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Jornal das 5, com o jornalista Miguel Viterbo Dias. Há um português entre as vítimas mortais nos sismos na Venezuela. O governo já veio lamentar esta morte.

O Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, falou aos jornalistas sobre a primeira confirmação de um português morto na Venezuela. A reação foi tida pouco depois de uma publicação na rede social X, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que confirmou esta vítima mortal. Já António Leitão Amaro adianta que este homem ainda foi retirado com vida dos escombros.

Com grande tristeza, naturalmente, que há poucos minutos foi identificada a primeira vítima mortal de nacionalidade portuguesa, uma pessoa residente na Venezuela, que ainda foi retirada dos escombros com vida, mas perdeu a vida no caminho para o hospital. Sofrimento, dor, angústia relativamente a mais portugueses. Temos informação que são pessoas que ainda não foi possível contactar.

António Leitão Amaro, no briefing do Conselho de Ministros, o Ministro da Presidência, que sobre os restantes portugueses residentes na Venezuela, diz que ainda não foi possível apurar mais informações. Estes dois sismos consecutivos na Venezuela provocaram 164 vítimas mortais e mais de 970 pessoas feridas.

E Portugal já se mostrou disponível para ajudar a Venezuela no que for possível. Tem 50 elementos da Proteção Civil disponíveis para seguir.

Uma ajuda disponibilizada via telefone, numa chamada entre Luís Montenegro e a presidente venezuelana Delcy Rodríguez, que aceitou esta oferta do primeiro-ministro. Disso deu conta também Luís Montenegro numa publicação na rede social X. Antes, em entrevista à TVI, já o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, deu conta da intenção de Portugal enviar uma equipa ao abrigo de um mecanismo europeu de proteção civil.

Portugal está a organizar já um voo, já tem 53 pessoas escaladas, em que também estão seis pessoas do INEM, dois médicos, dois enfermeiros, dois tripulantes de ambulâncias. Temos a Unidade de Emergência e Socorro da GNR, temos pessoas da Proteção Civil. Todos estão já em estado de prontidão. Portanto, esta manhã estivemos a tratar disso. Pode demorar algum tempo. A Venezuela estava, disse-me o ministro, a ativar o mecanismo europeu de proteção civil, o que, obviamente, nos permite, quer nacionalmente, quer em termos europeus, responder mais agilmente.

Paulo Rangel à TVI, ainda sem uma previsão de quando é que esta equipa de ajuda chega a território venezuelano.

O primeiro-ministro, entretanto, também expressou solidariedade com o povo venezuelano, Venezuela, onde reside uma enorme comunidade portuguesa.

Perto de 200 mil portugueses registados nos consulados venezuelanos, sendo que, a juntar os lusodescendentes, em números não oficiais, são perto de um milhão de portugueses. O primeiro-ministro que manifestou essa solidariedade numa publicação, ainda antes da chamada telefónica com Delcy Rodríguez. Luís Montenegro a publicar na rede social X uma mensagem de solidariedade com o povo venezuelano. Antes do primeiro-ministro, já o presidente da República publicou também uma nota no site do Palácio de Belém a manifestar consternação, a garantir o acompanhamento da situação e a desejar solidariedade e esperança às autoridades do país e a todo o povo da Venezuela, em especial à comunidade portuguesa. Também o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, disse estar solidário com a Venezuela e, antes da decisão do governo, pediu ao executivo que coordenasse o envio de ajuda com a União Europeia.

Nós temos capacidades únicas para busca, resgate e salvamento em circunstâncias desta natureza. Já projetámos esses meios para outros teatros de operações internacionais e a minha sugestão é que o governo português se disponibilize às autoridades venezuelanas e, junto do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, possam colocar os meios da Proteção Civil Europeia ao dispor da Venezuela.

José Luís Carneiro, à margem de uma visita no âmbito do Roteiro pela Economia do Mar, que tem percorrido nos últimos dias o líder do PS, que já desempenhou também no passado funções de ministro da Administração Interna.

E na política nacional, o Parlamento vota hoje a prestação social única proposta pelo governo.

A viabilização está garantida após um acordo entre PS e PSD. A votação final global vai decorrer esta tarde na Assembleia da República. Ontem, depois de mais uma tentativa falhada para um acordo com o Chega, Eurico Brilhante Dias e Hugo Soares estiveram reunidos das 9:00 às 17:00. O entendimento acabou por ser anunciado depois por Eurico Brilhante Dias aos jornalistas, com o líder da bancada do PS a garantir que deixava de ser obrigatório o trabalho social para quem recebe esta prestação. Pouco depois, Hugo Soares garantia que não, e ao Observador, fontes do PSD dizem também que não cai a obrigatoriedade de atividades de solidariedade, como também passa a estar previsto um plano individual de inserção. No Explicador da Rádio Observador, o deputado do PS, Miguel Cabrita, explica que este trabalho social faz parte do processo, mas não para todos os que se candidatem a receber a PSU.

