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André Ventura considera a intervenção de Luís Neves como inenarrável e inqualificável.

Diz também que foi impressionante. É o que diz o líder do Chega. A reação chegou através de um curto texto publicado nas redes sociais, onde André Ventura deixa também uma pergunta. O líder do Chega quer saber o que saberá Luís Neves sobre o primeiro-ministro. O Chega prometeu tomar até o dia de hoje uma decisão sobre se avança ou não com uma moção de censura contra o governo. Ontem, André Ventura disse que ia esperar também para ouvir as explicações do ministro da Administração Interna, além de ouvir os órgãos internos do partido e conversar com António José Seguro. Para já, o líder do Chega deixa esta reação às palavras de Luís Neves.

Luís Neves, que deixou um desafio a André Ventura para que lhe faça todas as questões que entender na audição regimental a Luís Neves no Parlamento, está marcada para daqui a uma semana.

O ministro da Administração Interna lançou esse desafio a André Ventura para a audição de dia oito.

No próximo dia oito, dois a oito dias, na parte da tarde, terei a audição regimental no Parlamento. Quer dizer, ao André Ventura, estou totalmente disponível para lhe responder a qualquer questão que ali seja colocada.

O ministro da Administração Interna diz ainda que o escrutínio que lhe tem sido feito tem ultrapassado limites.

Temos assistido a um determinado tipo de escrutínio, não de todos, portanto, de exceção, em que atingem a própria personalidade e a própria família, quando há atos que podem ser feitos sem essa necessidade de escrutínio. Portanto, é isso que eu quero dizer. Eu conheço essas pessoas e haverá um tempo próprio para tudo.

As palavras do ministro da Administração Interna, em declarações aos jornalistas, antes num discurso, garantiu que nada nem ninguém vai afastá-lo do cargo de ministro.

Percebeu que não me pode atacar por inação. Percebeu que não me pode atacar por desconhecimento. Escolheram, por isso, a única estratégia que conhecem: lançar suspeitas, atacar a honra e tentar intimidar com base na mentira. A mim não me intimidam, jamais me intimidarão. Escolheram, por isso, repito, esta única forma. Daqui digo com absoluta serenidade e total firmeza: nada nisto me intimida ou condiciona.

Palavras do ministro da Administração Interna esta manhã na Madeira, Luís Neves sublinha que tem autoridade e condições para poder continuar no cargo.

O ministro da Educação está de consciência tranquila quanto ao inquérito do Ministério Público que foi aberto depois das falhas nas correções dos exames.

O pedido para abertura do inquérito foi feito pela FENPROF, que alega terem sido dadas ordens no sentido de classificar itens cujas respostas teriam sido perdidas. Na reação a este inquérito, Fernando Alexandre afastou responsabilidades e pede à FENPROF que se chegue à frente.

Aquilo que a FENPROF disse, em relação ao que será transmitido aos professores, isso, se aconteceu, nunca veio nem do ministério, nem do Educa, nem do Júri Nacional de Exames.

O ministro da Educação diz ainda que cabe à federação provar o que disse e defendeu processos disciplinares para os professores que terão dado essas ordens. A poucos dias do arranque do ano letivo, Fernando Alexandre prometeu colocar professores nas escolas todos os dias. É uma forma de combater a falta de profissionais no ensino.

Pela primeira vez, nós vamos passar a colocar este ano já, no início do ano letivo, professores todos os dias. Quando nós chegamos, eram colocados de 15 em 15 dias. Passaram a ser colocados duas vezes por semana. E neste início de ano letivo, nós vamos colocar professores nas escolas todos os dias.

As palavras de Fernando Alexandre à saída da tomada de posse dos órgãos sociais da recém-criada Universidade Técnica no Porto. O ministro da Educação confirmou ainda que há cerca de 9 mil professores que já receberam o valor prometido pelo trabalho extra durante a correção dos exames nacionais.

Os sindicatos da função pública convocaram uma greve das carreiras gerais para o dia 2 de outubro.

As três estruturas sindicais exigem a valorização dos profissionais, que consideram ser os mais mal pagos da administração pública. A greve vai abranger cerca de 350 mil trabalhadores. É o que indica o dirigente da Federação Nacional, em nome das três estruturas sindicais. Joaquim Ribeiro deixa ainda críticas à forma como este dossiê tem sido gerido pelo Executivo.

O atual governo da AD, PSD, CDS, tem vindo a afirmar que pretende valorizar os trabalhadores da administração pública, mas não apresentou até hoje nenhuma proposta concreta para a valorização dos trabalhadores das carreiras gerais. Estamos a falar do maior grupo profissional de trabalhadores da administração pública. Mais de 350 mil trabalhadores, 50% dos trabalhadores da administração pública, que não veem qualquer tipo de resposta do governo relativamente a estas carreiras, que são das mais desvalorizadas da administração pública.

O dirigente da Federação Nacional, Joaquim Ribeiro, acrescenta ainda que os trabalhadores querem deixar um alerta urgente ao governo, diz que não se pode esperar pelo próximo ano para começar a iniciação. Além da paralisação marcada para o dia 2 de outubro, os sindicatos agendaram também uma manifestação em Lisboa, no mesmo dia, às 11h.

O PS volta a insistir na proposta para que seja criada uma subcomissão no Parlamento para acompanhar os investimentos em defesa no âmbito do programa europeu Safe.

