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Vamos em direto ao Campus da Justiça fazer um ponto de situação da Operação Marquês. Antes disso, um incêndio no Alandroal, que está perto de uma aldeia e também de uma zona industrial.

Cerca de 200 operacionais, apoiados por seis meios aéreos, estão nesta altura no terreno. O segundo comandante do Subcomando Regional do Alentejo Central, Fábio Pontes, explicava há cerca de uma hora à Rádio Observador que a zona industrial do Alandroal preparava-se nessa altura para ser evacuada.

Neste momento, o incêndio continua ativo, a arder em vários locais, ou seja, temos vários focos de incêndio. Neste momento, iniciou-se a evacuação preventiva da zona industrial do Alandroal.

Informação avançada há cerca de uma hora pelo Subcomando Regional do Alentejo Central. O autarca do Alandroal, João Grilo, explica que este incêndio começou num rebentamento de um pneu de um caminhão há instantes. A fonte do Comando Territorial de Évora da GNR explicou à Agência Lusa que o homem que conduzia o pesado que transportava madeira e que provocou este acidente foi constituído arguido pelo crime de incêndio florestal e o caso foi comunicado ao Ministério Público.

Hoje, o secretário-geral do PS visitou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. José Luís Carneiro acredita que os meios disponíveis para o combate a incêndios é bom e qualificado, de resto, semelhante a anos anteriores.

O dispositivo que está hoje ao dispor das nossas comunidades locais e de toda a estrutura de proteção civil é um dispositivo equivalente ao dispositivo que foi adotado noutros anos e, à luz das possibilidades do Estado, é um bom dispositivo e um qualificado dispositivo. Mas é preciso que todos possam contribuir, todas e todos, nomeadamente para evitar as ignições.

De resto, no início do mês, o dispositivo de combate a incêndios rurais foi reforçado para entrar na capacidade máxima. Vamos então à Operação Marquês. O antigo primeiro-ministro José Sócrates está hoje a prestar declarações em sede de julgamento.

E não têm faltado momentos de tensão entre o arguido e a juíza, que já acusou José Sócrates de desrespeito ao tribunal. Não gostou do tom usado pelo principal arguido neste processo. José Sócrates tem estado desde o início do dia a prestar declarações e a rebater as principais acusações de que é alvo.

Vasco Maldonado Correia tem estado a acompanhar tudo dentro da sala de audiências. Vasco, novamente em direto. José Sócrates também não gostou da reprimenda da juíza.

Não só não gostou, Luís, como desde que foi repreendido tem voltado a falar ironicamente com Susana Seca. Convém, por isso, rebobinar até ao início de mais um choque entre a juíza e José Sócrates. Na última hora, a juíza perdeu a paciência com a maneira como o antigo primeiro-ministro se estava a dirigir ao tribunal e também ao Ministério Público. De manhã, chegou a garantir José Sócrates que se recusava a seguir as orientações da juíza para como devia correr este depoimento e a falar de maneira irônica várias vezes. Ora há pouco, Susana Seca corrigiu esta postura, disse não saber se Sócrates frequentou algum curso de gestão comportamental, mas que é incorreto dizer coisas como, por exemplo: "Achava que já tinha compreendido, senhora juíza" e que deve usar expressões como: "Se calhar fui eu que me exprimi mal". Explicou, por isso, que se faz perguntas ao arguido tribunal é porque tem alguma razão para o fazer e não por ter qualquer tipo de déficit cognitivo e que todos na sala de audiências têm o mesmo nível de inteligência. Por isso, está Sócrates, a partir de agora, diz a juíza, proibido de continuar a usar este tom. Sócrates, que não gostou de ouvir a reprimenda, recusou ter a intenção de diminuir intelectualmente a juíza e lamentou a hostilidade com que considera estar a ser tratado pelo tribunal. Entretanto, foi feita uma pausa e desde aí Sócrates apareceu mais calmo, mas a referir várias vezes, de maneira irônica, que se não foi compreendido, certamente foi porque se expressou mal, tal como a juíza o tinha instruído a fazer. De resto, este dia de julgamento deve estar já para acabar e amanhã continuará José Sócrates a depor, isto porque nesta altura está ainda a rebater acusações em relação à APT. E, como sabemos, este megaprocesso da Operação Marquês diz respeito ainda a muito mais e que deve ser abordado amanhã por José Sócrates.

