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São 3 horas. Abrimos agora o jornal das 3 com a nossa Vanessa Cruz. Vanessa, o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde clarifica o caso de uma grávida que esteve três horas dentro de uma ambulância à espera de ser encaminhada pra urgência.
A mulher, com 34 semanas de gestação, residente na Moita, no distrito de Setúbal, ficou esse tempo todo na ambulância antes de ser encaminhada para a Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, na semana passada. Ontem, o diretor executivo do SNS tinha responsabilizado a própria grávida por um pormenor que não tinha corrido bem, mas não concretizou o que, em concreto. Hoje, em entrevista à Rádio Observador, Álvaro Almeida clarifica.
Devia ter esperado, como lhe foi dito, no Hospital do Barreiro, onde estaria sob monitorização, continuamente observada, com capacidade de resposta. O problema é que ela não quis, saiu do hospital contra parecer médico. Saiu do hospital e por isso é que teve que aguardar na ambulância, porque estava à porta de casa à espera de resolver este problema. Mas o que deveria ter acontecido é que todo o processo deveria ter sido conduzido com a senhora no Hospital do Barreiro, como lhe foi dito pra fazer.
E, portanto, foi ela que quis sair do hospital. É isso que me está a dizer?
Sim. Foi desaconselhada, mas ela insistiu e assinou alta contra parecer médico.
A clarificação do diretor executivo do SNS, depois desse caso que foi noticiado pela TVI, Álvaro Santos Almeida rejeita que a situação nas urgências seja grave.
Ontem, aqui na Rádio Observador, o antigo CEO, Fernando Araújo, alertou para uma situação de alto risco nas urgências.
E acusou o governo de não ter um plano de contingência. Álvaro Almeida responde a essas críticas e vê segundas intenções nas críticas do antecessor.
Eu não sei se o professor Fernando Araújo estava a falar como ex-diretor executivo, se estava a falar como candidato do Partido Socialista no círculo do Porto. Mas em qualquer dos casos, o que eu lhe posso dizer é que obviamente que a direção executiva esteve a planear este fim de semana e não só esteve a planear esse fim de semana, está continuamente a trabalhar para garantir a resposta durante todo o fim de semana.
Neste sob escuta na Rádio Observador, Álvaro Almeida garante que a capacidade de resposta está assegurada, que há protocolos estabelecidos para que, em caso de maior afluência, as grávidas de baixo risco possam ser encaminhadas para hospitais privados. Hoje, dia de Páscoa, há 10 urgências fechadas, mais duas do que ontem, pode consultar no portal do SNS. Questionado sobre se a substituição de várias administrações hospitalares pelo atual governo não terá também contribuído para esta situação, o diretor executivo responsabiliza o anterior governo de António Costa.
Essas alterações, ou a maior parte dessas alterações, foram realizadas antes de eu ser diretor executivo e, portanto, não conheço em detalhe as motivações. Eu só quero chamar a atenção para um pormenor. Quem criou a instabilidade foi quem nomeou 300 e tal lugares da administração com o governo demissionário, sabendo que o governo podia mudar logo a seguir. Isso é que cria instabilidade.
O recado de Álvaro Santos Almeida nesta entrevista à Rádio Observador. O diretor executivo do SNS sugere ainda que se a AD não ganhar as legislativas de 18 de maio, não fará sentido continuar no cargo.
Um sob escuta conduzido pelos jornalistas Alexandra Machado, Tiago Caeiro e José Rafael Lopes, já disponível, de resto, em podcast. Um técnico do INEM foi agredido durante uma emergência. O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar lamenta e diz que é uma situação recorrente, Vanessa.
A agressão decorreu na noite de sábado, em Gondomar, no distrito do Porto. O técnico sofreu traumatismos na cara, foi levado para observação no Hospital de Santo António, no Porto. Em entrevista à Rádio Observador, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, explica que quando o INEM chegou ao local de emergência, a vítima se recusou a ser tratada e partiu pra violência. Rui Lázaro queixa-se que este tipo de situações é frequente.
