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De Observador. Começa agora o Jornal das 7, edição do jornalista João Lourenço. João, a ministra do Trabalho insiste no processo da reforma laboral. Maria do Rosário Palma Ramalho acredita que ainda será possível recomeçar o dossiê.
E critica a postura dos partidos da oposição no processo de negociações da proposta do governo. Uma proposta que foi, esta sexta-feira, chumbada na Assembleia da República, com votos contra de toda a esquerda e também do Chega. Numa intervenção no Congresso do PSD, Maria do Rosário Palma Ramalho volta a falar numa oportunidade perdida e além dos dois maiores partidos da oposição, acusa os sindicatos de má-fé.
Todos conhecem as vicissitudes deste projeto, a transparência que lhe imprimimos, as dezenas de reuniões, o grau incrível de desinformação sistemática e a politização do sindicalismo nacional. E todos conhecem bem os nossos adversários. Uns que, por não suportarem não estar no governo, fizeram desta reforma uma afronta pessoal e outros que votam em função da sondagem do dia e das tendências do TikTok.
A ministra do Trabalho agradece ainda o apoio de Luís Montenegro ao longo deste processo, que durou quase um ano. Não descarta ainda que a reforma laboral volte para cima da mesa das prioridades do governo. Também Hugo Soares discursou em Anadia para assegurar que o governo vai continuar a cumprir o papel de diálogo no Parlamento, mesmo que perguntem como é que ainda acreditam no Chega.
Eu sei que muitos de vós hoje, quando eu cheguei ao Congresso, me disseram: "Hugo Soares, mas como é que aguenta?" Ou: "Hugo Soares já devia ter aprendido." Ou: "Hugo Soares, como é que ainda acredita neles?" Ou: "Hugo Soares, como é possível ainda ir na cantiga de alguns?" Pois eu quero dizer ao Congresso Nacional do partido, e do partido dizer ao país, que se o Chega e o Partido Socialista desistiram do país, nós não vamos desistir de os chamar à razão. Nós temos que governar e que continuar com o diálogo na Assembleia da República.
As promessas de Hugo Soares no Congresso do PSD, em Anadia.
E a ministra da Saúde afirmou ser a ministra menos popular do governo.
A titular da pasta da Saúde referiu mesmo que não pretende agradar a quem comenta no espaço público e que vai cumprir o programa do Executivo. Ana Paula Martins elogiou o governo de que faz parte e diz que não vai pactuar com os interesses instalados. No Congresso do PSD, também em Anadia, Ana Paula Martins admitiu ser a ministra mais impopular dentro do Executivo.
Enquanto governo, sabemos o que precisamos de fazer. E eu, pessoalmente, tenho a consciência que, segundo a comunicação social, sou a ministra menos popular deste governo. Mas sempre assumi que governar não implica ser popular, implica ser responsável. Não confundo popularidade com responsabilidade.
Ana Paula Martins afirmou que vai deixar o Serviço Nacional de Saúde em melhores condições do que quando entrou em funções e reivindicou ainda ter aumentado o número de médicos de família em Portugal.
O líder do PS considera ridículas as alegadas insinuações do PSD sobre uma coligação entre socialistas e o Chega.
É a reação de José Luís Carneiro às declarações de Luís Montenegro sobre o chumbo do pacote laboral do governo, que na abertura do Congresso do PSD deixou críticas quer ao PS, quer ao Chega. José Luís Carneiro respondeu, na Póvoa de Varzim, para inverter a acusação.
Todos entendem que isso é ridículo. Então alguém que andou dias e dias a encontrar-se, a reunir, a dialogar, a negociar, num autêntico jogo de máscaras, como aliás eu pude dizer, agora senti-se desfeiteado por parte desse partido e vem dizer que é o PS que está coligado com o Chega. O PS nunca teve qualquer coligação, pelo contrário. Agora, nós temos é liderado muitas propostas e há aqueles que votam essas propostas.
José Luís Carneiro considera que o país assistiu a uma tentativa de entendimento formal à direita e que acabou por falhar no momento da votação da revisão laboral. O líder socialista criticou também as declarações de André Ventura sobre um alegado acordo com o primeiro-ministro para alterar a idade da reforma.
