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Final das cinco na Rádio Observador, com a jornalista Vanessa Cruz. Conselho de Estado ao sexto dia de campanha eleitoral. Conselho de Estado sobre a guerra na Ucrânia e a situação na Venezuela. Dois candidatos presidenciais suspenderam a campanha e um deles, Vanessa, não gostou.
André Ventura, que com Luís Marques Mendes, tem um dia mais limitado em número de iniciativas por causa desta reunião convocada por Marcelo Rebelo de Sousa para esta sexta-feira. Está a decorrer há cerca de duas horas. Os dois candidatos presidenciais são conselheiros de Estado. O líder do Chega volta a questionar o sentido de oportunidade deste encontro.
Mas certamente que vou dar nota de duas coisas: da inoportunidade de um Conselho de Estado no meio de umas eleições presidenciais, que não têm uma justificação que não seja colocar o presidente da República em exercício no centro do debate político. E dois: obviamente que vou dizer a Marcelo Rebelo de Sousa que aquilo que aconteceu nos últimos dias em Portugal, em termos de saúde, mereceria e teria merecido uma ação firme do presidente da República.
André Ventura, que está a esta hora sentado à mesma mesa no Palácio de Belém com Marcelo Rebelo de Sousa e com outro candidato, Marques Mendes, também conselheiro de Estado. Vamos em direto até ao Palácio de Belém. Miguel Viterbo Dias, há uma ausência.
Sim, é de Pedro Nuno Santos. O secretário-geral do PS foi eleito pela cota da Assembleia da República. Entretanto, como ainda não existiram novas eleições, continua a ter assento garantido, mas diz que tendo em conta a mudança na liderança do PS, não fazia sentido estar presente e por isso é um dos ausentes. Quem também não está é o lugar da Provedora de Justiça, Maria Lúcia Amaral, entretanto feita ministra da Administração Interna e, por isso, esse lugar também ainda está vago, numa reunião que decorre há mais de duas horas. Reunião de reflexão sobre a situação na Ucrânia e na Venezuela. André Ventura foi o último a chegar. Luís Marques Mendes chegou um pouco antes. Antes do encontro, tinha estado com Carlos Moedas, outro dos conselheiros de Estado. Já em sentido inverso, Luís Montenegro e Aguiar Branco foram os primeiros a chegar ao Palácio de Belém para este encontro marcado por Marcelo Rebelo de Sousa. Um encontro em que o presidente da República, aquando da marcação, aproveitou também para criticar essa demora do Parlamento na eleição dos membros do Conselho de Estado. Por isso, avançou a meio da campanha presidencial. André Ventura ainda pediu o adiamento, mas a reunião está mesmo a acontecer e os dois candidatos presidenciais, que são conselheiros de Estado, marcam ambos presença.
Reportagem do Miguel Viterbo Dias, em direto do Palácio de Belém.
E na campanha eleitoral, Cotrim Figueiredo foi questionado pelo jornalista do Observador, Pedro Jorge Castro, sobre o que fará se chegar a Belém e Luís Montenegro não alinhar nas três reformas que Cotrim Figueiredo exige.
É que o candidato liberal enviou uma carta ao governo a comprometer-se a ser um aliado de São Bento se combinarem em conjunto três reformas: na saúde, na economia e na Segurança Social. Mas e se o primeiro-ministro não concordar?
Que é a sua mercê confessa dos portugueses, o que vai acontecer é que nos contactos semanais e noutros que possa haver com o Governo, eu vou manter a pressão e a insistência para que determinadas coisas se façam, dentro daquilo que são prioridades do Governo. Não vou ser um governo-sombra, nem vou obrigar o Governo a alterar prioridades, mas farei sempre questão de dizer que há determinados assuntos que têm que estar inevitavelmente perto do topo da agenda.
É a resposta de João Cotrim Figueiredo em campanha por Matosinhos.
Onde esgotou também no contra-ataque a Marques Mendes. O candidato apoiado pelo PSD tinha dito que o liberal é um catavento.
Cotrim Figueiredo diz que nem sabe se a interpreta como crítica ou como elogio, porque Marques Mendes também já chamou o mesmo a Passos Coelho e considera que os deputados social-democratas estão a ser forçados a apoiar Marques Mendes.
Carlos Moedas, entretanto, sai em defesa de Marques Mendes. Diz que o eleitorado do PSD não está a ser obrigado a votar no candidato apoiado pelo partido.
