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O José Rafael Lopes. José, boa tarde. Mais uma vez começamos esta edição com as declarações do líder do PS, que considera ridículas as alegadas insinuações do PSD sobre uma coligação entre os socialistas e o Chega.
É a reação de José Luís Carneiro às declarações de Luís Montenegro sobre o chumbo do pacote laboral do governo, que na abertura do Congresso do PSD, Luís Montenegro deixou críticas quer ao PS, quer ao Chega. José Luís Carneiro respondeu, na Póvoa de Varzim, para inverter a acusação.
Todos entendem que isso é ridículo. Então alguém que andou dias e dias a encontrar-se, a reunir, a dialogar, a negociar, num autêntico jogo de máscaras, como aliás eu pude dizer, agora sentiu-se desfeiteado por parte desse partido e vem dizer que é o PS que está coligado com o Chega. O PS nunca teve qualquer coligação, pelo contrário. Agora, nós temos é liderado muitas propostas e há aqueles que votam essas propostas.
José Luís Carneiro considera que o país assistiu a uma tentativa de entendimento formal à direita, que acabou por falhar no momento da votação da revisão laboral. O líder socialista criticou também as palavras de André Ventura sobre um alegado acordo com o primeiro-ministro para alterar a idade da reforma.
As coisas são de tal maneira graves, porque o doutor André Ventura veio mesmo publicamente dizer que tinha chegado a um acordo com o primeiro-ministro para alterar a idade da reforma e também em relação à PSU e que iria passar a escrito esse acordo e esse acordo teria implicações até ao fim de 2028. É muito importante que haja o cuidado de recuperar aquilo que as pessoas dizem.
As críticas do líder do Partido Socialista, José Luís Carneiro, no dia após o pacote laboral ter sido chumbado na Assembleia da República.
O chumbo da reforma laboral que está também em destaque no Congresso do PSD, com o ministro da Economia a afirmar, José Rafael Lopes, que o Chega não é confiável.
E que o governo resistiu à tentação de aceitar a descida da idade da reforma, exigida pelo partido de André Ventura. Entrevistado na Rádio Observador, Manuel Castro Almeida garante que ninguém pode acusar o executivo de não ter feito tudo para aprovar a reforma laboral, mas sublinha, Manuel Castro Almeida, que há linhas que não podem ser ultrapassadas.
As pessoas não têm dúvidas que é preferível trabalhar o que trabalham hoje e não reduzir a idade da reforma, mas ter a garantia de que não se mexe na reforma. Montenegro tem sobre isto, e eu tenho trabalhado muito com ele, como bem sabe, e para mim é absolutamente claro, ele está determinadíssimo que as reformas dos portugueses são um assunto sagrado. Aí não se mexe, seja qual for o pretexto, seja qual for o prato de lentilhas que se ponha do outro lado da mesa, ele não mexe nisso.
As palavras de Manuel Castro Almeida, entrevista na Rádio Observador, o ministro que desvaloriza a ausência de Pedro Passos Coelho do Congresso do PSD, diz que o antigo primeiro-ministro não deve ser tema durante o fim de semana.
É útil ouvir o que é que os militantes têm a dizer no Congresso. E eu espero que os militantes venham dizer aquilo que o povo português pensa, sente e aspira.
E quem não vem, fica de fora?
Não, tem outra forma de dar opinião e a opinião também é ouvida e deve ser escutada.
Isso não lhe permite tirar qualquer interpretação.
O que não deve é dominar o Congresso, esse assunto. Dentro do Congresso é uma coisa, fora do Congresso é outra. Há quem queira vir ao Congresso, há quem queira ficar fora do Congresso. Todos têm espaço para intervir, mas cada um no seu sítio. Quem não quer vir ao Congresso não deve ser tema do Congresso.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, na Rádio Observador, Manuel Castro Almeida, considera ainda que a colega no executivo com a pasta do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, não está fragilizada após o chumbo do pacote laboral.
Antes, na reabertura do Congresso, Luís Montenegro acusou o Chega de falta de coragem para aprovar reformas.
E diz que o PS está a tentar obrigar o governo a negociar com o partido André Ventura, estratégia denunciada por Luís Montenegro. Na abertura do Congresso do PSD em dia, menos de 24 horas depois do chumbo da proposta do executivo para a reforma laboral, o presidente social-democrata quis afastar a ideia de crise política instalada e Vasco Maldonado Correia culpar os dois maiores partidos da oposição pelos passos em falso da governação.
Um dia depois do chumbo do pacote laboral, Luís Montenegro aparece no Congresso do PSD a atirar a matar na oposição.