O pedido original já tinha sido feito em dezembro do ano passado. A proposta acabou por não seguir em frente. Na altura da discussão na Assembleia da República, partidos como o Chega manifestaram-se contra o formato proposto pelo PS. O governo acabou por desenhar uma solução diferente. Em vez de uma subcomissão parlamentar, o Executivo avançou com a Comissão de Acompanhamento dos Investimentos na Defesa. O deputado socialista Marcos Perestrello volta a insistir no pedido para a criação de um instrumento de escrutínio dentro do Parlamento. Diz que a posição adotada pelo governo de omitir decisões tomadas em matéria de defesa é a posição errada.

Ainda vamos a tempo de corrigir este caminho e garantir o apoio político e social aos investimentos na modernização que as Forças Armadas precisam E no aproveitamento desse investimento equivalente a 1/4 do PRR para alavancar a economia nacional. O PS propõe, por isso, dois instrumentos importantes. Primeiro, a criação de uma subcomissão de acompanhamento destes investimentos em particular e, segundo, a discussão na Assembleia da República, por proposta do governo, de uma estratégia de capacitação da defesa.

Marcos Perestrelo, em conferência de imprensa na Assembleia da República. O deputado do PS assegura que o partido vai voltar à carga com propostas para uma maior transparência na defesa.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros garante que apoia uma eventual missão da União Europeia no Líbano.

É o que está a ser discutido na Irlanda, numa reunião dos ministros da Defesa. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaya Calles, especifica que esta missão teria como objetivo apoiar as Forças Armadas do Líbano. Paulo Rangel, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, considera que o governo do Líbano precisa desse apoio. Quanto a uma possível participação portuguesa nessa missão, o ministro diz que é uma questão que é preciso ter ponderação.

"Nós seremos inteiramente a favor da criação dessa missão. Depois, se faremos parte dela ou não, ou em que termos é que poderemos cooperar com ela, isso é algo que será de ver a nível do governo e desde logo com o Ministério da Defesa. Enfim, é algo que seria prematuro, porque sem estar estabelecida uma missão, a forma como podemos. Agora, que apoiaremos, independentemente da nossa participação, terá o nosso apoio político total, isso sem dúvida."

Palavras de Paulo Rangel, Ministro dos Negócios Estrangeiros. Aqui um registo da Agência Luz. Defende o ministro que é fundamental estabilizar a situação no Líbano.

Em Espanha, o governo aprovou um pacote de €309 milhões para apoiar a economia de Ceuta.

O Conselho de Ministros espanhol anunciou essas medidas urgentes para apoiar e impulsionar a economia de Ceuta. O objetivo é dar confiança e tranquilidade à cidade após a entrada maciça de migrantes marroquinos. Entre 30 e 31 de julho, cerca de 80 mil pessoas entraram no país, alguns dos quais ainda permanecem na cidade de Ceuta. A maior parte destes mais de €300 milhões espanhóis está destinado ao apoio a menores e à ajuda humanitária. Em conferência de imprensa, o ministro espanhol da Política Territorial garante que é preciso ir passo a passo na resolução da crise em Ceuta. Ángel Torres diz que é impossível uma deportação imediata de todos os migrantes que estão na cidade de Ceuta.

"Preocupa-me que a notícia seja a violência e não a procura e o objetivo de regressar à normalidade. Quem afirma que os marroquinos podem ser todos deportados amanhã, o que diz é falso, isso é impossível. Quem diz isso está a espalhar uma mensagem populista que sabe que não é algo que possa acontecer. Temos de fazer as deportações, sim, dando passos firmes, tentando encurtá-los e utilizando os recursos pertinentes. Eu deixo aqui uma mensagem absolutamente clara: a violência é desnecessária."

Declarações de Ángel Torres, ministro espanhol da Política Territorial, aqui um registo da agência espanhola EFE, num momento em que em Ceuta há pelo menos 5 mil migrantes da vaga de julho, incluindo cerca de 1200 menores que já estão referenciados pelas autoridades espanholas.

Temos ainda outras notícias em destaque a esta hora.

João Lázaro deixou a presidência da APAV para assumir funções como Provedor-Adjunto da Justiça. O despacho foi publicado hoje em Diário da República. João Lázaro poderá acumular as novas funções com a docência ou investigação científica, desde que não seja remunerado. Vai entrar João Lázaro em função no dia 7 de setembro. À frente da Associação de Apoio à Vítima vai ficar Cristina Soeiro, a atual vice-presidente. Desde o início do ano, a Marinha Portuguesa já salvou mais de 300 vidas. Na área do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa, registou-se o maior número de incidentes, 46 salvamentos. Segue-se Ponta Delgada, com nove, e o Funchal, com cinco pessoas que foram salvas pela Marinha. Os dados foram divulgados pela Marinha Portuguesa, que nessa nota refere a importância do apoio prestado pelos navios mercantes e embarcações de pesca nas ações de busca e salvamento. Há dois jogadores do Sporting que vão jogar em Itália. Pedro Gonçalves está a caminho da Fiorentina, um negócio de €25 milhões. O internacional português tinha sido apontado à Arábia Saudita nas últimas semanas, mas vai jogar em Itália, em Florença, com o clube italiano a pagar no imediato uma taxa de €2,5 milhões, um empréstimo que depois conta com uma cláusula obrigatória de compra no final da época de €22,5 milhões. Já Daniel Bragança vai jogar no Torino. O negócio é idêntico, mas com valores mais baixos. O médio rende €1 milhão ao Sporting. Junta-se depois uma cláusula obrigatória de compra por parte do Torino por €2,5 milhões para ficar 100% com Daniel Bragança.