ministra da Saúde a sua flexibilidade na nossa contraproposta, mas também porque na última reunião ela se mostrou bastante empenhada em que houvesse um entendimento e que de alguma forma nós sentíssemos que as garantias de que a resposta do INEM não sai diminuída e que, por outro lado, sai reforçada, fossem satisfeitas.

É o último esforço para tentar evitar uma nova greve no INEM. A confirmar-se, será a segunda paralisação em menos de dois anos. Esta reunião no Ministério da Saúde está a decorrer a esta hora. Estão reunidos há mais de três horas.

Nos 25 anos do 11 de setembro, o primeiro-ministro lembra um dia doloroso para todos os países que prezam e defendem a liberdade.

Numa mensagem publicada na rede social X, Luís Montenegro lembra quem perdeu a vida nos atentados, incluindo portugueses, e sublinha a força das convicções, a vitalidade dos valores e a importância das alianças, na sequência dos atentados que mudaram o mundo há 25 anos. Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal assinalou hoje também este aniversário dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos. Diz o ministério de Paulo Rangel que a tragédia continua a ser uma ferida na memória do mundo e que se tratou de um momento que mudou profundamente a segurança e a ordem internacional. Nos Estados Unidos, Donald Trump não vai estar em Nova York durante as cerimónias, mas sim no Pentágono. É o que indica a agenda oficial da Casa Branca. Vai ser J. D. Vance, o vice-presidente norte-americano, a marcar presença na zona do Ground Zero, onde acabaram por cair as torres há 25 anos. São, a esta hora, 7h00 em Nova York.

E a Rádio Observador está nos Estados Unidos para uma emissão especial no dia em que se assinalam 25 anos dos ataques terroristas de 11 de setembro.

Emissão que começa quando forem 17h00, no aniversário dos 25 anos dos ataques que mataram mais de 3 mil pessoas e que mudaram o mundo para o dia de hoje. A Judite França dá conta de um forte dispositivo de segurança no âmbito das cerimónias de homenagem nos Estados Unidos.

Sim, Lower Manhattan vai estar sob apertadas medidas de segurança. As homenagens vão começar logo de manhã, no Ground Zero, com a tradicional leitura dos nomes de todas as vítimas. Ao longo da cerimónia, são cumpridos seis minutos de silêncio a assinalar o impacto dos aviões nas Torres Gêmeas, no Pentágono e na Pensilvânia, assim como o desabamento do World Trade Center. O memorial reabre ao público às 15h00, coincidindo com o acender do icônico Tribute in Light, os dois feixes de luz azul que vão projetar a silhueta das antigas torres no céu da cidade até o amanhecer. Para blindar a zona, a Polícia de Nova York e os serviços secretos montaram um perímetro de segurança reforçado. Há cortes de trânsito a sul de Canal Street, equipas de bloqueio de drones, patrulhas marítimas nos rios e cães de detecção de explosivos. A polícia revela que não há qualquer ameaça credível, mas as medidas são estritamente preventivas.

A Judite França dá-nos também ainda mais detalhes sobre esta agenda para o dia de hoje.

Sim, o presidente norte-americano não estará em Nova York. Trump participa na cerimônia oficial de homenagem no Pentágono, na Virgínia, outro dos locais que sofreu um atentado. No Ground Zero, em Manhattan, a Casa Branca é representada pelo vice-presidente J. D. Vance e a cerimônia conta ainda com a presença dos ex-presidentes Joe Biden, Barack Obama, Bill Clinton e George W. Bush. Esta elevada concentração de entidades oficiais e delegações internacionais obrigou os serviços secretos norte-americanos a ativar um protocolo de segurança VIP reforçado, com escoltas armadas e um controle de acessos rigoroso a toda a área de Lower Manhattan.

Judite França, a dar conta da agenda das cerimónias e também do forte dispositivo de segurança, sobretudo em Nova York, no aniversário do 11 de setembro, 25 anos do ataque que mudou o mundo. E Ricardo Conceição, a Rádio Observador tem essa grande emissão especial preparada a partir da cidade.

A Rádio Observador vai estar ao longo desta sexta-feira aqui em Nova York. Vamos ter uma emissão da tarde feita em direto precisamente a partir de Nova York, comigo e com a Judite França. Temos vários convidados portugueses, luso-americanos, luso-descendentes, que vão partilhar conosco o testemunho do que foi viver aquele dia que há 25 anos mudou o mundo e, de certa forma, mudou também as nossas vidas. É visível a forte presença policial na cidade. Já sabemos que o presidente Trump não vai estar aqui. A Casa Branca será representada por J. D. Vance no memorial, no local onde existiam as duas torres e hoje há um memorial, um grande tanque com os nomes das quase 3 mil vítimas inscritos. É nesse local, de silêncio, em que não haverá discursos, só a leitura das vítimas e momentos de silêncio. Aí estará J. D. Vance e também os ex-presidentes norte-americanos. E nós vamos estar cá. A Rádio Observador vai transmitir em direto esta emissão especial ao longo desta sexta-feira, sobretudo no período entre as 17h00 e as 20h00 aqui em Nova York, entre o meio-dia e as 15h00.

As horas da emissão especial da Rádio Observador. O Ricardo Conceição e a Judite França, hosts da Tarde Política, estão em Nova Iorque por ocasião deste aniversário dos 25 anos do 11 de setembro.

E com uma emissão especial da Tarde Política a ser feita a partir de Nova Iorque, com o Ricardo e com a Judite, a partir da cidade que nunca dorme, a partir das 17h. Não, é Nova Iorque. 12h13, José, que outras notícias estão a marcar a atualidade a esta hora?

O julgamento dos dois agentes da PSP da Esquadra do Rato, acusados de crimes de tortura e violação, vai decorrer à porta fechada. Uma informação revelada esta manhã pela advogada de defesa de um dos polícias, no dia em que começam os trabalhos no campus de justiça. As vítimas eram, sobretudo, pessoas vulneráveis, como toxicodependentes, sem-abrigo e imigrantes. As associações representativas dos táxis e a Câmara Municipal de Lisboa assinaram o protocolo do tarifário fixo para percursos com origem na Praça do Aeroporto Humberto Delgado. O acordo entra em vigor a 15 de outubro, cria um regime de autorregulação e reforçar a transparência dos preços, diz. Desta forma, a partir de meados de outubro, apanhar um táxi na zona de chegadas do aeroporto custa €16 para a zona um, que abrange áreas mais próximas do aeroporto, como Alvalade, Olivais, Parque das Nações e Banha de França. Já a zona dois tem um custo fixo de €19, integra as freguesias de Alcântara, Belém, São Domingos de Benfica e São Vicente. Foi o jornal do meio-dia com edição do José Rafael Lopes.