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Edição das duas na Rádio Observador com Miguel Videira. Miguel, o silêncio vai marcar os derradeiros dias de Marcelo Rebelo de Sousa como presidente da República.

O palco agora é para o sucessor. Habituados a escutar as opiniões do presidente sobre temas de atualidade, os jornalistas questionaram nesta quinta-feira Marcelo Rebelo de Sousa sobre a escolha do novo ministro da Administração Interna, Luís Neves, e as mais recentes declarações de Pedro Passos Coelho sobre o trabalho do governo. O presidente, ainda em funções, não quis responder.

Estou a oito dias de sair. Portanto, é aquele momento em que estou de saída do palco e está de entrada no palco o presidente Seguro. Eu, neste momento, não comento nada da vida nacional ou internacional. Esta é a altura de estar silencioso e de deixar quem vai entrar realmente no papel decisivo.

Marcelo Rebelo de Sousa quer deixar o palco para o presidente eleito António José Seguro. Declarações esta tarde de visita surpresa à BTL, a Bolsa de Turismo de Lisboa, no Parque das Nações.

Miguel, quem também esteve na BTL foi o secretário-geral do PSD, Hugo Soares, que voltou a ser confrontado com as mais recentes declarações de Pedro Passos Coelho.

O antigo líder do partido e primeiro-ministro criticou a escolha do novo ministro da Administração Interna e a falta de ímpeto reformista do governo. Nada que faça mossa no PSD, diz Hugo Soares.

Não, de todo incômodo. Eu creio que os senhores sabem e o país sabe, acho eu, que eu ontem dei uma entrevista a falar sobre o tema. Hoje já há uma entrevista publicada num jornal de referência nacional onde eu falo sobre o tema. Agora, eu também creio que os senhores jornalistas respeitarão a oportunidade que eu tenho, e não são muitas, de poder puxar por aquilo que o país faz de bem. E o turismo é um dos setores onde o país faz bem. Mas as declarações de Passos Coelho fazem bem ao grupo parlamentar do PSD? Nem bem, nem mal.

Indiferente, sentencia Hugo Soares à margem da visita que fez esta manhã à Feira de Turismo de Lisboa.

O secretário-geral do PS formalizou esta manhã a recandidatura à liderança do partido e deixou uma garantia: não é pelo PS que a legislatura não vai chegar ao fim.

Uma garantia plasmada na moção de estratégia global que o recandidato à liderança do Partido Socialista vai levar a votos no congresso agendado para o final de março, em Viseu. A este propósito, João Kama, José Luís Carneiro antecipa que a instabilidade pode vir de outro quadrante político.

É com a imagem de oposição colaborante que José Luís Carneiro vai a votos nas eleições diretas do Partido Socialista. O secretário-geral desafia o governo a resistir ao canto de sereia do Chega e aposta numa legislatura completa até 2029 e sem eleições antecipadas, mas com um senão.

Eu vejo que hoje o principal fator de instabilidade dentro da AD, de facto, não é o Partido Socialista, nem os partidos da oposição. É a mesma própria AD. Olhando para as declarações do doutor Passos Coelho em relação ao governo, elas suscitam a maior preocupação sobre a capacidade da própria AD manter a estabilidade política no país.

Confessa assim concordar com algumas das críticas apontadas por Pedro Passos Coelho.

Bom, estou a dizer que tem razão quando diz que não há qualquer reforma do Estado, contrariamente àquilo que o governo apresenta, e concordo também quando diz que o governo está a enxamear toda a administração pública com cargos de cariz partidário.

Apesar de ser candidato único, diz que convocou os críticos a colaborar nesta reflexão interna do Partido Socialista.

Veja, nós nunca podemos ter o melhor de dois mundos. Se tivéssemos muitos adversários, diriam que o partido estava pulverizado e estava fragmentado. Porque agora eu sou um candidato único, também não pode ser visto aí um fator de fraqueza. Eu diria que é um fator de força não ter aparecido nenhuma candidatura alternativa à atual liderança do Partido Socialista.

Na moção política, Carneiro quer renovar os estatutos e a imagem do Partido Socialista. Quanto ao país, quer fazer diferente do governo, que acusa de cortar os tendões do Estado e de não manter os serviços essenciais.

