Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal das seis, com o jornalista Luís Soares. O grupo de trabalho que estudou a substituição do SIRESP propõe um novo sistema, mas Luís, vai demorar 10 anos a ficar operacional?

E se chegar a ser posto em prática. A apresentação do relatório do grupo de trabalho decorreu esta tarde no Ministério da Administração Interna, foi acompanhada pelo Vasco Maldonado Correia, que está agora em direto conosco. Vasco, foram apresentadas 33 recomendações ao governo, mas o ministro Luís Neves não se compromete com todas.

Nem sequer diz, Luís, que partes do relatório é que vão ser acolhidas. Há uma recomendação, por exemplo, que não está em cima da mesa, a criação de uma nova entidade pública distinta do SIRESP, dedicada às comunicações críticas do Estado, mas todas elas, e isso garante Luís Neves, vão merecer a atenção do governo, sendo que para o curto prazo, e aí sim, a decisão está feita, está previsto um investimento de 36 milhões de euros para o SIRESP para os próximos 18 meses, notícia que de resto também já era conhecida. O ministro avisa que assim é porque assim tem de ser. Este era mesmo o plano que tinha de ser seguido e não aceita, por isso, que o investimento seja questionado pela oposição. Foi o que respondeu quando questionado sobre se tinha havido ou não algum tipo de conversa com os partidos antes da apresentação deste relatório e porque, e como dizias também, este novo sistema que é pensado por este grupo de trabalho tem um horizonte que vai bem para lá do fim desta legislatura. Ora, qualquer investimento que seja decidido pelo governo, Luís Neves garante que não é para ser questionado. Também já a pensar no verão, o ministro garante que não existem sistemas infalíveis e que risco zero não existe também, mas mostra-se hoje mais otimista do que até há bem pouco tempo, até porque diz que o SIRESP de hoje já não é igual ao que funcionava nos incêndios de Pedrógão Grande em 2017 e que muitas das mudanças que foram feitas têm produzido efeito, têm produzido resultados e que muitos deles não são visíveis. Ou seja, que o SIRESP funciona bem também quando não se fala nele. Por exemplo, deu aqui o exemplo Luís Neves da Jornada Mundial da Juventude. É o início, Luís, de uma pequena revolução neste sistema de comunicações que tem dado muitos problemas ao longo dos últimos anos, mas como dizia, ainda há muito trabalho a ser feito, decisões para o governo que ouviu aqui então 33 recomendações, sendo certo que não vai acatar todas.

Vasco Maldonado Correia aqui em direto, ele que acompanhou esta apresentação do relatório sobre o SIRESP, que contou com a presença do ministro da Administração Interna.

Luís Neves, que esta manhã tinha antecipado a possibilidade de novas diligências sobre os casos de suspeitas de tortura numa esquadra em Lisboa.

Diligências que estão a decorrer, buscas e detenções relacionadas com essas suspeitas. Foram emitidos 16 mandados de detenção, quase todos de agentes da PSP, 15 para polícias e um para um civil. Em comunicado, a PSP e o Ministério Público confirmam ainda que estavam em curso esta tarde 14 buscas domiciliares e 16 não domiciliares, estas em esquadras da Polícia de Segurança Pública. Neste inquérito investiga-se alegada prática de diversos crimes, entre eles tortura grave, violação, abuso de poder e ofensas à integridade física qualificadas. Em causa suspeitas de tortura e violação por polícias de pessoas detidas na esquadra do Rato em Lisboa, na maioria toxicodependentes, estrangeiros e sem abrigo. Por causa destas suspeitas, há nove agentes da PSP que já estão em prisão preventiva.

No plano político, a iniciativa liberal vai a jogo na revisão constitucional e diz que se o PS se excluir, é por birra.

Foi a entrevista ao Sofá do Parlamento esta tarde. O deputado liberal Jorge Miguel Teixeira diz que os liberais assumiram que querem mudar a Constituição quase desde o dia em que foram fundados. O CHEGA vai abrir o processo de revisão constitucional no Parlamento e a iniciativa liberal vai também apresentar uma proposta, mas Jorge Miguel Teixeira diz que não tem preferências quanto aos parceiros.

Se o Partido Socialista quiser excluir-se desse processo, mas o Parlamento conseguir alcançar uma maioria na mesma, aí foi uma opção que o Partido Socialista fez, porque o Partido Socialista tem mais do que dimensão suficiente, se quiser, para participar construtivamente num processo de revisão constitucional. E que eu saiba, até agora, não houve ninguém que tivesse ido ao Partido Socialista que não os queria dentro do processo. Portanto, se se excluírem por birra, isso é um problema que os próprios terão de assumir. A responsabilidade é deles, não é dos outros.

Jorge Miguel Teixeira considera que o PS devia aceitar discutir mudanças à Constituição e não excluir-se automaticamente porque existe uma maioria à direita. O deputado da Iniciativa Liberal, sobre a reforma laboral, diz também que sem acordo com o GT, o governo deve apresentar no Parlamento a versão inicial do projeto da revisão.

