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Jornal das cinco, com Luís Soares. O Presidente da República recebe hoje os partidos com assento parlamentar para falar sobre coesão social. O PSD diz que está disponível para o diálogo.
E considera que a aprovação do orçamento na generalidade mostra que os partidos se conseguem entender. Foram algumas das ideias que saíram das audições de hoje no Palácio de Belém. O Presidente da República tem pedido entendimentos, mas à saída das audições, uma coisa fica clara: o único consenso é que parece não haver espaço para consenso algum. Vasco Maldonado Correia.
O Presidente da República pediu consensos para alcançar a coesão social. O PSD encontra-os no orçamento do Estado.
Foi certamente, do nosso ponto de vista, um momento muito relevante, de demonstração da capacidade dos partidos se entenderem. Repito, metade dos partidos representados na Assembleia da República se entenderem.
Leonor Beleza destaca essa metade, mas André Ventura prefere olhar para a outra, que usa como prova de que a procura de consensos tem limites.
Se só metade do Parlamento simplesmente diz: "nós não queremos falar disto, não queremos discutir nada, estamos fora da discussão", fica uma discussão a dois, entre o Chega e o PSD. O país não pode parar por haver birras de alguns ou por alguns partidos não se quererem meter numa discussão.
José Luís Carneiro pede a Montenegro que se junte ao Partido Socialista na lei do arrendamento.
Nós temos uma alternativa que apresentamos na Assembleia da República e era importante que o Governo tivesse a humildade democrática para dialogar e construir com o PS uma solução estável e duradoura.
Já Mariana Leitão usa uma das expressões preferidas de António José Seguro para garantir que o problema não é da iniciativa liberal.
Parece-me que há mais do que suficiente chão comum para se conseguir chegar a bom porto. Isto não tem a ver com esquerda ou direita, isto tem a ver com o que é que ajuda a resolver o problema. Então vamos tentar encontrar um consenso para conseguir resolver o problema.
Isabel Mendes Lopes, do Livre, garante que o problema é mesmo o Executivo.
A maneira como encara os outros partidos na Assembleia da República, encara-os como adversários políticos de uma forma muitas vezes que não é nada cordial.
No PCP, Paulo Raimundo olha para este cenário e não prevê sucesso para as iniciativas do Presidente da República.
Se às vezes há uma certa expectativa num consenso, nunca vai haver.
Mais longe vai o Bloco de Esquerda, que quer ver Seguro falar de forma mais clara sobre o problema da habitação. O CDS desafia os restantes partidos a apresentarem melhorias à lei do arrendamento na discussão orçamental.
E por isso parece ser muito difícil alcançar algum consenso. Vasco Maldonado Correia acompanhou as audições dos partidos no Palácio de Belém. Na próxima segunda-feira, o Presidente da República continua a tentar promover a coesão social, desta vez, através de uma reunião do Conselho de Estado.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, pede ao líder do PS, José Luís Carneiro, que não seja queixinhas. Isto depois das críticas do líder do PS à forma como o Partido Socialista foi tratado pelo PSD durante o debate do orçamento do Estado. Na audição setorial sobre o orçamento, que decorre a esta hora no Parlamento, Paulo Rangel criticou José Luís Carneiro e Eurico Brilhante Dias por se terem oposto à posição de Portugal quanto à Base das Lajes e pediu ao secretário-geral do PS para não ser queixinhas.
Eu sei que agora o secretário-geral do PS ontem à noite entrou em modo queixinhas. "Ai, meu Deus", quer dizer, por amor de Deus, vamos pôr as coisas em contexto. Nos debates parlamentares, é natural que haja. Estou a dizer em abono do seu secretário-geral, que ele que não fique assim, que não se sinta: "ai, meu Deus, estão a tratar muito mal o PS". O PS quando quer tratar os outros partidos, trata como quer, pois não quer ouvir, mas tem de ouvir.
Paulo Rangel, em resposta ao PS durante a audição na especialidade do orçamento do Estado, que está a decorrer a esta hora na Assembleia da República.
E o eurodeputado do PS, Francisco Assis, saiu em defesa do líder do partido. Diz que José Luís Carneiro tem sido alvo de ataques injustos.
Mas também critica a presença do antigo líder socialista Pedro Nuno Santos e da antiga ministra Marina Gonçalves nos protestos pela habitação. Classifica mesmo essa presença como um absurdo. Foi no Explicador desta manhã. O histórico socialista considera que este é um sinal negativo para o PS no momento em que José Luís Carneiro enfrenta pressões no sentido de uma radicalização do discurso.
Deverá começar a ter alguns problemas dentro do seu próprio partido, porque surgiram alguns que vão querer uma radicalização do discurso. Aliás, sem precisar citar nomes, basta ver a forma como surgiram logo algumas considerações neste processo. As idas à manifestação, que eu acho absurdo que deputados do PS se vão misturar com os manifestantes que se estão a manifestar em frente à Assembleia da República.
