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Observador. Começa agora o Jornal das 5, edição do jornalista João Gama. E João, Portugal estreia-se na terça-feira no Campeonato da Europa frente à República Checa. Na antevisão da partida, João Cancelo diz que está à espera de um adversário forte e que vai criar problemas.
O lateral-direito afirma ainda que a seleção nacional quer chegar bem cedo a um gol para tranquilizar neste jogo.
Espero uma Chéquia muito agressiva. São jogadores muito altos, com uma grande condição física, que nos vão dificultar bastante quando tivermos a bola para depois sair no contra-ataque. E nós vamos ter que estar organizados na perda da bola. Vamos ter que, quando a tivermos, manter ao máximo para tentar desorganizar a defesa deles e tentar, se possível, fazer um gol cedo para tranquilizar um bocado o nosso jogo.
João Cancelo, na antevisão a este Portugal-República Checa. Declarações captadas aqui pela Sic Notícias. Vai ser o primeiro jogo da seleção no Euro 2024. O defesa lateral falou a partir do quartel-general da seleção, minutos antes do treino de hoje da seleção nacional. João Cancelo assume ainda que não espera jogos fáceis neste Europeu, seja contra a República Checa, seja qualquer um dos jogos de qualificação, mas acredita que a seleção nacional é uma das favoritas à conquista do Campeonato da Europa.
E João Gama, continuamos a falar do Campeonato da Europa de futebol e vamos à trilha. Começa a esta hora o Eslovénia-Dinamarca. Há dois portugueses em campo. João.
Dois jogadores conhecidos pelo público português, Morten Hjulmand, médio do Sporting, e Alexander Bah, defesa do Benfica, são titulares do lado dinamarquês. Está a ser o primeiro jogo do grupo C, que conta ainda com a Inglaterra e a Sérvia. Jogam mais logo, às 8 p.m. O jornalista Diogo Varela vai acompanhar este jogo do Euro 2024, Eslovénia e Dinamarca. Diogo, já conhecemos os 11. O que podemos esperar desta partida?
Para já, um jogo animado, João, entre o país nórdico e o país da Europa Central, a Dinamarca, frente a esta Eslovénia. Como referiste, dois nomes mais conhecidos dos portugueses, o Morten Hjulmand, do Sporting, também Alexander Bah, do Benfica, sendo que do lado contrário, na Eslovénia, o avançado é um ex-Sporting, Andraž Sporar, também o avançado, esteve ao serviço dos Leões e é mira apontada ao guarda-redes contrário, Kasper Schmeichel. De resto, os capitães são os guarda-redes Oblak, na baliza da Eslovénia, e Schmeichel, na baliza da Dinamarca. Com três minutos nesta altura, a partir de Estugarda, ainda não tivemos qualquer remate às balizas. Na casa do Estugarda, este jogo do grupo C, Eslovénia e Dinamarca, para já com 0x0. São as primeiras impressões entre duas equipas. Uma delas nunca venceu em Campeonatos da Europa. Falo da Eslovénia, três jogos, dois empates, uma derrota. A Dinamarca, no confronto direto com a equipa que hoje defronta a Eslovénia, já venceu por cinco vezes e empatou uma, nunca perdeu frente à Eslovénia.
O Diogo Varela com estas informações do jogo e do histórico entre Eslovénia e Dinamarca. Antes, o dia três do Euro começou com uma vitória dos Países Baixos por 2x1 frente à Polónia.
E o Euro 2024 continua às 17h, com o jogo entre Eslovénia e Dinamarca, e às 20h com a Sérvia e a Inglaterra. E já sabe, às 18h50 temos Minuto 90, também com Diogo Varela. Continuamos a falar de desporto. Boas notícias para Portugal. Fernando Pimenta volta a conquistar a medalha de ouro em K1 5000 metros.
No Campeonato da Europa de Canoagem, na Hungria, esta é a terceira vez que Fernando Pimenta se sagra campeão europeu. É também a terceira medalha que conquista apenas neste Campeonato da Europa. A terceira medalha para o atleta de Ponte de Lima. Medalha de prata em K1 500 metros, bronze em K1 1000 metros e agora ouro em K1 5000 metros. Fernando Pimenta deixou para trás Adam Varga, atleta húngaro, vice-campeão do mundo, e o dinamarquês Mads Pedersen, atual campeão do mundo.
