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José Rafael Lopes. José, boa tarde. Mais uma vez, começamos esta edição com as palavras do ministro da Economia, que afirma que o Chega não é confiável e diz ainda que o Governo resistiu à tentação de aceitar a descida da idade da reforma, exigida pelo partido de André Ventura.
Manuel Castro Almeida garante que ninguém pode acusar o Governo de não ter feito tudo para tentar aprovar a reforma laboral. Em entrevista na Rádio Observador, o ministro da Economia e da Coesão Territorial sublinha que há linhas que não podem ser ultrapassadas.
As pessoas não têm dúvidas que é preferível trabalhar o que trabalham hoje e não reduzir a idade da reforma, mas ter a garantia de que não se mexe na reforma. Montenegro tem trabalhado muito comigo, como bem sabe, e para mim é absolutamente claro, ele está determinadíssimo que as reformas dos portugueses são um assunto sagrado. Aí não se mexe, seja qual for o pretexto, seja qual for o prato de lentilhas que se ponha do outro lado da mesa, ele não mexe nisso.
Manuel Castro Almeida, que desvaloriza a ausência de Pedro Passos Coelho do Congresso do PSD, diz que o antigo primeiro-ministro não deve ser tema durante o fim de semana.
É útil ouvir o que é que os militantes têm a dizer no Congresso. E eu espero que os militantes venham dizer aquilo que o povo português pensa, sente e aspira.
E quem não vai, fica de fora?
Não, tem outra forma de dar opinião e a opinião também é ouvida e deve ser escutada.
Isso não lhe permite tirar qualquer interpretação.
O que não deve é dominar o Congresso, esse assunto. Dentro do Congresso é uma coisa, fora do Congresso é outra. Há quem queira vir ao Congresso, há quem queira ficar fora do Congresso. Todos têm espaço para intervir, mas cada um no seu sítio. Quem não quer vir ao Congresso não deve ser tema do Congresso.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, entrevistado na Rádio Observador, Manuel Castro Almeida, considera ainda que a colega de Governo, Maria do Rosário Palma Ramalho, a ministra do Trabalho, não está fragilizada porque não mostrou inflexibilidade no processo de negociação do pacote laboral.
Em declarações também sobre o Chega, Luís Montenegro acusa o partido de falta de coragem para aprovar reformas e diz que o PS está a tentar obrigar o Governo a negociar com o partido de André Ventura.
Estratégia denunciada por Luís Montenegro na abertura do Congresso do PSD, menos de 24 horas depois do chumbo da proposta do Executivo para a reforma laboral, o presidente social-democrata quis afastar a ideia de crise política instalada e Vasco Maldonado Correia culpar os dois maiores partidos da oposição pelos passos em falso da governação.
Um dia depois do chumbo do pacote laboral, Luís Montenegro aparece no Congresso do PSD a atirar a matar na oposição.
Como ainda ontem se viu com especial nitidez, as oposições vibram com a politiquice e destratam a mudança.
O primeiro-ministro encontra no Chega uma falsa vontade de reformar o país.
São tantos os que reclamam que mude tudo, mas verdadeiramente desejam que tudo fique na mesma.
E não encontra qualquer virtude na postura do partido de André Ventura.
Falta-lhes a coragem, falta-lhes a firmeza e o sentido de responsabilidade. Para dizer mal de tudo ou bloquear soluções, não é preciso ter grande coragem. Para ser teleguiado por comentadores mentores ou pelas tendências das redes sociais, também não é preciso ter grande coragem.
Montenegro alerta também para a estratégia teatral de José Luís Carneiro.
Vamos obrigar à ad o Governo a negociar exclusivamente com o Chega. E com esta atitude, pretende o PS depois dizer: "Eles estão juntos, eles são uma linha conjunta e nós somos a alternativa".
Uma narrativa falsa, explica Montenegro, que garante que se há proximidade, é entre os dois maiores partidos da oposição.
