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Vamos às notícias. Jornal das duas, com o José Rafael Lopes. E começamos na atualidade internacional. Israel rejeitou o plano de paz com 15 pontos para a Faixa de Gaza.

Um plano elaborado pelo Conselho de Paz, criado por Donald Trump, e que teve luz verde do Hamas, posição confirmada por Benjamin Netanyahu na última hora. O primeiro-ministro israelita garante que o exército do país não vai sair de Gaza até o Hamas estar completamente desarmado. O primeiro-ministro israelita adiantou ainda que Tel Aviv está em conversações com os Estados Unidos da América sobre o plano, considerando que alguns dos pontos não são aceitáveis para Israel. É uma das justificações para a nega de Israel. Esta tomada de posição surge no mesmo dia em que o jornal "Times of Israel" escreve que Benjamin Netanyahu terá dado autorização para o início das obras de reconstrução na Faixa de Gaza. O jornal aponta para uma decisão tomada há duas semanas e diz que os trabalhos de reconstrução já terão mesmo começado no leste de Rafah.

Irão e Omã insistem que está para breve um acordo para permitir a navegação no Estreito de Ormuz, mas as exigências iranianas podem complicar o cenário de entendimento.

O Irão pretende que os Estados Unidos fiquem de fora das conversas e ter maior domínio sobre a passagem. Na Rádio Observador, o tenente-general Marcos Serronha diz que o Irão não quer apenas gerir o tráfego marítimo, quer também forçar de forma total a saída das forças americanas da região.

Além de parar com a guerra, por assim dizer, exige a paragem do bloqueio naval e a saída do dispositivo militar do Médio Oriente. Portanto, o que me parece difícil nesta fase que os Estados Unidos possam aceitar naturalmente.

Para o tenente-general Marcos Serronha, os Estados Unidos estão a abdicar de objetivos iniciais, como o desarmamento nuclear e de mísseis, para se focarem apenas na reabertura do estreito de Ormuz. Esta cedência pode transformar-se num desastre estratégico e Donald Trump poderá ficar pior que Barack Obama há 10 anos. Marcos Serronha diz ainda que Washington vai ter de garantir pelo menos dois pilares fundamentais para assegurar um cessar-fogo.

Nomeadamente, a abertura do Estreito de Ormuz, de forma de passagem livre, que é o que está a ser negociado durante 60 dias e, a partir daí, serem aplicadas algumas fis à semelhança do que se passa no Estreito de Malaca. Embora depois, o retorno do dinheiro das fis não se saiba ainda bem para onde é que vai, se vai exclusivamente para o Irão e para Omã, ou se é distribuído todos os países do Golfo. Essa é outra questão, é a questão nuclear, naturalmente.

As próximas horas vão ser decisivas para perceber se a Casa Branca aceita as condições de Teerão ou se mantém o braço de ferro militar. É a análise do tenente-general Marcos Serronha no Gabinete de Guerra, aqui na Rádio Observador.

António José Seguro lamenta que não saiam da gaveta muitas das recomendações feitas ano após ano para melhorar a prevenção dos incêndios.

É um lamento manifestado há pouco pelo presidente da República, durante a cerimónia que assinala os 150 anos dos Bombeiros Voluntários da Guarda. António José Seguro quer mais meios e mais formas de ajudar a lutar contra os incêndios.

Tenho transmitido a necessidade de melhorarmos a prevenção e a capacidade de resposta. O relatório da Comissão Técnica Independente, que avaliou os incêndios de agosto do ano passado e foi revelado há poucos dias, vai no mesmo sentido. E aponta algo ainda mais preocupante. Muito ficou por fazer depois dos relatórios interiores dos incêndios de 2017. E essas falhas reduziram a nossa capacidade de resposta aos grandes incêndios do ano passado.

António José Seguro aponta também o dedo aos anúncios que ficaram por cumprir. Dá o exemplo do incêndio de 2022 na Serra da Estrela. O governo, após esse incêndio, que durou mais de duas semanas, anunciou uma verba de € 155 milhões para avançar com a revitalização do Parque Natural. O balanço, António José Seguro, é este:

Quase nada foi investido dos € 155 milhões anunciados. Ora, quando se assinala meio século do Parque Natural da Serra da Estrela, em vez de passa-culpas, o que se exige são passos concretos para revitalizar e proteger o nosso património natural, que é também um dos principais ativos desta região do interior do nosso país. A Serra da Estrela merece mais do que promessas.

É o que sentencia o chefe de Estado, que anunciou, por esta ocasião, a atribuição da Ordem de Mérito à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Guarda, que cumpre 150 anos de história.

Agora, os incêndios. Mais de duas centenas de operacionais continuam envolvidos no combate a dois fogos que começaram ontem à tarde no Conselho de Carrazeda de Ansiães.

O primeiro na freguesia de Linhares, um incêndio já em fase de resolução, ou seja, sem grande risco de propagação para lá do perímetro definido pelos bombeiros. Os operacionais, ainda assim, estão no terreno e contam com a ajuda de dois meios aéreos e mais de 70 viaturas. Entretanto, entrou também em resolução o incêndio em Paramos, também no Conselho de Carrazeda de Ansiães. No local, de acordo com o site da Proteção Civil, estão mais de 80 operacionais, seis meios aéreos. O vento continua a preocupar os bombeiros e dificulta o combate às chamas.

E em Vila Pouca de Aguiar, um incêndio está a preocupar os bombeiros.

As chamas estão a lavrar em Vreia de Jales, um incêndio longe de habitações. Estão no terreno mais de 100 operacionais, acompanhados por perto de 30 meios terrestres. O combate às chamas em Vila Pouca de Aguiar conta ainda com o apoio de seis meios aéreos.

