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As notícias. Jornal das duas com edição do Miguel Videira. Miguel, as autoridades israelitas libertaram mais 171 ativistas que integravam a flotilha humanitária. Nesse grupo está incluída Greta Thunberg.

Libertados e deportados para a Grécia e Eslováquia, ainda há 132 ativistas detidos por Israel. Ontem à noite chegaram a Lisboa os quatro ativistas portugueses que também integraram a flotilha. Foi tema abordado durante esta manhã de campanha rumo às autárquicas do próximo domingo. Há críticas à direita e à esquerda à atuação do governo. Ora, Luís Montenegro, pelo contrário, defende que o executivo português tem tido uma postura equilibrada.

Eu ouço essas críticas e ouço depois as outras, que é que o governo foi longe demais nas posições que tomou. O que revela o equilíbrio da posição do PSD, do CDS e do governo como um todo, desta coligação que hoje governa o país e que também governa duas regiões autônomas e muitos municípios.

Sobre este tema, pronunciou-se também hoje o presidente do CDS, parceiro de coligação do PSD, Nuno Melo emprega um tom diferente.

Eu não vou dar mais para esse peditório. Os ditos ativistas já fizeram o seu número, já pararam em Ibiza, já pararam na Tunísia, chegaram a Israel. Passados dois dias, foram devolvidos à casa, já fizeram a sua coisa panfletária, não resolveram nada do ponto de vista humanitário. Agora, se iam talvez se concentrassem também um pouquinho nas eleições autárquicas, porque nós quando temos eleições autárquicas, estamos a trabalhar em eleições que são importantíssimas para o povo português. Não é do outro lado do Mediterrâneo, é aqui mesmo em Portugal. De resto, não tenho que contribuir mais para as campanhas panfletárias do Bloco de Esquerda. Há muito quem o faça, eu não vou fazer mais.

As críticas de Nuno Melo, confrontado esta manhã com a chegada dos quatro ativistas, incluindo a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, no aeroporto de Lisboa.

Paulo Raimundo pede que o governo responda aos apelos de solidariedade com a Palestina e respeite a vontade do povo português, ao invés de tomar decisões em função das agendas de outros.

Essa expressão usada pelo secretário-geral do PCP, que participou esta manhã numa arruada na Rua de Santa Catarina com a candidata à Câmara Municipal do Porto, Diana Ferreira. Aos jornalistas, reagiu à chegada dos quatro ativistas, Paulo Raimundo saúda a causa palestiniana e pede mais ação do governo.

Três aspetos fundamentais que são precisos resolver de imediato: o cessar-fogo, o fim do genocídio, o reconhecimento dos direitos nacionais do povo da Palestina e a entrada imediata da ajuda humanitária. São três elementos que se colocam neste momento, sobre os quais toda a população portuguesa, e em particular a juventude, tem exigido, de forma muito clara, e que o governo tem que responder a isso. O governo português tem que fazer tudo para que isso se concretize e não andar, diria assim, enluado atrás das agendas de outros, que não são as agendas do povo português nem do Estado português.

Sobre a corrida à autarquia da cidade invicta, Paulo Raimundo quer manter a deputada única, mesmo que as sondagens o contrariem.

As sondagens também aqui no Porto não votam. Os comentadores também aqui no Porto não votam, os artigos de jornal também aqui no Porto não votam. Quem vota é o povo. Nós estamos a fazer uma grande campanha, com um contacto muito alargado, com muita gente envolvida, e é uma grande confiança. É uma confiança que não vem das sondagens, não vem dos artigos, vem do contacto, do esclarecimento.

Declarações de Paulo Raimundo aos jornalistas na Rua de Santa Catarina, na cidade do Porto. A caravana comunista arranca agora em direção a Matosinhos, com o resto do dia reservado ao Minho.

André Ventura só admite um cenário para as eleições autárquicas em Lisboa: a vitória.

Foi o que disse esta tarde, no final de uma arruada com o candidato Bruno Mascarenhas, em Chelas. O líder do Chega reconhece que o território é difícil para o partido, mas acredita num bom resultado nas eleições do próximo domingo.

O Chega quer, está a lutar por ganhar em Lisboa. Temos uma excelente candidatura, temos uma candidatura que conhece bem os problemas da cidade, conhece bem os dossiês da cidade, quer na habitação, quer na limpeza urbana e na higiene urbana, quer na questão da criminalidade e da imigração. Apresentou um programa estruturado para isso, com objetivo ambicioso. Estamos numa zona onde ainda nas últimas legislativas o Chega venceu, aqui na zona de Marvila. Portanto, nós temos muita esperança que haja um grande resultado em Lisboa também, na capital.

Também Bruno Mascarenhas, o candidato do Chega à autarquia de Lisboa, traça o mesmo objetivo e garante que se perder, não dá as mãos a Carlos Moedas.

Nós ou ganhamos ou então faremos oposição. Isso é claro. Nós não alinhamos com o engenheiro Moedas nem com o PS. Portanto, nós faremos o nosso trabalho na oposição, mas o objetivo, e estamos aqui, e quero agradecer muito ao presidente ter vindo estar aqui conosco, darmos o seu apoio. Para a equipe é muito importante que ele aqui esteja. E, portanto, presidente, nós estamos aqui para ganhar.

Bruno Mascarenhas, confiante na vitória, tal como o presidente do Chega, André Ventura, os dois juntam-se a esta hora a Rita Matias no almoço. Rita Matias, a candidata à autarquia de Sintra.

Menos de um mês depois de ter sido nomeado, o primeiro-ministro francês demitiu-se esta manhã.

