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Começa agora o Jornal das 4, edição do jornalista José Rafael Lopes. José, Henrique Gouveia e Melo foi insultado numa cerimónia de homenagem aos ex-combatentes. O candidato presidencial participou neste evento em Lisboa, que decorreu à mesma hora das comemorações do 10 de Junho, no Algarve.

Foi no Encontro Nacional de Homenagem aos Combatentes, em Belém, cerimónia acompanhada pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, e por centenas de pessoas, a maioria ex-combatentes. Durante o evento, Gouveia e Melo foi acusado de traição ao povo português e ouviu ainda insultos racistas. De acordo com a Agência Lusa, terá sido devido à presença do imã da Mesquita Central de Lisboa, David Munir, num evento que a organização apresentava como uma cerimónia inter-religiosa católica e muçulmana. Os dois homens responsáveis pelos insultos acabaram por ser retirados para um espaço mais recuado, onde algumas pessoas faziam a saudação romana. No final da cerimónia, Henrique Gouveia e Melo desvalorizou a situação.

O que acho é que estes momentos são momentos de união e não de desunião. E é isso que é importante manter.

Henrique Gouveia e Melo, parco nas palavras, foi ainda questionado pelos jornalistas sobre o fato de ter estado presente nesta cerimónia, ao mesmo tempo que decorriam as celebrações do 10 de Junho em Lagos. O candidato a Belém recusa ter utilizado este evento para fazer campanha.

Tendo eu disponibilidade para também dar alguma visibilidade e ajudar alguma visibilidade a esta cerimónia, participei nisto e acho que é muito importante que estas pessoas que estão aqui sentirem-se acarinhadas por todos nós. Mas não pode ser interpretado como uma forma de fazer campanha no 10 de Junho e também junto das Forças Armadas na sua condição de ex-militar? É a sua interpretação.

Henrique Gouveia e Melo, em declarações aqui captadas pela SIC, ele que marcou presença no Encontro Nacional de Homenagem aos Combatentes, marcado por esse episódio de insultos enquanto decorriam as comemorações do 10 de Junho.

Não há portugueses de primeira e de segunda, é o que defende Marcelo Rebelo de Sousa no último discurso enquanto presidente no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.

Numa altura em que os populismos crescem um pouco por todo o mundo, o presidente da República quis aproveitar o 10 de Junho para salientar que também os portugueses, Miguel Videira, são o resultado de várias influências.

Dos gregos aos romanos, passando pelos fenícios, sem esquecer os lusitanos. Vários povos com passagem e influência no território que hoje se chama Portugal e que, salienta o presidente da República, ajudam a explicar o que somos hoje para lá dos populismos.

Recordar esses e muitos mais que de nós fizeram uma mistura em que não há quem possa dizer que é mais puro e mais português do que qualquer outro.

Já antes, Lídia Jorge, presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do 10 de Junho, sublinhava esta mesma ideia: não há portugueses de sangue puro. Ou, nas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, estamos num permanente processo de recriação, com maior ou menor urgência.

Temos o dever de nos recriar, de nos ultrapassar, cuidar melhor da nossa gente para que seja mais numerosa, mais educada, mais atraída a ficar nesta pátria feita de um retângulo e dois arquipélagos, se quiser ficar. Ou a partir para voltar e nunca perder a saudade da terra se quiser partir.

E para aqueles que ficam, em particular os que enfrentam mais dificuldades, pede o presidente da República que deles ninguém se esqueça.

Cuidar dos que já ficaram para trás ou estão a ficar. E são sempre entre dois e três milhões, e são muitos, há muito tempo. Regime após regime, situação após situação. Intoleravelmente são muitos, são demais.

Uma preocupação expressa por Marcelo Rebelo de Sousa ao longo de dois mandatos e a que hoje voltou a dar eco, neste que foi o último 10 de Junho do presidente dos afetos.

Miguel Videira com os destaques do discurso de Marcelo Rebelo de Sousa no 10 de Junho. A cerimónia no Algarve terminou com um desfile militar, que contou também com antigos combatentes. O presidente da República atribuiu o primeiro grande colar da Ordem Militar de Avis a Ramalho Eanes. Salientou que Portugal nasceu e tornou-se independente devido à ação dos militares.

E nas reações, André Ventura diz que o Chega vai colocar sempre os portugueses primeiro.

É a resposta de André Ventura às palavras de Marcelo Rebelo de Sousa. O líder do Chega diz que não se trata de nacionalismo, é a forma como lidou com as palavras do presidente, que disse no discurso que não há portugueses de primeira nem de segunda.