E no desporto, Diogo Dalot revela que os jogadores da Seleção Nacional reuniram-se antes do Mundial para discutirem e prepararem a possibilidade de serem alvo de críticas durante a competição.
E foi um encontro entre os 26 convocados, que terá acontecido ainda em Lisboa. O Observador já confirmou que foi uma reunião promovida pelos jogadores e que todos os futebolistas estiveram presentes. Na conferência de imprensa, Diogo Dalot foi questionado sobre as críticas e polêmicas em torno da Seleção Nacional e também que têm surgido nas redes sociais, e foi aí que revelou esta preparação do grupo dos jogadores da equipa das Quinas.
Obviamente, quando tens um plantel, ainda para mais, quando tens o Cristiano dentro do plantel, temos que estar preparados já para um alarido um cadinho diferente do normal. E como é lógico, não fugiu à regra, mais uma vez. E eu acho que o fato de termos tido essa conversa pré-Mundial, para nos prepararmos também para estes momentos, fez com que quando essa altura chegasse, daí a mensagem, daí o fato de nós dizermos que o grupo estava blindado, porque sabíamos que isto ia acontecer.
Na conferência de imprensa antes do treino deste sábado, Diogo Dalot reconhece também que a equipa sabe que milhões de pessoas apoiam a seleção nacional, mas há outros que estão contra Portugal.
Temos milhões de pessoas que querem que Portugal ganhe. Temos algumas pessoas e muitas pessoas que provavelmente não querem que Portugal ganhe. Agora, se quiserem remar conosco, nós vamos remar, o barco não vai parar, estamos todos no mesmo barco e é isso que nós queremos passar como grupo para fora. Eu bem entendo e sei, e já estou há anos suficientes no futebol para perceber que a crítica vai fazer parte e vai ser sempre parte do processo. Não podemos fugir, nem queremos fugir.
No treino desta manhã em Palm Beach, nos Estados Unidos, destaque para a ausência de Tomás Araújo, que continua a treinar à parte. Está, por isso, em dúvida para a partida da segunda jornada do Campeonato do Mundo frente ao Paquistão.
João, vamos agora aos destaques do Mundial. A esta hora, no grupo F, os Países Baixos vencem a Suécia.
E os tentos da Laranja Mecânica tiveram o mesmo autor. Já lá vamos. Diogo Varela, a seleção da Suécia ainda pregou um valente susto aos Países Baixos antes do intervalo.
Foi um gol anulado ao central do Sporting Clube de Braga, Gustav Lagerbielke, que viu esse gol ser invalidado por fora de jogo, ou seja, evitou que a Suécia ainda pudesse-- olha o gol, 3 x 0. Três a zero para os Países Baixos. Lá está, uma pessoa distrai-se a olhar para o texto e é gol. 3 x 0 para a seleção de Ronald Koeman, para a Laranja Mecânica. E está a ser hat-trick, creio, de Brobbey. Terá sido?
A realização está a dar foco a Denzel Dumfries. Não sei se poderá ter alguma...
Ou ele no gol ou na assistência. Os dois gols iniciais foram precisamente de Brian Brobbey.
É Cody Gakpo.
É o Gakpo, mas eu não sei se não vai ser fora de jogo. Fico aqui com dúvidas. Vamos ver se há ou não fora de jogo. O que é certo é que na primeira parte, João, curiosamente, a Suécia teve mais remates e tem ainda até mais remates, nove remates para os suecos, contra cinco da turma neerlandesa, dois cantos para a Suécia e um apenas para os Países Baixos, embora a seleção de Ronald Koeman tenha mais posse de bola, 59%, mas efetivamente perde a nível de remates, também nos remates à baliza e nos pontapés de canto perante a turma de Graham Potter, o gol está confirmado e, portanto, 3 x 0 para a seleção da Laranja Mecânica, com o gol de Cody Gakpo, assistido por Denzel Dumfries, o lateral do Inter de Milão, que ao que tudo indica, irá rumar ao Real Madrid. Parece que vai ser orientado por José Mourinho. Consegue a sua assistência neste jogo e já está tudo definido, diria. Com 48 minutos, os Países Baixos, depois de terem entrado com empate, vão selar uma vitória.