As urgências de oftalmologia dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde não têm previsto um reforço do número de profissionais para a noite do eclipse.

O fenômeno acontece no dia 12, na próxima quarta-feira. Não há um reforço para já. Essa é a indicação da direção executiva do SNS, questionada pelo jornalista do Observador, Tiago Caeiro.

A direção executiva do SNS diz que não se espera um aumento significativo da afluência às urgências e que, por isso, não está a ser equacionado um reforço dos profissionais. Para se perceber, até porque não é comum ouvirmos falar de urgências de oftalmologia, os hospitais do SNS têm, nos dias úteis e durante o dia, o apoio de oftalmologistas na urgência. Mas durante a noite e aos fins de semanas e feriados, o que acontece é que há uma concentração da resposta, ou seja, está concentrada nas urgências metropolitanas em Lisboa e no Porto. E na noite do eclipse, portanto, de quarta para quinta-feira, serão os hospitais de São José, em Lisboa, e de São João, no Porto, a assegurar a urgência e onde estarão escalados dois médicos oftalmologistas.

Os hospitais acreditam que a campanha de sensibilização que tem sido feita nos últimos dias deve ser suficiente para evitar um aumento significativo da afluência às urgências. Se assim não for, fica a garantia. Os hospitais garantem que, caso seja necessário, poderão sempre mobilizar mais médicos, caso haja o tal aumento grande de procura pelas urgências. A direção executiva acredita que não vai ser preciso, tendo em conta que têm sobrado os avisos nos últimos dias para os riscos associados à observação do eclipse sem os óculos adequados, desde logo, o risco de desenvolver uma retinopatia solar. No fundo, é a morte das células da retina. Se essa observação for prolongada, essa lesão pode ser definitiva, pode ser permanente, ou seja, causa uma diminuição permanente da capacidade visual. E atenção que a morte celular é indolor, ou seja, a pessoa só se apercebe de que algo não está bem nas horas seguintes e não no momento em que está a observar o sol. O risco associado à observação do eclipse sem os óculos apropriados, acredita a direção executiva do SNS que não há a necessidade de reforçar o número de médicos nas urgências face aos avisos que têm sido feitos nas últimas semanas. O eclipse acontece na quarta-feira.

Tempo agora para o futebol. É dia de estreias para Benfica e Futebol Clube do Porto na edição deste ano da Primeira Liga. Os Dragões são os primeiros a entrar em campo.

Às 18h, com o objetivo de aproveitar o deslize do Sporting, que ontem empatou com o Estrela da Amadora, o Futebol Clube do Porto tem pela frente o Alverca. Francesco Farioli deixa um aviso: o título de campeão nacional, conquistado na época passada, é coisa do passado.

Temos de parar de fazer comparações com a época passada, porque ela já passou. Temos alguns troféus no museu, mas o que fizemos agora foi embarcar nos nossos barcos. Já não vamos comparar com o passado e agora vamos colocar todos os pés no chão para atacar o que está à nossa frente.

Francesco Farioli, na conferência de imprensa antes do jogo com o Alverca. Piotrowski e Alberto Costa são baixas para o jogo desta tarde. Em sentido contrário, Bednarek está recuperado e vai poder ir a jogo. Os portistas recebem o Alverca, que é orientado pelo antigo treinador da equipa júnior dos Dragões. Sérgio Ferreira acredita que os ribatejanos têm tudo o que precisam para ser competitivos. O Futebol Clube do Porto-Alverca arranca às 18h.

Logo a seguir, joga o Benfica frente ao Académico de Viseu. Jogo à porta fechada.

Consequência de um castigo aplicado pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto ao Benfica, teve por base um cúmulo jurídico de vários processos entre 2022 e 2023, relativos ao comportamento de adeptos do Benfica em jogos contra o Midtjylland, Arouca e o Sporting. A decisão de encerrar o Estádio da Luz aos adeptos teve direito a uma reação por parte de Marco Silva. O técnico diz que não vê nada de positivo para o futebol com esta decisão.

Retirar 65 mil pessoas ou 60 mil pessoas de um estádio de futebol, se achamos que é assim que vamos resolver problemas, estamos completamente enganados. Acho que temos muitos bons exemplos pela Europa de como contrariar algumas coisas que não são boas e se não são boas, há que atuar diretamente e não é interditando ou não permitindo que os adeptos estejam no estádio e que o jogo seja à porta fechada que vai resolver o que quer que seja. Simplesmente, e eu não entendo, retiraram isso não só ao Benfica, é o próprio espetáculo. Na minha opinião, não vão resolver nada.

Marco Silva, que anunciou a lista de capitães constituída por Óstner, Tomás Araújo, Samuel Soares, Langelé e Leandro Barreiro. Do outro lado, está o Académico de Viseu, de regresso à Primeira Liga quase quatro décadas depois. O técnico Bruno Pinheiro admite que as bancadas vazias no Estádio da Luz podem ajudar a equipa de Viseu. Este encontro entre o Benfica e o Académico de Viseu está marcado para às 20h30.

Destaque também para a Volta a Portugal em bicicleta. Hoje é dia de subida à Torre.

Quarta etapa da competição portuguesa. Para muitos, a subida à Torre é o ponto alto desta edição da Volta a Portugal. É uma ligação de mais de 150 km entre Figueiró dos Vinhos e o Alto da Torre, na Covilhã. A etapa de hoje inclui ainda três contagens de montanha antes da derradeira subida à Torre. Rui Oliveira mantém-se com a amarela. Será uma etapa complicada para o ciclista português.

Desporto a fechar o Jornal das Duas.