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Boa tarde, vamos às notícias . Jornal das duas com José Rafael Lopes e José Luís Marques Mendes admite que é normal ouvir críticas à Ministra da Saúde.
Em Viana do Castelo, onde esteve na rua a cumprimentar a população, Luís Marques Mendes ouviu queixas sobre o SNS. O candidato apoiado pela AD falou aos jornalistas pouco depois ter ouvido, da boca de um eleitor, um pedido de demissão de Ana Paula Martins, um pedido que Luís Marques Mendes diz ser natural, uma vez que, para o candidato, é também natural que a Ministra da Saúde escute críticas sobre o setor.
Eu compreendo as críticas das pessoas, as preocupações. As pessoas dirigiram-se a mim, com preocupações mais do que legítimas. Preocupações sobre a saúde. É verdade, eu acho que as preocupações são mais do que legítimas. Já ontem vos falei desse assunto. Enquanto não forem introduzidas algumas mudanças estruturais na organização e na gestão do Serviço Nacional de Saúde, eu acho que, infelizmente, vários destes problemas vão manter-se.
Isso é uma critical nesta campanha?
Não, isso acho que não, mas em qualquer circunstância as coisas são como são.
Luís Marques Mendes, depois de uma iniciativa no centro de Viana do Castelo, com bombos e uma passagem pelas famosas bolas de Berlim do Natário.
António José Seguro diz que será um presidente da República capaz de dar vários murros na mesa.
O socialista diz que está desejoso de se reunir com o primeiro-ministro para discutir o estado da saúde em Portugal, isto, claro, se vencer as eleições presidenciais. António José Seguro esteve esta manhã no Mercado Municipal de Braga, à procura de votos, João Gama, de eleitores do PSD. António José Seguro passou a manhã no Mercado Municipal de Braga e, apesar de sair sem compras feitas, vai servir, mais logo, um prato cheio de preocupações.
Isto foi em outubro, levei os exames lá. Sabe o que é que me disseram? Só no fim de janeiro é que podem ser feitos.
Da Saúde para a Segurança Social, António José Seguro levou pela mão o presidente da Junta de Freguesia de São Vicente para ouvir as preocupações de uma potencial eleitora.
Diz que não precisa de obras. Se pudesse ajudar ou mandar alguém. Vamos fazer assim. Está bem. Calhou bem. Hoje tenho os olhos limpos, está bem? Calhou bem.
Os abraços são a prova de que os votos podem mesmo chegar da direita.
Eu quero que isto vá para a televisão. Toda a vida votei PSD. Agora, vou ter que mudar. E eu tenho uma esperança que vou votar no senhor. Ainda não sei, mas a minha família, os meus quatro vão votar no senhor. Se for para o governo, deite a mão ao primeiro-ministro, que eu votei nele, estou arrependidinha da minha vida.
Por contraponto aos outros candidatos.
Marques Mendes e almirantes, isso mal nada faz. Obrigado pelo seu apoio. Obrigado. Eu sempre votei no PS e agora mais que voto. Obrigado.
E dado o descontentamento, a pergunta: António José Seguro pode ser um presidente que dê um murro na mesa?
Claro, eu dou vários murros na mesa, porque sou muito firme nas minhas convicções. E naturalmente, vamos ter nos próximos dias também momentos para fazer a diferença entre aquilo que eu proponho ao país e que propõem outros candidatos. Mas volto a dizer, na lama não contem comigo.
António José Seguro, aqui numa visita ao Mercado Municipal de Braga, visita essa acompanhada pelo João Gama.
E André Ventura diz que Luís Montenegro vai ter de assumir uma escolha na segunda volta entre o candidato do Chega ou o candidato do PS.
Numa reação ao encontro entre Santana Lopes e António José Seguro, André Ventura antecipa um desafio para Luís Montenegro numa segunda volta, já a apontar para um duelo com o candidato apoiado pelo PS na segunda volta. André Ventura diz que o líder do PSD vai ter de esclarecer quem é que o partido apoia.
A minha expectativa é de vencer a primeira volta e de chegar à segunda volta.
E de ter o apoio da AD?
Na segunda volta, isto não é uma questão de expectativas, eu quero ter o apoio do povo português. Mas tal como já vos disse, será interessante saber o que é que o primeiro-ministro, mais até do que outro qualquer, mas o primeiro-ministro e o líder do PSD farão perante um socialista e alguém com quem fizeram acordos na área da imigração, na área da nacionalidade, na área da descida de impostos. Ainda ontem, todas as medidas da habitação que o governo queria aprovar, aprovou por causa do Chega.
André Ventura, numa ação de campanha sobre o encontro entre António José Seguro e Santana Lopes. André Ventura desvaloriza, diz que também ele tem uma boa relação com o presidente da Câmara da Figueira da Foz.
E António Filipe rejeita ser responsabilizado pela desunião da esquerda e sublinha que cabe aos adversários, nesse espaço político, explicar porque não avançaram depois dele.
