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Edição das 7 com Miguel Cordeiro. Miguel, o homem suspeito de matar uma criança em Tomar já tinha antecedentes criminais. É uma informação apurada pelo Observador.

Relacionada com a explosão que matou duas pessoas na aldeia de Casais. Um homem e uma criança de 13 anos morreram nessa explosão. A criança é filha de uma ex-namorada do homem que morreu. Este é um caso alegadamente relacionado com violência doméstica. A PJ revela que o ex-padrasto da criança esteve preso por homicídio durante 14 anos, entre 2002 e 2016, e ao que o Observador apurou, também já existiam várias queixas por violência doméstica que reportavam situações que ocorreram nos últimos dois anos.

Por isso, este trágico acidente acabou por não surpreender a população. As pessoas ouvidas pela Rádio Observador confirmam que os antecedentes criminais do suspeito eram conhecidos.

Ouvimos durante esta tarde o antigo presidente da Junta de Freguesia de Casais, a aldeia que acabou por ser o local do crime. Em entrevista ao jornalista António José Soares, no local, Jaime Lopes admite que a população estava a temer o pior.

O indivíduo não era grande rolha, era mesmo assim. Há uns anos matou um indivíduo em Tomar. Lá viviam. Há muito tempo que eu não o via aí. De vez em quando, quando eu via, eu dizia: "Olhe, isto qualquer dia vai terminar mal". E terminou da pior maneira.

Foi o antigo presidente da junta que ligou para o 112 quando a mulher pediu ajuda e descreve o que aconteceu quando as autoridades chegaram ao local.

Passado pouco tempo, veio a GNR e os bombeiros. Foi quando nós nos apercebemos do que é que estava a passar.

E foi nessa altura que a senhora voltou para casa com a GNR.

A GNR voltou para cima e foram para cima. A gente pensava que aquilo tinha sido alguma malha dele. Eles falaram: "Não tem nada a ver". "Não, então por que nada?" "Ligou o gás e foi uma explosão".

Jaime Lopes foi uma das pessoas ouvidas pela Rádio Observador na aldeia de Casais, aldeia que tem neste momento o acesso bloqueado pela GNR. A PJ confirma que o caso está a ser investigado no local por inspetores da Polícia Científica. Além das duas vítimas mortais, há também dois feridos, uma mulher, neste caso a mãe da criança, e um militar da GNR que tinha sido chamado ao local depois de ter sido denunciado que estava um homem barricado em casa.

Vamos agora à corrida presidencial. André Ventura garante que não vai retirar os cartazes com referências à comunidade cigana. O líder do CHEGA vai mesmo recorrer da decisão do tribunal.

Não vai retirar esses cartazes e anunciou isto esta tarde no Porto, numa ação de campanha. Ontem, o Tribunal Civil de Lisboa determinou a retirada dos cartazes. Foi decretado que André Ventura teria 24 horas para retirar os cartazes e que a partir daí teria de pagar multa. André Ventura diz que está em causa a liberdade de expressão e, portanto, diz que tomou uma decisão muito simples.

Não remover os cartazes e manter estes cartazes por uma razão simples: porque eu entendo que eles dizem a verdade e nós não devemos desistir da verdade. Dois, porque está em causa um valor fundamental da República e da democracia, que é a liberdade de expressão. E três, porque esta decisão é recorrível e nós entendemos que os seus efeitos devem apenas começar quando tivermos uma decisão final.

E essa decisão final só vai acontecer, diz André Ventura, depois de o tribunal responder ao requerimento que o CHEGA vai apresentar. Assume também, o candidato presidencial, que a retirada dos cartazes pode afetar a campanha.

Entretanto, o Tribunal Constitucional anuncia que José Cardoso, Ricardo Sousa e Joana Amaral Dias estão fora da corrida presidencial. Um deles já apresentou uma reclamação.

Neste caso, José Cardoso. Na sexta-feira, o tribunal confirmou 11 candidaturas presidenciais, indicou que outras três tinham sido notificadas para corrigir irregularidades. O caso de José Cardoso, também de Ricardo Sousa e de Joana Amaral Dias. Estão agora, a partir de hoje, fora da corrida, porque o prazo chegou ao fim. Não conseguiram corrigir as irregularidades que tinham sido apontadas pelo Tribunal Constitucional, mas José Cardoso está a contestar e diz também que está confiante que o chumbo vai acabar por ser revertido. O antigo membro da Iniciativa Liberal diz que foi apanhado de surpresa pela decisão. Diz à Rádio Observador que reclamou, que enviou também com a reclamação as assinaturas que estão em falta para validar a candidatura à Presidência da República. E deixo em nota esta situação. O prazo dado pelo Tribunal Constitucional coincidiu com o fim de semana.

