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Jornal das 7, com o jornalista Miguel Pinto Dias. O Presidente da República pede resultados rápidos no esclarecimento dos casos que envolvem Luís Neves.

António José Seguro pede celeridade nas investigações e reitera a necessidade de proteger as instituições. O Presidente da República reagiu esta tarde, em Viseu, à abertura de uma auditoria à Polícia Judiciária, ordenada pelo Ministério da Justiça. Seguro pede rapidez e defende que cada titular de um órgão de soberania deve agir para preservar as instituições e a democracia.

Eu reafirmo aquilo que disse na semana passada em Marvão e, designadamente, a necessidade de todos nós termos responsabilidades, quer individuais, quer como titulares de órgão de soberania, de preservarmos e defendermos as instituições da democracia e do Estado de direito democrático. É, aliás, nesse sentido que eu interpreto a recente decisão da Ministra da Justiça à Polícia Judiciária. E o que é importante é que, tanto esta auditoria como as investigações criminais que estão a decorrer, produzam resultados o mais rapidamente possível para que nós possamos ter conhecimento dessas mesmas conclusões. É muito importante que cada um, no âmbito das suas competências constitucionais, atue de acordo, de forma a preservar o Estado de direito democrático e as instituições da nossa democracia.

A tomada de posição do Presidente da República, António José Seguro, aos mais recentes desenvolvimentos sobre as polémicas que envolvem Luís Neves, à margem da inauguração da Feira de São Mateus, em Viseu.

Entre esses desenvolvimentos, há o facto de a Ministra da Justiça ter ordenado esta tarde uma auditoria à Polícia Judiciária.

A ministra Rita Alarcão Júdice decidiu instaurar uma auditoria que será feita pela Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça. De fora fica a questão do transporte do atrelado, tendo em conta que o caso já está a ser investigado pelo Ministério Público. A informação foi revelada pelo semanário Expresso. Ao mesmo tempo, a ministra pediu também uma avaliação interna à PJ sobre o funcionamento desta força policial. Pouco depois de ser conhecida a decisão, Luís Neves diz que a colega de governo fez bem em avançar com a iniciativa.

A senhora Ministra da Justiça ordenou e ordenou bem. Eu já disse que estou absolutamente tranquilo e ainda bem que todas essas auditorias, investigações, averiguações, audições se façam para que, no final, a verdade de tudo venha ao de cima. Portanto, quero dizer que estou absolutamente tranquilo e também que estou desejoso, se necessário for, de colaborar e contribuir com o meu conhecimento para essas questões.

Luís Neves a responder à abertura de uma auditoria à Polícia Judiciária por parte da Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça.

Luís Neves, que vinca que foi ele, o próprio, a pedir a intervenção do Tribunal de Contas sobre a gestão financeira na Polícia Judiciária.

O Observador já tinha revelado que a gestão do Luís Neves tinha sido perdoada, apesar de terem sido apontadas infrações financeiras à liderança do agora ministro. Entretanto, o Ministério Público pediu o julgamento de Luís Neves junto do Tribunal de Contas, que podia ser evitado com o pagamento de uma multa. Como Luís Neves entende que não cometeu nenhuma infração, pediu ao tribunal para ser julgado. Em causa está um contrato para a compra de combustível e um outro com uma agência de viagens, em que não foram respeitadas as regras da contratação pública. Esta tarde, em Leiria, o ministro disse aos jornalistas que a ida a tribunal vai provar que o ato de gestão que praticou vai permitir ao Estado poupar muito dinheiro.

Contrariamente àquilo que tem vindo a ser dito, fui eu que requeri a intervenção do Tribunal de Contas. A Polícia Judiciária foi inspecionada, quer dizer, nos últimos anos, a Polícia Judiciária teve inúmeras inspeções, em que saímos bem globalmente delas. Numa inspeção do Tribunal de Contas, há dois factos que nos foram apontados com relevância. E o Tribunal de Contas entendeu que o contraditório que a Polícia Judiciária apresentou era suficiente e deu o assunto como encerrado.

Luís Neves, em declarações à comunicação social esta tarde, à margem de uma ação de formação sobre o SIRESP, o sistema de comunicações de emergência.

E o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Droga da Judiciária diz-se tranquilo com a auditoria lançada pela ministra.

