Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Vai arrancar o julgamento. Muito boa noite, edição das 20h com José Rafael Lopes. A começar exatamente com a corrida a Belém. O ex-presidente do CDS, Ribeiro e Castro, critica a alergia que tem existido à possível candidatura de Gouveia e Melo a Belém.

Posição defendida aqui na Rádio Observador, no programa "Tira-Teimas", o histórico do CDS diz não concordar com as críticas que têm existido à possível candidatura do almirante à Presidência da República. Ribeiro e Castro sublinha que qualquer candidatura é válida.

Acho que o Almirante Gouveia e Melo tem todo o direito de se apresentar. Não partilho da alergia que uma pessoa que foi militar possa candidatar-se. Acho que tem todos os direitos democráticos, mas enfim, não sabemos ainda quem serão os candidatos. Portanto, acho que é muito prematuro estarmos a comentar presidenciais.

Já o social-democrata António Capucho afirma que se o almirante for mesmo um dos candidatos às presidenciais, é muito provável que exista uma segunda volta das eleições.

Avançando o almirante, como é expectável, com a intenção de voto que tem agora, acrescido evidentemente até lá pode crescer um pouco, e com a dispersão de votos à direita, ao centro e ao centro-esquerda, e com a pulverização de candidaturas, é possível e muito provável que haja uma segunda volta do senhor almirante contra um dos três candidatos que eu já referi anteriormente, se for essa a vontade deles.

O antigo ministro do PSD, António Capucho, afirma que se Aguiar Branco, António José Seguro e o almirante Gouveia e Melo forem os candidatos a Belém, a segunda volta das eleições é muito provável.

Ainda no tema das presidenciais, António Campos, antigo braço direito de Mário Soares, diz que a cultura portuguesa tem uma certa atração por fardas.

Numa alusão à possível candidatura do almirante Gouveia e Melo a Belém, ouvido no "Direto ao Assunto" da Rádio Observador, António Campos defende que é preciso conhecer também as ideias do almirante. Sublinha, ainda assim, a importância que é dada ao fato de Gouveia e Melo ser militar.

É um país que gosta de certeza absoluta de uma coisa: é de uma farda. A farda é sempre um símbolo da força. Isso aí tem sempre, dentro da cultura portuguesa, uma atração. Eu não vejo problema, já nós tivemos um outro, o senhor Alianças, mas o que eu lhe digo é que isso é um símbolo, não é de ideias.

António Campos, ouvido no "Direto ao Assunto" da Rádio Observador, sobre a sessão solene a Mário Soares, feita hoje no Parlamento, o socialista número um do PS condena o caminho seguido pelo partido nos últimos oito anos. Diz mesmo que o Partido Socialista não tem honrado o legado de Mário Soares. António Campos deixa ainda uma ressalva: se o fundador do PS fosse vivo, o Chega não existiria.

Não tem honrado nada. Os últimos oito, nove anos, têm sido uma estratégia que é um bocado muito diferente da de Mário Soares. O Mário Soares, por exemplo, tinha uma noção de que o mais importante era consolidar a democracia em Portugal. Com Mário Soares, o Chega nunca existia.

António Campos, em declarações na Rádio Observador. O centenário de Mário Soares foi hoje assinalado com uma cerimônia na Assembleia da República. Amanhã, o Partido Socialista tem marcado um jantar comemorativo do centenário de Mário Soares em Lisboa. São esperadas 2500 pessoas, com intervenções de Pedro Nuno Santos, Manuel Alegre e também a filha e neta de Mário Soares.

Mudando agora de tema, a greve da função pública registou uma adesão entre 50 e os 90% em setores como educação e também a saúde.

Dados da Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública, que avança ainda que a greve teve maior expressão na zona Norte do país. De acordo com o vice-secretário-geral da FESINAP, a paralisação nos setores da saúde, educação e municípios terá atingido no Norte os 90%. Hélder Sá fala em muitas consultas que foram adiadas e escolas que ou não funcionaram ou fizeram-no com números insuficientes de trabalhadores. Segundo o líder sindical, a adesão é de louvar. Diz ainda que é preciso continuar a luta para que o governo não olhe apenas para as carreiras especiais e para as forças de segurança. Entretanto, a FESINAP pediu reuniões às tutelas em causa.

Agora 08h04min. Quanto ao presidente da República, promulgou hoje o decreto lei que prevê aumentos salariais para enfermeiros.

Uma subida de pelo menos €300 até 2027, subindo de imediato €150 com efeitos retroativos a 1 de novembro. Uma medida que vem na sequência do acordo alcançado em setembro entre o Ministério da Saúde e cinco sindicatos dos enfermeiros. Ora, na reação, a presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Guadalupe Simões, considera que esta nova grelha salarial não vai ajudar a resolver os problemas no setor.

