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Informação. Jornal das 7, com edição da Nadine Soares e começamos com o desporto. Portugal está no Mundial de Futebol. Marcelo Rebelo de Sousa fala num jogo que só acontece uma vez na vida.

Foi uma goleada. A equipa das Quinas venceu a Arménia por 9-1, garante assim a entrada no Mundial de Futebol de 2026. Valeram os gols de João Neves, Gonçalo Ramos, Renato Veiga, Bruno Fernandes e Francisco Conceição. O presidente da República e o primeiro-ministro assistiram ao jogo nas bancadas do Estádio do Dragão. No final da partida, Marcelo Rebelo de Sousa saudou a seleção pela vitória.

É o jogo da minha vida e da vida de muitos portugueses. Tivemos jogos mais impressionantes, jogos que deram nas finais vitórias, mas 9-1 é uma vez na vida. E podia ter sido 11-1, 10-1. Foi excecional. A equipa jogou com uma fibra, com uma categoria, com uma classe, com uma velocidade. Foi único. Ainda bem que estavam aqui tantas crianças que vão durante 10 anos, 20 anos, 30 anos, até serem adultas, recordar este jogo. Lá estamos na fase final e, por feliz coincidência, eu tinha marcado para hoje a entrega das condecorações da vitória da Liga das Nações.

E Luís Montenegro mostra-se confiante de uma vitória de Portugal no Campeonato do Mundo de Futebol.

Creio que estão criadas as condições para continuarmos a acreditar que agora, na fase final, temos todas as possibilidades de levar o nosso objetivo por diante, etapa a etapa, até ao jogo decisivo, que é a final. Eu bem sei que quando nós temos um desaire, todos os fantasmas aparecem e, portanto, todas as dúvidas nos assaltam o pensamento. E também quando temos uma vitória, como tivemos hoje, todo o otimismo vem de forma repentina, mas com a serenidade que é devida, acho que nós temos, de facto, uma equipa fora de série.

Também no final da partida falou, naturalmente, o selecionador nacional, Roberto Martínez, diz que a equipa das Quinas está agora mais preparada para enfrentar as próximas fases da competição.

Agora sim, podemos sonhar com o Mundial. Gostei muito da resposta dos jogadores, muito responsável, o trabalho feito depois da derrota da Irlanda mostrou um balneário muito responsável, muito preparado e acho que agora estamos mais preparados para ir ao Mundial que quando nós ganhámos 10 jogos na fase de apuramento para o Europeu.

Roberto Martínez, que considera que a goleada de Portugal mostrou uma equipa muito completa. No final do encontro, os jogadores foram ainda condecorados pela vitória da Liga das Nações, no último verão.

E Nadine, viramos a página para a saúde. Os médicos também vão aderir à greve geral marcada para 11 de dezembro.

Vão associar-se à paralisação convocada pela CGTP-UGT, uma decisão tomada pela Federação Nacional dos Médicos com unanimidade. A FNAM esteve reunida no 14º congresso, mostra-se contra o pacote laboral apresentado pelo governo. À Rádio Observador, a presidenta da associação, Joana Bordalo e Sá, diz que as medidas propostas pelo Executivo de Montenegro representam um retrocesso.

Foi analisado o pacote laboral, onde entendemos que isto apresenta riscos sérios para os médicos e para o Serviço Nacional de Saúde, uma vez que vai permitir vínculos mais precários, desregulação do trabalho sob uma forma mascarada de flexibilização de horários, porque não é nada disso que está previsto, mas sim uma maior dificuldade de conciliação entre a vida profissional e familiar, assim como uma erosão da proteção laboral. E por isso a Federação Nacional dos Médicos vai-se associar a esta greve geral, tendo em conta todas estas medidas que este governo do Luís Montenegro se prepara para impor.

As queixas da presidente da FNAM dirigem-se também à própria ministra da Saúde, que de acordo com Joana Bordalo e Sá, tem manifestado pouca vontade de ouvir o setor.

E o UGT admite prolongar esta greve de um para dois dias, isto caso o governo mantenha a proposta de alteração à lei laboral tal como foi apresentada.

Depois deste aviso deixado pelo UGT, a Rádio Observador questionou o secretário-geral da CGTP se tinha intenções de acompanhar este prolongamento. A resposta é para já negativa. É o que diz Tiago Oliveira, secretário-geral desta central sindical. No entanto, sublinha que, apesar de o governo estar a recuar em algumas matérias, a CGTP não recebeu nenhum documento novo nos últimos quatro anos. Comece.