Era impossível durante o fim de semana obter declarações de eleitores junto às Juntas de Freguesia. Parece-me razoável que estando dentro do período de candidaturas, assim fosse dado as 48 horas, mas sempre segunda e terça, naturalmente. Apresentámos hoje essas subscrições, esses proponentes, cerca de, penso, mais de 300, e apresentámos a reclamação sobre essa decisão desta manhã.

Pede José Cardoso que os juízes sejam razoáveis e espera que com esta reclamação, a decisão seja revertida.

Vamos agora ao tema da saúde. O serviço de urgências do Hospital Amadora-Sintra vai ter um novo projeto-piloto para diminuir os tempos de espera.

É um novo circuito de assistência aos doentes que vai contar com inteligência artificial e que depende do preenchimento de um questionário. Chama-se Via Integrada de Atendimento. Destina-se a pacientes inicialmente triados com pulseira azul, verde e amarela. De acordo com a Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra, a iniciativa vai funcionar através de algoritmos clínicos baseados em evidência científica, que permitem acelerar o diagnóstico e acelerar o tratamento inicial destes doentes. Isto, de acordo com o hospital, contribui para a melhoria da experiência dos utentes.

Mas na prática, como é que vai funcionar, Miguel?

Depois da triagem habitual, chamada triagem de Manchester, os utentes recebem uma pulseira dourada e são convidados a responder a um questionário De 15 minutos. Dura mais ou menos 15 minutos. A informação é depois recolhida e analisada através de um sistema de inteligência artificial que cria uma nota clínica estruturada e uma proposta de plano de tratamento para validação médica. Este novo projeto vai decorrer no início de janeiro, entre as 10h e as 20h. Prevê-se que o tempo de espera no hospital tenha uma redução de até uma hora. A título de exemplo, neste momento, no Amadora-Sintra, para um utente com pulseira verde, o tempo de espera é de sete horas. Para quem tem pulseira amarela, a espera é de duas horas.

A inteligência artificial a ajudar a redução dos tempos de espera nas urgências, neste caso, no Amadora-Sintra. O novo sistema aduaneiro do Porto de Leixões está a criar um caos logístico, é pelo menos isso que diz a Associação dos Transitários de Portugal. Avisa mesmo que o Natal está em risco.

Diz que o Porto não pode, neste momento, receber contentores para embarque, uma vez que a capacidade está lotada. Os transitários dizem que caos é a palavra mais utilizada para descrever o cenário que se vive no Porto de Leixões, o maior porto marítimo do norte do país. De acordo com a associação, em causa está a introdução, por parte da Autoridade Tributária, de um novo sistema aduaneiro. Com as operações neste momento bloqueadas, o Natal e as cadeias de abastecimento vitais estão em risco, é o que diz esta Associação dos Transitários de Portugal. Por causa do novo sistema, a concessionária interrompeu também a recepção de contentores para a exportação.

São agora 7h08. Destacamos ainda outras notícias, Miguel.

Estão decretados os serviços mínimos para a greve dos trabalhadores da SPdh Menzies, nos aeroportos a 31 de dezembro e a 1 de janeiro. O tribunal arbitral decidiu hoje que vai ter de ser garantida a assistência em escala aos voos de Estado, militares, de emergência, humanitários e de socorro. A greve foi convocada pelo SITAVA, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos, e também pelo Sindicato dos Trabalhadores de Handling, Aviação e Aeroportos. Há quase 20 milhões de javalis na Europa, Portugal tem cerca de 400 mil. Isto é o que avança um estudo feito pelo Consórcio Europeu de Observação da Vida Selvagem. Estes números fazem referência a um mapeamento realizado antes do aparecimento do último surto da peste suína africana. Em Portugal, há mais casos na zona do interior-centro do país. O exército ucraniano abandonou a cidade de Siversk, em resultado dos ataques das tropas russas. Anúncio feito pelo Estado-Maior ucraniano no Telegram. Diz que as tropas de Moscovo têm uma vantagem significativa em termos de efetivos e equipamentos e que, apesar das perdas significativas, continuam as operações ofensivas. A cidade está localizada no leste da Ucrânia. Para fechar, já está em andamento o encontro dos oitavos de final da Taça de Portugal entre o Caldas e o Sporting Braga. Este é um jogo que esteve em risco de não acontecer. Era para acontecer nas Caldas da Rainha, foi alterado para Torres Vedras. O horário acabou por mudar também, atrasou 15 minutos, numa decisão da federação muito contestada pelo Clube das Caldas da Rainha, que queria jogar em casa. A federação considerou que não existiam condições no relvado devido ao mau tempo para a realização deste jogo. Apesar da polêmica, a bola está a rolar em Torres Vedras, o jogo segue com seis minutos, Caldas zero, Sporting Braga também zero.

E vai ser também uma noite de futebol, Vitória do Clube Sporting, emissão especial de desporto aqui na Rádio Observador, depois da síntese das 20h30.