E no ciclismo, João Almeida vence a contrarrelógio final da Volta à Suíça e termina no segundo lugar da prova.
O ciclista português ficou atrás do companheiro de equipa Adam Yates na oitava e última etapa da Volta à Suíça. João Almeida terminou a corrida helvética a 22 segundos do companheiro de equipa. Com este feito, igualou o registo alcançado em 84 por Acácio da Silva, numa competição que foi ganha três vezes seguidas entre 2012 e 2014 pelo português Rui Costa.
E tenho a certeza que neste momento João Miguel Santos está fervoroso, muito contente. Na atualidade internacional, Volodymyr Zelensky quer realizar uma nova cimeira para a paz, mas acredita que a Rússia não está preparada para começar um processo de negociações.
Foi na conferência de imprensa que aconteceu já depois da assinatura da declaração final. O presidente ucraniano insiste que ficou aberto o caminho para uma segunda cimeira e depois para o fim da guerra, mas quanto à participação da Rússia, diz que neste momento não está em cima da mesa. Volodymyr Zelensky acredita que da cimeira para a paz na Ucrânia sairão compromissos que contam com o apoio de vários países.
Segurança nuclear, segurança alimentar e a libertação de prisioneiros deputados, incluindo milhares e milhares de crianças raptadas pela Rússia. E agora, após a cimeira, propusemos e acordamos continuar o nosso trabalho conjunto a um nível mais técnico, a um nível de conselheiros e ministros, sob a forma de reuniões especiais.
O discurso de encerramento de Volodymyr Zelensky, ao seu lado, o presidente da Comissão Europeia garantiu que a Ucrânia vai continuar a ter o apoio que precisar. Em poucas palavras, Ursula von der Leyen deixa um aviso a Moscovo.
"Apelo à Rússia para acatar a mensagem da comunidade internacional, respeitar a integridade e soberania territoriais da Ucrânia, pôr termo à violência imperialista e trazer de volta as crianças. Quando a Rússia diz que está pronta para a paz, com base na Carta das Nações Unidas, chegará então a hora de a Rússia fazer parte dos nossos esforços de levar ao destino o caminho para a paz. Espero e trabalho para que esse dia chegue em breve."
O documento que assinala o fim da Cimeira para a Paz na Ucrânia foi assinado por 86 dos 101 países e organizações que estavam representados.
E Marcelo Rebelo de Sousa está na Suíça para a Cimeira para a Paz na Ucrânia. O presidente da República acredita que a cimeira lançou uma via imparável para o fim do conflito, mas deixa um reparo.
Em declarações aos jornalistas, depois de intervir na última sessão plenária da cimeira, que terminou hoje em Lucerna, Marcelo Rebelo de Sousa defende que a conferência foi um sucesso, mas acredita que é preciso fazer mais. É preciso envolver todas as partes nos próximos passos de paz.
Todas as partes envolvidas, se trata de um conflito, envolve várias partes. E é impossível tratar desse conflito, tratar da troca de prisioneiros, tratar do regresso dos deportados, tratar de questões humanitárias, questões que envolvem as partes envolvidas no conflito, como é a saída dos cereais do local da sua produção. É muito difícil tratar de forma pacífica e duradoura sem estarem todos os envolvidos.
As declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, em Lucerna, aqui a representar Portugal na Cimeira para a Paz na Ucrânia. O Brasil não assinou a declaração final para a Cimeira para a Paz, ao contrário de quatro países de língua portuguesa. Falo de Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
E Durão Barroso, antigo presidente da Comissão Europeia, acredita que António Costa é o melhor nome para o Conselho Europeu.
Por gerar mais consenso dentro e fora da família socialista. O também antigo primeiro-ministro dá hoje uma entrevista ao jornal "El Español", em que considera natural que socialistas e democratas venham a assumir a liderança do Conselho Europeu, enquanto o Partido Popular Europeu assume a presidência da Comissão. Nesse cenário, Durão Barroso acredita que António Costa é quem parte na melhor posição, porque tem experiência, acredita que gera consensos dentro e fora da sua família política e que, por isso, é normal que seja o próximo presidente do Conselho Europeu. O antigo presidente da Comissão Europeia diz ainda que em Portugal existe uma tradição de apoio entre socialistas e sociais-democratas para candidaturas a nível europeu e recorda que o próprio António Costa, enquanto eurodeputado, apoiou a eleição de Durão Barroso para a Comissão Europeia.