O comunista lembra que quando anunciou a candidatura a Belém, só havia três nomes confirmados na corrida: Henrique Veiga Melo, Luís Marques Mendes e António José Seguro. Para quem avançou depois, diz António Filipe, não precisava de o ter feito.
A minha candidatura avançou no momento em que não havia candidatura de esquerda e, portanto, não posso ser acusado de ter qualquer iniciativa no sentido da divisão, no sentido de impedir a unidade, impedir a convergência. E portanto, se essa responsabilidade pode ser assacada, será a candidaturas que apareceram posteriormente e que creio que serão essas candidaturas que devem ter o ônus de explicar porque é que não se identificam com a minha candidatura, porque a minha candidatura já cá estava.
António Filipe assegura que todas as candidaturas têm legitimidade e que a escolha cabe aos eleitores.
E João Cotrim Figueiredo e Jorge Pinto cruzaram-se esta manhã nas Caldas da Rainha, José.
E tiveram uma troca de palavras marcada pela boa disposição.
Estás bom?
Está tudo bem.
Olha, vi ali um posto dos CTT, se quiseres enviar uma carta nova para o Montenegro ou outra pessoa qualquer, ainda podes. Está aqui um posto de CTT.
Por e-mail.
Por e-mail.
Jorge, é o mínimo.
Mas a carta fica registada.
Eu sei que sou mais velho que tu, mas não te esqueças.
Aquela carta que eu mandei ao Seguro há uns 10 anos, mais de 10 anos, foi por carta via postal.
Lembro, lembro. Outros tempos.
Mas fica registada.
Tu eras um jovem embara penaltera agora.
Agora já tenho barba forte e rijo.
Muito obrigado, Jorge.
Boa campanha.
Boa campanha. Vais até o fim?
Claro que vou! Vou até o fim e não confundo eleições. Isto é para a Presidência da República, não é para a presidência da IL. Também é importante não confundir as eleições.
Da IL. Tu achas que eu vou voltar à presidência?
Diz-me tudo.
Vamos apostar.
Diz-me tudo.
Não, se tens tanta confiança nessa análise, vamos apostar.
Vamos lá ver. Muito bem.
Vamos fazer uma coisa simples: um almoço num restaurante à minha escolha.
A aposta ficou selada entre Jorge Pinto e João Cotrim Figueiredo. Daqui a dois anos é que se vai conhecer qual é que é o restaurante escolhido pelo candidato liberal e quem é que vai efetivamente ter de pagar.
Noutros temas, o Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se esta segunda-feira, a pedido da Ucrânia, na sequência dos mais recentes ataques russos e da utilização de um míssil de última geração por parte de Moscovo.
Uma informação que consta na agenda do Conselho da ONU, que foi alterada e publicada ontem à noite. Esta reunião é marcada na sequência de um pedido do embaixador da Ucrânia na ONU, que denunciou os ataques da Rússia através de uma carta à qual a AFP teve acesso. Os novos ataques russos na noite de quinta-feira acabaram por afetar o aquecimento de metade dos edifícios residenciais de Kiev, o que levou a que o presidente da Câmara pedisse à população para abandonar temporariamente a capital ucraniana. Neste bombardeamento, as forças russas utilizaram um míssil balístico que ainda só tinha sido utilizado uma vez desde o início da guerra em fevereiro de 2022. O pedido de reunião da Ucrânia foi apoiado por seis membros do Conselho. São eles França, Reino Unido, Letónia, Dinamarca, Grécia e Libéria.
E Donald Trump afirma que vai tomar a Gronelândia, a bem ou a mal, independentemente da aprovação da Europa. O historiador Bruno Cardoso Reis diz que na possibilidade de um ataque, os Estados Unidos vão atacar um aliado membro da NATO.
Donald Trump voltou a insistir no tema ontem, numa conferência de imprensa na Casa Branca. O tema da Gronelândia ganha cada vez mais importância nos cinco continentes, aqui na Rádio Observador. O historiador Bruno Cardoso Reis defende que a Dinamarca precisa de ganhar tempo e, apesar de ser complicado, tem mesmo de aguardar para perceber o que vão fazer os Estados Unidos.
Podem fazer uma coisa que é obrigar os Estados Unidos a disparar e assumir esta questão, que é: vão atacar um país aliado. Vão atacar um país aliado da NATO, um aliado leal desde 1949, um país que enviou tropas, teve baixas significativas, por exemplo, no Afeganistão. É claro que a desproporção de poder é enorme. A Dinamarca tem um exército com um volume de efetivos próximo do português, até um pouco inferior, à volta de 19 mil soldados, marinheiros, pilotos. Os Estados Unidos são 2 milhões de militares. Portanto, realmente a desproporção é brutal.
Bruno Cardoso Reis, a sublinhar que caso os Estados Unidos da América ataquem a Gronelândia, estarão a atacar um aliado da NATO. Destaca também o historiador a importância da independência do território face à Dinamarca.
Está feito o jornal das 14h00.