O trabalho social não é obrigatório no sentido de ser generalizado, de ser automático quando a pessoa pede a prestação, de ser uma decorrência imediata, de ser quase uma contrapartida para receber a prestação. É um dos vários instrumentos de ativação possível no âmbito de planos individuais de inserção. Nem todos os beneficiários são chamados para o cumprir. Pode haver razões para as pessoas não poderem fazer. Pode haver razões para os agregados familiares não terem condições para que ele seja ativado. Pode haver outras opções que sejam mais convenientes à circunstância daquela pessoa.

Miguel Cabrita, deputado do Partido Socialista, coordenador do partido para a área do trabalho, solidariedade e Segurança Social no explicador das manhãs 360.

E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira, 25 de junho.

O treino da Seleção Nacional foi cancelado nos Estados Unidos devido a um alerta de tempestade. Foi ativado o protocolo em vigor pelas autoridades norte-americanas, quando uma tempestade se aproxima do centro de treinos. Em Palm Beach está o enviado especial do Observador, Miguel Cordeiro. Miguel, há alguma alternativa para a sessão de trabalhos ou o treino foi definitivamente cancelado?

A única informação que temos é que o treino foi cancelado. A primeira vez que aconteceu, a seleção acabou por treinar num pavilhão. Desta vez, ainda não temos essa informação, se isso se está a concretizar. Certo é que o treino foi interrompido e aconteceu tudo muito rapidamente. Os jornalistas estavam na sala de imprensa, tinham acabado de deixar os 15 minutos que podem assistir ao treino. Estávamos por volta das 16h30, na hora portuguesa, quando toda a equipa de comunicação da Federação disse aos jornalistas: "Temos de sair, temos de sair nos próximos cinco minutos, mais ninguém pode estar aqui". Foi tudo muito rápido, acabamos por sair. É o protocolo a funcionar. É assim definido pelas autoridades, quando é detetada uma tempestade de trovoada a menos de 13 km de um ponto onde está a decorrer um evento público, e neste caso, ligado ao mundial, aplica-se esse mesmo critério. Quando está uma tempestade a cerca de 13 km, tudo tem de ser evacuado, todas as pessoas têm que ser retiradas dos edifícios. E foi isso que aconteceu. E de facto, confirmando pelo serviço de meteorologia do meu telemóvel e dos que também já pedi para consultar, aproxima-se essa tempestade de trovoada. Não está ainda a decorrer, mas durante a próxima hora espera-se muita chuva, muita trovoada para esta zona de Gardens, em Palm Beach. Para já, o céu vai ficando carregado de algumas nuvens cinzentas, mas ainda um sol forte que aquece esta tarde de Palm Beach. As próximas horas já se esperam de chuva e trovoada. O treino da seleção ficou prejudicado pela meteorologia.

O jornalista Miguel Cordeiro a acompanhar os trabalhos da seleção e a dar conta deste protocolo apertado sobre as tempestades nos Estados Unidos da América. Como referia também o Miguel, esta alerta surgiu pouco depois de Pedro Neto ter falado aos jornalistas. O jogador da seleção assumiu que o jogo com a Colômbia vai ser um teste complicado, mas antes de falar do jogo, também Pedro Neto se juntou a esta onda solidária com o povo venezuelano.

Primeiro de tudo, queria deixar uma palavra de solidariedade ao povo da Venezuela devido ao que aconteceu, às suas famílias e às vítimas, até porque temos lá uma grande quantidade de portugueses e era a primeira palavra que eu queria deixar.

Pedro Neto aos jornalistas com a mensagem inicial depois da situação na Venezuela. Já sobre o encontro, diz o extremo português que Portugal tem um desafio complicado frente à equipa colombiana.

Sem dúvida que vai ser um desafio devido ao calor e tal como disse, devido à atmosfera de haver muitos colombianos lá. Mas acho que acima de tudo, nós o que temos feito é estar focados no nosso trabalho, estar focados na nossa maneira de jogar e é isso que nós vamos fazer no próximo jogo, é estar focados na nossa essência, na nossa identidade e tentar passar o grupo em primeiro lugar.

O avançado português foi também questionado sobre o ambiente na equipa e à volta dos novos recordes de Ronaldo, que garante que deixam todo o grupo satisfeito. Antes de terminarmos, voltamos à notícia de abertura, que tem dominado todo o dia. Isto porque o Diário de Notícias da Madeira dá conta de duas vítimas lusodescendentes confirmadas nos sismos da Venezuela. A informação foi adiantada pelo presidente do governo regional, Miguel Albuquerque, há poucos minutos, que fala em duas vítimas mortais com ligações à região autónoma da Madeira, o que a confirmar-se representará um aumento no número de vítimas mortais portuguesas na Venezuela. O governo, para já, confirmou apenas uma, mas Miguel Albuquerque, presidente do Executivo Regional da Madeira, dá conta de duas vítimas lusodescendentes nos sismos na Venezuela.

Os números desta catástrofe são, obviamente, ainda provisórios e vão evoluindo hora a hora. O Miguel Pinto Dias regressa às 17h30.