O governo apresentou à CGTP, no final de julho, a primeira versão do pacote laboral. Ora, passaram quase quatro meses e a CGTP até hoje não recebeu mais nenhuma versão. Isto é importante também que se diga. Ouvimos, depois, de facto, aquilo que está a colocar, que nas notícias têm saído algumas posições do governo relativamente ao recuo numa ou noutra matéria.

Críticas deixadas por Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, à Rádio Observador. A ministra do Trabalho, Maria Rosário Palma Ramalho, devolve acusações, tem dito que é a central sindical a rejeitar negociar.

E os bombeiros querem novas medidas para melhorar as condições dos profissionais até janeiro. Se isso não acontecer, os protestos vão avançar.

É o que diz o presidente da Liga dos Bombeiros no final do Congresso Nacional, que decorreu em Alcobaça. António Nunes mostra-se confiante quanto às negociações com o governo para a valorização das carreiras, mas alerta que sem respostas concretas, os bombeiros vão sair à rua.

Nós sabemos que muitas dessas medidas têm a ver com questões orçamentais, o que leva sempre a uma dificuldade acrescida e eu estou também a acreditar que quer o governo, quer a própria Liga, hoje já chegou aos processos finais. Vamos ter uma estrutura para os bombeiros voluntários com contratos de trabalho, vamos ter um estatuto de salvo bombeiro. Vamos rever um conjunto de situações do subfinanciamento das associações. Se em janeiro não tivermos, mas tivermos a convicção de que é em fevereiro, nada acontecerá. Se começar a vir a questão de: é para o próximo orçamento, é para o próximo ano, nós não vamos aceitar.

Declarações de António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros, neste registo da RTP, que reconheceu também à Agência Lusa que o governo deu sinais positivos, no entanto, a reforçar a exigência de datas concretas. No encerramento deste congresso, o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, terá adiantado que o governo está a elaborar uma estrutura de carreira para os bombeiros e que deverá estar concluída até o final do primeiro trimestre do próximo ano.

E António José Seguro vai ter como mandatária nacional da candidatura à presidência, a cientista Maria do Carmo Fonseca.

O candidato defende que a vida pública não pode ser composta só por políticos e quer que as mulheres assumam mais protagonismo na liderança do país. De acordo com uma nota enviada à Lusa e nas palavras de António José Seguro, Maria do Carmo Fonseca é a expressão da natureza desta candidatura, que descreve como independente, inclusiva e agregadora. Na mesma nota, a mandatária justifica ter aceitado este convite com o facto de querer um futuro construído com inteligência, coragem e independência. A cientista que foi distinguida com o Prêmio Pessoa, em 2010, e foi ainda presidente do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes.

António Filipe admite que usaria os poderes que a Constituição confere ao Presidente da República para travar a reforma laboral.

O candidato à Presidência da República espera, no entanto, que a proposta do governo seja rejeitada antes das eleições do 18 de janeiro.

Minha expectativa é que esta proposta seja rejeitada antes das eleições presidenciais, mas não tenho dúvidas sobre o que faria. Em primeiro lugar, faria uma análise da constitucionalidade das normas aprovadas com vista a submeter ao Tribunal Constitucional a sua apreciação.

António Filipe, que sublinha que o pacote laboral apresentado pelo governo é uma ofensiva em grande escala aos direitos dos trabalhadores. O candidato do Blém, apoiado pela CEDIU, que se manifesta solidário relativamente à greve geral.

Outro candidato à presidência, João Cotrim Figueiredo, apela à boa fé de todos nas negociações para alteração à lei laboral.

Considera que é preciso boa fé das partes envolvidas para Cotrim Figueiredo é necessária a flexibilização nesta área para que Portugal beneficie das mudanças futuras, diz o candidato do Blém, que cada um tem as suas razões.

Na atualidade internacional, o governo israelita vai lançar uma comissão independente para investigar as falhas de segurança no 7 de outubro.

A oposição está contra o modelo, porque exige uma comissão estatal para essa investigação. De acordo com o jornal The Times of Israel, a decisão foi tomada esta tarde em Conselho de Ministros. Benjamin Netanyahu vai criar a equipe responsável por determinar o modo como esta comissão vai funcionar, quer no que toca ao âmbito da investigação, como aos prazos e aos poderes da comissão. A medida está longe de corresponder à ideia de uma comissão estatal, retira das mãos do Supremo Tribunal a responsabilidade de escolher os membros e o controle desta equipe. Os partidos da oposição estão radicalmente contra. Falam de uma manobra de distração do governo para se esquivar a uma investigação verdadeiramente independente.

Notícia de fecho do Jornal das Sete.