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Jornal das 7, com Miguel Viterbo Dias. Uma das arguidas da Operação Emergente que foi detida, já foi entretanto libertada, Miguel.
Filipa Laborinho, ex-vereadora do PS em Oeiras, foi libertada. A informação está a ser avançada pela RTP. Filipa Laborinho foi detida por posse ilegal de arma. A informação foi confirmada pelo advogado Ricardo Serrano Vieira, embora não tenha confirmado a identidade da argúida, que entretanto a RTP apurou que é a ex-vereadora do PS em Oeiras. Outros dois detidos são Duarte Mural, assessor de José Luís Carneiro, e a mulher de Duarte Mural, Rute Raimão. Em causa estão os crimes de prevaricação, participação econômica em negócio, peculato, abuso de poder, também burla qualificada e fraude fiscal qualificada.
Ao jornalista José Luís Carneiro procurou afastar o PS desta investigação.
O secretário-geral socialista falou aos jornalistas esta tarde na Assembleia da República, depois do PS ter emitido já um comunicado a dar conta de que as investigações não visavam diretamente o PS. José Luís Carneiro fez questão de o vincar de viva voz.
Foi-nos transmitido que essas diligências não visam o Partido Socialista. Por outro lado, quero também garantir que tudo farei para que a legalidade seja defendida e promovida em todos os níveis de responsabilidade do Partido Socialista, seja a nível local, seja a nível nacional. Cooperaremos, como aliás o fizemos durante a manhã, com as autoridades judiciárias para que todos os factos sejam cabalmente apurados e se houver sido cometidos crimes, todos os responsáveis devem naturalmente ser responsabilizados pelos mesmos.
José Luís Carneiro, que diz ter muito pouca informação sobre a investigação em curso.
Já André Ventura cola a investigação ao Partido Socialista.
O líder do Chega reagiu às buscas na sede do PS numa declaração também na Assembleia da República, com opinião inversa de José Luís Carneiro. A acompanhar essas declarações, esteve o jornalista Miguel Pina-Andrade. Miguel, para André Ventura, o PS está relacionado com este caso?
Sim, André Ventura não tem dúvidas, garante que as buscas visam o Partido Socialista.
É evidente que visam o PS, porque senão não eram na sede do PS e não eram uma série de dirigentes do PS com centro vital na sede do PS. Quer dizer, nem fica bem dizer simplesmente que é responsabilidade de um trabalhador e que não sabe o que é que se passa. Há aqui autarcas, há aqui um assessor do próprio José Luís Carneiro, que foi assessor de António Costa também e que tem amplas responsabilidades na estratégia de comunicação do Partido Socialista. Portanto, esta é uma questão que toca o núcleo central do Partido Socialista. Isso não quer dizer que sejam culpados. Quer dizer que há esclarecimentos a dar.
Esclarecimentos é o que pede André Ventura ao secretário-geral do PS. O líder da oposição exige também um processo judicial rápido, justo e sem a habitual manta protetora socialista.
O que eu estava a apelar é que não haja uma bitola diferente quando é outro partido ou quando é o Partido Socialista. Porque parece que quando é o Partido Socialista há sempre uma espécie de manta protetora. E eu acho que tem que haver aqui responsabilidades. Nem é só o caso do Chega, mas o que seria o país hoje se isto tivesse acontecido no Chega ou no partido que governa, nacional e internacionalmente? O que seria? E, portanto, eu acho que temos que exigir o mesmo escrutínio, a mesma determinação e a mesma exigência de responsabilidade.
André Ventura, em declarações aos jornalistas nos Passos Perdidos na Assembleia da República, onde pediu esclarecimentos a José Luís Carneiro, já que considera as declarações do líder socialista insuficientes, infantis e um desrespeito pelo país. O presidente do Chega não quer atribuir já culpas, Miguel, e por isso afirma que a Justiça deve atuar de forma célere, independente, para que se chegue rápido a conclusões.
Declarações acompanhadas pelo jornalista Miguel Pina-Andrade na Assembleia da República, a reação de André Ventura a esta Operação Emergente.
E o presidente da Câmara Municipal de Lisboa pede celeridade.
É a reação, também ela célere, por parte de Carlos Moedas à investigação que envolve a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, liderada pelo PS. Carlos Moedas avisa que situações como esta minam a credibilidade das instituições.
Mas é preciso realmente aqui atuar rapidamente, porque aquilo que nós vemos é que muitos destes casos, depois as pessoas ficam durante anos com uma desconfiança, porque o caso não se resolve. E eu acho que o país tem que resolver as coisas rapidamente, que a Justiça tem que funcionar rapidamente. É só isso que eu peço. De resto, não tenho mais nenhum comentário. O que é da Justiça é da Justiça. A Câmara Municipal é um órgão eleito, a freguesia também é um órgão eleito e, portanto, cada um tem as suas responsabilidades.
As declarações do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, captadas pela SIC. Carlos Moedas fez questão de vincar que a Câmara e as Juntas de Freguesia são órgãos diferentes. O antigo presidente da Junta de Santa Maria Maior, Miguel Coelho, é um dos principais visados pela investigação e anunciou ao início da tarde a suspensão do mandato de deputado municipal em Lisboa.
E o primeiro-ministro deixou apenas uma curta reação sobre este caso.
À margem de uma iniciativa do Banco Português de Fomento em Leiria, já lá vamos também, o primeiro-ministro quis fugir à reação sobre as buscas na sede do PS, deixando apenas um curto comentário.
As instituições estão a funcionar e é assim que tem que ser, está bem?
