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Jornal das 7 com Miguel Cordeiro e André Ventura diz que Seguro está a fugir aos debates.

O candidato apoiado pelo Chega mostra disponibilidade para participar em três debates. António José Seguro aceitou apenas um, no próximo dia 27, na RTP, na SIC e na TVI. André Ventura esta tarde atacou o adversário. Aconteceu há minutos, no Montijo, numa ação de pré-campanha acompanhada pelo repórter Miguel Viterbo Dias. Agora em direto, Miguel, André Ventura diz que Seguro está a fugir. Por quê?

Diz que não quer ser escrutinado e chegar ao Palácio de Belém sem ter que se comprometer com nenhuma medida para deixar tudo na mesma. André Ventura esteve aqui numa ação de campanha algo apressada, o tempo não deu para mais, mas ainda assim, com tempo para criticar António José Seguro por ter aceito apenas um dos três debates e acusar o opositor de querer deixar tudo tal qual como está.

Eu quero debater os problemas do país na imigração, na habitação, na saúde, nos salários baixos. É isso que eu quero debater. O senhor António José Seguro está com medo de qualquer coisa que haja para debater. Eu quero debater o país e acho que ele viu na primeira volta, que eu procurei debater o país, debater o que nos divide, o que nos distingue, ver onde é que nos aproximamos. Ou seja, eu quero discutir Portugal. Agora, se há um candidato que quer passar nisso, tipo Miss Portugal, que ninguém lhe pode dizer nada e que passa pelos pingos da chuva sem ter que se comprometer com nada, isso é um mau exemplo para a democracia. Mas, sobretudo, levanta-me a suspeita que está com medo de alguma coisa e que está com medo de ser sujeito ao escrutínio.

Medo do escrutínio é a acusação que deixa André Ventura, que insiste também na carta de que todos estão contra o candidato apoiado pelo Chega. Isto à boleia da presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, ter dito que vai votar em António José Seguro, independentemente do partido não tomar uma posição oficial. André Ventura diz que esta decisão é a morte política dos liberais.

Andar a dizer que não se vai tomar o partido porque o espaço político não está representado, mas depois mete-se os peões políticos todos a dizer que se vai apoiar. Quer dizer, a Iniciativa Liberal diz assim: "Não, nós não vamos apoiar ninguém porque não votamos em socialistas" ou algo assim. Mas depois o mandatário diz que vai votar no Seguro. E agora a própria líder da Iniciativa Liberal diz que vai votar no António José Seguro. Quer dizer, só falta fazerem o funeral político à frente do país todo, eu não conheço nenhum caso na Europa em que um partido liberal de direita diz que vai apoiar um candidato socialista. Não conheço nenhum.

A crítica de André Ventura, que ainda assim desvaloriza o fato de ter todo o sistema contra si, diz que isso não o impedirá de chegar à vitória. O candidato apoiado pelo Chega esteve junto das comunidades em Zurique. Hoje chegou a Portugal para esta ação de campanha rápida aqui no Montijo, neste pré-arranque da segunda volta rumo ao Palácio de Belém.

E André Ventura continua a atacar António José Seguro por recusar participar em mais debates. Desta tarde, a informação de que António José Seguro recusou participar no debate das rádios, organizado pela Rádio Observador, Rádio Renascença, TSF e Antena Um. André Ventura aceitou. Sem a presença dos dois candidatos, o debate não se vai realizar.

E perante as críticas de Ventura, António José Seguro diz que cada um faz a campanha que quer.

Reação do candidato apoiado pelo Partido Socialista quando foi questionado sobre esta recusa para participar em mais debates.

Que nenhum candidato fez tantos debates. Portanto, é muito simples. Eu estou aqui para fazer a minha campanha. A minha campanha privilegia o contacto direto com cada portuguesa e com cada português. É isso que eu vou fazer. Portanto, cada um faz a campanha que entende. Muito obrigado.

António José Seguro, no final de uma visita ao Centro de Engenharia e Desenvolvimento em Matosinhos.

Nestas declarações aos jornalistas, António José Seguro mostrou-se também agradado por receber o apoio de Luís Marques Mendes e pediu uma legitimidade reforçada nas urnas.

O candidato apoiado pelo Partido Socialista não quis comentar os recentes apoios que tem recebido dos vários quadrantes políticos, mas questionado diretamente sobre o apoio do anterior adversário, Luís Marques Mendes, diz que ficou feliz.

No caso concreto, doutor Luís Marques Mendes, naturalmente que recebi com agrado. Foi um dos adversários na campanha eleitoral e fico feliz por ele ter expressado o seu apoio, o seu voto, a uma pessoa que está próxima dos seus valores.

Sobre as mais recentes sondagens, que dão vitória a António José Seguro na segunda volta, o candidato assume que está satisfeito com essa vantagem que parece ter em relação a André Ventura, mas diz que o resultado eleitoral é o que mais importa e aquilo que aconteceu na primeira volta não é indiferente.

Portanto, que o próximo presidente da República tenha uma força política e uma legitimidade eleitoral muito grande para o exercício da sua função. Nisso eu serei feliz se os portugueses forem felizes. Portanto, há aqui uma relação de proximidade e de identidade.

António José Seguro esta tarde em Matosinhos.

E a caminho de Belém, os apoiantes das candidaturas de André Ventura e António José Seguro demonstram ter, obviamente, visões diferentes sobre o número de debates na segunda volta das presidenciais.