Como ainda ontem se viu com especial nitidez, as oposições vibram com a politiquice e destratam a mudança.
O primeiro-ministro encontra no Chega uma falsa vontade de reformar o país.
São tantos os que reclamam que mude tudo, mas verdadeiramente desejam que tudo fique na mesma.
E não encontra qualquer virtude na postura do partido de André Ventura.
Falta-lhes a coragem, falta-lhes a firmeza e o sentido de responsabilidade. Para dizer mal de tudo ou bloquear soluções, não é preciso ter grande coragem. Para ser teleguiado por comentadores mentores ou pelas tendências das redes sociais, também não é preciso ter grande coragem.
Montenegro alerta também para a estratégia teatral de José Luís Carneiro.
Vamos obrigar a AD, o governo, a negociar exclusivamente com o Chega. E com esta atitude, pretende o PS depois dizer: "Eles estão juntos, eles são uma linha conjunta e nós somos a alternativa".
Uma narrativa falsa, explica Montenegro, que garante que se há proximidade, é entre os dois maiores partidos da oposição.
O povo também decidiu que o Partido Socialista e o Chega podem pontualmente juntar-se e decidir coisas contra o governo. Eu só acho é que o povo, neste particular, queria que isso acontecesse apenas de forma excepcional.
Com o pacote laboral chumbado e ventos de crise política no horizonte, o primeiro-ministro deixa uma garantia aos militantes do PSD.
Eu estou tudo, mas é que é mesmo tudo
Menos preocupado com o meu futuro político. Não sou de me intimidar.
Luís Montenegro, no discurso de abertura do Congresso do PSD, em que veio apresentar a moção que defende a manutenção do não é não em relação ao Chega e a recusa de um bloco central com o Partido Socialista. Reportagem do Vasco Maldonado Correia, a partir do Congresso do PSD, onde o chumbo da reforma laboral acaba por marcar o arranque dos trabalhos desta reunião social-democrata.
Tempo também para escutar a iniciativa liberal que aconselha o governo a perceber, José Rafael Lopes, que o Chega não é um parceiro reformista.
Uma sugestão deixada pela presidente do partido no Conselho Nacional da IL em Lisboa, Mariana Leitão, diz que há dois blocos no Parlamento, um reformista, outro socialista, este último apelidado de Bloco da Estagnação pela líder da Iniciativa Liberal.
Do lado do Bloco Socialista estão todos os que preferem a estagnação à mudança. O PS de José Luís Carneiro conseguiu virar ainda mais à esquerda e entregou a política laboral ao braço sindical do PCP, sequestrando todos os trabalhadores portugueses. E o Chega, que se apresenta como força de rutura, mas votou com toda a esquerda quando chegou o momento de decidir. Para salvar o país, André Ventura tem de o destruir primeiro.
As palavras de Mariana Leitão na reunião da Iniciativa Liberal.
Damos o tema nesta edição para falar da Seleção Nacional, isto porque Diogo Dalot falou há instantes em conferência de imprensa.
Diogo Dalot promete uma resposta em campo depois do empate de Portugal frente à República Democrática do Congo e diz que há muitas pessoas que não querem que Portugal vença o Campeonato do Mundo. A acompanhar esta conferência de imprensa esteve o enviado especial do Observador ao Campeonato do Mundo, o Miguel Cordeiro. Miguel, a frase é forte, mas Diogo Dalot não concretiza quem são essas pessoas.
Sim, foi convidado a concretizar, mas acabou por não o fazer. Mas foi uma conferência de imprensa muito interessante de Diogo Dalot. Já lá vamos apenas deixar aqui alguns dados sobre o treino. Portanto, os jogadores subiram ao relvado há oito minutos, já estão a fazer a ativação, já deram uma corrida à volta do relvado, estão a terminar o trabalho de aquecimento. A informação é de que Tomás Araújo continua de fora. Tomás Araújo continua a fazer trabalho específico. Podemos praticamente dizer que está fora para o jogo frente ao Uzbequistão, porque é um jogo que acontece já na terça-feira e desde o jogo com o Congo que não tem treinado com a equipa e, portanto, será uma baixa praticamente confirmada para esse encontro. A boa notícia é que Rúben Dias já está integrado na equipa desde esse jogo com o Congo. Também a informação de que Diogo Dalot foi o jogador que esteve na conferência de imprensa e deixou várias notas nessa conferência de imprensa longa, já com mais de meia hora. Diogo Dalot foi primeiro confrontado sobre o foco da equipa, disse que estão todos concentrados já no próximo jogo e que a equipa está a saber aprender as lições. E nesta conferência de imprensa foi questionado sobre as críticas que têm surgido, principalmente nas redes sociais. E sobre isso, revelou que o grupo, ainda antes de partir para o mundial, teve uma conversa sobre aquilo que poderia acontecer, principalmente também nessas redes sociais.