Praticamente todos os dias, equipes de emergência médica são vítimas de agressões físicas ou só verbais. O técnico de emergência pré-hospitalar que estava a serviço acima de Gondomar acabou por necessitar de tratamento hospitalar, apresentava algumas fraturas na face e também no dedo, e houve necessidade também de ser suturado, dada a gravidade dos ferimentos. Ainda há poucos meses negociamos a revisão da carreira com o governo, onde precisamente um dos pontos fundamentais era que a profissão de técnico de emergência pré-hospitalar fosse considerada como profissão de risco. Não foi uma reivindicação aceita pelo governo, pois ficaremos agora a aguardar pelo próximo governo para voltarmos a insistir nesta reivindicação, que tanto se justifica.
O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, entrevistado pela jornalista Matilde Malva Sabino, a lamentar a decisão do governo de Luís Montenegro, que não considerou os técnicos do INEM uma profissão de risco. Na sexta-feira, entrou em vigor a lei que agrava as penas para quem agredir polícias, guardas prisionais, bombeiros, e é alargada também agora a isenção do pagamento de custas judiciais a professores e médicos-alvo de agressões.
E Vanessa, o INEM também considera que o que se passou é inaceitável.
E já avisou que vai acionar todos os meios legais. Há também, Ana, entretanto, uma reação da Comissão de Trabalhadores do INEM. Diz que esta agressão é intolerável e exige que os culpados sejam levados à Justiça com as devidas consequências.
Falamos agora da política internacional aqui no jornal. O ministro israelita das Finanças defende um regime militar na Faixa de Gaza.
Mudar o método de guerra, optar pela ocupação total do enclave, onde vivem dois milhões de pessoas, e não temer um governo militar se for necessário, são as pressões do ministro das Finanças de Israel, que insiste em destruir o Hamas e garantir que Gaza não representa uma ameaça para o Estado de Israel.
Troca de acusações entre Rússia e Ucrânia depois da trégua unilateral de dia e meio anunciada por Vladimir Putin.
Pausa anunciada para começar ontem, ao meio da tarde, e vigorar até às 22h de hoje, hora de Lisboa. Volodymyr Zelensky diz que a Rússia atacou a Ucrânia 26 vezes neste período. De acordo com Kiev, em várias linhas da frente, os russos continuam a usar artilharia pesada. Zelensky assegura que essas violações estão a ser documentadas pela Ucrânia. Do lado de Moscovo, a acusação é de que a Ucrânia atacou Donetsk durante a noite e terá lançado, pelo menos, 48 drones.
Vanessa, neste jornal temos ainda tempo para informação de âmbito local. Começamos por que distrito?
Por Santarém. Dia de Páscoa, depois do Rosário e da missa da Ressurreição do Senhor da parte da manhã, em Fátima, daqui a pouco, às 17h30, as Vésperas Pascais na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Portanto, daqui a cerca de duas horas e meia. E à boleia desta época, mas no plano gastronómico, termina o sexto Festival do Cabrito e do Borrego, em Porto de Mós. É promovido pela Câmara Municipal no âmbito das celebrações da Semana Santa. Pode consultar no site visite.portodemós.pt os restaurantes aderentes. Ainda dá para aproveitar o dia de hoje, Ana.
Achas que dá tempo de chegar lá?
Em Famalicão, uma árvore caiu em cima de duas viaturas e destruiu o gradeamento de uma escola, a Escola Secundária Camilo Castelo Branco. A zona foi vedada. A circulação esteve condicionada durante várias horas. Há danos materiais, mas não há feridos. Em Aveiro, um homem de 33 anos ficou em prisão preventiva por suspeitas de tráfico de estupefacientes. De acordo com a PSP, foi detido nos últimos dias numa rua da cidade. Foram apreendidas oito doses de cocaína e ainda €300. Na Amadora, outra detenção de uma mulher de 44 anos por agredir o marido de 58 com um guarda-chuva na cara. O homem sofreu ferimentos graves num olho, teve de ser internado. Foi por volta da 13h, ontem, na Rua Ordem Militar do Hospital, na Amadora. A PSP foi chamada por testemunhas para uma ocorrência de violência doméstica. No Seixal, atenção ao corte de trânsito nos próximos dias, por causa das comemorações do 25 de Abril, na Praça Primeiro de Maio, entre a Rotunda da Alameda dos Bombeiros Voluntários e o entroncamento com a Avenida Albano Narciso Pereira. Desde sexta-feira e até dia 29 que o trânsito está cortado entre as 07h30 e as 20h. Há outros condicionamentos também. Pode consultar o site da Câmara do Seixal.
Ponto final neste jornal das 15h, com edição da Vanessa Cruz. Obrigada, Vanessa.
Até já!