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Breve. Uma da tarde, as notícias com Miguel Cordeiro. Miguel, já vamos às últimas da guerra no Médio Oriente, mas primeiro: foi esta manhã batido um recorde do mundo na meia maratona de Lisboa.
Jacob Kiplimo, atleta do Uganda, fez o percurso de 21 km num novo tempo recorde, 57 minutos e 20 segundos. Isto são menos 10 segundos do que o recorde anterior. Está batido o recorde do mundo e foi possível na meia maratona de Lisboa, que aconteceu esta manhã. Está conosco, em direto, o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Domingos Castro. Muito bom dia, bem-vindo à Rádio Observador. Estamos a falar de um feito histórico que acontece agora em Lisboa, este novo recorde. Qual é a importância deste feito para o atletismo e também para esta prova lisboeta?
Bom dia a todos. Obrigado pelo convite. Na verdade, é histórico, porque foi realizado no nosso país, na cidade de Lisboa. Eu diria que neste momento, Lisboa e Portugal estão na boca do mundo porque foi batido o recorde do mundo. Eu já dei os parabéns à organização e ao próprio estivador lá, concretamente ao senhor Carlos Moya, que é o organizador, e por isso, isto é fantástico para a modalidade, para Portugal, ter batido um recorde com um tempo realmente estrondoso, por um atleta que muito cedo ficou sozinho e, por isso, mais uma vez, muitos parabéns a todos os intervenientes por este excelente recorde do mundo.
As provas na capital portuguesa, mas também um pouco por todo o país, têm tido um aumento de participação durante os últimos anos. Este novo recorde permite também melhorar as condições dessas provas e apontar também maiores dimensões das grandes provas de atletismo em Portugal, onde cada vez mais pessoas, atletas amadores, podemos dizer assim, querem participar.
Sem dúvida. Deixe-me dar uma novidade ou informação, melhor dizendo. Sabe que em Portugal a modalidade mais praticada é o atletismo. Nós temos perto de dois milhões de pessoas que praticam a corrida. E eu fico extremamente feliz com isso. Realmente, eu gostaria de ver muitíssimo mais. E eu, como presidente da Federação de Atletismo, isso agrada-me muito e tudo faço para que realmente cada vez mais. Agora, é verdade que estas provas de grande renome internacional, toda a gente quer participar, porque são provas que proporcionam correr tempos muito rápidos e, como tal, nós estamos atentos a estes fenômenos e daí que cada vez queremos que haja mais pessoas a correr.
Domingos Castro, muito obrigado. Perceber só se falou também já com o atleta que conseguiu este recorde e se conseguiu perceber, junto também da equipa deste atleta, como estão os ânimos depois deste recorde.
Olha, é curioso que neste momento estão na minha mão as sapatilhas dele, que ele correu. Vou deixar amanhã na federação, porque vão ser avaliadas, se cumpre todos os requisitos. É curioso que no meio de estudo destes recordes, de critérios e de regulamentos, todos eles têm que obedecer às regras. E neste momento, como eu digo, estão comigo. Vamos fazer chegar aqui em direito para analisar. É uma oportunidade que você me dá, no barulho das licenças, como você sabe, que é assim: a meia maratona de Lisboa é uma prova do calendário da Federação Portuguesa de Atletismo. Ou seja, esta prova para ser realizada, para ser registrada, acreditada e homologada. Porque se a Federação Portuguesa de Atletismo não homologasse esta prova, este recorde não valia. Por isso, quero com isto dizer que na federação, quero que os organizadores, os atletas, todos os intervenientes que estejam legais. E a prova, a meia maratona de Lisboa, está legal porque a Federação Portuguesa de Atletismo aceitou que faça parte do calendário da federação e, como tal, um recorde do mundo que é válido. Isto tem a ver com essas guerras que se fala.
Mas Domingos, guerras à parte, só perceber aquilo que eu tinha questionado, se de fato esteve com o atleta e se estava também animado por ter conseguido registrar este recorde.
Eu próprio entreguei os prêmios. Um dos prêmios foi eu que entreguei precisamente nos mais correntes. Como é óbvio, dei-lhe os parabéns e ele está completamente feliz, porque um recorde do mundo não se bate todos os dias.
