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Jornal das quatro com Miguel Videira. E Miguel, já ultrapassou as duas centenas o número de mortos na Colômbia.

O último balanço dá conta de 224 vítimas mortais. Há ainda registro de perto de 3 mil feridos e 3 mil desaparecidos, números que alimentam o receio do número de mortos vir a aumentar nas próximas horas. São dados das autoridades locais. Sete aeroportos continuam com as operações suspensas.

E o governo português não recebeu qualquer pedido de ajuda por parte da comunidade portuguesa, mas há estragos a registrar em algumas casas de cidadãos nacionais.

É isso que indica à Rádio Observador, fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Ainda não foi possível contabilizar e perceber qual a extensão dos danos. Entretanto, a alta representante para a política externa da União Europeia anunciou a ativação do mecanismo de assistência consular de crise da União, destinado a apoiar os cidadãos europeus que se encontrem na Colômbia e que tenham sido afetados por este desastre. A Comissão Europeia mobilizou ainda o serviço de satélite europeu Copernicus para o apoio às operações de busca e salvamento. Vários países da América Latina já manifestaram a intenção de enviar ajuda humanitária e equipes pro terreno.

O presidente da República esteve esta manhã na Covilhã, no âmbito do Dia Mundial da Juventude, que amanhã se assinala. E foi nesta cidade, mais próxima de Espanha do que do mar, que António José Seguro defendeu que é preciso criar condições para que os jovens possam permanecer no interior do país, se assim o quiserem.

Devem, pelo menos, salienta o chefe de Estado, ter essa opção, assim sejam criadas as necessárias condições.

Considero que o interior não é um fardo. O interior é um potencial de oportunidades. E ontem tive a oportunidade, em Foz Côa, e hoje estar aqui na Covilhã, também no interior, projetar o futuro com jovens que não desistem do interior e que sabem que o interior precisa de uma oportunidade, porque não há territórios dispensáveis no nosso país. Somos um único país.

O papel do Estado, sublinha o presidente da República, é essencial.

Se houver uma visão estratégica, investimento público que potencie o investimento privado, há condições para que os jovens depois façam as suas opções e possam ficar, se quiserem, possam ir em mobilidade pra outras zonas de Portugal ou do mundo e regressar. O que não podemos aceitar é que passados 60 anos, se volte a emigrar ou a migrar dentro de Portugal por necessidade.

Por falta de condições e oportunidades nesta faixa do território, declarações do presidente da República esta manhã na Covilhã, onde almoçou com um grupo de jovens. Antes, encontrou-se com representantes de organizações políticas de juventude.

E já são conhecidos os convidados da edição deste ano da Universidade de Verão do PSD. Há vários ilustres sociais-democratas e um antigo autarca socialista.

Os pesos pesados do PSD marcam todos presença na reentrada oficial do partido. Destaque pro anticandidato presidencial Luís Marques Mendes, também o centrista e antigo vice-primeiro-ministro Paulo Portas. Ainda o socialista e ex-autarca de Lisboa, João Soares. O novo porta-voz do PSD, Sebastião Pogalho, junta-se à iniciativa. Está agendada para o próximo dia 28, tal como o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas. A edição deste ano da tradicional Universidade de Verão acontece entre 24 e 30 de agosto em Portalegre, com a presença de uma centena de jovens. Luís Montenegro fecha os trabalhos no último dia. O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, também vai marcar presença nesta iniciativa, tal como o líder parlamentar e secretário-geral dos Social-Democratas, Hugo Soares.

Um problema que continua por resolver. Reage desta forma a FENPROF, ao número conhecido esta manhã. Pediram a reforma, em 2026, quase 3300 professores.

Número avançado pelo jornal Público. O secretário-geral da Federação Nacional de Professores, José Costa, salienta que o problema não está tanto no número de saídas, mas na falta de capacidade para substituir aqueles que deixam o ensino.

Não se renova porque, de facto, nós não temos jovens a entrar pra a profissão e temos ainda 15 a 20 mil professores profissionalizados que abandonaram na última década e meia. E é um problema que continua por não se resolver. Nós estamos neste momento num processo de revisão do estatuto, onde ainda não vislumbramos nenhuma medida no sentido de, enfim, tornar a carreira atrativa.

Há pelo menos uma medida em vigor que visa pelo menos adiar a saída do sistema de ensino dos professores já em condições de passarem à reforma, um incentivo de €750 mensais brutos. Ora, a partir de setembro, este incentivo passa a ser atribuído apenas aos professores que deem aulas em regiões com mais necessidades de docentes. Não faz sentido, diz José Feliciano Costa, da FENPROF, tendo em conta o mapa de carências.

É um problema que neste momento se arrasta a todo o país. Ou seja, há dois, três anos, tínhamos o problema da falta de professores muito localizado em duas ou três zonas, nas áreas metropolitanas e no Algarve, até. Este, neste momento, é um problema de todo o país. Portanto, nem sequer isso faz sentido.

O argumento do secretário-geral da FENPROF.

Que não é acompanhado pelo presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

Filinto Lima considera que esta é uma boa medida.

Parece-me ser uma medida correta e acertada, porque é em Lisboa e no Alentejo e também em Setúbal também e no Algarve, sobretudo nestas três regiões, onde se nota a escassez de professores. No Norte, nem tanto, mesmo nada, o Centro também não, mas mais nestas regiões. E, portanto, é normal que nestas regiões os professores queiram ficar, e alguns querem, muitos quererão ficar na escola por mais algum tempo, tenham de facto alguma recompensa e a recompensa é dada pelo Ministério da Educação.

Filinto Lima, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, considera que esta é uma boa medida, este incentivo para que os professores que já estão em condições de passarem à idade de reforma prolonguem a docência face à carência de professores no sistema de ensino.

Miguel, vamos agora a outros temas que marcam a atualidade.

A rede de carregamentos elétricos Mobi.e regista cerca de 6,7 milhões de carregamentos até julho. Um aumento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado, com o número de utilizadores a duplicar. Num comunicado divulgado esta tarde, a empresa destaca que, se tivermos apenas em consideração o mês de julho, a Mobi.e registou mais de 1 milhão de carregamentos, um número histórico nunca alcançado. Amanhã, todos os jovens têm entrada gratuita nos museus e monumentos nacionais, uma iniciativa no âmbito do Dia Internacional da Juventude, que se comemora esta quarta-feira. A entrada é gratuita nos espaços culturais geridos pela Museus e Monumentos de Portugal para os jovens entre os 12 e os 29 anos. É sorte nós temos, Filipa.

Sem dúvida. Notícia de fecho deste jornal das quatro com o Miguel Videira.