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Uma hora. Está a começar o Jornal da Uma, que tem edição do Miguel Cordeiro. Miguel, em destaque, o humorista Ricardo Araújo Pereira, que depôs esta manhã em tribunal no julgamento do caso entre a banda Anjos e a humorista Joana Marques. Ricardo Araújo Pereira deixou duras críticas ao processo iniciado pela dupla de cantores.
Que exigem à humorista Joana Marques uma indemnização de mais de € 1 milhão por causa de um vídeo partilhado nas redes sociais, em que se recorrem a imagens editadas de uma interpretação do hino nacional por parte dos dois irmãos em 2022. Esta é a terceira sessão do julgamento, que está a decorrer durante o dia de hoje. É esperado que Joana Marques, que tem estado em silêncio, deponha hoje em tribunal. Esta manhã, o destaque foi para o depoimento de Ricardo Araújo Pereira, como referias, João. Tanto em tribunal como à saída, aos jornalistas, deixou duras críticas a este processo. Em Lisboa, no Juízo Central Cível, está a jornalista Maria João Brás. Agora em direto, Maria João, Ricardo Araújo Pereira usou várias metáforas para tentar expor os problemas que identifica neste julgamento.
Precisamente, várias metáforas e o humorista começou o depoimento, que durou mais de uma hora, precisamente por defender que o vídeo publicado nas redes sociais por Joana Marques está claro. Trata-se de uma sátira, não há qualquer dúvida. E em relação, por exemplo, ao último elemento deste vídeo, que é a parte em que um dos jurados do Ídolos diz: "Tive que vos parar porque assassinaram esta canção", uma frase que foi muito contestada pelo próprio Nelson Rosado, uma vez que disse que foi duro ouvir que a filha ouvia na escola que o pai era um assassino de canções. Ricardo Araújo Pereira diz que esta frase, que é uma frase que é conhecida, é um idioma utilizado, não coloca os cantores no mesmo plano de Rosa Grilo e faz esta comparação precisamente com a mulher que foi acusada de assassinar o marido, o triatleta, um caso muito mediático, e faz esta comparação precisamente demonstrando que não estamos a falar de casos com o mesmo peso. Foi um depoimento, lá está, marcado por várias metáforas que geraram gargalhadas. Em declarações aos jornalistas, o humorista diz que se Joana Marques for condenada, abre-se um precedente grave e até utiliza a palavra catastrófico.
Representar.
Eu acho que era uma catástrofe, não apenas para quem tem a nossa profissão, a profissão que a Joana e eu temos, mas para cidadãos em geral, porque isso faz com que as pessoas percebam que fazer uma crítica, qualquer que seja, é ilícito. Se a Joana for condenada, não é preciso ser € 1 milhão, basta ser num, isso significa que aquilo que ela fez, que é uma crítica àquela atuação, é ilícito. E, portanto, toda a gente que já teve ou quer vir a ter o direito de dizer: "Eu não gostei muito disto", vá preparar a carteira.
As declarações de Ricardo Araújo Pereira. "Vá preparar a carteira", é isso que o Ricardo Araújo Pereira diz, uma vez que, lá está, se a humorista for condenada, abre-se um precedente para todas as outras pessoas que quiserem utilizar o humor como forma de sátira ou até de crítica. Durante o depoimento, as mandatárias dos Anjos recorreram a várias declarações do humorista, a entrevistas ou artigos de opinião. O humorista diz que não se leva a sério e satiriza que se ficar com um ataque de acne, poderá também processar as advogadas. Isto claro, uma referência na primeira sessão deste julgamento ao depoimento de Sérgio Rosado, que disse que por causa do estresse provocado pelo cyberbullying nos comentários deste vídeo, teve uma crise de acne. Ricardo Araújo Pereira satiriza também, usa também estas pequenas frases utilizadas nesta sessão, neste julgamento, para também provar o seu ponto. Considera ridículo este processo e critica os cantores. Entretanto, também foi ouvido de parte da manhã o agente do humorista, que disse que tentou contactar a dupla Anjos, mas não obteve resposta. E isto é importante por quê? Porque relembro que um dos pontos alegados pelos Anjos é que a humorista ignorou as várias tentativas de contacto. Os cantores disseram, inclusivamente, em tribunal que se a humorista tivesse falado com eles e tivesse retirado o vídeo, não teriam interposto esta ação. Dar nota também de que a sala de audiências está cheia de pessoas que se deslocaram aqui para assistir a este julgamento, muita gente a apoiar os cantores e à medida que os mandatários, os advogados vão alegando e fazendo perguntas, vai-se ouvindo burburinhos de pessoas que vão comentando, pessoas que apoiam tanto a dupla, outras que apoiam o humorista. E dar nota aqui que do lado do humorista estão nomes como José Diogo Quintela, Ana Galvão e Daniel Leitão. A sessão foi interrompida para o almoço, é retomada às 14h. Falta testemunhar Fernando Alvim e ainda não é claro se a humorista Joana Marques falará hoje ou não.
Sessão de julgamento, a terceira sessão de julgamento a decorrer no Juízo Central Cível de Lisboa. Em causa uma paródia feita por Joana Marques, um vídeo satírico dos dois irmãos a cantar o hino nacional em abril de 2022.
E a taxa de inflação em Portugal voltou a acelerar neste mês de junho, subiu para 2,4%.