Entrevistado no Explicador desta manhã, o socialista considera que o PS deve manter uma postura moderada e procurar consensos. Francisco Assis considera muito injusta a forma como o líder socialista tem sido tratado no Parlamento e alertou para o risco de alguns setores do partido defenderem uma radicalização do discurso de José Luís Carneiro.
Na resposta, o deputado e membro da direção do PS, Luís Testa, que diz que Francisco Assis está errado sobre a participação de deputados socialistas nas manifestações pela habitação.
Luís Testa respondeu a Virgílio Soares, da Rádio Observador, garante a Francisco Assis que as manifestações contavam com a presença de muitas pessoas que confiam no PS.
Francisco Assis está errado. Está claramente errado. O Partido Socialista sempre esteve muitas vezes ao lado dos manifestantes. E há uma coisa que eu quero dizer ao Francisco Assis: naquela manifestação em concreto, em frente à Assembleia da República, havia muitas pessoas como o Francisco Assis. Muitas pessoas como o Francisco Assis
Porventura, com menos capacidade para comprar casa, mas havia muitas pessoas como a Francisca Silva.
Luís Chateste, em entrevista à Vichy Soares, da Rádio Observador. O deputado socialista, a ter sido o porta-voz para o tema da habitação, diz que a viabilização do Orçamento Estado, na votação final, não está dependente das propostas aprovadas na especialidade, mas sim do cumprimento das quatro exigências iniciais.
O movimento Acampada de Lisboa vai voltar a montar tendas e a tentar pernoitar na Praça do Rossio, no próximo sábado.
Vai ser no final da manifestação, que começa às 16h, no Largo de Camões. Em comunicado, a organização do protesto anuncia que a manifestação vai seguir até ao Rossio, onde vai voltar a montar as tendas e a tentar passar a noite na praça. O comunicado diz que nada tira os manifestantes da rua, nem a vontade de lutar. A manifestação tem o mote "Não temos casas, ficam as tendas".
E depois das 17h30, no explicador, aqui na Tarde Política, vamos falar com o porta-voz da PSP, Sérgio Soares. É nosso convidado para uma entrevista. Em Espanha, subiu para 74 o número de vítimas mortais do acidente ferroviário em Toledo. Um dia depois da tragédia ferroviária, o rei Felipe VI quer saber o que provocou este acidente.
O Ministério dos Transportes de Espanha confirma que são agora 74 os mortos no acidente de ontem. Na última hora, o rei Felipe VI esteve a visitar feridos no hospital em Toledo e, no final, sublinhou a ideia de que o país voltou a sofrer um golpe duríssimo, depois de dois acidentes ferroviários no mesmo ano.
Como sociedade, voltamos a sofrer um golpe duríssimo, mas temos que continuar, ainda que com esta dor, sem nunca esquecer a ferida que nos deixam tantas pessoas que perderam a vida, que nos fazem falta, às famílias, a todo o país. Continuemos com as suas lembranças, com a dor da perda. Façamos isso juntos, unidos.
O monarca espanhol deixa ainda um agradecimento a todos os operacionais que estão no terreno para os trabalhos de resgate. Felipe VI exige a adoção de medidas para que algo semelhante não volte a acontecer em Espanha.
Há uma investigação em curso. Esta investigação deve terminar como e por que é que aconteceu esta catástrofe. Devem ser estudadas medidas que devem ser adotadas para que isto não aconteça de novo.
O pedido do rei de Espanha, depois de ter visitado os feridos hospitalizados no Hospital Universitário de Toledo. Neste momento, ainda estão mais de 600 operacionais a trabalhar no local para as operações de resgate.
Entretanto, há um cidadão português desaparecido em Espanha. Suspeita-se que possa ser um dos passageiros de um dos comboios acidentados em Toledo.
É pelo menos essa a convicção do familiar que contactou os serviços consulares para dar conta do desaparecimento. Também isso mesmo foi explicado aos jornalistas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
O gabinete de emergência consular foi contactado por um familiar de um cidadão português, dizendo que não conseguia contactá-lo e que tinha uma convicção fundada de que seria passageiro deste comboio. Nós não temos mais nenhum dado. Temos, de facto, o reporte de um desaparecido português, o que não quer dizer que não possa acontecer que até não estivesse neste comboio. Nós não sabemos, está desaparecido, ou que até já esteja eventualmente bem, mas ainda não contactável. Pode acontecer isso. Também pode acontecer que se encontre entre os feridos ou as vítimas mortais. Não sabemos.