O PS vai a votos para eleger um novo secretário-geral nos próximos dias 13 e 14 de março. José Luís Carneiro, como disse, é candidato único. O prazo para entrega de moções termina hoje.

Quase um mês depois, a EDP anuncia que já foi restabelecido a 100% o abastecimento de eletricidade aos clientes afetados por cortes que decorrem do mau tempo.

Foi isso que revelou esta manhã o presidente-executivo da empresa, Miguel Silva de Andrade. Agradece a todos os colaboradores internos e externos o esforço feito, tendo em conta a dimensão dos estragos: 6.000 km de rede atingida, perto de 5.800 torres danificadas. Estiveram envolvidos na reparação da rede 2.400 técnicos.

Miguel, a luz voltou, mas há serviços que ainda não foram repostos numa das localidades que durante mais tempo teve que lidar com a falta de energia.

Vieira de Leiria. O presidente desta junta de freguesia do Conselho da Marinha Grande diz que a população está, pois claro, satisfeita com o regresso da eletricidade. Ainda assim, Álvaro Cardoso denuncia a falta de resposta da MEO, a operadora que detém o monopólio da fibra naquela freguesia. Continuam a faltar comunicações.

Não obstante a fatura vir de igual forma por aquilo que me tem feito chegar. Falo na MEO pelo fato de a MEO ser a única detentora de fibra na freguesia e tem sido pressionada e nada acontece. Aliás, nós temos trabalhadores que se encontram em teletrabalho a trabalhar. Pediram autorização à junta, arranjamos uma sala para eles poderem trabalhar da junta, porque temos o sistema Starlink e isso permite-lhes ter net para eles continuarem a exercer as suas atividades profissionais.

Álvaro Cardoso, o presidente da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, preocupado com a falta de comunicações. A MEO ainda não repôs o serviço nesta freguesia do Conselho da Marinha Grande.

No desporto, o Futebol Clube do Porto vai tentar consolidar a liderança do campeonato. Já amanhã recebe o Arouca no Dragão.

Na antevisão à partida, o técnico dos azuis e brancos, Francesco Farioli, lembra os avisos já feitos. O técnico dos dragões elogia o trabalho de Vasco Seabra ao leme da equipa de Arouca.

I confirm what I said in my first press conference

Volto a lembrar o que disse na conferência de imprensa da primeira volta. Tenho de dar crédito ao treinador, porque está a fazer um grande trabalho. Também temos de elogiar as bolas paradas. Tem combinações ofensivas muito bem trabalhadas e, por isso, é uma equipa que merece toda a nossa atenção e foco.

Para o jogo desta sexta-feira, Fariol ainda não pode contar com os defesas Tiago Silva e Martim Fernandes, que estão lesionados. Também o jogador espanhol Borja Sáenz está fora dos convocados. Por outro lado, o central polaco Kivior recuperou e está disponível para a partida a contar para a jornada número 24 do campeonato. O apito inicial está marcado para as 18h45. Há relatos e comentários aqui na antena do Observador.

14h07, Miguel, que outras notícias estão em destaque a esta hora?

A terceira ronda de negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão em Genebra, na Suíça, está interrompida para almoço. Os Estados Unidos fazem duas exigências: o desmantelamento de três instalações nucleares e a entrega de todo o urânio enriquecido por Teerão. Segundo o Wall Street Journal, estes pedidos podem ser difíceis de aceitar pelas autoridades iranianas, que reiteram o direito a enriquecer urânio para fins civis. A reunião é mediada por Omã e centra-se exclusivamente no programa nuclear iraniano. Esta terceira ronda negocial decorre sob o signo da ameaça dos Estados Unidos de intervirem militarmente em território iraniano. Em Tabuaço, no distrito de Viseu, o corpo de uma mulher foi encontrado em elevado estado de decomposição. Segundo a TVI e CNN Portugal, trata-se de uma cidadã brasileira desaparecida desde junho de 2025. A Polícia Judiciária está no local. Há indícios de crime. O corpo foi, entretanto, levado para a medicina legal do Hospital de Vila Real. O crédito à habitação registou em janeiro o maior crescimento desde fevereiro de 2006. Dados do Banco de Portugal revelam que no primeiro mês deste ano os empréstimos para habitação cresceram cerca de 10%.

Edição das 14h com Miguel Vilela, que está de regresso às 14h30 para atualizar as notícias.