Porto, é Vasco Maldonado Correia, aqui em direto. Ele tem estado a acompanhar esta audiência de José Sócrates. O dia de hoje da Operação Marquês deve estar perto do fim. Vamos dar conta também dessas declarações no final e de tudo o que foi este dia com muitas reprimendas da juíza a José Sócrates.

Na Comissão de Saúde da Assembleia da República, já terminou a audição ao presidente do Hospital de Santa Maria.

Carlos Martins admite assumir responsabilidades pela polêmica em torno das cirurgias adicionais, depois de um dermatologista ter ganhado cerca de €700 mil em 22 dias de trabalho fora de escala.

O presidente do hospital pede que não se tome o tudo por um caso, manifesta tristeza que a unidade hospitalar esteja envolta nesta polêmica e garante que o dinheiro pago de forma indevida vai ser devolvido.

O responsável explica que a auditoria interna ao serviço de dermatologia ainda não está finalizada. Recusa, por isso, dar detalhes das diligências. Carlos Martins adenta ainda que há pagamentos por cirurgias adicionais que não são validadas pelos serviços. Assegura, no entanto, que quando a atividade adicional for retomada na dermatologia, as cirurgias adicionais serão analisadas todas as semanas.

Segue-se agora a audição ao Inspetor-Geral das Atividades em Saúde, Carlos Carapeto, também sobre as cirurgias adicionais no serviço de dermatologia deste Hospital de Santa Maria.

E a ministra da Saúde diz que está de consciência tranquila, apesar das recentes polêmicas que têm afetado o setor. Foram declarações aos jornalistas no final de uma conferência no CCB em Lisboa.

Ana Paula Martins não quis responder a perguntas relacionadas com a polêmica em torno das limitações no socorro aéreo do INEM. Ana Paula Martins diz que vai continuar a trabalhar e reitera esta ideia enquanto o primeiro-ministro quiser.

Eu estou absolutamente De consciência tranquila, naturalmente. E todos os dias trabalho, e eu quero que os portugueses e as portuguesas saibam isso, trabalho todos os dias para resolver problemas. Eu não fujo e não fugirei de nenhum problema.

Garantia deixada pela Ministra da Saúde que, no entanto, não quis comentar as falhas no socorro do INEM.

INEM que volta a estar no centro das notícias por causa de uma operação da Polícia Judiciária de combate à corrupção e à fraude na obtenção de subsídios de fundos do PRR. A PJ deteve seis pessoas e realizou mais de uma centena de buscas em várias zonas do país. Buscas que decorreram, entre outros locais, na sede do INEM, no Banco de Portugal e em várias universidades.

Em causa estão crimes como fraude na obtenção de subsídio, corrupção ativa e passiva ou participação económica em negócio. O Ministério da Educação explicou hoje a medida de proibição de smartphones nas escolas, mais propriamente no primeiro e segundo ciclos, a partir do próximo ano letivo.

O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, apresentou os detalhes da medida.

Proibição de uso no primeiro e no segundo ciclo, recomendação de implementação de medidas restritivas no terceiro ciclo do ensino básico e, no ensino secundário, a recomendação de envolver os alunos na definição das medidas e nas regras a adotar nos estabelecimentos escolares.

A decisão do governo teve por base um estudo realizado no ano passado e que mostra que nas escolas em que foram proibidos os smartphones houve efeitos positivos, tanto nas aprendizagens como nos comportamentos, e por isso avança a proibição, como explica o ministro Fernando Alexandre.

