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Rádio Observador. Começa agora o Jornal das 6, edição do jornalista José Rafael Lopes. José, a ministra do Trabalho insiste no processo da reforma laboral. Maria do Rosário Palma Ramalho acredita que ainda será possível recomeçar o dossiê.

E critica a postura dos partidos da oposição no processo de negociação da proposta do governo. Proposta que foi ontem chumbada no Parlamento, com votos contra de toda a esquerda e também do Chega. Numa intervenção no Congresso do PSD, Maria do Rosário Palma Ramalho fala numa oportunidade perdida e, além dos dois maiores partidos da oposição, acusa os sindicatos de má fé.

Todos conhecem as vicissitudes deste projeto, a transparência que lhe imprimimos, as dezenas de reuniões, o grau incrível de desinformação sistemática e a politização do sindicalismo nacional. E todos conhecem bem os nossos adversários. Uns que, por não suportarem não estar no governo, fizeram desta reforma uma afronta pessoal e outros que votam em função da sondagem do dia e das tendências do TikTok.

A ministra do Trabalho agradece o apoio do primeiro-ministro ao longo do processo e não descarta que a reforma volte para cima da mesa das prioridades do governo. Também Hugo Soares discursou em Anadia, neste congresso do PSD, para assegurar que o governo vai continuar a cumprir o papel de diálogo no Parlamento, mesmo que as perguntas sejam como é que o PSD ainda acredita no Chega.

Eu sei que muitos de vós hoje, quando eu cheguei ao Congresso, me disseram: "Hugo Soares, mas como é que aguenta?" Ou: "Hugo Soares já devia ter aprendido." Ou: "Hugo Soares, como é que ainda acredita neles?" Ou: "Hugo Soares, como é que é possível ainda ir na cantiga de alguns?" Pois eu quero dizer ao Congresso Nacional do partido, e do partido dizer ao país, que se o Chega e o Partido Socialista desistiram do país, nós não vamos desistir de os chamar à razão. Nós temos que governar e que continuar com o diálogo na Assembleia da República.

As palavras de Hugo Soares no Congresso do PSD, em Anadia.

O líder do PS considera ridículas as alegadas insinuações do PSD sobre uma coligação entre socialistas e o Chega.

Reação de José Luís Carneiro às palavras de Luís Montenegro sobre o chumbo do pacote laboral do governo. Na abertura do Congresso do PSD, o primeiro-ministro deixou críticas quer ao PS, quer ao Chega. José Luís Carneiro respondeu para inverter essa acusação de que existe um alegado pacto entre socialistas e Chega.

Todos entendem que isso é ridículo. Então alguém que andou dias e dias a encontrar-se, a reunir, a dialogar, a negociar, num autêntico jogo de máscaras, como aliás eu pude dizer, agora senti-se desfeiteado por parte desse partido e vem dizer que é o PS que está coligado com o Chega. O PS nunca teve qualquer coligação, pelo contrário. Agora, nós temos é liderado muitas propostas e há aqueles que votam essas propostas.

José Luís Carneiro considera que o país assistiu a uma tentativa falhada de um entendimento formal à direita, que caiu no momento de votar a revisão laboral.

E no desporto, Diogo Dalot revela que os jogadores da Seleção Nacional reuniram, antes do Mundial, para discutirem e prepararem a possibilidade de serem alvo de críticas durante a competição.

Reunião que terá acontecido ainda em Lisboa. O Observador já confirmou que foi uma reunião promovida pelos jogadores e que todos os futebolistas estiveram presentes. Na conferência de imprensa, Diogo Dalot foi questionado sobre as críticas e polémicas que têm surgido nas redes sociais. Foi aí que revelou esta preparação do grupo de jogadores.

Obviamente, quando tens um plantel, ainda para mais, quando tens o Cristiano dentro do plantel, temos que estar preparados já para um alarido um cadinho diferente do normal. E como é lógico, não fugiu à regra, mais uma vez. E eu acho que o facto de termos tido essa conversa pré-Mundial para nos prepararmos também para estes momentos, fez com que quando essa altura chegasse, daí a mensagem, daí o facto de nós dizermos que o grupo estava blindado, porque sabíamos que isto ia acontecer.