Sim, Sébastien Lecornu entende que não tem condições para continuar a exercer o cargo. Vinte e sete dias após ser indigitado, apresentou a demissão ao presidente francês. Emmanuel Macron aceitou. A demissão acontece depois de Sébastien Lecornu ter sido alvo de várias críticas, incluindo da força política a que pertence, pelas escolhas que fez para o novo governo e que apresentou agora.

Ser primeiro-ministro é uma tarefa difícil, sem dúvida, ainda mais difícil neste momento, mas não podemos ser primeiro-ministro quando as condições não estão reunidas. Nas últimas três semanas, no entanto, tentei estabelecer as condições nas quais poderíamos aprovar um orçamento para a França, para o Estado, mas também para a Segurança Social e responder a algumas urgências importantes que não podem esperar até 2027, até às eleições presidenciais. Tentei construir um caminho com os parceiros sociais, forças patronais, forças representativas dos sindicatos dos trabalhadores, nomeadamente sobre assuntos que foram alvo de bloqueios.

Entre os partidos da oposição, o líder da França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, pede a demissão de Emmanuel Macron, o presidente francês. Já Jordan Bardella, líder da União Nacional de extrema-direita, vai pedir a Emmanuel Macron que dissolva o Parlamento e garante que está pronto para assumir responsabilidades. É um pedido apoiado pela dirigente histórica do partido. Marine Le Pen afirma que é absolutamente incontornável a chamada de Jordan Bardella para assumir as funções de primeiro-ministro.

À Rádio Observador, o especialista em assuntos europeus, Paulo Sande, diz que se adivinhava uma moção de censura ao governo apresentado por Sébastien Lecornu.

Paulo Sande considera que a crise política reflete um problema maior no Palácio do Eliseu e para o inquilino, Emmanuel Macron.

Atirou as culpas para a incapacidade dos partidos de se entenderem, mas também, no fundo, aqui há um problema acima dele. Este primeiro-ministro e este governo que este primeiro-ministro apresentou, naturalmente concertado com Macron, eu diria que era quase o último reduto. Dificilmente vejo que alguém possa vir a aceitar ser convidado para um próximo governo, que durará, se calhar, já não 22 ou não sei quantos dias, mas ainda menos do que isso, e vir batendo recordes sucessivos da duração dos governos em França.

Paulo Sande, especialista em assuntos europeus, antecipa uma ida às urnas antecipadas, eleições legislativas e uma governação difícil para o próximo Executivo, seja ele qual for.

Arrancam hoje as negociações do plano de paz proposto por Donald Trump. Delegações dos Estados Unidos, Israel e Hamas vão estar reunidas no Egito.

Sendo que a delegação de Israel já chegou. As negociações decorrem na cidade de El-Siis, conhecida como Cidade da Paz. Trump quer que o acordo seja celebrado o mais rapidamente possível e já anunciou que a primeira fase de negociações deve terminar ainda esta semana. A representar a delegação do Hamas vai estar Khalil al-Hayya, o negociador-chefe do grupo, que não era visto em público desde o ataque israelita ao Catar há quase um mês. As negociações acontecem enquanto milhares de pessoas em todo o mundo se manifestam contra a ofensiva israelita, que nas últimas 24 horas vitimou 21 palestinianos e deixou uma centena de feridos. Apesar do pedido de Trump ao governo de Netanyahu, na sexta-feira, para parar os ataques.

O Prêmio Nobel da Medicina foi hoje atribuído a três cientistas pela descoberta de um mecanismo do sistema imunológico.

Mary Bronkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi foram distinguidos pelas descobertas na área da tolerância imunitária periférica, um importante mecanismo que impede o sistema imunológico de prejudicar o corpo. Luís Graça, médico especialista em imunologia clínica e investigador no Instituto de Medicina Molecular, explica de forma mais clara como funciona o sistema imunitário e em que consiste esta descoberta agora distinguida.

Nós sempre pensamos no sistema imunitário como conjunto de células que nos protege contra infeções. Só que o sistema imunitário, para funcionar bem, tem que ser capaz de nos proteger, mas ao mesmo tempo não pode causar lesão, dano, nas nossas próprias células. E esta descoberta foi a descoberta do mecanismo regulador que faz com que o sistema imunitário consiga atacar os micro-organismos que nos invadem, mas ao mesmo tempo não causar destruição nas nossas próprias células.

Luís Graça explica ainda que estas células T reguladoras são fundamentais para o balanço do sistema imunitário, ajudam o corpo a autoproteger-se de doenças provocadas pelo próprio sistema imunitário. É o caso dos cancros.

Estas células que o Shimon Sakaguchi e os colegas descobriram é fundamental para o balanço do sistema imunitário entre agressão e defesa. E por isso é fundamental para toda a função do sistema imunitário, para a melhor resposta do sistema imunitário contra tumores ou em vacinas, mas também para nos proteger de doenças em que é a ação do sistema imunitário a causar a doença, como as doenças inflamatórias, doenças inflamatórias do intestino, doenças autoimunes como a artrite reumatóide ou a diabetes ou doenças alérgicas.

Luís Graça, médico especialista em imunologia clínica, em declarações ao Observador. A entrega dos Prêmios Nobel 2025 arrancou esta segunda-feira com o Prêmio Nobel da Fisiologia ou Medicina. Continua ao longo da semana com a entrega dos prêmios de Física, Química, Literatura e Paz. Os vencedores recebem cerca de 11 milhões de coroas suecas, o equivalente a 1 milhão de euros.

Fica por aqui o Jornal das duas, com a edição do Miguel Videira.