Possibilidades que ainda vão ser despistadas. É preciso esperar, por exemplo, pelo trabalho de identificação das vítimas, um processo que as autoridades espanholas já admitiram que vai ser ainda demorado. Por isso mesmo, Paulo Rangel não descarta a possibilidade de existirem vítimas portuguesas neste acidente.
Agora sim, um reporte de uma pessoa desaparecida, que há uma probabilidade muito forte de estar em um dos dois comboios e, portanto, estamos a envidar esforços. Isso não quer dizer que não haja ainda, mais tarde, notícia de outras vítimas, seja feridos, seja eventualmente falecidos portugueses.
Uma possibilidade que não é descartada pelo ministro português dos Negócios Estrangeiros. Foram declarações de Paulo Rangel aos jornalistas antes de entrar para a audição parlamentar sobre o Orçamento de Estado.
E há outras notícias a marcar esta tarde.
O Banco Central Europeu decidiu não mexer nas taxas de juro, apesar da pressão inflacionista. Assim sendo, a taxa de juro dos depósitos mantém-se nos 2,5%, ainda que a presidente do BCE, Christine Lagarde, sublinhe que é preciso estar atento à evolução dos vários indicadores. Os analistas antecipam que na próxima reunião de política monetária, o BCE deve ser obrigado a aumentar as taxas de juro. Ainda sobre o BCE, ficou hoje a saber-se e confirmou a própria Christine Lagarde que vai deixar a presidência da instituição no próximo dia 7 de fevereiro. Hoje é dia de mais dois jogos da Taça da Liga, os dois últimos jogos dos quartos de final. Às 18h45, o Braga recebe o Famalicão e mais tarde, às 20h45, ao Benfica-Gil Vicente. Jogo que vamos acompanhar com relato e análise aqui na rádio e amanhã regressa o campeonato com o Sporting a viajar ao terreno do Casa Pia e Rui Borges pressionado pelos resultados negativos. A imprensa desportiva dá hoje conta de um cenário de tudo ou nada para o treinador leonino. Ou ganha amanhã ou é despedido. Na antevisão da partida frente ao Casa Pia, Rui Borges salienta que todos os treinadores estão à prazo.
Eu podia estar aqui e dizer que precisamos de tempo, mas no futebol não há tempo, os treinadores não têm tempo. Por isso eu dizer que o treinador está à prazo é desde o primeiro dia que entra nos clubes. Não é quando os resultados são bons ou menos bons. É desde o primeiro dia, estamos sempre a prazo. Há treinadores que dizem que as malas estão sempre prontas. Estamos sempre a prazo, mas não me vou justificar com o tempo ou não tempo. Nós sabemos aquilo que é o Sporting, a exigência do Sporting. E dentro disso, achamos sempre que com o nosso trabalho, rapidamente temos que evoluir e crescer, analisar de que forma é que podemos crescer mais rápido, porque a exigência do Sporting é essa.
Quanto ao desafio frente ao Casa Pia, o técnico do Sporting sublinha que o adversário tem evoluído muito e em vários aspetos do jogo. A partida a contar para a jornada 10 do campeonato entre o Casa Pia e o Sporting está marcada para amanhã, às 20h15. Tem relato e comentário aqui na Rádio Observador. E Ricardo, está mesmo confirmado, estes senhores estão de volta a Portugal.
Já. Já me estava a adiantar. Já havia rumores que os U2 iriam regressar. O concerto é no ano que vem?
É, exactamente. E vai ser no Estádio da Luz, em Lisboa, a 27 de maio de 2027, insere-se na digressão mundial que levará a banda a vários estádios da Europa ao longo de 2027.
Esperam-se clássicos, claro. Este "Beautiful Day" é um clássico também.
É verdade. Mas também há alguma música nova, porque há um novo álbum com título em português. Chama-se "Carnaval de Luz". A edição está marcada para 13 de novembro. É o 16º álbum de estúdio e chega no ano que vem, em que a banda celebra 50 anos de atividade. O disco traz a participação de Rosalía na faixa "The Mirror Maker", mas também Dolly Parton, que gravou "Thorn" antes de morrer, num dueto com Bono, e tem, de resto, para além do título do álbum, uma música com título em português e chama-se "Silêncio".
E já se sabe quando é que vão estar os bilhetes à venda?
Já se sabe. Não se sabe o preço ainda, mas sabe-se que a venda geral dos bilhetes para o concerto em Lisboa começa a 6 de novembro, às 10h da manhã, no site da Live Nation. Há também uma espécie de pré-venda, mas não está muito bem esclarecido se é para Portugal ou não e, portanto, eu não digo isto aqui, mas a partir de 6 de novembro, todas as atenções estarão viradas para a compra de bilhetes para este concerto.
Portanto, os interessados têm que pôr um alarme para as 10h da manhã de 6 de novembro ou então não veem o concerto. Ficamos com U2 mais um bocadinho.