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Vamos atualizar a informação. Jornal das duas, com Luís Soares. E já vamos à campanha. Primeiro, sobre a atualidade internacional. A Índia e o Paquistão concordaram com um cessar-fogo total e imediato.
Uma informação adiantada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que escreveu na rede social que detém, que a decisão foi tomada após uma noite de conversações mediadas pelos Estados Unidos. Informação já confirmada também pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que acrescenta que as negociações vão continuar agora num local neutro. O ministro paquistanês dos Negócios Estrangeiros já confirmou também que Índia e Paquistão concordaram com esse cessar-fogo com efeitos imediatos. Também a Índia, numa curta declaração, confirma esse cessar-fogo imediato. De resto, os dois lados vão voltar a conversar na próxima segunda-feira.
E os líderes europeus que estão reunidos em Kiev telefonaram a Donald Trump para apresentar uma proposta de cessar-fogo de 30 dias a partir de segunda-feira.
Informação avançada pelo ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, que publicou nas redes sociais uma imagem desse momento. O presidente da Ucrânia, França, também o primeiro-ministro da Polônia, o líder do Executivo britânico e o chanceler alemão ligaram ao líder norte-americano para demonstrar o apoio a essa proposta de cessar-fogo apresentada pelos vários países europeus. O chefe da diplomacia ucraniana explica que se a Rússia concordar e um controle efetivo estiver garantido, um cessar-fogo duradouro pode depois levar a negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia.
E a presidente da Comissão Europeia diz que os 27 estão preparados para impor mais sanções à Rússia.
Foi numa publicação nas redes sociais. Ursula von der Leyen explica que apoia uma proposta de cessar-fogo incondicional. Se isso não acontecer, a União Europeia está pronta para impor mais sanções, sanções mais severas à Rússia. A presidente da Comissão diz que a bola está agora do lado de Moscovo. Diz que o objetivo é alcançar uma paz justa e duradoura para a Ucrânia, o que seria vital para a segurança e estabilidade em toda a Europa. O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, também participou nessa reunião de líderes à distância. Escreveu no X que Portugal aceita a proposta de cessar-fogo incondicional de 30 dias para abrir espaço à negociação da paz justa. O Kremlin não deu sinais de que pretende parar a invasão da Ucrânia, apesar da pressão, nomeadamente do presidente norte-americano. Moscovo já alertou que não haveria tréguas, a menos que o Ocidente interrompesse a entrega de armas a Kiev.
Luís, vamos agora à campanha. José Pedro Aguiar-Branco acusa Pedro Nuno Santos de estar a apostar numa campanha de confusão.
O presidente da Assembleia da República, e também cabeça de lista da AD por Viana do Castelo, participou esta manhã numa arruada ao lado de Luís Montenegro. Aguiar Branco acusa o PS de estar a semear o medo, mas diz que o resultado das eleições vai mostrar que os portugueses não são tontos.
Nós achamos que é importante que haja uma linguagem de verdade, que não se tente estar a confundir os portugueses, como foi com o IRS, como foi com a greve, como foi com a suposta privatização da Segurança Social. São matérias em que se pretende confundir o povo português. E Luís Montenegro tem falado sempre a verdade, dito aquilo que é importante para que façam a sua escolha. E nós confiamos que, não sendo os portugueses tontos, que não são, outros fazem-nos tontos. Nós acreditamos que na hora de votar vai haver essa maioria maior.
Aguiar Branco aos jornalistas no fim do contacto com a população esta manhã, muito participada em Viana do Castelo. Luís Montenegro tem ainda um comício em Famalicão antes da pausa na campanha, por causa do derby desta tarde.
Já Pedro Nuno Santos pegou na mota para dizer que quer acelerar até São Bento. O líder do PS diz que as sondagens provam que o partido está a crescer.
Em Santo Tirso, depois de uma arruada, o líder socialista pegou na mota, que conduziu juntamente com um grupo de motards até ao almoço-comício. O socialista garante que vai acelerar até chegar a primeiro-ministro e acredita que o partido vai vencer as eleições.
Acelerar, vamos ganhar estas eleições e este é o caminho para a vitória.
Viúva a diferença agora aqui no Norte da mobilização?
Nos últimos dias tem sido em crescendo, o que significa que, no que diz respeito às sondagens, elas têm razão, que o Partido Socialista está a crescer e que nós vamos ganhar estas eleições. Acho que as pessoas perceberam que com esta AD e com este primeiro-ministro não conseguem resolver os seus problemas nem conseguem ter estabilidade.
Não há desviste dia 18?
Não, não há. Só há vitória com um partido que vai garantir estabilidade ao país.
É a expectativa de Pedro Nuno Santos, em declarações aos jornalistas, já em Vila Nova de Famalicão, onde participou no almoço-comício. A caravana socialista segue depois para Bragança, para o último ponto de agenda antes de começar o derby.
E o porta-voz do LIVRE defende que um bloco central seria indesejável e um problema para o país.
