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Força, João Almeida. Jornal das quatro, com edição do Miguel Cordeiro. Miguel, aguarda-se para esta hora explicações do Ministro da Educação sobre a polêmica em torno da Universidade do Porto, depois de serem noticiadas alegadas pressões para admitir a entrada de estudantes no curso de Medicina, sem a classificação mínima. Já vamos ouvir o ministro. Antes disso, Miguel, na Basílica da Estrela, em Lisboa, decorre o velório do guarda-freios vítima do acidente no Ascensor da Glória.
É um velório que reúne vários funcionários da Carris. Começou nos últimos minutos. Este guarda-freios estava aos comandos do Ascensor da Glória no momento do acidente e foi uma das 16 vítimas mortais. Na Basílica da Estrela, está o repórter Carlos Pedro. Carlos, agora em direto, dezenas de pessoas juntam-se para uma última homenagem a este trabalhador da Carris.
Precisamente, Miguel, e numa altura em que acabou de entrar o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e como podemos ouvir, estão constuscimos aqui na Basílica da Estrela. São 16h, hora de início deste velório de André Marques, o guarda-freios que faleceu no descarrilamento do funicular na Calçada da Glória. Para já, como dizias, são algumas dezenas de pessoas as que se concentram aqui junto à Basílica da Estrela, em Lisboa. São pessoas, na sua grande maioria, com a farda da Carris vestida, onde André Marques trabalhava há mais de uma dezena de anos. Portanto, homens e mulheres que estão aqui presentes para prestar uma das últimas homenagens ao ex-colega de trabalho. Muitos abraços, muita consternação e também flores vão marcando o início desta cerimônia, que com o passar do tempo vai contando com mais e mais pessoas. André Marques foi uma das 16 vítimas mortais, era o guarda-freios do funicular que descarrilou na passada quarta-feira. A carruagem fazia o caminho descendente desde o Miradouro de São Pedro de Alcântara, quando descarrilou na Calçada da Glória, um equipamento utilizado por centenas de pessoas diariamente, sobretudo turistas. André Marques foi mesmo a primeira vítima mortal a ser identificada. Tinha 40 anos, estava há 15 anos a trabalhar na Carris. Nas últimas horas, sucederam-se várias homenagens. Quem privou com André Marques fala num homem sorridente e bom amigo, trabalhador leal e dedicado e que desempenhava as funções com excelência. É também o que se pode ler na nota fúnebre deixada pela Carris, numa altura em que continuam a chegar muitas pessoas aqui à Basílica da Estrela, em Lisboa.
Repórter Carlos Pedro, na Basílica da Estrela, onde está a decorrer esse velório do guarda-freios, a vítima do acidente com o Ascensor da Glória.
E começou o ataque político a Carlos Moedas perante o acidente com o Ascensor da Glória. Pedro Nuno Santos pede a demissão imediata do autarca de Lisboa.
Diz Pedro Nuno Santos que não é preciso esperar por nenhuma investigação para saber que Carlos Moedas tem responsabilidades políticas neste trágico acidente. Diz isto na rede social Facebook e explica também que Carlos Moedas é prisioneiro, nesta altura, das declarações que fez em 2021, quando pediu a demissão de Fernando Medina, a propósito do caso Russiagate. Disse na altura, Carlos Moedas, que era necessário um novo tipo de políticos em Lisboa, os que assumiam as responsabilidades mesmo perante um erro técnico.
E o Chega falou hoje em conferência de imprensa para pedir responsabilidades políticas perante este caso e para anunciar que vai apresentar uma moção de censura ao executivo de Carlos Moedas.
Posição deixada por Bruno Mascarenhas, líder do Chega na Assembleia Municipal de Lisboa e candidato à autarquia.
Fizemos um documento que é uma moção de censura a este executivo para ser discutido precisamente na próxima terça-feira, em que, neste caso, o engenheiro Moedas, se assim o entender, se não faltar, estará em condições de debater conosco esta questão.
André Ventura também falou nesta conferência de imprensa para pedir responsabilidades políticas.
O que, sobretudo, o Chega entende é que nós temos que ter políticos que assumem responsabilidades em momentos fulcrais. Este não é um momento qualquer e há uma responsabilidade objetiva que deriva do fato de esta empresa ser tutelada integralmente pela Câmara Municipal de Lisboa. Isso é incontornável. Nós não vamos apontar o caminho ao engenheiro Carlos Moedas. Eu quis apenas, e foi isso que eu quis dizer, que ecoa na minha cabeça, o caminho que o próprio Carlos Moedas apontaria a si próprio noutra circunstância, como foi a circunstância de 2021, com muito menos gravidade do ponto de vista humano, como é evidente.
André Ventura quer Carlos Moedas a assumir responsabilidades.
E o editor adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carapatoso, considera que Pedro Nuno Santos está a contaminar a mensagem do Partido Socialista.
Diz Miguel Santos Carapatoso que o PS está a falar a várias vozes.
Há um Partido Socialista a falar a várias vozes. Tivemos Alexandra Leitão, que é candidata à Câmara Municipal de Lisboa, a dar uma entrevista ontem mesmo, onde disse taxativamente que não pedia a demissão de Carlos Moedas, procurou e tentou não ir por aí. José Luís Carneiro, atual secretário-geral do Partido Socialista, também não exigiu, no imediato, pelo menos, a demissão de Carlos Moedas. E tivemos agora Pedro Nuno Santos, antigo líder do PS, a vir publicamente pressionar Carlos Moedas a resignar. Isto causa também algum desconforto, presumo eu, no Partido Socialista.
