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São 19h01. Jornal das 19h com o Luís Soares. O governo vai anunciar no mês que vem uma reforma no Ministério da Saúde. Informação avançada esta tarde pelos ministros da Reforma do Estado e da Saúde.
Com muito poucas informações, foram declarações feitas à imprensa esta tarde no final de uma iniciativa sobre inteligência artificial na saúde e coube ao ministro da Reforma do Estado, Gonçalo Saraiva Matias, fazer o anúncio.
Serão anunciadas as linhas dessa reforma. É uma reforma que tem como objetivo a colaboração do Serviço Nacional de Saúde com os privados e nessa colaboração inclui-se, naturalmente, também a questão dos dados. A questão dos dados é muito importante, a questão da interoperabilidade, a garantia de que os dados estão disponíveis para todos. Nós hoje já temos no SNS 24 os meios complementares de diagnóstico, lá em larga medida disponíveis, mas é importante que esse alargamento também se dê aos privados e, portanto, nós consigamos constituir aqui uma capacidade de resposta à saúde entre o Serviço Nacional de Saúde e também os vários atores privados.
Uma reforma que terá como objetivo a colaboração do Serviço Nacional de Saúde com privados, a explicação de Gonçalo Saraiva Matias, lado a lado com o ministro da Saúde, no final de uma iniciativa que decorreu no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
Nove elementos de um grupo neonazi, o Movimento Armilar Lusitano, foram hoje acusados do crime de terrorismo. Planeavam atentados, nomeadamente contra o primeiro-ministro.
Era um dos alvos mencionados nessa lista que era descrita como os indesejáveis, num grupo que tinha nomes como Marcelo Rebelo de Sousa, Cavaco Silva ou António Costa. A acusação do Ministério Público foi conhecida hoje. Junta-se a nós em direto o presidente do Observatório de Segurança Interna, Luís Fernandes. Boa tarde, obrigado por se juntar a nós. Luís Fernandes, esta notícia deve preocupar-nos ou mostra, pelo contrário, que as autoridades têm capacidade para evitar crimes desta gravidade?
Boa tarde. Sim, temos que nos preocupar, que há de. Obviamente que não é comum, se pararmos para pensar um pouco e fazermos uma retrospetiva, não é comum este tipo de acusação de terrorismo, nem é comum haver grupos organizados com intenções tão malévolas para a prática de crimes. Convém também ter uma outra perspectiva. O dado mais relevante, de facto, não é a existência destes grupos terem intenções violentas, mas sim a forma como se organizam para obter informações, para criar uma estrutura efetivamente organizada, estratificada, que permita atingir o seu fim.
Isso significa que seria necessário, por exemplo, rever protocolos a nível da segurança do Estado?
Isso significa que, tal como já foi alavancado ainda há uma semana, sensivelmente, pelo professor José Alfredo Sirp, que é necessário dar ferramentas e trazer para a colação determinados elementos que serviam e que servem para estruturar uma investigação criminal coerente e que neste momento não podem ser utilizados.
Luís Fernandes.
Estou a referir-me aos métodos, em concreto, sim.
Luís Fernandes, muito obrigado por ter estado em direto conosco, presidente do Observatório de Segurança Interna, a ajudar-nos a olhar para esta notícia conhecida hoje, a acusação a um grupo de elementos de um grupo neonazi acusados hoje do crime de terrorismo.
E o diretor da Polícia Judiciária de Vila Real acredita que o homicídio de uma criança de oito anos, alegadamente pela madrasta, que é a principal suspeita neste caso de homicídio, diz o responsável da Judiciária que terá sido um crime premeditado.
E terá ocorrido num contexto de desavenças entre a mulher e o pai da criança. A mulher de 48 anos foi detida pela PJ depois de durante a madrugada ter confessado o crime e ter indicado aos polícias o local onde deixou o corpo da menina de oito anos. Isso mesmo explicou o diretor da Polícia Judiciária de Vila Real, David Martins.
