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Jornal das 5, com o jornalista Miguel Viterbo Dias. Luís Montenegro quer Portugal menos dependente dos fundos europeus.

E, por isso, pede mais competitividade ao país. O Primeiro-Ministro esteve a visitar o Politécnico do Porto, no âmbito da criação da Universidade Técnica do Porto, e quis destacar que a visão que tem para Portugal não é de ficar à espera de fundos europeus. Por isso, pede um país mais focado em desenvolver-se de forma independente.

Nós estamos a discutir neste momento na União Europeia as diretrizes do próximo quadro financeiro plurianual, para sintetizar do próximo ciclo de fundos. Nós, Portugal, temos cada vez mais a obrigação de não desperdiçando e descurando as políticas de coesão, nos colocarmos acima da necessidade de estarmos permanentemente à espera de fundos para podermos desenvolver-nos e para podermos financiar o nosso investimento. Mas devemos estar muito focados naquelas que são as transformações e os grandes movimentos que estão a operar-se à nossa volta.

Luís Montenegro na cerimônia que marca a criação da Universidade Técnica do Porto. O Primeiro-Ministro discursou apenas neste evento, não tendo falado depois aos jornalistas.

E o Banco Português de Fomento vai receber mil milhões e meio de euros até o final da década.

O capital do Banco de Fomento vai, assim, mais do que duplicar. Atualmente, é de cerca de quinhentos milhões de euros. A injeção do dinheiro será feita de forma faseada. Gonçalo Regalado, presidente da instituição, adianta que o Banco Português de Fomento recebeu luz verde de Bruxelas para avançar com estes mil milhões de euros para apoiar empresas e entidades públicas, sendo um valor destinado, desde já, ao apoio à recuperação das tempestades.

Em cima dos dois mil milhões iniciais para a tesouraria e para a reconstrução, temos agora mil milhões adicionais para as três linhas de apoio que estão agora desenhadas. Uma linha direta de crédito direto do Banco Português de Fomento de quinhentos milhões de euros, uma linha de apoio direto à República e de crédito direto à República para trinta anos de duzentos e cinquenta milhões de euros, normalmente para reconstrução e resiliência de infraestruturas de natureza pública e depois uma linha dedicada também para empresas, para os bancos comerciais, para que permita nos bancos comerciais também fazer este suporte às atividades de reconstrução empresariais.

Reforçado será também o apoio à habitação. O Banco Português de Fomento tem quinhentos milhões de euros para financiar cooperativas de habitação e mil milhões para parcerias público-privadas de construção acessível.

Na habitação, começaremos com as cooperativas de habitação numa primeira fase, já em 2026, com quinhentos milhões de euros para cooperativas em modelo de regime de propriedade coletiva e para cooperativas em modelo de regime de propriedade particular. Em cima disso, teremos mil milhões de euros para soluções de PPPs, promotores privados, garantindo capacidade de darmos garantias de suporte a estes projetos de investimento.

Os anúncios de Gonçalo Regalado, presidente do Banco Português de Fomento, que confessa ainda estar confiante de que a candidatura conjunta de Portugal e Espanha será uma das vencedoras do concurso da União Europeia para a fixação de gigafábricas de inteligência artificial na Europa.

As associações profissionais da GNR receberam hoje do ministro a garantia de que os salários vão sofrer alterações ainda este ano. Imagino que para cima, Miguel.

Imagino que sim. O Ministro da Administração Interna retomou hoje as negociações com as associações socioprofissionais da GNR e também os sindicatos da PSP. Durante a manhã, Luís Neves esteve reunido com as estruturas da Guarda Nacional Republicana e, no final do encontro, o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, César Nogueira, destaca que a alteração do estatuto remuneratório é uma das necessidades mais urgentes.

O senhor ministro garantiu-nos que essa é uma das coisas que quer resolver ainda este ano, porque sabe que é uma necessidade urgente para os profissionais da GNR. Por isso, estamos expectantes para que, de facto, isso aconteça. Vamos acreditar naquilo que o senhor ministro também pretende ir ao encontro daquilo que são as nossas reivindicações.

César Nogueira, num som recolhido pela Agência Lusa. Já o presidente da Associação Nacional dos Oficiais da Guarda, Tiago Silva, no final da reunião, lamentou que o ministro não tenha apresentado qualquer proposta, quer para os salários, quer para as pensões.

Os cortes na pensão de reforma, que é um assunto que nós consideramos ainda mais importante, não vai ser resolvido. E isto é algo que é fundamental ter-se presente, porque estamos a falar de um corte de 35%, que vai afetar a vida e a qualidade de vida de uma forma substancial de todos os militares da guarda, tanto a nível dos oficiais como dos sargentos e dos guardas. E há um descontentamento generalizado exatamente por este assunto.

Declarações do presidente da Associação Nacional dos Oficiais da Guarda, após a reunião com o ministro da Administração Interna, Luís Neves, que recebe ainda esta tarde os sindicatos da Polícia de Segurança Pública.

O antigo líder do CDS, Manuel Monteiro, critica a atuação do Ministério Público nos chamados megaprocessos.