Tem essa festa então de Ronald Koeman no banco da Laranja Mecânica. Três zero para os Países Baixos, num grupo F, que também vai ter esta noite o segundo jogo entre a Tunísia e o Japão, já mais daqui a pouco, às 9 p.m., jogos, neste caso, do grupo E. Há esse Alemanha, Costa do Marfim. Amanhã, o Equador disputa a partida frente à seleção do Curaçao.
Ainda no desporto, o Benfica é campeão em hóquei em patins.
Os encarnados venceram o jogo três da final da competição, frente ao Sporting. Vitória por 3 x 1 frente aos Leões no Pavilhão número um do Estádio da Luz. Gols de João Rodrigues por duas vezes e de Viti Júnior. Do lado dos verdes e brancos, o único tento foi da autoria do capitão de equipa, Gonzalo Romero. No final da partida, o timoneiro das Águias, Edu Castro, enaltece a época encarnada, que termina o campeonato sem qualquer derrota.
Este não é um título qualquer. Na melhor liga do mundo, não perdemos nenhum jogo, ganhamos todos os jogos do playoff e empatamos quatro. É inacreditável. É uma equipa que não só tem presente, tem um futuro esplendoroso e por fim, pudemos dar uma alegria como se merecia aos adeptos do Benfica.
Já o técnico adjunto do Sporting, Jorge Vieira, dá os parabéns ao Benfica e realça que a época foi longa e desgastante para os atuais campeões do mundo.
Primeiro, tudo para realizar o Benfica, porque é campeão, mas não nos podemos esquecer que a época foi longa. Tivemos seis competições, estivemos em cinco finais, um ano de renovação, levamos a três finais e ganhamos essas três finais. Por isso, tenho que estar imensamente orgulhoso dos meus jogadores, que não puderam dar mais do que poderam.
Os registros de ambos os técnicos captados pela DAZN. Os encarnados fecharam assim a série da final com três vitórias consecutivas. Com este troféu, o Benfica soma agora o 25º título na competição, menos um que o recordista Futebol Clube do Porto.
E na atualidade internacional, no Médio Oriente, o Irã reitera que voltou a fechar o Estreito de Ormuz, mas os Estados Unidos garantem que Teerão não controla a passagem marítima.
E é o que disse na última hora o porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos, que nega as alegações de que Teerão tem a via marítima encerrada. Diz mesmo que o tráfego continua a fluir e que as forças de Washington estão a monitorizar a situação para garantir que assim permaneça. Durante esta tarde, o Irã fala numa retaliação contra os ataques de Israel no sul do Líbano. Isto a justificar no encerramento do Estreito de Ormuz. O tráfego marítimo está, segundo as autoridades de Teerão, encerrado a todos os navios. Assegura ainda que vai continuar. Outras medidas vão ser planeadas e implementadas para obrigar o inimigo a cumprir as medidas presentes no memorando de entendimento.
E no conflito entre a Ucrânia e a Rússia, as forças de Kiev atingiram uma refinaria de petróleo na Sibéria.
A infraestrutura energética está localizada na cidade de Tiumen e fica a mais de 2 mil quilômetros da fronteira entre os dois países. De acordo com o assessor do ministro da Defesa da Ucrânia, Serhii Sternenko, a refinaria de petróleo produz entre 7,5 a 9 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano. Vários moradores relatam ter ouvido pelo menos duas explosões. No entanto, as autoridades russas afirmam que o ataque à refinaria foi repelido por defesa aérea. Já o Kyiv Independent cita informações do exército ucraniano. Diz ainda que, neste caso, Kiev atingiu quatro compressores de gás na Crimeia e uma ponte sobre o estreito de Henychyk, que liga, neste caso, a Crimeia à região de Kherson.
E é o ponto final no Jornal das sete, edição do jornalista João Lourenço. Está de regresso às 19h30. Até já.
Até já.