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Boa viagem, bom regresso a casa, Vanessa Cruz. Greve geral continua a ser o tema em destaque e sê-lo-á no Jornal da sete.
Sim, o presidente da Confederação Empresarial de Portugal contraria a adesão à greve geral avançada pela CGTP. A central sindical aponta para três milhões de trabalhadores que pararam hoje. Os patrões têm números bem mais baixos. O presidente da CIP, Armindo Monteiro, fala numa adesão entre os 2% e os 3% no setor privado.
Não é possível. Com três milhões, isso significava mais de metade das pessoas em greve. Basta falar com as empresas, faça uma sondagem simples com as empresas e pergunte se hoje não trabalharam. É só isso. Mesmo em Lisboa, hoje as empresas funcionaram normalmente.
Armindo Monteiro esclarece que os números dos trabalhadores do setor privado que aderiram a esta greve vão ser revelados só no final do mês, na altura em que forem processados os salários de dezembro. Diz também que esta greve geral não ajuda as negociações em curso sobre as alterações ao Código Laboral. Também o governo, pelas vozes do Primeiro-Ministro e do Ministro da Presidência, defende que esta é uma greve inexpressiva.
Visão diferente tem a CGTP, que convocou a greve com a UGT.
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, aponta para que esses três milhões de trabalhadores tenham aderido à greve, uma paralisação que classifica de histórica.
É, talvez, a maior greve geral de todos os tempos. Isto tem um significado, porque os trabalhadores sentem já hoje em dia as dificuldades da sua vida. As dificuldades que a atual legislação laboral já lhes coloca e estão atentos. Percebem bem o conteúdo deste pacote laboral e o significado que o mesmo teria se alguma vez fosse implementado.
Tiago Oliveira a falar numa das maiores greves gerais de sempre. No Porto, a manifestação que começou ao início da tarde nos Aliados, passou a marcha para Santa Catarina, voltou, entretanto, na última hora, aos Aliados. Laura Figueiredo.
É precisamente aqui que está agora esta marcha improvisada, que subiu até aqui ao cimo da avenida, onde fica a Câmara Municipal do Porto. Continuam ainda aqui concentrados alguns manifestantes, embora já tenham dispersado também outros. Esta subida obrigou, mais uma vez, a um corte rápido do trânsito. Inicialmente, estava marcada apenas uma concentração aqui às 15h, que evoluiu para esta marcha improvisada, que obrigou também a uma resposta das forças de segurança, uma resposta rápida. As polícias tiveram de ir cortando o trânsito à medida que os manifestantes passavam. Houve locais, no entanto, onde foram os próprios manifestantes que cortaram o trânsito ao colocarem-se no meio da rua. Foi, por exemplo, o que aconteceu no cruzamento da Rua Passos Manuel com a Rua Sá da Bandeira, depois da marcha ter passado também pela Rua de Santa Catarina. Aqui neste cruzamento, que dizia, o trânsito esteve condicionado durante cerca de meia hora. Agora a marcha está de regresso aqui aos Aliados, em frente à Câmara Municipal, e diria que é o ponto final da marcha, que fica marcada pela indignação dos trabalhadores com o pacote laboral do governo.
Reportagem da Laura Figueiredo, que desde bem cedo tem estado a acompanhar esta greve geral no Porto. Em Lisboa, há três horas e meia que a manifestação, que começou no Rossio, se concentra na Assembleia da República. Vamos até lá em direto. José Rafael Lopes, mesmo com a noite cerrada, há quem não arrete pé e há aí agora ânimos mais exaltados.
É precisamente isso, Vanessa. A última hora ficou marcada por várias garrafas que foram atiradas contra a escadaria da Assembleia da República. Um grupo de cerca de 20 manifestantes que têm estado constantemente a atirar garrafas de vidro contra a escadaria. Há pouco incendiaram também alguns cartazes e colocaram aqui junto às escadas e agora um manifestante saltou esta vedação, que separa a manifestação da escadaria em si, e subiu as escadas em direção à Assembleia da República, de forma pacífica. Foi prontamente abordado pela polícia, que está a fazer a segurança aqui junto à Assembleia da República, e foi agora encaminhado para um local, no sítio onde eu me encontro, não consigo ver. Acredito que será identificado agora por parte da polícia, mas foi um manifestante, que era também um dos mais ativos deste grupo de cerca de 20 pessoas, que está constantemente a atirar garrafas contra a escadaria da Assembleia da República e também a incendiar aqui alguns cartazes. A verdade é que incendeiam os cartazes, mas eles acabam por se apagar, não fica qualquer tipo de vestígio. O que também é certo é que esta manifestação está muito diferente daquilo que tem sido nas últimas horas. Ainda está aqui cerca de mil, duas mil pessoas, mas muito menos do que já esteve aqui na escadaria da Assembleia da República. Há menos cartazes e há mesmo música. Está a ganhar aqui quase que um toque de festa, esta manifestação que juntou milhares de pessoas, agora muito mais reduzidos os números e com estes momentos, como dizias, Vanessa Cruz, mais tensos com o atirar de garrafas contra a escadaria da Assembleia da República e também os cartazes que estão a ser incendiados.