João Oliveira mostrou-se tranquilo com a medida decretada pela Ministra da Justiça. Em entrevista à RTP, o diretor desta unidade de combate ao tráfico de estupefacientes diz que não é um ou outro caso que vão manchar a imagem de competência da PJ.

Eu, em termos mais particulares, e seguramente a instituição, estará muito confortável, porque não é a parte que faz o todo. E, portanto, a força da Polícia Judiciária vem da riqueza, da robustez, dos seus princípios, dos seus valores. Valores, desde logo, da legalidade, o garante do princípio da legalidade e da Constituição.

João Oliveira em entrevista à RTP, o diretor desta unidade que falou sobre a morte de um dos suspeitos na operação que apreendeu cinco toneladas de cocaína em Sines. João Oliveira diz que o homem não era informador da PJ e que está a decorrer um inquérito para apurar as causas da morte, mas reconhece que o suspeito era uma peça importante desta investigação.

O Ministério da Educação garante que as notas dos exames da segunda fase serão afixadas amanhã, bem como os resultados das revisões da primeira fase.

Em comunicado, o Ministério da Educação refere que os resultados da segunda fase serão enviados às escolas ainda hoje, algo que o Júri Nacional de Exames já tinha informado aos diretores escolares. A acontecer, o ministério consegue assim que o calendário definido seja cumprido. Depois de divulgadas as notas, as escolas poderão também enviar aos alunos as versões digitalizadas das respectivas provas, à semelhança do que aconteceu durante a primeira fase. Também hoje foi conhecida a intenção do governo de abrir vagas adicionais para os alunos prejudicados com o processo de correção dos exames. A promessa foi feita pelo ministro da Educação e revelada ontem pelo Bastonário da Ordem dos Advogados. O objetivo é garantir o princípio da igualdade no acesso ao ensino superior.

A Federação Portuguesa de Futebol está alinhada com os restantes membros da UEFA na oposição à comercialização dos Mundiais.

Uma proposta do presidente da FIFA, que entretanto já caiu, para a venda de uma parte dos Campeonatos do Mundo a privados. De acordo com uma carta a que a Agência Lusa teve acesso, o presidente da Federação, Pedro Proença, partilha a posição nacional sobre a polêmica proposta de Gianni Infantino. A carta foi enviada aos sócios da Federação Portuguesa de Futebol e aos clubes dos três principais escalões, cujos campeonatos arrancam este fim de semana. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol manifesta assim oposição a esta iniciativa. Diz na carta que o modelo proposto pela FIFA não pode ser acolhido por quem tem o dever de proteger o jogo e também de preservar o seu legado para as gerações do futuro.

A Ministra do Desporto reforça o compromisso de Portugal com Marrocos e Espanha para a organização do Mundial 2030.

É a resposta do governo à carta do partido Livre, que enviou uma missiva ao primeiro-ministro e à Federação Portuguesa de Futebol a pedir que Marrocos abandone a organização do Mundial, na sequência da entrada massiva de migrantes em Ceuta, oriundos de Marrocos. Margarida Balseiro Lopes garante o total empenho de Portugal para com os países parceiros e promete o melhor campeonato do mundo de sempre.

O governo está totalmente empenhado em, com aqueles que são os nossos parceiros, com Espanha e com Marrocos, organizar o Campeonato do Mundo de 2030. Nós queremos que seja um evento de excelência do ponto de vista desportivo competitivo, mas queremos também que seja um momento alto de encontro entre povos, entre culturas. Estamos totalmente comprometidos, temos vindo a trabalhar. Há várias áreas governativas, obviamente, além da área do desporto, precisamente comprometidas com a garantia de que este vai ser o melhor mundial de sempre.

A garantia de Margarida Balseiro Lopes, em declarações à RTP, à margem da Volta a Portugal em bicicleta, sobre o Mundial 2030, organizado por Portugal, Espanha e também por Marrocos.

E a esta hora estamos em contagem decrescente para a primeira mão da terceira pré-eliminatória de acesso à Liga Europa, que se vai jogar no Estádio da Luz.

O Benfica entra em campo frente ao Hearts às 20h, no Estádio da Luz. Jogo com relato na Rádio Observador, numa emissão especial que arranca daqui a menos de meia hora. É por lá que já está o Manuel Conceição Carvalho. Manuel, não sei se a esta hora já temos a oportunidade de conhecer os 11 iniciais para a partida.