A situação é que nos comunicada como um desaparecimento da criança pelo pai. A partir daí foi ativada a prevenção. A prevenção deslocou-se para o local e das diligências chegou à conclusão que teria ocorrido algo de mal à criança. A partir daí conseguimos localizar a madrasta, já na zona dela, salvo erro, em Macedo. Na companhia dela fomos realizando diligências. Ela acabou por confessar que foi a autora do crime e depois foi localizar o cadáver, que demorou algumas horas porque ela indicou-nos vários locais onde não estava.
A fita do tempo da atuação das autoridades que culminou com a descoberta do corpo da criança. O repórter do Observador, Miguel Pinheiro Correia, esteve esta tarde junto da escola onde estudava esta criança e, Miguel, não há informações de que a criança estivesse sinalizada, por exemplo, como estando em risco.
É verdade, Luís. Tivemos essa confirmação da CPCJ de que não havia nenhum processo em curso de acompanhamento desta criança agora encontrada morta. Isto não quer dizer, importa esclarecer, que antes ou antes deste momento, não possa ter havido algum outro processo Na CPCJ, reencaminhado pela CPCJ para o tribunal ou arquivado. Ou seja, a CPCJ deixa apenas a garantia de que, neste momento, não havia nenhum processo. Nós tentamos contactar o Ministério Público para perceber se tinham conhecimento de algum processo relacionado com esta criança que tivesse sido reencaminhado para o Ministério Público, para algum tribunal, mas, para já, não tivemos resposta. Nós estamos à porta da Escola Básica de Carrazedo de Montenegro, onde agora não há muito movimento. Há pouco estiveram aqui concentrados muitos pais que estavam à espera de uma turma vinda de uma visita de estudo e entre estes pais, o tema predominante era a morte desta menina e o impacto que isso terá na comunidade escolar. Nós antes estivemos também perto da casa desta criança de oito anos, isto em Celeiró, e os vizinhos disseram que viam muitas vezes a criança apanhar o autocarro para vir para esta escola e ontem não terá sido diferente. A criança entrou no autocarro, mas não terá chegado a entrar na escola, tendo sido levada pela madrasta e depois, como deste conta, como a PJ também confirmou, acabou por levá-la para uma serra. Junto à escola, os pais garantiam que hoje estiveram aqui alguns psicólogos, outros lamentavam não haver um memorial ou alguma homenagem. Havia um pai aqui com umas flores que queria entregar na escola para homenagear esta aluna. Não foi possível, mas dizem que houve apoio psicológico. Agora, a escola, para já, não prestou esclarecimentos. Tentamos entrar em contacto com eles e também ainda não prestaram esclarecimentos.
Miguel Pinheiro Correia, aqui em direto, ele que tem estado a acompanhar nas últimas horas este caso.
E há outras notícias a marcar esta tarde.
A seleção portuguesa de futebol está de regresso a Palm Beach, depois do empate de ontem em Houston, frente ao Congo. A seleção começa a preparar o jogo frente ao Uzbequistão, com a equipa de Roberto Martínez a treinar já com Rúben Dias reintegrado nos trabalhos. A segunda jornada da fase de grupos mundial arrancou com o empate entre a Chéquia e a África do Sul. Um empate a um golo. Os sul-africanos estiveram a perder boa parte do tempo, mas ainda conseguiram resgatar esse ponto. Às oito da noite, começa mais um jogo, Suíça-Bósnia, para acompanhar também com informações aqui na rádio. E Ricardo, cada vez mais se fala em carros robotizados. Em alguns estados norte-americanos já existem mesmo robotaxis. O problema é quando eles se enganam no caminho e vão por onde não devem.
Enganam-se?
É verdade, enganam-se. Também se enganam, não são perfeitos. A empresa até teve que recolher milhares de robotaxis nos Estados Unidos porque o software teve um problema que podia levar alguns destes veículos autónomos a entrar em áreas interditas de vias rápidas, sem perceberem que estavam fechadas.
Mas entrar em áreas interditas pode ser perigoso.
É verdade. E por isso a empresa alterou o sistema para reconhecer estas zonas e impedir que os veículos avançassem, mas para já tiveram que recolher essas viaturas que já existem em 11 cidades dos Estados Unidos.
Luís Soares vai regressar, não de robotaxi, mas vai regressar às 19h30 aqui à Rádio Observador.