Esta tarde na Rádio Observador, os representantes dos dois candidatos estiveram frente a frente, Miguel Costa Matos e Rui Cardoso estiveram aqui na Rádio Observador. Miguel Costa Matos é apoiante da candidatura de António José Seguro e fala de uma candidatura que não é de esquerda, mas sim de todo o país. Diz também que o debate que importa vai acontecer ao longo das próximas semanas, até o dia 8 de fevereiro, dia da segunda volta das presidenciais, e que o mais importante, diz Costa Matos, é ouvir as pessoas.

Nós não precisamos, sobretudo, de momentos em que André Ventura possa utilizar para lançar lama e tentar espalhar desinformação. Já tivemos vários debates, vamos ter mais um debate e, sobretudo, temos também que ouvir as pessoas no terreno. Eu acho é que há quem queira lançar aqui uma ideia de que António José Seguro não está interessado em ouvir o povo, que eles é que são os verdadeiros intérpretes do povo.

Rui Cardoso, do lado da candidatura de André Ventura, defende que o debate é necessário e por isso acusa António José Seguro De ter medo de confrontar André Ventura.

André Ventura precisa do debate, porque o debate é salutar em democracia. A gênese da democracia é a troca de ideias.

Mas vai haver debate.

Mas repare, podia haver três debates em momentos diferentes, sobre temas diferentes. Não, vocês estão com medo de debates, porque André Ventura é muito claro ao que vem. Toda a gente sabe quando for votar no dia 8 de fevereiro, o que André Ventura defende para a saúde, para a habitação, para a imigração, para os impostos.

Mas um debate de 65 minutos não chega.

Não, mas podiam haver mais debates.

Ricardo, usa também António José Seguro de querer passar por entre os pingos de chuva ao recusar novos debates. Ainda assim, apesar da insistência de André Ventura e a recusa de Seguro, os dois candidatos têm esse frente a frente já agendado para a próxima terça-feira, dia 27 de janeiro. Transmissão em canal aberto na RTP, SIC e TVI.

E o secretário-geral do PCP alerta os defensores do Serviço Nacional de Saúde porque podem estar perante uma armadilha.

Durante uma audição pública no Parlamento, Paulo Raimundo critica a postura dos dois candidatos presidenciais em relação ao setor. O líder do Partido Comunista Português considera que António José Seguro e André Ventura não apresentam soluções para os problemas do setor da saúde.

Nas eleições presidenciais, há dois candidatos. Um defende um pacto, o que está à vista, e outro vai enunciar, como tem feito, todos os males do Serviço Nacional de Saúde, sem apresentar nenhuma solução, fazendo a maior berraria possível, porque aquilo que quer transmitir é uma situação de caos. Não para o melhorar, não para responder, mas para servir o interesse do negócio.

Paulo Raimundo avisa que quem quer proteger o Serviço Nacional de Saúde não se pode levar pela conversa do caos. Alega que esse discurso serve para acabar de vez com o serviço. O secretário-geral do PCP diz também que se o país chegou ao estado atual, não foi por falta de pactos na saúde, foi pelo pacto permanente entre Partido Socialista e PSD.

E temos de olhar para as consequências do mau tempo. Desde ontem às 16h, a Proteção Civil já registou mais de 720 ocorrências relacionadas com intempérie.

Dados sobre este período em que Portugal está em estado de prontidão de nível três, numa escala de um a quatro. A Proteção Civil indica também que foram deslocadas sete pessoas, duas em Alcobaça, duas no Cartaxo, três em Cascais. Das 722 ocorrências registradas, a mais comum é da queda de árvores, com um total de 238 situações. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera diz que a queda de neve vai agora acentuar-se nas próximas horas. Previsão da meteorologista Ângela Lourenço, que explica que a queda de neve deve chegar às regiões mais a sul do território continental. Avisa também para as próximas horas, espera-se a queda de granizo, também trovoada, e deixa um alerta para a agitação marítima que se vai manter até amanhã de manhã.

E vamos, obviamente, continuar atentos ao que se está a passar em todo o país devido ao mau tempo. Agora, outras notícias que estão a marcar a tarde desta sexta-feira.

O Tribunal de Contas concluiu que a entidade reguladora dos seguros cobrou receitas acima do necessário. Foram acumulados 44 milhões de euros excedentes de tesouraria depois de 2023. A auditoria ao financiamento aponta para falhas estruturais no modelo de financiamento e na governação da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões. Para fechar, Ricardo, uma rápida sugestão para esta noite. Por aqui ainda não vamos. Estamos a aguardar pela voz, que é inconfundível.

Meu Deus.

Pedro Abrunhosa. Pedro Abrunhosa começa hoje a apresentar um novo álbum, "In Verbo". É um novo disco de originais feitos a partir de poesia. Tem 11 canções, vão ter todas videoclipe e mais tarde vai ser editado num filme, "In Verbo, o Filme".

"In Verbo"? Qual é o significado de "In Verbo"?

Pedro Abrunhosa diz que está aqui a tentar fazer um jogo de palavras. "In Verbo" é parecido com inverno e remete também para o latim "in verbo", para explicar que é na palavra que está tudo. O cantor diz que a palavra desempenha um papel importante neste novo disco e diz que o álbum é um refúgio para tentar trazer alguma ordem ao caos.

Os concertos começam hoje?

Sim, vai apresentar o disco hoje e durante o fim de semana no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, e depois 31 de janeiro, no MEO Arena, em Lisboa.

Ficar só com um bocadinho desta nova canção de Pedro Abrunhosa.

Os dois com coragem, os dois com segredo. Arrasta e arrasa.