Nós valorizamos muito a autonomia das escolas, mas quando nós temos evidência empírica dos efeitos de uma determinada medida, é obrigação do Estado regular a utilização, neste caso, dos equipamentos.

Nesta conferência de imprensa, o Ministério da Educação explicou ainda de que forma vai ser revista a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Fernando Alexandre diz que até agora houve uma desregulação completa e que a partir de agora passa a ser uma disciplina como as outras, ou seja, sujeita a aprendizagens essenciais.

E já há reações às explicações hoje avançadas pelo ministério. Os diretores escolares, por exemplo, preferiam que a decisão de proibir smartphones fosse tomada por cada escola. Filinto Lima diz que o tema tem que ser debatido de forma mais abrangente.

O problema é que o Ministério da Educação vai regular algo que considera prejudicial às crianças, aos alunos, mas ao ser humano. Ou seja, esta decisão devia ser incorporada numa decisão mais abrangente.

Quanto às mudanças na disciplina de Cidadania, o presidente da associação que representa os diretores escolares lembra que é necessário dar mais formação aos professores. Já os pais discordam da proibição total do uso do telemóvel, explica Paulo Cardoso, que é do Conselho Executivo da Confederação Nacional das Associações de Pais.

Nós consideramos que proibir não é solução. Porque nós estamos convencidos de que até ao quarto ano, facilmente, os pais deixam ou não os filhos levar os telefones para a escola. São idades que são fáceis de gerir.

Há formas de gerir o uso de smartphones sem passar pela proibição, defendem os pais. Sobre a alteração do currículo da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, os pais consideram que é uma melhoria no sistema de ensino por passar a existir uma uniformização dos conteúdos lecionados em todas as escolas.

O CDS está disponível para conversar com os restantes partidos sobre a revogação total da lei que regula o conceito de violência obstétrica.

Numa conferência de imprensa esta tarde na Assembleia da República, João Almeida fala numa lei que introduz ruído e perturbação e que não protege nem mulheres, nem crianças.

Ainda assim, João Almeida admite um outro cenário, o cenário da não revogação da lei, mas apenas da alteração do conceito de violência obstétrica, que é, de resto, o que defende o PSD. O CDS está disponível para o debate com os restantes partidos da Assembleia da República.

Não vamos cometer o mesmo erro que cometeram os partidos que apresentaram esta iniciativa e que estiveram na base desta lei, que é não ouvir mais ninguém, seguiram a sua ideia e depois a lei é uma lei que não serve o propósito que todos queremos, que é proteger as mulheres. Nós temos essa abertura, estamos disponíveis. Se a melhor forma for não revogar e fazer aqui uma transição, nós estaremos disponíveis e participaremos ativamente nesse processo.

João Almeida, deputado do CDS, numa conferência de imprensa na Assembleia da República sobre o projeto para revogar a lei que penaliza a violência obstétrica, uma lei que o CDS considera ser desproporcional e desajustada da realidade.

Cinco horas mais 10 minutos. Vamos conhecer outras notícias que também são notícia a esta hora.

Também em Marselha há um incêndio florestal de grandes dimensões. Já devastou mais de 700 hectares. O autarca da cidade afirma que a situação está agora sob controle depois de várias horas no combate às chamas. No entanto, alerta que a qualquer momento pode haver uma nova ignição por causa do vento forte.

Há 700 bombeiros mobilizados para o combate às chamas, nove helicópteros, cinco aviões, quatro Canadair. Ao todo são 18 meios aéreos. O fogo chegou perto das casas, obrigou à evacuação de dois condomínios e a uma ordem de confinamento no bairro de Marselha. Nove bombeiros ficaram feridos, mais de 10 casas foram atingidas pelo fogo.

No Tour de France, o ciclista português João Almeida ficou em sexto lugar na quarta etapa da prova. O atleta ajudou o líder da equipa, o esloveno Tadej Pogačar, a vencer a quarta tirada da prova francesa. Com este resultado, João Almeida recupera tempo na classificação geral e está agora em oitavo lugar, a 55 segundos do primeiro posto.