Tivemos a oportunidade de ter, antes de chegar ao mundial, uma conversa precisamente sobre isto, quase como previsão de que isto ia acontecer. Obviamente, quando tens um plantel, ainda para mais, quando tens o Cristiano dentro do plantel, temos que estar preparados já para um alarido um cadinho diferente do normal. E como é lógico, não fugiu à regra, mais uma vez. E eu acho que o facto de termos tido essa conversa pré-mundial para nos prepararmos também para estes momentos fez com que quando essa altura chegasse, daí a mensagem, daí o facto de nós dizermos que o grupo estava blindado, porque sabíamos que isto ia acontecer. Sabíamos que íamos passar por dificuldades, sabíamos que íamos passar pela crítica.
A resposta de Diogo Dalot sobre esse assunto, foi também questionado sobre se Portugal deixou de ser favorito depois do empate frente ao Congo e a resposta foi assim.
Eu acho que já tivemos o caso, obviamente, do primeiro jogo e eu acho que é isso que nós temos que nos focar, que é: criou-se uma grande expectativa, e bem. Eu nunca escondi, nem quero que a seleção esconda essa responsabilidade de perceber a qualidade que temos e que podemos ir longe na competição. Mas uma coisa é a expectativa que se cria, outra coisa é aquilo que nós fazemos na realidade. E quando a dificuldade chega e quando estes momentos chegam e quando o momento aperta e quando o coração, a pulsação começa a subir, aí é que nós temos que perceber se vamos ter essa capacidade ou não. Se eu acho que temos? Sem dúvida alguma. Se nós estamos a fazer por isso? Claro. Agora, o resultado, muitas vezes no futebol, não transparece realmente aquilo que nós queremos e que nós fazemos.
Também em destaque nesta conferência de imprensa de Diogo Dalot, como dizia José Rafael Lopes, essa situação em que o jogador português disse que, naturalmente, há muita gente que quer que Portugal ganhe, mas há também os que não querem.
A mensagem que nós gostamos de passar e queremos passar sempre é, obviamente, temos milhões de pessoas que querem que Portugal ganhe, temos algumas pessoas e muitas pessoas que provavelmente não querem que Portugal ganhe. Agora, se quiserem remar conosco, nós vamos remar, o barco não vai parar, estamos todos no mesmo barco e é isso que nós queremos passar como grupo para fora. Agora, eu bem entendo e sei, e já estou há anos suficientes também no futebol para perceber que a crítica vai fazer parte e vai ser sempre parte do processo. Não podemos fugir, nem queremos fugir.
A mensagem de Diogo Dalot, que o grupo sabe muito bem e tem muita experiência, não só na seleção, mas também nos clubes que representam praticamente todos a jogarem grandes clubes. O treino está a decorrer, os jogadores ainda a fazer algum trabalho de aquecimento. Daqui a dois, três minutos, a imprensa vai ter de deixar a bancada. São apenas 15 minutos abertos. Ontem foi o aniversário de Nuno Mendes, houve praxe no início do treino. Hoje aconteceu o mesmo com Gonçalo Ramos, é o aniversariante do dia, faz 25 anos.
Miguel Cordeiro, enviado especial do Observador ao Campeonato do Mundo, com os destaques da conferência de imprensa de Diogo Dalot e também deste treino da Seleção Nacional. A equipa portuguesa está a preparar o jogo com o Uzbequistão à procura da primeira vitória no mundial, depois do empate com a República Democrática do Congo no primeiro jogo.
E a fechar esta edição das 16h e a marcar a atualidade internacional, este sábado o Irão voltou, José, a fechar o estreito de Ormuz.
Informação dada pelo exército iraniano, que fala numa retaliação contra os ataques de Israel no sul do Líbano. O tráfego marítimo está encerrado a todos os navios, é o que asseguram as forças iranianas, que sublinham ainda que se a agressão israelita continuar no sul do Líbano, outras medidas vão ser planeadas e levadas a cabo pelas forças iranianas para obrigar Israel a cumprir o memorando de entendimento que foi assinado entre o Irão e os Estados Unidos.
Ponto final nesta edição das 16h com o jornalista José Rafael Lopes.