E a Madeira pode estar prestes a enfrentar novas eleições. A politóloga Teresa Ruel insiste que cabe à Assembleia Regional encontrar uma solução, caso o programa de governo de Miguel Albuquerque acabe por ser chumbado.
Com votos contra já anunciados do Juntos pelo Povo, PS e Chega, a aprovação do programa do governo está em risco. Ainda hoje, o líder do PS Madeira veio responsabilizar diretamente Miguel Albuquerque pela instabilidade na região e o Chega veio reiterar que só vota a favor do programa se o governo não for liderado por Miguel Albuquerque. Eleições só podem ser convocadas daqui a seis meses e, caso seja esse o cenário, a politóloga madeirense Teresa Ruel atribui responsabilidade a todos os deputados regionais.
Se queremos continuar neste bloqueio institucional, serão convocadas eleições apenas daqui a seis meses. E, portanto, o governo Miguel Albuquerque fica em gestão, o que torna, de alguma forma, se quiser usar esta palavra, irresponsável, os próprios deputados não encontrarem aqui uma alternativa.
A politóloga Teresa Ruel, ouvida esta tarde aqui na Rádio Observador, já sobre o sentido de voto do JPP, anunciado ontem. A especialista acredita que o Juntos pelo Povo está a agir de acordo com o que tinha afirmado durante a campanha eleitoral.
O sentido de voto do JPP é coerente com aquilo que foi a campanha e aquilo que vinham dizendo ao longo dos tempos e não faria sentido que fosse de outra forma. E traduz aquilo que sempre fez ao longo do seu percurso, que é a fiscalização ao governo e a sua proposta política, o seu programa político sempre foi em alternativa ao que existe em termos de governo do PSD.
A análise da politóloga madeirense Teresa Ruel à Rádio Observador a respeito do possível chumbo do programa de governo de Miguel Albuquerque.
E João Gama, no último dia da Feira do Livro de Lisboa, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros faz um balanço positivo e espera ultrapassar um milhão de visitantes.
Pedro Sobral, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, destaca a maior adesão das gerações mais novas este ano, faz um balanço da diversidade dos eventos que marcou esta edição e dá alguns exemplos.
Tivemos aqui mais de 3 mil eventos. E eu acho que aqui o que é importante é a diversidade desses eventos. Tivemos, como disse, sessões de autógrafos, tivemos debates, tivemos conversas, tivemos workshops, tivemos show cookings, tivemos muitas ações para crianças, tivemos as ditas gravações de podcasts ao vivo. E eu acho que é essa diversidade que é importante, é essa diversidade que atrai muita gente, porque há qualquer coisa para todo gosto e isso, obviamente, é muito relevante para manter.
As declarações de Pedro Sobral, em entrevista à Rádio Observador, diz ainda que a feira contribui para a promoção da língua portuguesa e para o aumento dos índices de leitura e literacia em Portugal, mas fala em medidas que a poderia complementar.
Agora, é importante que este esforço tremendo, porque é um esforço tremendo e difícil muitas vezes, seja complementado com políticas públicas estruturais a médio e longo prazo, porque obviamente se não tivermos políticas públicas que são capazes de ancorar este trabalho que os editores e livreiros já fazem, obviamente que depois podemos perder parte daquele trabalho que é feito. E quando falo de políticas públicas, falo desde a execução do cheque-livro a um investimento finalmente capaz no Plano Nacional de Leitura, o reforço dos acervos do livro nas bibliotecas municipais e públicas, lei do preço fixo, enfim, há muita coisa para fazer, porque foi pouca coisa feita.
Pedro Sobral, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, em entrevista à Rádio Observador. Quem quiser pode ainda ir até o Parque Eduardo VII. A Feira do Livro encerra, Rita Camarneiro, às 22:00.
E assim fechamos o Jornal das 5 com a Feira do Livro, a fechar esta edição das 17h, lá está, com o jornalista João Gama. Voltamos a atualizar toda a informação às 17:30. Até já!
Até já!