É verdade. Jacob Kiplimo bateu o recorde da meia maratona, 21 km, num tempo de 57 minutos e 20 segundos. Aconteceu esta manhã em Lisboa. Obrigado, Domingos Castro, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, por ter estado conosco neste jornal da Uma da Rádio Observador.
E ainda o desporto. Faltam cinco horas, mais coisa, menos coisa, para o clássico que pode ser decisivo nas contas do campeonato. O Benfica recebe o Futebol Clube do Porto, no Estádio da Luz, depois do empate de ontem do Sporting.
Um jogo importante para as contas do título e hoje na Rádio Observador escutamos Drolovic, homem que vestiu a camisola do Futebol Clube do Porto e do Benfica e que para hoje, a única coisa que tem a dizer é que certamente será um jogo equilibrado.
Tenho certeza que vai ser um jogo muito complicado para duas equipas, principalmente nesta altura do campeonato, pode-se decidir muita coisa, na minha opinião. Acho que é jogo muito importante para duas grandes equipas, dois grandes clubes portugueses E vai ser de certeza um derby muito emotivo. Se falamos sobre resultado, o Porto neste momento tem esta vantagem de três pontos sobre o Sporting. Claro que querem manter, pelo menos aumentar esta vantagem. E depois o Benfica, se quiser lutar até ao fim para tentar ser campeão, tem que ganhar. Por isso vai ser um jogo muito complicado para as duas equipas, muito competitivo, certeza, com o estádio muito cheio, praticamente lotado.
Antvisão de Drulovic para esse duelo entre Benfica e Futebol Clube do Porto, Estádio da Luz, seis da tarde.
Emissão especial aqui na Rádio Observador, a começar logo depois do jornal das 16h, duas horas antes do apito inicial. Agora sim, vamos aos desenvolvimentos em torno do conflito no Médio Oriente. O nome do novo líder supremo do Irão já foi escolhido e vai ser anunciado em breve. Miguel, para já, o nome ainda não foi revelado.
Esta manhã a imprensa estatal iraniana tinha avançado que havia consenso em torno do novo Aiatola. É noticiado que o sucessor de Ali Khamenei está escolhido e que o nome será anunciado em breve. O líder supremo do Irão morreu na semana passada na sequência dos ataques dos Estados Unidos da América e de Israel ao Irão. Esta manhã aqui na Rádio Observador escutámos Pedro Ponte e Sousa, é especialista em relações internacionais. Explica que a mudança de Aiatola não significa diretamente uma mudança política no país.
Talvez a questão mais importante é a de que se isto significa uma mudança substancial do comportamento do Irão. E eu confesso que não vejo essa possibilidade como muito plausível. Ou seja, não me parece muito exequível, nem que o futuro traga uma liderança mais forte, mais militarizada, com uma dimensão mais forte do poder. E também não me parece que haja muito espaço para que haja um incentivo especial no sentido da diplomacia e da negociação.
Entretanto, o presidente do Irão já repetiu esta manhã que os ataques vão continuar e garante que o país não se vai curvar perante os Estados Unidos da América. O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irão avisa que as forças iranianas têm capacidade para lutar durante seis meses numa guerra intensa.
08h08, Miguel, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
Uma notícia de última hora. Está a arder um hotel sob construção em Troia, no Conselho de Grândola. O hotel é propriedade da dona da Zara, a empresária espanhola Sandra Ortega. Este alerta foi dado pelas 04h40 da madrugada, mas apenas houve essa informação já na última hora. O incêndio mantém-se ativo, as causas ainda não são conhecidas. A fonte da Proteção Civil detalha ao Observador que o resort tinha abertura prevista para junho. Para o local foram mobilizados cerca de uma centena de operacionais, apoiados por 50 viaturas de várias corporações de bombeiros, bem como elementos da GNR e da Proteção Civil. É um incêndio que ainda está em curso. Oito pessoas ficaram desalojadas esta madrugada na sequência de um incêndio num edifício em Coimbra. O alerta foi dado pouco antes das 05h00, informações da Proteção Civil avançadas à Agência Lusa. O prédio ficou sem condições de habitabilidade. Não há registo de feridos. Hoje assinala-se o Dia Internacional da Mulher e há protestos em todo o país. O Movimento Democrático de Mulheres promove hoje manifestações de norte a sul. O objetivo é lutar pela dignidade e igualdade de direitos.