Instituições em funcionamento, diz Luís Montenegro nesta iniciativa em que está também acompanhado pelo presidente da República.
Em Leiria, o presidente da República deixou, entretanto, um caderno de encargos ao governo.
Os dois, Luís Montenegro e António José Seguro, marcaram presença nesta iniciativa do Banco Português de Fomento sobre a recuperação da região de Leiria depois das tempestades. A acompanhar ambas as intervenções de Montenegro e de António José Seguro, esteve o jornalista Vasco Maldonado Correia. Vasco, que exigências deixou o presidente ao primeiro-ministro?
O presidente apareceu aqui mais uma vez em Leiria, neste encerramento da iniciativa, em modo fiscalizador. Ele que já apresentou um relatório sobre a gestão das tempestades, que o primeiro-ministro diz estar em grande parte integrado dentro do PTRR. Ora Seguro nota que esse programa já está a ser executado e até deixa elogios à estrutura de missão, mas aponta o caminho para o que falta fazer.
Reconstruir instalações mais resilientes, reforçar a autonomia estratégica das empresas, tornar as comunicações mais redundantes e mais seguras. Estas são algumas das lições que as tempestades nos ensinaram e que não podemos ignorar. O acompanhamento por parte de todas as entidades tem de continuar. Há ainda muito por fazer, como sabemos. Acredito que vamos melhorar e com a expectativa de que o Estado estará presente quando for necessário e nos moldes e no tempo que seja verdadeiramente útil.
Ora, a ouvir atentamente o presidente da República, na plateia estava o primeiro-ministro Luís Montenegro, que já tinha também discursado antes e traçado um retrato bem diferente entre a maneira como está a correr a resposta aos pedidos de apoio vindos das famílias e vindos das empresas.
É verdade que, no que diz respeito à situação criada em muitas famílias, nomeadamente a propósito das suas habitações, a evolução não tem sido aquela que nós desejávamos, por vicissitudes que agora aqui não é o mais importante, mas que tem a ver com a necessidade de nós termos um controle sobre o nível dos apoios que estamos a dar. Mas há uma coisa que podemos dizer: no caso das empresas, nós estamos praticamente na plenitude da concretização e realização das iniciativas a que nos propusemos.
Garantia de Luís Montenegro, que esta tarde ainda esteve reunido com António José Seguro, aqui bem perto, em Leiria, esteve este encontro de quinta-feira, que serviu para substituir o habitual encontro às terças, que esta semana ainda estava em atraso.
Pascoal Maldonado Correia, em Leiria, a acompanhar esta iniciativa com o Presidente da República e com o Primeiro-Ministro sobre a recuperação da zona centro do país.
André Ventura já clarificou o que quer fazer com a idade da reforma, quer baixar para os 65 anos ou 40 anos de descontos.
A proposta foi deixada pelo líder do Chega num debate sobre a reforma laboral esta tarde, depois de desafiado pelo Bloco de Esquerda.
Hoje mesmo passou para 66 anos e 11 meses a idade da reforma. Senhor deputado Fabian Figueiredo, nós não temos dúvidas. Nós queremos mesmo, neste país, voltar aos 65 anos de idade de reforma ou de 40 anos de descontos, porque isso é mais do que justo para quem trabalhou toda a vida neste país.
André Ventura, que ouviu depois Hugo Soares dizer que esta proposta impede os jovens de ter acesso à reforma.
É preciso dizer àqueles jovens que ali estão, senhor deputado André Ventura, se a sua proposta fosse aceite, no modelo do Chega, aqueles jovens que ali estão não iam ter reforma nem pensão, porque a Segurança Social não tinha sustentabilidade. O senhor só fala dos jovens para bater com a mão no peito, mas o senhor quer acabar com o futuro deles.
Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, a responder à proposta de André Ventura, que o presidente do Chega já disse no passado que seria uma linha vermelha para aprovar a reforma laboral.
E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira, 28 de maio.
O Tribunal de Contas aprovou a compra de 153 automotoras urbanas e regionais para a CP. O acordo foi assinado entre a empresa e também a multinacional francesa Alstom e a portuguesa DST. O investimento é superior a um milhão de euros. O ministro das Infraestruturas garante, em comunicado, ser a maior compra de sempre de comboios no país, mas os veículos só vão começar a chegar a Portugal em 2029. A despesa pública com pensões cresceu quase 50% nos últimos 10 anos. São dados do relatório do Conselho de Finanças Públicas, que diz que, ainda assim, a percentagem do PIB, a despesa pública com pensões até acabou por diminuir cerca de dois pontos percentuais entre 2015 e 2025. Isto num dia em que o Instituto Nacional de Estatística deu conta de que a idade da reforma vai subir no próximo ano para os 66 anos e 11 meses. É um aumento de dois meses face ao ano passado. A fechar, e temos falado sobre esta onda de calor em Portugal, há um novo recorde de temperaturas no mês de maio e não foi na Amareleja.
Foi onde?
Foi lá perto. Não foi na Amareleja, foi em Mora, 40,3 graus, e em Alvega, 40,1. São recordes de temperatura máxima para o mês de maio, que ultrapassam registros de 1953 e mais recentes em 2001. Ainda assim, há mais de 25 anos que não se registavam temperaturas tão altas. Neste caso, foram mesmo as mais altas neste mês de maio.
E a temperatura agora já está com tendência para descer. Hoje já começa a descer e vai descer nos próximos dias, mas o calor vai continuar. O Miguel Vitor Dias regressa às 19h30.