E o PCP diz que o aumento das pensões em €50, que o partido propõe, não prejudica as contas públicas.

Os comunistas vão propor esse aumento já a partir de julho e de forma permanente. Na apresentação da proposta, que já tinha sido anunciada há três dias, mas que foi entregue hoje no Parlamento, o deputado Alfredo Maia garante que a iniciativa não vai prejudicar as contas do Estado.

Não vai agravar significativamente o orçamento do Estado. Por um lado, porque os próprios recursos da Segurança Social acomodam perfeitamente este aumento e, por outro lado, porque comparado com outras medidas, ele de fato não tem o mesmo significado. Estimamos num aumento de mil milhões de euros, que corresponde à metade do custo que teria uma descida em quatro pontos percentuais no IRC.

Alfredo Maia, em declarações aos jornalistas no Parlamento, acrescenta também que esta é a fatia da população mais vulnerável ao aumento do preço do cabaz alimentar.

E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 5 de maio.

Donald Trump garante que o Irão quer chegar a um acordo de paz, mas acusa Teerão de estar a fazer jogos. Foi durante uma sessão na Sala Oval, o presidente norte-americano foi questionado sobre a guerra do Médio Oriente, voltou a reiterar que as tropas norte-americanas arrasaram totalmente o poder militar do Irão, eliminando por completo a marinha iraniana. No entanto, Donald Trump confessa que tem negociado ao telefone e garante que o Irão quer chegar a um acordo.

"Posso dizer o seguinte: o Irão quer chegar a um acordo. O que não me agrada no Irão é que falam comigo com tanto respeito e depois vão para a televisão e dizem: 'Nós não falámos com o presidente', ou seja, andam a fazer joguinhos, mas deixem-me que vos diga uma coisa, eles querem chegar a um acordo."

O líder norte-americano sublinha também que o Irão sabe o que não deve fazer, caso queira continuar o cessar-fogo, isto na sequência dos confrontos no Estreito de Ormuz e dos ataques aos Emirados Árabes Unidos. O coordenador de risco geopolítico da Porto Business School, Jorge Rodrigues, considera que Donald Trump está mais pressionado para ganhar a guerra do que o Irão. Jorge Rodrigues explica que o Irão está a aproveitar para fortalecer alianças.

O Irão vai ganhando tempo, porque o tempo é seu aliado e rentabiliza alianças. Tem agora mais uma visita do ministro dos Negócios Estrangeiros à China e os Estados Unidos acabam por ficar numa posição particularmente difícil. Ambos estão a centrar o seu esforço no controlo do estreito para ver quem manda no estreito. O Irão não tem que ganhar, e não está a ganhar, já agora, como tenho ouvido também em alguns locais. A ação militar dos Estados Unidos foi um sucesso incrível, mas em boa verdade, os Estados Unidos têm que ganhar e o Irão basta não perder.

Jorge Rodrigues, coordenador de risco geopolítico da Porto Business School, no gabinete de guerra desta tarde. Já são conhecidos os horários da jornada 33, a penúltima jornada do Campeonato Nacional de Futebol e a liga marcou sete jogos em simultâneo para a próxima segunda-feira, às 20h15. Entre eles está o Benfica-Sporting de Braga, vai decorrer no Estádio da Luz, e também o Rio Ave-Sporting, este em Vila do Conde. A causa é o jogo que os bracarenses têm na quinta-feira, a contar pra a semifinal da Liga Europa. Já o Porto, o novo campeão nacional, vai à Vila das Aves confrontar o AFS no domingo, às 18h. E hoje é terça-feira, o dia de ficar disponível mais um episódio do podcast Plus, "Os Ficheiros do Caso Carlos Castro". É o quinto e penúltimo episódio.

É um podcast baseado na investigação jornalística da Tânia Peiredinha, que voltou a trazer para o centro das atenções a forma como Renato Seabra assassinou o cronista social Carlos Castro em Nova Iorque, em 2011.

E o Observador teve acesso a milhares de ficheiros que fazem parte deste processo judicial. Entre outras revelações, os testemunhos incluídos na investigação permitem perceber que poucas horas antes do crime, Carlos Castro confessou estar com receio de Renato Seabra.

Vanda percebe que o amigo não se sente seguro. Carlos não quer que Renato volte sozinho para Lisboa, mas também diz que não reconhece a pessoa com quem passou a noite a discutir. Parece que Renato tem dupla personalidade, desabafa. Não quer que ela o vá buscar para almoçar, nem muito menos refugiar-se na casa dela em Newark, mas Carlos Castro admite que está com medo. Não quer que Renato saiba que está a falar com ela e avisa a dada altura: se entretanto tiver de desligar a chamada à pressa, é porque ele voltou.

Um excerto do quinto e penúltimo episódio do mais recente podcast Plus Observador. É uma investigação assinada pela jornalista Tânia Peiredinha.

E está disponível este quinto e penúltimo episódio. Já os assinantes do Observador têm acesso a todos os episódios na data da estreia.