Miguel, boa tarde. Já temos e já temos também algumas novidades. Há estreias no 11 titular eleito por Marco Silva, que coloca desde logo Samuel Soares. Na baliza, Anatoliy Trubin vai para o banco de suplentes e é Samuel Soares, guarda-redes formado na formação do Benfica, que iniciará este encontro. Uma linha de quatro defesas no 11 titular do Benfica, formada por Alexsandar Bah de um lado, Samuel Dalot do outro, Clément Lenglet, o reforço, atuará nesta defesa com Tomás Araújo. Meio-campo a três, os dois homens mais recuados com Enzo Barrenechea e Leandro Barreiro. O terceiro médio será Sudakov. Lá na frente, outra novidade, Gianluca Prestianni entra no 11 titular das Águias. À esquerda estará Rafa Silva no apoio a Vangelis Pavlidis. Ora, a equipa visitante, o Hearts, a equipa escocesa orientada por Huub Steven, o treinador belga escolhe pra baliza o neerlandês Beau Reus, uma linha de quatro também. Harry Milne, à direita Jordy Altena, também dos Países Baixos. Oisin McAnty e Stuart Findlay serão os defesas centrais de uma defesa que conta também com o meio-campo com uma linha de quatro, dois alas, um deles à direita, Calvin Miller, o escocês que tem no seu lado oposto o seu homólogo Alexandros Kiziris, o grego número 89 estará no corredor esquerdo da equipa visitante. Blair Spittal e Laurent Mendy serão os homens do centro do terreno. Kabore será um dos mais adiantados, que terá a companhia de Cláudio Braga, um avançado português que representa a equipa visitante do Hearts. Um encontro que terá arbitragem de Marianne Baru e terá acompanhamento a partir das 20h, na Rádio Observador.

A emissão especial arranca às 19h30, aqui na Rádio Observador, com os 11 agora dados a conhecer por Manuel Conceição Carvalho, que estará no relato desta partida.

E há outras notícias a marcar esta quinta-feira.

O Irão estará a preparar uma lei para proibir navios dos Estados Unidos e de Israel de passarem no Estreito de Ormuz. A proibição deverá estender-se também a outros países considerados hostis. A informação é avançada pela Agência de Notícias Fars, que cita um parlamentar iraniano. A proposta prevê ainda multas de até 20% do valor da carga, em caso de violação das restrições impostas pelo Irão neste estreito. Na Volta a Portugal em bicicleta, o português Francisco Campos, do Tavira, venceu a primeira etapa, que terminou em Sintra. Numa fuga ao pelotão na reta da meta, o português chegou na frente, mas na classificação geral é o campeão olímpico de ciclismo de pista Rui Oliveira, da Emirates, que veste a camisola amarela, tem três segundos de vantagem sobre Rafael Reis, da Anicolor. No final da etapa, à RTP, Rui Oliveira diz que está a cumprir um sonho.

Tem sido um turbilhão de emoções. Já a fazer ontem segundo, vesti a laranja. Hoje, vesti de amarelo. Amanhã, uma etapa inteira de amarelo. Vou tentar desfrutá-la. Sei que muita gente está contente por mim. Sim, estou muito orgulhoso por ter deixado toda a minha família, todos os meus amigos, toda gente que gosta de mim, toda gente que acreditou em mim nestes anos, que eu podia estar nas melhores corridas e ser uma referência. E aqui está, vesti de amarelo na Volta a Portugal, na minha primeira. É um sonho.

Um sonho que o novo camisola amarela vai cumprir amanhã na estrada, na etapa de 180 km entre Sines e Albufeira. Já na Volta à Polónia em bicicleta, João Almeida esteve envolvido numa queda grave. Chegou com 16 minutos de atraso. O futuro ainda não é conhecido, tendo em conta que o português está escalado para participar na Volta a Espanha, que arranca dia 22 deste mês.

E o Miguel Vitor Dias ainda vai regressar às... Não, já não há, já não há Sintra, é isso?

Ficará. Dá Sintra, às 19h30, é verdade. Já me estava a querer escapar.

Estavas aqui a fazer sinal.

Corro mal.

Ainda há Sintra antes de irmos para Lisboa.

Já ia descartar isto para o Martim Ano.

Não, ainda há Sintra. Ainda há Sintra às 19h30.