É verdade que há alguma valorização da grelha salarial dos enfermeiros, mas ela é bastante insuficiente e veja-se que, quer o início da categoria de enfermeiro especialista, quer o início da categoria de enfermeiro ficam aquém daquilo que são os inícios das carreiras técnicas dos superiores de saúde. Continua a não haver equidade externa da carreira dos enfermeiros com as restantes carreiras e mesmo em termos de equidade interna, a valorização dos enfermeiros todos é praticamente inexistente nesta alteração à grelha salarial.

Face às divergências entre enfermeiros e o governo, o sindicato promete continuar a luta pelo que considera ser uma grelha mais justa para os profissionais.

Esperamos que ainda paguem aquilo que está previsto agora e que a Secretária Ministra da Saúde afirmou ser sido um acordo histórico. Esperemos que paguem todas as instituições já agora em dezembro e depois, naturalmente, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses continuará a exigir aquilo que é, de fato, a efetiva valorização da carreira.

A reação do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses depois da promulgação do decreto de lei por Marcelo Rebelo de Sousa. De acordo com uma nota publicada no site da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa aprovou o diploma do governo que procede à alteração do regime da carreira especial de enfermagem. Deu luz verde também às novas tabelas remuneratórias nas entidades públicas, empresariais e nas parcerias em saúde.

E agora também na Operação Marquês, 10 anos depois do início do processo, vai arrancar finalmente o julgamento.

Ainda assim, pode haver novo obstáculo no horizonte. O Supremo Tribunal de Justiça pode ainda atribuir efeito suspensivo ao recurso pendente apresentado pelo primo de José Sócrates, José Paulo Pinto de Sousa, contrariando assim o entendimento da Relação de Lisboa, que ordenou a descida do processo à primeira instância. O redator principal do Observador, Luís Rosa, explica o que está em causa.

Só há uma hipótese de o julgamento não começar ou de ser suspenso, que é o primo de José Sócrates reclamar para o Supremo Tribunal de Justiça do efeito que foi dado pelo juiz embargador ao seu recurso. Foi um efeito volutivo e o primo de José Sócrates deve querer que o recurso tenha um efeito suspensivo. Só se o Supremo Tribunal de Justiça der razão a essa reclamação é que eventualmente o julgamento pode não começar já.

Para já, José Sócrates vai mesmo a julgamento, assim como os outros 21 arguidos estão acusados de mais de 110 crimes. Luís Rosa considera ainda que a próxima etapa do processo deve ter início entre junho e outubro do próximo ano.

E a greve dos maquinistas da CP levou hoje à supressão de mais de 75% dos comboios até às 19h.

São os dados mais recentes divulgados pela transportadora. Dão conta de que circularam até essa hora 260 dos mais de mil comboios programados, ou seja, quase 800 comboios foram suprimidos. A greve afetou todos os serviços da CP em Lisboa, Coimbra e no Porto, desde comboios de longo curso até aos serviços regionais e urbanos. Recordo que esta paralisação foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses. Em causa, a ausência de clarificação do governo sobre a relação entre sinistralidade ferroviária e a taxa de álcool destes trabalhadores, que exigem também condições de segurança adequadas.

Agora 08h08. E para fechar, Zé, que outras notícias estão para já a marcar a atualizada?

O presidente da República espera que o acordo entre a União Europeia e o Mercosul seja rapidamente confirmado pelo Parlamento Europeu e pelos Estados-membros. Fala num entendimento que beneficia países, empresas e pessoas. Numa nota divulgada no site da presidência, Marcelo Rebelo de Sousa saúda também a conclusão das negociações no Uruguai. O projeto Paraíso Hoje é o escolhido para representar Portugal na Bienal de Veneza de Arquitetura no próximo ano. Os autores do projeto são os curadores Paula Melânia, Pedro Bandeira e Luca Martinucci, além dos curadores adjuntos Catarina Raposo e Nuno Cera. A representação vai contar com o montante de mais de €400 mil. A exposição decorre entre 10 de maio e 23 de novembro do próximo ano. A fechar, o primeiro-ministro da Hungria ameaça travar o próximo orçamento europeu se Bruxelas não desbloquear os fundos pendentes. As negociações para o próximo quadro financeiro plurianual são esperadas apenas no segundo semestre do próximo ano, mas o chefe do Estado húngaro já levantou a hipótese de bloquear, de forma condicional, os pagamentos pendentes de verbas nacionais à União.

Final do jornal das oito, com José Rafael Lopes. A informação daqui a pouco, às 08h30. A seguir, com João Paulo Secador, a primeira parte do Convidado Extra. Então até já.

Até já.