Nós não devemos entrar na questão dos portugueses serem mais puros ou menos puros. Nós temos é que pôr isto na cabeça, isto não é nenhum nacionalismo, nem nenhuma xenofobia. Dizer "os portugueses primeiro" não devia chocar os políticos, devia orgulhar os políticos. Quando eu digo: "Vamos pôr Portugal primeiro", talvez estes discursos do presidente e de quem hoje falou, a senhora conselheira de Estado, vão um pouco em choque com isto, mas conosco vai ser mesmo assim, Portugal primeiro e os portugueses primeiro.

Já Carlos César, presidente do PS, diz ser fundamental fazer esforços para não se recuperar tempos de luto e de escuridão. Fala numa necessidade de haver firmeza política e deixou uma palavra de apreço ao discurso de Lídia Jorge.

Uma lição que deve ser vista e revista com muita atenção pelos políticos portugueses, como pela generalidade das pessoas. Está a faltar-nos muito em Portugal um sentido de tolerância, de convivialidade, de afetividade, e essa falta encontra uma responsabilidade muito elevada no comportamento de certos setores políticos, que acham que o insulto, a arrogância e a intolerância são armas férteis para obterem resultados eleitorais.

Carlos César, presidente do PS, a reagir ao discurso de Marcelo Rebelo de Sousa no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.

Luís Montenegro está chocado e consternado com o ataque numa escola na Áustria, onde morreram pelo menos 10 pessoas.

Numa publicação na rede social X, o primeiro-ministro português apresentou a profunda solidariedade e condolências às famílias das vítimas e também ao povo austríaco. É a reação de Luís Montenegro ao ataque que aconteceu hoje de manhã numa escola secundária em Graz, a segunda maior cidade austríaca. O atacante era um ex-aluno de 21 anos que acabou por se suicidar depois do ataque com uma arma de fogo, que terá adquirido de forma legal. De acordo com a imprensa austríaca, este homem não terá concluído o ensino secundário nessa escola em Graz. O ataque resultou em vários feridos e pelo menos 10 mortos. A maioria, João Costa Campos, crianças.

Um número confirmado pelo presidente da Câmara Municipal de Graz, a segunda maior cidade austríaca. O atacante, que disparou entre 30 e 40 tiros, é um aluno da escola e depois do crime, suicidou-se numa casa de banho da escola secundária de Graz, onde aconteceu o ataque esta manhã. Deste massacre com uma arma de fogo resultaram, além das vítimas mortais, vários feridos. A imprensa austríaca avança que em causa estão pelo menos 28 feridos graves, vários deles foram levados de helicóptero para os hospitais da região. As autoridades evacuaram por precaução a área envolvente e confirmam que nesta altura a cidade de Graz está fora de perigo.

Entre os 10 mortos estão vários alunos e pelo menos um professor, após este ataque que aconteceu esta manhã numa escola em Graz.

Greta Thunberg diz que foi atacada e raptada por Israel em águas internacionais.

A ativista sueca afirma que foi levada contra a sua vontade para Tel Aviv, onde foi colocada num avião e deportada. Greta Thunberg diz também que a apreensão do barco onde seguia, com a intenção de levar ajuda humanitária a Gaza, foi mais uma violação do direito internacional por parte de Israel.

Quando estávamos em águas internacionais, fomos ilegalmente atacados e raptados por Israel. Fomos levados contra a nossa vontade para Israel e detidos. Alguns de nós foram deportados, outros ainda lá estão. Há muitas incertezas.

Declarações de Greta Thunberg na chegada à França, após ter sido deportada por Israel. Questionada sobre aquilo que passou nas últimas horas, Greta Thunberg afirma que não foi nada em comparação com aquilo que passam todas as pessoas em Gaza, todos os dias.

Ainda na atualidade internacional, a presidente da Comissão Europeia quer um novo pacote de sanções à Rússia, que inclua um limite de $45 no preço do barril de petróleo.

É uma intenção proposta por Ursula von der Leyen hoje, em conferência de imprensa. A presidente da Comissão Europeia pretende uma redução desse valor, que neste momento está em $60 no preço do barril de petróleo. O tema deverá ser debatido na próxima semana, numa reunião do G7. Nesta conferência de imprensa, em que apresentou a proposta de baixar o limite para $45 no preço do barril de petróleo, Ursula von der Leyen apela a um verdadeiro cessar-fogo de pelo menos 30 dias na guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

E é assim que fechamos o Jornal das Quatro, edição do jornalista José Rafael Lopes. Já a seguir temos Gabinete de Guerra aqui na Rádio Observador. Até já!