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Começamos este jornal com o Procurador-Geral da República, que afirmou hoje que o Ministério Público está a trabalhar para que os casos que envolvem Luís Neves e o partido Chega sejam rapidamente esclarecidos.

Amadeu Guerra foi questionado pelos jornalistas no final da cerimônia de inauguração do Palácio de Justiça de Beja. Foi questionado sobre os inquéritos que estão a correr, sobre o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, e também sobre a alegada vandalização do gabinete do Chega na Assembleia da República. O Procurador-Geral da República quer rapidez, realça que os processos estão em segredo de justiça, mas assegura que o Ministério Público está a trabalhar para que tudo seja rápido. Quanto à averiguação em curso no Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja sobre as construções na propriedade do Ministro da Administração Interna, Amadeu Guerra diz que o Ministério Público está a recolher informação sobre o licenciamento das obras e que só depois de estar na posse de todos os elementos vai decidir se há razões ou não para avançar com uma ação administrativa. Sobre a alegada invasão ao gabinete do Chega, o Procurador-Geral da República diz apenas que está em investigação e que não parou no período de férias judiciais.

O procurador desvalorizou também o inquérito ao atual diretor da Polícia Judiciária.

Falou também sobre esse assunto esta tarde em Beja. Amadeu Guerra diz que a abertura do inquérito sobre a atuação de Carlos Cabreiro é igual a qualquer outro. Em causa uma denúncia apresentada à Procuradoria-Geral da República relacionada com o processo Football Leaks. De acordo com a denúncia feita pelo advogado Aníbal Pinto, condenado no processo, Carlos Cabreiro prestou falsas declarações em tribunal quando afirmou que não tinham sido feitas escutas ambientais na investigação ao caso Rui Pinto, escutas que acabaram por ser confirmadas na sequência da descoberta de documentos internos da PJ. Em declarações aos jornalistas, Amadeu Guerra confirma que a origem do inquérito por alegados crimes de abuso de poder e falsidade de testemunho esteve numa participação feita à Procuradoria-Geral da República. Explica que o Ministério Público vai investigar e que a abertura do inquérito não tem nada de especial.

A portaria que define os valores a pagar aos médicos tarefeiros vai ser publicada no mês que vem.

Essa informação foi transmitida pela Ministra da Saúde, que não adianta os valores.

A portaria será publicada durante o mês de outubro e é tudo quanto posso dizer sobre a portaria. Quando ela for publicada, o valor virá lá.

Ana Paula Martins, que se escusou a comentar a posição do presidente da Associação dos Médicos Prestadores de Serviço, que o Observador ameaça a tutela com uma paralisação massiva caso o ministério reduza os honorários destes profissionais. O Observador sabe, de resto, que a portaria em causa vai mesmo reduzir os valores pagos aos médicos tarefeiros. Em Coimbra, a Ministra da Saúde falou também esta tarde sobre a falta de recursos no Serviço Nacional de Saúde. Ana Paula Martins defende a reorganização dos cuidados de saúde, mas rejeita que a solução passe apenas pelo reforço de meios.

Não lhe vou dizer que não são precisos mais recursos, mas também não lhe vou dizer que é só com mais recursos que resolvemos o problema que temos. Nós temos uma produtividade no Serviço Nacional de Saúde que precisa de aumentar e tem que aumentar, não apenas por via dos profissionais e dos recursos, mas da organização de cuidados e da sua estratificação.

Ana Paula Martins, em declarações aos jornalistas à saída da cerimônia de comemorações dos 47 anos do SNS.

O PS duvida do bônus pago pelo Estado na compra da REN e quer regras para a compra de participações em empresas.

A líder parlamentar comunista, Paula Santos, acusa Fernando Alexandre de estar a cortar nas estruturas do ministério sem qualquer planeamento e agora de não ter meios para dar resposta aos estudantes.

É inacreditável que se inicie o ano letivo e que haja estudantes que não tenham sido colocados numa escola. É incompreensível. Ninguém entende que isso possa estar a acontecer, quando sabemos exatamente qual é o número de estudantes que terminam o ciclo de ensino e que vão iniciar um novo ciclo de ensino. E isso não está desligado, tal como os exames também não. Todo o caos dos exames que decorreu no final do ano letivo anterior não está desligado. Todas estas alterações que foram feitas no Ministério da Educação e que, na verdade, significaram extinção de serviços, significaram menos trabalhadores e menos capacidade por parte do governo.