Não há divisão nenhuma, é o que garante o presidente da Câmara de Lisboa.
Não acho que está dividido. Eu penso que é muito claro para o eleitorado da AD aquilo que é Luís Marques Mendes, aquilo que ele representa. Mas Luís Marques Mendes não é um candidato da AD, é apoiado pela AD. Tem votos à esquerda e à direita, mas tem esses votos naquilo que é hoje o mais importante, que são os moderados, que junta as pessoas. Eu acho que não há nenhum candidato como ele.
Carlos Moedas, num almoço com autarcas de Lisboa, Sintra e Cascais, foi o porta-voz informal dos três presidentes de Câmara eleitos pelo PSD para defender Marques Mendes contra o que classifica de populismos.
E António José Seguro está na Figueira da Foz com o presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes.
Vamos já até lá em direto. João Gama a acompanhar a caravana do candidato apoiado pelo PS. António José Seguro fugiu à agenda programada para cumprimentar o antigo líder do PSD e antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes.
Sim, Vanessa, nós sabíamos que António José Seguro seguia rumo à Figueira da Foz, vinha visitar a Assembleia Municipal, esteve no início da tarde numa fábrica aqui perto, a 10 minutos do centro da Figueira da Foz, mas acabou por marcar um encontro diretamente com Pedro Santana Lopes, um encontro que está a acontecer agora. Antes, houve breves declarações aos jornalistas. O histórico social-democrata, que já se desvinculou do partido, Pedro Santana Lopes, diz que não se trata de um apoio formal à candidatura de António José Seguro, mas diz que se o socialista for eleito, pode dormir descansado.
Nesta disputa eleitoral que existe, há candidatos que nos deixam tranquilos quanto à hipótese de ganharem, outros que não. Com o doutor António José Seguro, desde o princípio, não tenho dúvida nenhuma Que se ele ganhar, não estou a expressar o voto só para a semana, mas que a Presidência da República ficará bem entregue.
Com António José Seguro sentado ao seu lado. Pedro Santana Lopes elogiou a idoneidade e a competência do candidato ao Belém e não respondeu sobre quem pode ser esse candidato que o deixe mais preocupado se eventualmente for eleito presidente da República. Nem quis falar, por exemplo, sobre Luís Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS, que tem, como sabemos, uma relação conturbada com Pedro Santana Lopes. Anúncios de apoio, de acordo com o presidente da Câmara da Figueira da Foz, só na próxima semana.
João Gama a acompanhar a caravana de António José Seguro, agora na Figueira da Foz.
Entretanto, já terminou o prazo para os eleitores se inscreverem para o voto antecipado em mobilidade, o voto já neste domingo. Há números, Vanessa?
Há, esse prazo terminou ontem. São mais de 218 mil inscritos, número ainda provisório, porque também há ainda pedidos feitos por carta por contabilizar. É o que adianta o jornal Público, voto antecipado no próximo domingo, dia 11 de janeiro.
Importa saber também qual é o universo de eleitores. Já temos quantas fechadas para dia 18?
São 11 milhões e 39 mil, mais coisa menos coisa, mais 174 mil e 600 eleitores recenseados do que nas presidenciais de 2021. Deste total, um milhão e 700 mil votam no estrangeiro, Ricardo. São dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Já todos percebemos. De resto, temos um especial publicado no Observador sobre como pode ser complicado e determinante o voto no estrangeiro. O governo acusa o PS de ter governado em nuvens cor-de-rosa. O ministro da Presidência diz que o Partido Socialista não pagou qualquer das 275 viaturas que foram anunciadas ontem pelo primeiro-ministro no Parlamento.
É a resposta ao desafio do secretário-geral socialista, José Luís Carneiro. Lembrou que a decisão de compra de ambulâncias já vem do governo anterior de 2023 e sugeriu que Luís Montenegro mentiu ontem ao Parlamento. Ora, o ministro António Leitão Amaro admite que o governo António Costa teve, sim, a intenção de avançar com o investimento, mas não o fez e, portanto, tem esta resposta a dar.
Não faz quem fala. Não faz quem promete. Não faz quem governa em nuvens cor-de-rosas. Faz quem paga, faz quem contrata, faz quem executa. E os portugueses sabem que é este governo que está a fazer e que quem lá esteve oito anos, e já agora outras vezes noutras décadas, não fez e não contratou estas ambulâncias.