Lentidão, demasiado espalhafato e falta de responsabilidade são as críticas deixadas por Manuel Monteiro na comissão de inquérito da Rádio Observador.

Nós temos hoje uma desproporção total entre o espalhafato da detenção e o anonimato do resultado. E para além do tempo. E isto é um problema gravíssimo do regime. E andamos todos a dormir na forma sobre esta matéria. Ou seja, eu não faço a mínima ideia de quem é a responsabilidade do que está a acontecer na Justiça em Portugal, se é do legislador, se é dos políticos, se é dos magistrados, se é das leis, se é dos códigos, chamemos daquilo que quisermos. Agora, a situação como está não pode continuar. Eu não posso ter pessoas que são detidas e que se faz uma publicidade imensa

Dessa detenção e depois passarem-se 10, 12, 13, 14 anos e nada acontecer.

Manuel Monteiro considera ainda que Luís Montenegro mostrou intranquilidade ao antecipar as eleições diretas no PSD como resposta a Passos Coelho. Já sobre as críticas do antigo primeiro-ministro, diz que não sabe se Passos quer ou não voltar à liderança dos sociais-democratas.

E noutro plano, o Presidente da República pede a proteção dos mais novos.

Numa mensagem publicada no Dia Mundial da Criança, António José Seguro destacou os dados sobre pobreza infantil e pediu a proteção dos mais novos enquanto dever coletivo. Na missiva publicada na página da presidência, o chefe de Estado diz que num tempo de agravamento de desigualdades e de exposição a novos riscos, as instituições têm que estar mais articuladas, as comunidades mais próximas e as escolas mais inclusivas. O presidente da República salientou ainda os dados alarmantes sobre a realidade das crianças em Portugal. António José Seguro refere-se a um estudo da Nova SBE que dá conta de 301 mil crianças pobres em Portugal no ano de 2024.

E há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira, 1 de junho.

Já está concentrada na Cidade do Futebol a larga maioria da equipe nacional. Os jogadores do PSG estão dispensados de se apresentar ao dia de hoje, mas todos os outros já marcam presença na Cidade do Futebol, a começar pelo capitão Cristiano Ronaldo, que foi o primeiro a chegar. A esta hora decorre também a primeira conferência de imprensa, com Rúben Nemes a falar aos jornalistas. Destaques que vamos ouvir no Jornal das 6. Já está reaberto um dos sentidos da autoestrada A25, após a aterragem do helicóptero do INEM para transportar um dos feridos de um acidente com duas viaturas ligeiras. A estrada tinha sido cortada para dar espaço de manobra ao helicóptero. O corte foi feito depois da 13h em ambos os sentidos. Neste momento, há ainda constrangimentos no sentido Aveiro-Viseu. O Irão anunciou o bloqueio total do estreito de Ormuz. A agência de notícias Tasnim avança que as autoridades iranianas estão a realizar um bloqueio total da passagem marítima. Este anúncio surge horas depois de Teerão ter determinado a suspensão das negociações com os Estados Unidos, devido às operações militares de Israel em solo libanês. O historiador Bruno Cardoso Reis avisa que estes ataques sucessivos tornam o cessar-fogo cada vez mais frágil e questiona a eficácia deste acordo.

Parece-me compreensível que os países do Golfo estejam preocupados. De facto, eu acho que há aqui cada vez mais um cessar-fogo frágil, cada vez mais um cessar-fogo muito limitado. O risco sempre é que acabemos por ver, em relação à zona do Golfo, aquilo que já estamos a ver em relação ao Líbano, que no fundo é um colapso do cessar-fogo. As exceções são tantas que, no fundo, já não faz sentido realmente falar de um cessar-fogo.

Análise de Bruno Cardoso Reis no gabinete de guerra do Observador. Portugal, que já condenou também a intensificação das operações militares israelitas no Líbano, através de uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros, tutelado por Paulo Rangel. A fechar, que há problemas que o poder político tarda em resolver há anos, todos sabemos, todos teremos as nossas queixas, mas surgem hoje novos destaques no topo da agenda. Isto porque a Assembleia da República entrevistou várias crianças sobre a importância do Parlamento, o que é que os deputados fazem ou não fazem, quantos são, enfim, mas também perguntou que leis é que estão em falta no país.

Vamos a elas.

Que as crianças não podiam ficar de castigo.

Que a minha mana não discutisse comigo.

Não sei se haverá acordo parlamentar ou não para aplicar este tipo de propostas.

Eu acho que aquela de impedir os castigos-

O castigo era bom, acho que tinha o consenso do país. Fica a ideia.

Não sei se conseguiria uma maioria parlamentar à direita, à esquerda.

Se passaria até no Tribunal Constitucional.

Ou se teria de baixar à especialidade para ser discutida.

Enfim, fica a nota para os deputados poderem então tratar as devidas alterações.

Acho bem, fica o recado, senhores deputados. E vamos ter deputadas hoje aqui, depois das 17h30, também para discutir questões de natalidade e a falta de crianças em Portugal.