O povo também decidiu que o Partido Socialista e o Chega podem pontualmente juntar-se e decidir coisas contra o Governo. Eu só acho é que o povo, neste particular, queria que isso acontecesse apenas de forma excecional.
Com o pacote laboral chumbado e ventos de crise política no horizonte, o primeiro-ministro deixa uma garantia aos militantes do PSD.
Eu estou tudo, mas é que é mesmo tudo, menos preocupado com o meu futuro político. Não sou de me intimidar.
Luís Montenegro, no discurso de abertura do Congresso do PSD, em que veio apresentar a moção que defende a manutenção do não é não em relação ao Chega e a recusa de um bloco central com o Partido Socialista.
Reportagem do Vasco Maldonado Correia, a partir do Congresso do PSD, onde o chumbo da reforma laboral acaba por marcar o arranque dos trabalhos desta reunião social-democrata.
E o líder do PS considera ridículas as insinuações do PSD sobre uma coligação entre os socialistas e o Chega.
É a reação de José Luís Carneiro às declarações de Luís Montenegro sobre o chumbo do pacote laboral do Governo, à margem de uma iniciativa na Póvoa de Varzim, o secretário-geral do PS inverteu a acusação.
Todos entendem que isso é ridículo. Então alguém que andou dias e dias a encontrar-se, a reunir, a dialogar, a negociar, num autêntico jogo de máscaras, como aliás eu pude dizer, agora sentir-se desfeiteado por parte desse partido e vem dizer que o PS que está coligado com o Chega. O PS nunca teve qualquer coligação, pelo contrário, nós temos é liderado muitas propostas e há aqueles que votam essas propostas.
José Luís Carneiro considera que o país assistiu ontem a uma tentativa de entendimento formal à direita, que acabou por falhar no momento da votação da revisão laboral. O líder socialista criticou também as declarações de André Ventura sobre um alegado acordo com o primeiro-ministro para alterar a idade da reforma.
As coisas são de tal maneira graves, porque o doutor André Ventura veio mesmo publicamente dizer que tinha chegado a um acordo com o primeiro-ministro para alterar a idade da reforma E também em relação à APSU. E que iria passar a escrito esse acordo. E esse acordo teria implicações até ao fim de 2028. É muito importante que haja o cuidado de recuperar aquilo que as pessoas dizem.
As críticas do líder do PS, José Luís Carneiro, no distrito do Porto, na Póvoa de Varzim.
E seguimos agora com a Iniciativa Liberal, que aconselha o governo a perceber que o Chega, José, não é um parceiro reformista.
Uma sugestão deixada pela presidente do partido no Conselho Nacional da IL em Lisboa, Mariana Leitão, diz que há uma divisão em dois no Parlamento, um bloco reformista e outro socialista, sendo que este último é apelidado de bloco da estagnação pela líder da Iniciativa Liberal.
Do lado do bloco socialista estão todos os que preferem a estagnação à mudança. O PS de José Luís Carneiro conseguiu virar ainda mais à esquerda e entregou a política laboral ao braço sindical do PCP, sequestrando todos os trabalhadores portugueses. E o Chega, que se apresenta como força de rutura, mas votou com toda a esquerda quando chegou o momento de decidir. Para salvar o país, André Ventura tem de o destruir primeiro.
As palavras de Mariana Leitão, a presidente da Iniciativa Liberal, na reunião do Conselho Nacional de hoje. A presidente da IL anunciou ainda que o partido vai apresentar uma proposta de reforma da lei de bases da Proteção Civil.
E está marcada para hoje, em Lisboa, uma manifestação do movimento Vida Justa e em causa, José, está a decisão judicial do processo Odair Moniz.
Considerada injusta e desumana, é o que diz o movimento, isto sobre a pena suspensa de três anos e meio aplicada ao agente da PSP, Bruno Pinto, que atingiu Odair Moniz a tiro numa operação policial da Cova da Moura. O movimento Vida Justa diz também que é preciso chamar a atenção para o que consideram ser racismo estrutural da injustiça em Portugal. A manifestação arranca no Largo de São Domingos às 17h e vai terminar no Largo José Saramago.