É uma estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, aponta para mais 0,1 pontos percentuais do que no mês passado. Em maio, subiu a taxa de inflação em Portugal, contrariando a tendência da zona euro, que tem sido de descida.
Sete distritos continuam sob aviso vermelho devido ao calor, mas as temperaturas devem começar a baixar já amanhã.
Uma previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. O aviso vermelho devido ao calor aplica-se a Lisboa, Setúbal, Santarém, Évora, Beja, Castelo Branco e Portalegre. Alerta que vai continuar em vigor até às 21h. Para amanhã, já é esperada essa melhoria desta situação.
E com o calor vêm os incêndios em Almaceda, Castelo Branco. O combate às chamas está a evoluir favoravelmente.
Palavras do comandante sub-regional da Proteção Civil, José Neves, faz um balanço na última hora sobre este incêndio. Explica o que está em causa no teatro de operações.
O ponto de situação em relação à última conversa que tivemos há cerca de duas horas evoluiu favoravelmente em termos de combate. Neste momento, mantemos o mesmo número de operacionais no teatro de operações, assim como os quatro meios aéreos e as três máquinas de rasto a trabalho. Temos 120 operacionais apoiados por respectivos veículos. Evoluiu favoravelmente, mas continuamos com o trabalho que estamos a desenvolver desde esta madrugada, que é consolidar a parte mais a norte do incêndio, no sentido de fecharmos aquele trabalho com máquina de rasto e a partir daí iniciarmos as manobras de rescaldo e vigilância.
O incêndio em Almaceda começou ontem à tarde, consome uma zona de povoamento florestal. Não há, até agora, registro de vítimas nem habitações em risco.
E o governo esclarece que a proibição do uso de telemóvel para alunos do primeiro e do segundo ciclo vai aplicar-se nas escolas públicas e também nas privadas.
Garantia deixada esta manhã pelo Ministro da Educação, em declarações à margem do lançamento da primeira pedra para uma nova residência de estudantes no Instituto Politécnico de Coimbra. Fernando Alexandre diz que a lei é para aplicar a todos, no público e no privado.
Nós já anunciamos, está no programa eleitoral e no programa de governo, que pretendemos instituir a proibição. Ano passado fizemos a recomendação da proibição, preparamos a proibição para o primeiro e para o segundo ciclo e aplica-se ao primeiro e ao segundo ciclo, independentemente da natureza da instituição, empresas ao público ou privado. A lei aplica-se a todos.
O Ministro da Educação não revela ainda quando é que a proibição de telemóveis nas escolas vai entrar em vigor.
E no Porto, Manuel Pizarro apresentou hoje uma promessa eleitoral. O candidato autárquico do PS aponta para a construção de 5 mil casas com rendas moderadas durante os próximos quatro anos, caso vença as autárquicas neste município.
O candidato do PS à autarquia do Porto apresentou hoje o projeto Habitar no Porto, na sede da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas. A acompanhar essa apresentação esteve a repórter do Observador, Maria Rego. Agora está em direto. Maria, vamos a esta medida. Em que consiste, concretamente?
É uma medida, nas palavras do próprio Manuel Pizarro, muito ambiciosa e que pretende a construção de 5 mil casas com rendas moderadas durante o mandato de quatro anos, caso vença as eleições autárquicas no Porto. Fala numa situação de emergência que precisa ser resolvida com a maior brevidade possível.
A oferta é escassa e é caríssima. Ora, quem vai resolver esse problema exige uma política pública que deve ser conduzida pelo município, mas exige a participação de todo o setor. Para que isto seja bem-sucedido, nós precisamos dos técnicos, dos arquitetos, dos urbanistas, dos engenheiros. Precisamos das empresas de construção civil, precisamos dos cidadãos. Nós não podemos colocar uns contra os outros. Pode servir para fazer capas de jornais e para alimentar conflitos políticos, mas não vai dar habitação a quem precisa de habitação. Nós precisamos de uma aliança do setor para nos ajudar a resolver o problema.
Uma aliança do setor e para este plano, o Manuel Pizarro admite que vai dialogar abertamente com o governo a fim de conseguir financiamentos. Já sobre o projeto em si, Habitar no Porto, é importante dar a nota de que esta construção de 5 mil casas direciona-se principalmente à classe média e aos jovens. E dentro deste grupo, a prioridade está nos cidadãos recenciados há pelo menos quatro anos consecutivos na cidade do Porto e depois também cidadãos nascidos no Porto, que terão vivido também quatro anos nesta cidade. Durante esta apresentação, foi ainda possível conhecer alguns dos valores. Por exemplo, para um T0, que neste momento se encontra no mercado a €544 por mês, passaria depois a estas casas com rendas moderadas a €300 por mês. Já, por exemplo, um T3, que neste momento está para lá dos €1.300 por mês, passaria a 700. Ainda sobre estas construções, a localização destas casas também seria muito específica, seria em sítios onde exista acessibilidade a transportes públicos, por exemplo, Lordelo do Ouro, Contumil e também Prelada. É esta uma das grandes medidas desta campanha à moda do Porto de Manuel Pizarro, que se candidata à Câmara Municipal.
Reportagem de Maria Rego, que esteve a acompanhar esta medida, grande medida apresentada por Manuel Pizarro, candidato autárquico do PS, nessas eleições autárquicas agendadas para o período entre setembro e outubro deste ano.
Fica por aqui o Jornal da Uma, teve edição do Miguel Cordeiro.