Declarações de Paula Santos, líder parlamentar do PCP, falou no lançamento da segunda sessão legislativa. Vamos falar também do Partido Socialista, como referias, Nelson. O PS duvida do bônus pago pelo Estado na compra da REN e quer regras para a compra de participações em empresas. Os socialistas dizem que o bônus pago ao acionista ao qual o Estado recomprou uma participação na REN não tem razão de ser. Falou na Assembleia da República o deputado Marcos Perestrello, que questionou esta operação e quer saber se foi o Estado a ter a ideia de comprar a REN ou se foi o acionista que procurou vender a participação.

Este preço que o Estado está a pagar inclui um bônus, do nosso ponto de vista, injustificado ao acionista, porque a esta participação não corresponde nenhum direito especial. O Partido Socialista vai solicitar ao governo o envio de toda a documentação relativa a este processo e que envie, igualmente, o rol de todas as personalidades que intervieram neste processo, para percebermos, designadamente, se foi o governo que foi ter com o acionista ou se, pelo contrário, foi o acionista que veio ter com o governo para vender esta participação.

Marcos Perestrello, numa declaração esta tarde em que acrescentou também que o PS quer aprovar no Parlamento um conjunto de regras e obrigações para o fundo soberano anunciado por Luís Montenegro.

O Partido Socialista entende que é necessário reforçar os mecanismos de escrutínio e as obrigações legais quanto às aquisições de participações pelo Estado ou por entidades públicas de ativos, designadamente, de forma a estabelecer regras para o fundo soberano que o governo anunciou.

Palavras de Marcos Perestrello, que critica esta operação do governo ao ter pago o dobro pela reentrada na REN, face ao que amealhou em 2014 com a privatização da empresa.

Falamos agora de PCP, que vai pedir, Miguel, um debate sobre o arranque do ano letivo.

Na resposta ao aumento do custo de vida e na resposta a esse problema relacionado com o custo de vida, o PCP apresenta iniciativas. Escutávamos há pouco Paula Santos a falar do problema das vagas nas escolas e a criticar Fernando Alexandre por ter cortado nas estruturas do ministério e de não ter agora planeamento para responder aos estudantes. O PCP apresenta um debate, uma iniciativa em que quer debater precisamente o arranque do ano letivo. Paula Santos, esta tarde na Assembleia da República, falou também sobre o custo de vida e diz que o PCP vai apresentar iniciativas para controlar os preços.

É intervir sobre as margens de lucro dos grupos económicos. E por isso é que nós propomos uma das iniciativas, que haja, de facto, uma intervenção para retirar os aspetos especulativos da formulação de preços, seja nos alimentos, seja nos combustíveis, e por isso avançamos com uma iniciativa para o controle de preços no cabaz alimentar, para garantir o acesso, neste caso concreto, aos alimentos e combater o aumento de preços que se tem verificado, que é bastante significativo se olharmos os últimos quatro anos. Também uma iniciativa para o controle de preços dos combustíveis.

Paula Santos, na Assembleia da República, que recorda que Portugal já tem controle de preço dos combustíveis nas regiões autónomas.

Vamos ao futebol. Rúben Amorim garante que não recebeu convites do Benfica e que nunca esteve em cima da mesa um regresso a Portugal.

Queria fazer um ano sabático e só o AC Milan o parou dessa intenção.

Era muito claro desde o primeiro dia que eu não iria treinar em Portugal. Essa foi a minha decisão, que eu iria parar e ter um ano parado com a minha família, que eu já ando a prometer há quatro anos. Isso era muito claro, mas depois o importante é perceber que eu recebi uma chamada do Milan, tive uma conversa com os donos do Milan e eles convenceram-me a começar a trabalhar mais cedo. E portanto, isso pra mim é o mais claro. Eu não ia trabalhar. Claramente não ia trabalhar em Portugal, não ia voltar a Portugal neste momento. Surgiu o Milan, acho que nenhum outro convite me faria voltar a trabalhar.

AC Milan e Benfica, amanhã às 8 da noite. Marcos Silva faz a antevisão hoje ao final da tarde. É a primeira jornada da fase de Liga da Liga Europa. Um jogo com relato na Rádio Observador.

Vamos a outras notícias em destaque a esta hora.

Proença-a-Nova, dois reacendimentos entre Alvito, da Beira e Mó estão a preocupar as autoridades, é o que adianta o presidente da Câmara Municipal à Agência Lusa. João Lobo explica que o vento está relativamente calmo por esta altura, mas admite que o calor que já se faz sentir está a preocupar as autoridades. Refere também que a humidade reduziu e isto dificulta o combate às chamas. A Linha do Norte foi restabelecida nos dois sentidos após um atropelamento junto à Lapiadar de Aguda, em Vila Nova de Gaia. Isto foi uma informação transmitida pela CP durante a última hora. O alerta foi dado pouco depois do meio-dia. Há uma vítima mortal. No local estiveram elementos dos bombeiros, do INEM e da GNR.