E mudamos de tema nesta edição das 15h para falar de atualidade internacional, isto porque o Irão voltou a fechar o Estreito de Ormuz.
Informação dada há instantes pelo exército iraniano, fala numa retaliação devido aos ataques de Israel no sul do Líbano. O tráfego marítimo está encerrado a todos os navios, é o que asseguram as forças iranianas, que sublinham que se a agressão israelita continuar no sul do Líbano, outras medidas vão ser planeadas e implementadas para obrigar o inimigo a cumprir as obrigações do cessar-fogo.
Israel, que de resto assume que está a atacar o sul do Líbano, apesar de ontem terem acordado um cessar-fogo com o Hezbollah.
As forças israelitas dizem estar a retaliar e acusam o Hezbollah de ter lançado mais de 50 projéteis contra território israelita. As Forças de Defesa de Israel falam em dezenas de instalações terroristas do Hezbollah atacadas. Apesar de confirmar os ataques, Israel diz estar comprometida com o cessar-fogo no Líbano.
10 minutos para as 15h, tempo ainda nesta edição para atualizar a informação de âmbito local que está a marcar esta tarde de sábado.
Começamos com o Rock in Rio, que já abriu portas. O festival tem lotação esgotada para este primeiro fim de semana. Katy Perry é cabeça de cartaz do primeiro dia. A Cidade do Rock situa-se no Parque Tejo, próximo da Ponte Vasco da Gama. De acordo com a organização, este ano a área do público aumentou 25 mil metros quadrados. As autoridades recomendam o uso de transportes públicos e deslocações com antecedência. A Câmara Municipal da Póvoa de Varzim vai reforçar os corrimões nos acessos à Areal. A medida realiza-se no âmbito do Plano de Praia e Acessibilidades do município. Tem como objetivo facilitar a transição entre as zonas de passeio e praia. Pretende ainda que as pessoas com mobilidade condicionada possam desfrutar do espaço com mais autonomia. Em Oliveira de Azeméis, a Color Bomb arranca às 16h de hoje. O evento consiste numa caminhada de 3 km com duração de três horas. Antes da partida, estão planeadas pinturas faciais e uma aula de zumba. O final é marcado por uma festa neon com DJ. Em Leiria, amanhã vai realizar-se uma ação do projeto Ortigosa: Histórias, Tradições e Memórias, precisamente em Ortigosa. A atividade entra nas comemorações do Agromuseu Municipal Dona Julinha, que celebra no próximo dia 27 de junho o 17º aniversário. O Agromuseu vai promover duas oficinas de carpintaria destinadas aos mais jovens. Em Sesimbra vai arrancar esta segunda-feira a requalificação da Estrada das Pedreiras. Os primeiros trabalhos decorrem entre o cruzamento com a Serra da Arrábida e a Rua das Penas. A obra tem prazo de execução de um ano, representa um investimento municipal de € 2 milhões. Na Azambuja, esta segunda-feira, a Agência Portuguesa do Ambiente vai realizar uma sessão pública de esclarecimento no âmbito do projeto Quadruplicação do troço entre Castanheiro do Ribatejo e Azambuja, na Linha Ferroviária do Norte. O projeto tem como objetivo aumentar a capacidade da linha ferroviária e melhorar as condições para tráfego misto. A iniciativa decorre entre as 16h e as 20h, no Auditório Municipal do Centro Cultural Pátio Valverde.
Fica por aqui a edição das 15h, na Rádio Observador, com José Rafael Lopes, que já daqui a pouco está de regresso. Vamos acompanhar em direto a conferência de imprensa de Diogo Dalot a partir dos Estados Unidos, também com a ajuda do enviado especial do Observador aos Estados Unidos, Miguel Cordeiro.