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Horas em ponto. Jornal das cinco, edição da jornalista Diana Rosa. E Diana, Marcelo Rebelo de Sousa considera que o próximo presidente da República vai ter um papel fundamental a desempenhar na sequência da calamidade deixada pela Depressão Cristina.
Um papel que agregue e que tenha em conta desafios profundos.
Sendo um esforço nacional, é um esforço que explica porque o presidente, o governo e os autarcas, neste momento, têm a estar unidos e todos os partidos. O futuro presidente terá um papel muito importante a desempenhar, que é já daqui a 30 dias.
Papel unificador.
Unificador, claro. E o governo em diálogo com a Assembleia.
Sublinha ainda a importância dos fundos europeus. Marcelo Rebelo de Sousa lembra que a situação nas zonas afetadas não se vai resolver num dia.
Isto é profundo, tem consequências, implica mexidas em redes elétricas, em formas de comunicação ou sistemas de comunicação e por aí em diante. As autarquias e as populações esperam aí um papel fundamental do Estado. É muito importante o contributo dos fundos europeus e isto não se vai resolver num dia, numa semana, num mês, dois meses, três meses. Vai exigir mais do que isso.
Marcelo Rebelo de Sousa, aos jornalistas em Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, onde se deslocou para ver no terreno as consequências e os prejuízos causados pela Depressão Christine. Lembra ainda que Portugal não é só os grandes centros urbanos.
E Diana, de Leiria a Pombal, há empresas que estão fechadas pelo quarto dia consecutivo, por falta de eletricidade e água, e começam a fazer contas aos estragos.
É que ainda não voltou precisamente, nem eletricidade, nem água. É o caso das empresas na zona industrial de Pombal, onde está o repórter João Lourenço, agora em direto nesta edição. Muito boa tarde, João, bem-vindo. Quais são as principais queixas das pessoas que aí trabalham?
Principalmente, é um trabalho de antecipação daquilo que vai ser os próximos dias, as próximas horas, com muitos aguaceiros e que por isso muitos deles estão a desviar-se muitas telhas e também lonas de uns espaços como anexos às garagens, principalmente para habitações. No entanto, estamos na zona industrial de Pombal, onde muitas empresas não operam, como já referiste, há quatro dias. Muitos deles deslocaram-se esta manhã a este local para fazerem já alguns trabalhos de planeamento para os próximos dias. No entanto, estou com um desses proprietários, empresários, que está aqui, Gonçalo Quinta. Muito boa tarde, Gonçalo. Pergunto-lhe, até porque já passaram algumas horas desde a passagem dessa Depressão Christine, no entanto, os efeitos ainda se veem aqui em muitas empresas.
Sim, boa tarde. Sim, aqui em Pombal centro já temos eletricidade, felizmente, em grande parte das casas e indústrias. No entanto, arredores, a cinco quilômetros do centro, continuamos sem eletricidade, muitas casas sem água, pinheiros ainda por limpar. Ainda continua complicado. Nós estamos aqui a operar, somos uma empresa na área da construção. Estamos a tentar remendar os telhados das pessoas que ficaram sem casa.
Muitos pedidos?
Sim. Temos cerca de 60 pedidos urgentes só de pessoas que têm água a entrar dentro de casa e o que se avizinha para a próxima semana é chuva a semana toda.
E nesta zona industrial, tem sido muito um passar de carros e carrinhas para tentar remendar aquilo que se calhar ainda poderá ser danos ainda maiores com esta chuva?
Sim. Aliás, nós nem costumamos trabalhar ao sábado. Estamos aqui mesmo por causa dessa situação. Temos pessoas que vêm aqui todo o tempo para solicitar trabalhos e tentamos responder a todos. É complicado, mas tentamos sempre ajudar o máximo possível.
Gonçalo, para terminar, e até porque estamos a ficar sem tempo, pergunto-lhe numa palavra como é que descreve esta Depressão Christine.
Foi algo que eu nunca vi. Os meus avós, que já têm 80 anos, também contam que nunca presenciaram nada tão grave. Há uns tempos atrás, a tempestade Leslie, também fez muitos estragos aqui na zona centro, mas esta foi ainda mais forte.
Gonçalo, mais uma vez, muito obrigado por esta entrevista, um testemunho de um dos empresários, de uma das pessoas que trabalha aqui nesta zona industrial de Pombal. Quem vem desde Leiria até Pombal, foi o percurso que nós fizemos até chegar aqui, vê muitos pavilhões destruídos, vários telhados também muito destruídos, passe a redundância, depois desta passagem desta Depressão Christine, que ainda poderá ficar pior devido a essa previsão de aguaceiros para esta região, já a partir de amanhã.
Obrigada João Lourenço, a partir de Pombal, a traçar este retrato, este cenário de várias empresas que estão a tentar reconstruir-se depois dos danos causados pela Depressão Christine, numa altura em que se prevê novamente um agravamento do estado meteorológico, principalmente a partir de amanhã à noite, sendo que os ventos não com a mesma gravidade que pudemos observar na passada terça-feira. Ainda assim, as autoridades apelam para todo e qualquer cuidado, principalmente nas zonas do litoral. Vai haver rajadas até aos 100 km/h, chuva forte, os solos estão saturados e, portanto, há que ter cuidado também com cheias, com inundações e evitar passeios junto à costa.