Diz Miguel Santos Carapatoso que o expressar de opiniões pode não ser bom para Alexandra Leitão, candidata à Câmara Municipal de Lisboa. Contudo, refere que Carlos Moedas está, de facto, preso nas palavras que disse em 2021, quando pediu a demissão de Fernando Medina.
Seguimos com a polêmica em torno da Universidade do Porto. Aguardam-se esclarecimentos do ministro da Educação, mas já se criaram condições políticas para ouvir Fernando Alexandre com urgência no Parlamento.
Porque depois dos pedidos do PS, do Chega e da Iniciativa Liberal para audições parlamentares, agora também o próprio PSD pede uma audição parlamentar urgente do ministro da Educação e do reitor da Universidade do Porto. O objetivo é que sejam prestados esclarecimentos sobre alegadas pressões no processo de concurso para acesso à Medicina nesta universidade. Apesar do pedido de audição, o PSD recusa que tenha existido qualquer pressão e considera que o ministro da Educação nunca pressionou o reitor a admitir os candidatos de forma irregular. No requerimento entregue na Assembleia da República, o grupo parlamentar do PSD pede a audição urgente do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e pede também a audição urgente do reitor da Universidade do Porto, António Sousa Pereira.
PS, Chega e Iniciativa Liberal pedem então audições urgentes, mas o Chega vai mais longe e pede uma investigação das autoridades.
André Ventura diz que o Ministério Público tem de investigar.
Quando há suspeitas da prática de um crime, o Ministério Público tem que o investigar e tem que levar a cabo a sua investigação. Não sei se o fará nos termos da averiguação preventiva, como no caso da Espinho Viva ou de outros, ou se o fará com inquérito já aberto, ou até se já não há nenhum inquérito aberto. Não sei. Agora, que tem que haver uma investigação imediata do Ministério Público a este comportamento alegado do ministro, isso tem. De resto, o Chega hoje mesmo, dei indicações disso durante a manhã de hoje, vai através da Comissão de Educação questionar o ministro.
André Ventura a referir a importância deste caso ser investigado.
E a Federação Académica do Porto exige inquérito interno para apurar o porquê do diretor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto informar 30 candidatos da entrada no curso de Medicina sem autorização do reitor da Universidade do Porto.
Francisco Porto Fernandes é presidente da Federação Académica do Porto, diz que a federação está envergonhada quanto a esta situação e está também preocupada com os 30 estudantes que foram notificados de forma errada. O presidente da Federação Académica do Porto defende um inquérito interno para que a situação não se repita.
A FAP exige um inquérito interno pra perceber de quem foi a culpa pra que isto nunca mais se repita. E é pena que estejamos midiaticamente a pôr a concentração perante um ministro, quando o problema é da universidade e das 30 pessoas que mudaram a sua vida, porque a universidade falhou, porque uma faculdade faz coisas sem dizer à reitoria e isso é que é inadmissível.
Declarações de Francisco Porto Fernandes à Rádio Observador, ele que dá conta também de que entre os estudantes são conhecidas divergências entre o reitor da Universidade do Porto e o diretor da Faculdade de Medicina.
Quatro horas e sete minutos, mais fresco que isto é impossível. João Almeida acaba de vencer a 13ª etapa da Vuelta, a Volta a Espanha, e continua em segundo lugar na conquista pela camisola vermelha.
Foi até à meta sempre a discutir essa liderança nesta etapa com Jonas Vingegaard, camisola vermelha nesta altura da Vuelta, mas foi João Almeida que venceu esta importante etapa, a subida ao Angliru, nas Astúrias, no norte de Espanha. João Almeida chega um segundo à frente de Jonas Vingegaard, mas mantém essa segunda posição na classificação geral e coloca-se em boa posição para o que falta desta Volta a Espanha. Ainda tem pelo menos mais uma semana de competição.
E conquistou cinco segundos de bonificação. Está agora a 50 segundos do líder desta competição, Jonas Vingegaard, ele é o camisola vermelha. E o governo aprovou no Conselho de Ministros realizado ontem o caderno de encargos da privatização da TAP, Miguel.
O decreto lei para a privatização da companhia, publicado em agosto, prevê que o investidor privado possa ficar com mais do que 44% da empresa, onde pode adquirir o que os trabalhadores não comprarem dos 5% que têm reservados. Entre os critérios de seleção dos interessados no processo, estão a inclusão na proposta de um plano industrial e um projeto estratégico que respeitem os objetivos delineados para o processo de reprivatização, nomeadamente quanto à localização da sede e do estabelecimento principal da TAP. Constitui também critério a integração dos interessados em subsequentes etapas de processo de venda direta. Quanto a direitos futuros, o documento expressa que o Conselho de Ministros pode determinar o direito de preferência ou o direito de primeira oferta a favor do investidor sobre futuras ações controladas pelo Estado, bem como o direito de venda conjunta a favor do investidor. Foi aprovado pelo Conselho de Ministros o caderno de encargos para a privatização da TAP.
Ponto final no Jornal das Quatro.