Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Luís, pela segunda vez este ano, o Banco Central Europeu subiu as taxas de juro em 25 pontos base, agora situa-se nos 2,5%.

E pode não ficar por aqui. A decisão do Conselho de Governadores foi confirmada em comunicado, publicado no site oficial da autoridade monetária europeia. Nesse comunicado, o BCE explica que a inflação se deverá manter muito acima do objetivo durante um período prolongado, tendo em conta vários fatores, como o conflito do Medio Oriente, que continua a pressionar a economia. Por esta razão, podem estar em cima da mesa mais subidas das taxas de referência. Ainda assim, o BCE afirma que a decisão de hoje reforça o compromisso do Conselho de Governadores em definir a política monetária para garantir que a inflação estabilize na meta de 2% a médio prazo. Deixa ainda uma outra ideia clara: o Conselho de Governadores não se compromete previamente com uma trajetória específica para as taxas de juro e reitera que as decisões futuras vão ser tomadas reunião a reunião. Certo é que os mercados de futuros de taxas de juro preveem já mais três subidas ao longo do próximo ano, até outubro de 2027. A confirmar-se, isso significaria que a taxa de juro poderia estar nos 3,25% até outubro de 2027. De resto, já hoje, o preço do barril de Brent, de referência para a Europa, que está a pressionar a inflação, dispara de novo para cerca de 3%, já superou os $104 em máximos de maio de 2023.

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, admite que pode chegar amanhã a acordo com a ministra da Saúde e assim evitar os dois dias de greve no INEM.

Num último esforço para tentar evitar uma nova greve, a ministra da Saúde convocou para amanhã uma reunião com o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. Ana Paula Martins convocou o encontro para às 08h30 e, além do sindicato, vai marcar presença também o presidente do INEM, Luís Cabral. À Rádio Observador, Rui Lázaro diz que é fácil para o governo evitar esta greve e acredita que pode ser alcançado um acordo.

Esta talvez seja das greves em que o governo, de forma mais fácil, pode fazer com que seja suprimida, uma vez que basta garantir que a resposta aos cidadãos não é diminuída e que, por outro lado, sai reforçada. Entendemos que essa é o desejo do governo, não implica aumento de salários nem valorizações de carreiras, é apenas manter e reforçar a resposta do INEM. Temos fortes expectativas de que se possa chegar a um acordo.

Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, sublinha também que o sindicato mantém as críticas ao presidente do INEM, que enviou uma contraproposta que ficou aquém do esperado pelo sindicato e, por isso, os responsáveis do sindicato não escondem também as linhas vermelhas.

Nós, na proposta inicial, rejeitamos que as 56 ambulâncias de emergência médica ficassem afetas às transferências intra-hospitalares. O senhor presidente do INEM, na proposta, ao mesmo tempo que escreve que ficam dedicadas exclusivamente à assistência pré-hospitalar, acrescenta que incluindo as transferências de hospitais, pois nenhuma ambulância pode estar a fazer duas coisas ao mesmo tempo. Portanto, nós queremos a garantia de que ficam afetas aos cidadãos, à emergência médica pré-hospitalar.

Declarações do presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar à Rádio Observador. O sindicato admite estar pronto para fazer cedências na reunião de amanhã, às 08h30, no Ministério da Saúde. Cedências que fizeram também a ministra Ana Paula Martins marcar esta reunião para amanhã.

O ministro da Educação elogia a seriedade do ex-ministro João Costa na análise que fez aos resultados dos testes PISA.

O antigo responsável socialista, em declarações a vários meios de comunicação social, assume responsabilidades pelo fraco desempenho, mas considera que os dados têm de ser lidos tendo em conta os anos da pandemia, a falta de professores e também o pouco acompanhamento das famílias. Confrontado com estas declarações, o atual ministro Fernando Alexandre elogia a análise do antecessor no cargo.

O ex-ministro João Costa foi bastante sério, rigoroso, é um acadêmico, também esperaria isso dele. E obviamente, os resultados de um exame que é feito em 2025, quando houve um governo que esteve oito anos e meio no poder, em que teve um secretário de Estado, que era o professor João Costa, que tinha a responsabilidade que tinha e depois foi ministro nos últimos dois anos, obviamente, as aprendizagens em 2025 não são responsabilidade de um governo que entrou a meio de 2024.

Declarações de Fernando Alexandre aos jornalistas, à margem da inauguração de uma residência universitária em Braga. Os dados dos testes PISA mostram que Portugal está em queda nas capacidades de leitura e da matemática.

Já a deputada socialista Marina Gonçalves considera que o ex-ministro da Educação, João Costa, não assumiu qualquer responsabilidade por estes resultados de Portugal.

Na comissão de inquérito desta manhã, aqui na Rádio Observador, a deputada socialista Marina Gonçalves faz outra interpretação.