Na conferência de imprensa antes do treino de hoje, Diogo Dalot reconhece também que a equipe portuguesa sabe que há milhões a torcer por Portugal e há outros que estão contra a equipe portuguesa.

Temos milhões de pessoas que querem que Portugal ganhe. Temos algumas pessoas e muitas pessoas que provavelmente não querem que Portugal ganhe. Agora, se quiserem remar conosco, nós vamos remar, o barco não vai parar, estamos todos no mesmo barco e é isso que nós queremos passar como grupo para fora. Agora, eu bem entendo e sei, e já estou há anos suficientes também no futebol para perceber que a crítica vai fazer parte e vai ser sempre parte do processo. Não podemos fugir, nem queremos fugir.

Palavras de Diogo Dalot em conferência de imprensa antes do treino da Seleção Nacional, onde Tomás Araújo esteve a treinar à parte. O central está em dúvida para o jogo de Portugal com o Uzbequistão.

E a esta hora começam os jogos do dia do Campeonato do Mundo.

O menu conta com quatro jogos. Hoje, às 18h, o Países Baixos x Suécia, que já se joga, já lá vamos. Às 21h, há duelo entre Alemanha e a Costa do Marfim. À 01h, jogam Equador e Curaçao e, às 05h, o duelo entre Tunísia e Japão. A esta hora, como dizia, já começou o jogo entre Países Baixos e Suécia, jogo do grupo F. Os neerlandeses empataram frente ao Japão no primeiro jogo, os suecos entraram a vencer contra os tunisinos. O Diogo Varela está conosco aqui em estúdio, vai estar a acompanhar os jogos do Campeonato do Mundo, a começar precisamente por este Países Baixos x Suécia. Diogo, o que esperar deste encontro, sendo que já há gol Dos Países Baixos.

Marca Bryan Brobbey, o avançado do Sunderland assistido.

Foi mesmo agora, não foi?

Foi. Enquanto falavas, marcaram os Países Baixos. Minuto cinco, estamos agora com seis. Portanto, foi exatamente há um minuto o golo da Laranja Mecânica, o golo de Bryan Brobbey, a passe de Cody Gakpo, o extremo do Liverpool. Uma boa arrancada no corredor esquerdo e a finalização ao centro por parte de Gakpo, numa altura em que foi a Suécia a avisar por Viktor Gyökeres, o ex-avançado do Sporting, também ele em campo, quase empatava esta partida. Como é percetível, este jogo está bem vivo, com apenas sete minutos, já 1 x 0, mas a Suécia a ameaçar o empate. Além de Viktor Gyökeres, há outras duas caras conhecidas dos portugueses. O capitão sueco é o ex-Benfica, Victor Lindelöf, e ainda na defensiva da Suécia, Gustav Lagerbielke, defesa do Sporting Clube de Braga. Portanto, aqui do lado sueco, do lado nórdico, um atleta a atuar em Portugal, no Braga, e dois antigos jogadores, quer de Sporting, quer de Benfica. Já com 1 x 0 no marcador este grupo, José ganha também outra dinâmica, uma vez que, como tu disseste, o país que está agora a vencer empatou no primeiro jogo e o que está a perder entrou a ganhar. Portanto, há aqui toda uma outra dinâmica. Joga-se em Houston, no estádio onde Portugal jogou e empatou frente ao Congo. O árbitro é o inglês Michael Oliver e com oito minutos os Países Baixos estão a bater a Suécia por uma bola a zero.

O Diogo Varela com as primeiras informações do jogo entre Países Baixos e Suécia hoje às 21h, à Alemanha, Costa do Marfim.

E na atualidade internacional, o Irão voltou a fechar o Estreito de Ormuz.

Informação dada hoje pelo exército iraniano, que fala numa retaliação contra ataques de Israel no sul do Líbano. O tráfego marítimo está encerrado a todos os navios, asseguram as forças iranianas, que sublinham que se a agressão israelita no sul do Líbano continuar, há outras medidas que vão ser planeadas e levadas a cabo pelas Forças Armadas do Irão.

E é o ponto final no Jornal das 18h, edição do jornalista José Rafael Lopes.