Ideia deixada por Rui Tavares em declarações aos jornalistas depois de uma visita à feira de Alverca, no Conselho de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa. O porta-voz do LIVRE diz que é preciso voltar ao parlamentarismo mais responsável e mais genuíno.
As regras do parlamentarismo é quem consegue dar condições de governabilidade. Quem consegue assegurar que no Parlamento tem condições de coerência ideológica, de ter uma bancada parlamentar que consegue apoiar um governo. Bem, uma das hipóteses que está em cima da mesa, e essa é a indesejável para o país, é um bloco central, porque entrega a oposição à extrema-direita.
Os perigos de um bloco central apontados pelo porta-voz do LIVRE, Rui Tavares.
E Luís, o presidente da Conferência Episcopal, dom José Ornelas, considera que a rapidez com que o papa Leão XIV foi eleito comprova que a Igreja pretende dar continuidade à atual linha ideológica.
E descreve o papa Leão XIV como um homem simples, competente e com um humanismo muito grande. Entrevistado no Explicador das manhãs 360, dom José Ornelas realça que a vontade de construir pontes e a rapidez com que foi eleito demonstra que o novo líder da Igreja Católica quer continuar o trabalho do papa Francisco.
A rapidez com que foi feita a eleição, se fosse uma figura que se afastasse da linha atual da Igreja, não teria sido eleito tão rapidamente. A meu ver, esta é a minha interpretação. Mas não só. Todo o tema que ele traz Construir pontes em vez de barreiras. E isso também é o perfil dele como norte-americano, mas com cidadania sul-americana, num país como o Peru, com grandes dificuldades e com muita pobreza, significa uma continuidade muito grande de temas, seja no interior da igreja, seja para fora dela.
Dom João Nelas lembra ainda que os papas Leão têm um histórico de intervenção no campo social, concretamente no que toca à dignidade do trabalho. Diz, por isso, que Robert Francis Prevost deve também dedicar-se a este tema.
Passamos ao desporto. Na antevisão do derby entre Benfica e Sporting, a ideia é unânime: este é o jogo que vai decidir o campeonato.
Análise feita no "E o Campeão É" desta manhã pelo adepto benfiquista João Pinto, também pelo adepto do Porto, Luís Pinto Coelho, e o árbitro Pedro Henriques. João Pinto acredita que Bruno Lage vai ter uma abordagem tradicional a esta partida.
A versão standard. É aquela versão do Bruno Lage que joga para ganhar, que tem criatividade coletiva, que sabe atacar, que sabe explorar os espaços. Acho que é o 11 tradicional numa tática standard. Que bom que o Benfica jogou sempre para ganhar. A única exceção que temos nesta temporada foi aquele jogo em Munique. Tirando esse jogo, o Benfica jogou sempre para ganhar, contra adversários mais fracos, mais fortes. Às vezes conseguiu, outras vezes não, mas a máquina está oleada, está treinada.
Expectativa do adepto do Benfica, João Pinto. Já o adepto do Porto, Luís Pinto Coelho, acredita que o Benfica parte como favorito para o jogo.
O fator casa, obviamente, que ajuda sempre nestas questões. Relativamente aos treinadores, Bruno Lage é mais experiente a este nível. Já foi campeão nacional, tem experiências no estrangeiro, por isso há aqui também essa maturidade nestes jogos. E depois há aqui uma coisa que me parece que pode ser fundamental neste jogo, que é a profundidade do banco do Benfica. Uma coisa é ter Belotti, Bruma, Scheldrup, Amdouni, Dal e poder, em função do jogo, ter várias peças para mexer e o Sporting parece um bocadinho mais pobre no banco.
Já o árbitro Pedro Henriques não olha para nenhum favorito, mas diz que independentemente de haver ou não campeão, o jogo vai decidir o título.
Hoje, com o campeão ou mesmo com o tal empate que deixa o Sporting na frente, entre aspas, na frente no sentido de depender dele, ou com a vitória do Benfica por um, que deixa o Benfica na frente no sentido de só depender dele, ouviçam o que eu vou dizer: na última jornada, o Sporting e o Benfica precisarem de ser campeões, e estou a dizer isto pela forma mais positiva e normal. As equipas maiores e melhores, na última jornada, precisarem de ser campeãs, com uma vitória e com empate, o que quer que seja, são, não por qualquer mistério, é porque são melhores e porque encostados às cordas, no bom sentido da palavra, numa decisão última, acabam por ser campeões. E portanto, é por isso que eu hoje digo que o jogo é decisivo.
Expectativa do árbitro Pedro Henriques. Análise feita hoje no "E o Campeão É", da Rádio Observador.
Um programa que já pode ouvir em podcast e também no nosso site observador.pt. E de recordar mais uma vez a emissão especial para acompanhares o derby arranca aqui na Rádio Observador depois do jornal das 15h. Rádio Observador, 98.7.
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Este já não é o que era. Não me apoia como antes, já não pode mais comigo e eu, pronto, também não aguento mais, já lhe disse.
Força, chefe, a vida segue, vai encontrar a tal.
Vou, pois. Hoje quando sair daqui vou direito à festa. Com cada promoção.
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