Faz quem paga e executa, é o que diz António Leitão Amaro, sendo que o primeiro governo de Luís Montenegro já tinha anunciado uma compra de ambulâncias, também no verão de 2024, e volta agora a fazê-lo.
Entretanto, a presidente da Federação Nacional dos Médicos, a FNAM, considera que já vem tarde uma eventual substituição da ministra da Saúde.
Que para já continua no governo, a própria diz que não vai pedir para sair, em declarações ao Expresso. Ora, para Joana Bordalo e Sá, presidente da FNAM, não é de agora que Ana Paula Martins e a respetiva equipa não têm condições para continuar. À entrada da reunião que dá início a uma nova fase de negociações com a ministra para reforçar as carreiras dos médicos, Joana Bordalo e Sá critica o silêncio de Ana Paula Martins e do governo perante os problemas que se agudizam na saúde.
Isso sem dúvida que é uma escolha, mais uma vez, do Luís Montenegro, que ao manter esta equipa ministerial e esta liderança da Ana Paula Martins, está a ser conivente com tudo o que está a acontecer. E portanto, digamos que estas três mortes, que muito infelizmente aconteceram, não deveriam ter acontecido. E nós exigimos aqui que haja justiça.
Joana Bordalo e Sá falou ainda sobre as 275 novas ambulâncias anunciadas pelo governo. Quer questionar a ministra Ana Paula Martins, com quem está reunida agora, sobre como é que vai ser feito o reforço das equipas e quais as condições oferecidas aos profissionais.
E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira, 9 de janeiro.
A começar também pela saúde, os internamentos em cuidados intensivos por causa da gripe aumentaram na última semana, o que revela o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. Foram registados mais de 1300 casos da doença só na semana passada, para além de um excesso de mortalidade. O Parlamento aprovou na generalidade o pacote de habitação do governo, votos a favor do PSD, CDS e Iniciativa Liberal, o Chega absteve-se. Este pacote reduz o IVA da construção para uma taxa de 6% para casas que sejam vendidas por um preço máximo de 648 mil euros ou arrendadas até aos 2300. Baixa também este pacote o IRS aplicado a rendimentos prediais para uma taxa de 10%, desde que a renda não exceda esses mesmos 2300 euros. A Metro do Porto compromete-se a ter a obra da Linha Rosa pronta à superfície até à festa de São João, até o final de junho, mas ainda sem uma data definida. O prazo foi hoje traçado pelo presidente da Metro do Porto à reunião camarária, dia 20. Nessa altura, deve ser comunicada a data em concreto para a conclusão da Linha Rosa, que vai ligar a Casa da Música à estação de São Bento. Um dos donos do bar na Suíça, onde ocorreu o incêndio que matou 40 pessoas na passagem de ano, foi detido por risco de fuga. O empresário francês Jacques Moret está acusado de vários crimes, entre eles homicídio por negligência. A medida foi decretada no dia em que este homem foi ouvido em tribunal com a mulher, também francesa, que está acusada dos mesmos crimes do marido. Soube-se esta semana que o bar Le Constellation não era inspecionado há cinco anos. É um aviso do líder supremo do Irão, Donald Trump vai ser derrubado, tal como outros tiranos da história. São declarações de Ali Khamenei, transmitidas pela televisão estatal. O aiatolá acusa os manifestantes que têm saído às ruas no Irão nas últimas duas semanas de estarem a agir para agradar ao presidente norte-americano. Entretanto, Donald Trump recusou um encontro com o autoproclamado príncipe herdeiro do Irão. Antevisão da final da Taça da Liga de amanhã, dérbi minhoto entre o Vitória Sport Clube de Guimarães e o Braga. Carlos Vinicius espera um jogo muito difícil contra um adversário que não se rende facilmente e tece elogios à equipa vimaranense. Já Luís Pinto, técnico do Vitória Sport Clube, diz que a meia-final já passou e que o foco neste momento é mesmo o jogo com o Braga. Realça a importância da equipa estar à altura dos diferentes momentos que este jogo apresentar.
Esta final minhota está marcada para amanhã, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria. Começa às 20h. O especial de desporto arranca depois das 19h30, aqui na Rádio Observador. Missão especial para acompanhar esta final da Taça da Liga entre o Braga e o Vitória Sport Clube.