A reportagem do José Rafael Lopes em Lisboa, junto à Assembleia da República, neste dia de greve geral.
E ao contrário de Luís Marques Mendes, André Ventura diz que hoje é um dia mau para o governo.
O líder do Chega foi o penúltimo candidato presidencial a intervir no Dia da Democracia, em Oeiras, no Tagus Park. À margem, André Ventura admitiu que há razões para o descontentamento dos trabalhadores e que o governo não tem tratado bem a economia. Vai até mais longe.
Hoje é um dia mau, porque ninguém compreendeu, nem aqueles sindicatos mais politizados, nem o governo, que o que estava em causa hoje não é sobre eles. É sobre o mau estado em que está a nossa economia, o mau estado em que estão os trabalhadores, quem trabalha, como o governo não conseguiu responder a isso, e os que se habituaram, como perderam peso político, político-partidário, habituaram-se a manipular e a manobrar as instituições a seu bel-prazer. Portanto, quando vi hoje alguns a impedir as pessoas que queriam trabalhar, de trabalharem, então também devemos dizer e denunciar aquilo que é um atentado à liberdade.
André Ventura diz mesmo que a situação se tornou uma luta de quintas entre governo e sindicatos. Lança um desafio ao executivo de Luís Montenegro, que volte atrás na mesa das negociações, construa uma lei que proteja mais os trabalhadores.
Antes de André Ventura, Marques Mendes disse que esta greve geral é a prova de que a democracia funciona.
E apelou também, este candidato presidencial, ao diálogo entre os parceiros sociais. O primeiro a intervir foi mesmo António José Seguro. Pediu humildade ao governo para reconhecer que criou um problema. Seguro defende que a proposta da reforma laboral devia ser retirada. Na próxima hora vamos ouvir Henrique Gouveia Melo, que há minutos pediu, neste evento em Oeiras, bom senso no diálogo entre as duas partes.
E vamos agora a outras notícias que estão a marcar a tarde desta quinta-feira de greve geral.
Afinal, o Imposto Único de Circulação vai ser pago em abril e não em fevereiro, mas só a partir de 2027. O diploma foi aprovado hoje em Conselho de Ministros. Foi anunciado que já há o tal mês certo para o pagamento do IUC e há a possibilidade de pagar de forma faseada os montantes superiores a € 100 deste Imposto Único de Circulação. Até 2027, o pagamento do IUC continua a ser feito no mês da matrícula. Segunda parte do Nice x Sporting Braga para a Liga Europa. Os bracarenses continuam a levar vantagem em França. Marcaram um gol antes do intervalo e agora, aos 62 minutos, continua igual o marcador: 1 x 0, vai vencendo o Sporting Braga. Daqui a pouco o Futebol Clube do Porto recebe os suecos do Malmö, também para a Liga Europa. Vamos em direto até o Estádio do Dragão. Está por lá o Pedro Fernandes, que vai ficar com o relato aqui na Rádio Observador. Qual é o 11 escolhido, Pedro, por Francisco Farioli?
Boa noite, Vanessa. São 13 as alterações que Farioli opera em relação à vitória frente ao Tondela, com as entradas de Borja, Paulo Rosário e Martim Fernandes no 11 da formação do Porto. Vamos então ao 11, que vai alinhar com Diogo Costa na baliza. Depois, quarteto defensivo com Martim Fernandes, Mbete Leke, Chiquinho e Francisco Moura, Francisco Meixedo, Rosário e Rodrigo Mora, Pepe, Samu e Sáinz. Quanto à equipe do Malmö, que também procura uma vitória nesta Liga Europa para cimentar algumas hipóteses de prosseguir, alinha com Olsen na baliza. Depois são cinco defesas: Lundberg, Streiger, Jansson, Rosier e Busanello. Meio-campo com Suma, Jonsson, Basuladici e Skogmar, e o ponta de lança será Ack Barnabici. Este é o 11 da formação do Malmö. Partida que está marcada para sensivelmente daqui a 52 minutos, com relato aqui na sua Rádio Observador.
Relato do Pedro Fernandes, Porto x Malmö às 20h, a emissão especial começa logo a seguir a Vichi e Soares aqui na Rádio Observador. Ainda a notícia da morte da atriz Glória de Matos, tinha 89 anos. Foi vítima de insuficiência cardíaca, de acordo com a SIC. Uma carreira de mais de seis décadas, passou pelo teatro, pela televisão, pelo cinema. É um nome incontornável na cultura portuguesa. Glória de Matos morreu hoje, aos 89 anos.
E a Vanessa Cruz vai regressar às 19h30 para atualizar as notícias.