António José Seguro pressiona as instituições europeias para flexibilizar os prazos da execução do PRR para apoiar a reconstrução das zonas afetadas pela depressão.
O candidato à Presidência diz que é lamentável, caso isso não aconteça. António José Seguro mantém o registo contido em iniciativas de campanha e evita passar mensagens políticas. No entanto, mesmo com uma postura reservada, desta vez Vasco Maldonado Correia fez um apelo ao voto.
Desta vez, António José Seguro ficou para almoçar e na véspera do dia para o voto antecipado, faz novo apelo à mobilização.
Não basta ter o voto no coração e na cabeça É necessário que ele seja depositado no dia das eleições. Quem elege o presidente não são as sondagens, quem elege o presidente é cada portuguesa e cada português.
A ação de campanha na Lixa serviu também para recolher mais de cinco toneladas de alimentos para as populações afetadas pelo mau tempo. Seguro enaltece o gesto.
É este sentido de solidariedade e de amor ao próximo que eu quero aqui enaltecer como uma marca e uma característica da alma de ser português. Bem hajam!
No discurso do Socialista continua a não haver espaço para a política, nem para menções ao adversário André Ventura. Essa tarefa fica ao encargo, primeiro, do presidente da Câmara de Felgueiras, Nuno Fonseca.
Ou temos alguém que me faz lembrar aqueles livros da Isabel Alçada e da Ana Maria Magalhães, que é uma aventura e que hoje faz uma aventura e sou candidato à Câmara de Loures, amanhã faço uma aventura e sou candidato a São Bento, ou hoje faço uma aventura e sou candidato a Belém. Queremos um homem que sabe aquilo que quer.
E depois do mandatário distrital do Porto, Pedro Sobrado.
Como cristão, fico arrepiado com um candidato que gosta de fazer propaganda no final das missas, mas cujas tomadas de posição vão ao arrepio da doutrina social da Igreja.
O almoço deste sábado voltou a acontecer num clima contido, com aplausos à chegada do candidato, mas sem música nem bandeiras.
Pascoal Maldonado Correia a acompanhar a campanha de António José Seguro, que tem esta noite uma sessão em Guimarães.
E André Ventura cancelou um ponto de agenda esta tarde e colocou as eleições em segundo plano.
O candidato apoiado pelo Chega voltou a Leiria para ver de perto uma exploração agrícola danificada pela tempestade. Volta a recusar acusações de aproveitamento político e recorda até uma expressão utilizada no passado por Pedro Passos Coelho, Miguel Vitor Dias.
Dois dias depois de ter estado no centro da cidade de Leiria, André Ventura voltou ao conselho, mas a uma zona rural, para ver de perto os prejuízos causados pelo mau tempo. E perante as acusações de aproveitamento político, usou a famosa frase de Pedro Passos Coelho.
Agora é que é a mesma expressão: "Que se lixem as eleições". Nós agora temos que nos focar. Agora nós temos que nos focar. A campanha está marcada. Nós temos que nos focar em ajudar.
André Ventura não respondeu às críticas do presidente da Câmara de Leiria, insistindo apenas nas acusações ao governo e desafia António José Seguro a contribuir para o mediatismo dos locais afetados.
Pode vir aqui, tenho certeza que se vier aqui o meu adversário será recebido também e será passado à imagem. Façam! Eu não quero entrar hoje em picardias políticas. Eu estou aqui para ajudar, para dar visibilidade. Quem está preocupado hoje com picardia política está do lado errado da história.
O candidato presidencial foi recebido por Fábio Franco, empresário agrícola, que lhe pediu para ver os estragos fora da cidade e que confessou ser difícil recuperar de mais uma intempérie, vincando a importância do mundo rural para a economia da região.
Talvez ainda estejam a comer alfaces produzidas em Leiria, mas para a semana, certeza que não vão consumir alfaces.
À boleia dos estragos, críticas também para o acordo do Mercosul, mas de regresso aos pedidos de ajuda, uma exigência ao Estado.
Nós estamos às ordens, cheio de Moçambique, com os nossos militares e não podemos ajudar aqui em Leiria, na zona de Leiria, de Castelo Branco, na zona da Figueira da Foz, na zona de Alcácer do Sal, por amor de Deus, parece um país do terceiro mundo.
André Ventura quer mais militares a ajudar as populações da zona centro nestes dias de limpeza e recuperação, mas também de preparação para novos tempos complicados.
Segunda-feira é um dia muito complicado em termos de queda pluviométrica e vai causar muito mais estragos do que aqueles que já conseguimos ver aqui, que já são muitos.
O candidato presidencial, rodeado de empresários agrícolas e dirigentes associativos do mundo rural, no regresso ao município de Leiria.
Miguel Vitor Dias a acompanhar o regresso de André Ventura nestas eleições presidenciais marcadas pela recuperação dos prejuízos causados pela tempestade.
E fica por aqui o Jornal das Cinco, edição da jornalista Diana Rosa. Até já.
Até já.