Eu acho que se interpretou muito mal as palavras de João Costa, porque João Costa o que disse foi que a responsabilidade não é uma responsabilidade deste governo, como não é só do governo de António Costa, do governo do Partido Socialista. Vamos aqui ver. Este período de avaliação tem uma pandemia no meio, que tem um impacto direto nos resultados do PISA. Não é só em Portugal, é em toda a Europa. Aliás, o retrocesso não é um retrocesso que se verifica só em Portugal, verifica-se em toda a Europa e tem muito a ver com isto. E teve muito a ver também com outras dimensões. Pelo menos no meu entendimento, aquilo que o João Costa disse é porque o Partido Socialista, aliás, tem uma postura bastante diferente do PSD. A culpa não é sempre dos outros. Nós às vezes também temos a nossa responsabilidade e a nossa quota parte de responsabilidade também a devemos assumir. Agora, João Costa não disse que o problema foi o Partido Socialista e que o PSD até está a fazer tudo bem.

Marina Gonçalves, deputada do PS, na comissão de inquérito desta manhã. Já ontem o deputado Porfírio Silva relativizou as responsabilidades sobre os resultados dos testes PISA e acusa o atual governo de não saber ler os dados.

Na Operação Marquês, o advogado oficioso de José Sócrates diz que vai continuar a fazer o trabalho para o qual foi nomeado, apesar de não conseguir falar com o ex-primeiro-ministro.

Luís Carlos Esteves foi nomeado pelo Conselho Geral da Ordem dos Advogados para fazer a defesa de José Sócrates, que está sem advogado oficial desde novembro do ano passado. O advogado garante que vai fazer o trabalho possível, apesar de admitir que não está articulado com o arguido

Essa é uma posição complicada, não é fácil. Mas no sentido da sentença que foi proferida no Tribunal Administrativo de Círculo, que acabou por confirmar a validade da nomeação, enquanto a nomeação durar ou persistir nesse sentido, terei que fazer aquilo que me compete, que é assegurar a defesa do senhor engenheiro da melhor forma possível.

Luís Carlos Martins, o advogado oficioso que também já defendeu o antigo motorista de José Sócrates, João Perna, mas nem nessa altura conseguiu chegar à fala com o antigo chefe do governo. E hoje, cara a cara, já no tribunal, Luís Carlos Esteves recebeu apenas um não de resposta.

Hoje foi tentado manter algum contato, não houve abertura para isso, portanto também não tive para estar a insistir muito.

Mas tentou falar com ele?

Tentei.

E o que respondeu?

Não houve abertura nesse sentido, não houve vontade de estabelecer nenhum contato comigo, mas eu respeito. Não estou aqui para tentar arranjar mais controvérsias.

Mas o engenheiro José Sócrates disse mesmo que não queria falar consigo, é isso?

Houve essa vontade da parte do senhor engenheiro, que eu compreendo e não tenho nada a censurar sobre isso.

Luís Carlos Esteves, advogado oficioso de José Sócrates, nomeado pelo Conselho Geral da Ordem dos Advogados, que está a defender o antigo primeiro-ministro na Operação Marquês. José Sócrates está a ser ouvido hoje pela décima vez em julgamento, desta feita sem advogado oficial. Durante a manhã, o arguido na Operação Marquês esteve a falar sobre temas relacionados com a Venezuela, em particular a relação com o Grupo Lena. O antigo primeiro-ministro responsabiliza o governo de Pedro Passos Coelho pelo acordo mais vantajoso para este grupo na Venezuela. A sessão esteve interrompida para almoço, será retomada entretanto.

Vamos a outras notícias também em destaque a esta hora.

Os rebeldes xiitas houthis do Iémen tomaram hoje o controle da cidade de Mocha, no mar Vermelho. De acordo com uma fonte iemenita, estavam a avançar já em direção ao estreito chave de Bab-el-Mandeb. Os avanços dos rebeldes apoiados pelo Irã seguem-se a bombardeamentos da coligação liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo do Iémen. O secretário-geral da NATO considera que a aliança atlântica vai manter-se unida e forte, independentemente do resultado da eleição presidencial francesa, prevista para a próxima primavera. Declarações de Mark Rutte durante um discurso na Conferência dos Chefes de Missões Diplomáticas Alemãs em Berlim. A hipótese de uma vitória de extrema-direita na eleição presidencial francesa preocupa os aliados da NATO. Muitos temem uma redução do apoio de França à Ucrânia e uma postura mais conciliadora em relação à Rússia. O Instituto Nacional de Estatística confirma que a taxa de inflação em Portugal acelerou para 3,3% em agosto. Fica assim confirmada a estimativa rápida do INE, avançada há cerca de duas semanas. Este ritmo de subida dos preços representa uma aceleração em relação aos 3% registados em julho, também nessa altura em comparação com o mesmo mês do ano passado. É explicado esta subida pelo aumento dos preços dos combustíveis. Está confirmado também o valor da subida das rendas no próximo ano. Os senhorios podem aumentar as rendas até 2,56% no ano que vem.