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Observador. As notícias com Miguel Viterbo Dias.

Boa noite. André Ventura pede a suspensão da multa por manter na rua os cartazes sobre a etnia cigana. O advogado que representa o candidato presidencial e líder do Chega apresentou um requerimento para suspender a decisão do tribunal até que seja entregue um recurso junto das instâncias superiores. O candidato invoca o direito à liberdade de expressão e, neste requerimento de urgência, diz que se deve aguardar a pronúncia dos tribunais superiores até que a decisão de obrigar à retirada dos cartazes seja considerada definitiva. André Ventura pede, por isso, a suspensão desta decisão. No início da semana, o tribunal condenou o Chega a retirar todos os cartazes da campanha presidencial com a frase "os ciganos têm de cumprir a lei", estipulando um prazo de 24 horas para que tal aconteça, a partir do qual terá que ser paga uma multa. André Ventura não retirou os cartazes, informando que iria pedir recurso desta decisão. O presidente do Chega, que pede uma evocação dos valores cristãos na época do Natal, diz que é altura para afirmar os valores culturais. Numa mensagem publicada nas redes sociais, André Ventura fala em valores invertidos na sociedade atual.

Neste Natal, gostava também que fôssemos claros e firmes em assumir os nossos valores e a nossa cultura. Natal é luz, mas são também os nossos valores cristãos, são também a base da nossa civilização, são também a base da forma como vivemos, como gostamos de nos integrar, como gostamos de ver as nossas famílias e a nossa celebração. Natal é assumir os valores cristãos de Portugal e da Europa. E eu gostava que neste Natal também fizéssemos esse caminho.

O candidato presidencial que elegeu a habitação e a segurança como dois dos temas prioritários.

Nós temos muitos desafios pela frente. Temos que garantir que todos tenham a habitação que precisam para poder estar em família e viver no país seguro que nos prometeram, para que essa família esteja em segurança. Nós temos desafios enormes na saúde, na habitação e na segurança. Temos que fazer com que este Natal seja também luz sobre esses temas e sobre essas preocupações dos portugueses. É para isso que eu espero contribuir.

André Ventura, na mensagem de Natal publicada hoje ao final de tarde e em que referiu ainda os trabalhadores do setor da saúde e segurança que estão esta noite de serviço. Luís Marques Mendes diz que o atual presidente é um exemplo de proximidade aos portugueses, um elogio e um exemplo de presidência que quer seguir caso venha a ser eleito. O candidato a Belém esteve em Braga, onde participou na tradicional Festa do Bananeiro. E foi aí que Marques Mendes fez um balanço da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa.

Toda a gente no final do mandato pode olhar para o presidente e dizer: "Ele tem coisas boas, tem coisas menos boas, teve coisas certas, teve coisas menos certas, mas isso acontece com todos." Agora, eu acho que ele teve uma coisa que é muito positiva, que é uma relação de proximidade com as pessoas. As pessoas querem estar próximas de quem exerce o poder para poderem mostrar os seus abafos, os seus estados de alma, colocar as suas questões, as suas ambições. Eu acho que o professor Marcelo Rebelo de Sousa fez isso. E eu, se for presidente, nessa parte, tenciono fazer o mesmo.

Marques Mendes distanciou-se apenas na tradição de Natal. Se for eleito, vai optar por Braga, ao invés da ginjinha, no Barreiro. O candidato apoiado pelo PSD foi ainda questionado pelos jornalistas sobre que candidato gostaria de defrontar na segunda volta, caso chegue a essa fase da corrida ao Palácio de Belém.

Um presidente da República não tem que dizer tudo o que pensa, mas deve pensar em tudo o que diz. É aquilo que alguns dos meus adversários não fazem, não pensam em tudo o que dizem. E, portanto, eu, jogando com estas duas frases, devo dizer que tenho isso na minha cabeça, mas não posso transmitir em público.

Quem é que precisa de pensar mais antes de falar, em concreto?

Vários dos meus adversários. Eu acho que eles deviam seguir esta máxima.

Luís Marques Mendes, nas declarações aos jornalistas em Braga, que deixou este conselho de Natal aos outros candidatos a Belém. No Barreiro, o presidente da República critica a demora do Parlamento para eleger os conselheiros de Estado. Marcelo Rebelo de Sousa está à espera há meio ano que sejam eleitos cinco membros do Conselho de Estado escolhidos pela Assembleia da República e era com estes conselheiros que o presidente queria analisar a situação na Ucrânia e os impactos do conflito no leste da Europa.

A Ucrânia é um tema fundamental na nossa vida. Não parece sensato, quando se estão a tomar decisões fundamentais sobre a Ucrânia e não são discutidas em Conselho de Estado. Quer dizer, a posição da Europa em termos de apoio financeiro à Ucrânia, que compromete os Estados para o futuro, um empenhamento militar ou não, português, numa hipótese de cessar-fogo no futuro. Não é muito natural que o presidente da República saia de funções sem que o Conselho de Estado, com a composição que tem, não possa apreciar essa matéria.

O lamento do presidente, que no dia da véspera de Natal almoçou no Barreiro e cumpriu a tradição de beber ginjinha, apesar das limitações de saúde este ano.

Fiz questão de vir aqui, porque é uma tradição. Foram 10 anos consecutivos e passou a ser uma tradição na minha vida. Para o ano cá estarei. Eu prometi ao presidente, cá está ele, está ótimo. No meio disto tudo, o presidente também esteve doente e depois recuperou.

Como está o seu estado de saúde, presidente?

O meu estado de saúde está bom, recupero, mas sabe que quando se mexe no intestino, corta aqui, corta acolá, causa aqui, causa acolá, isso demora tempo a recuperar. Tem que ser um regime alimentar próprio. Não se pode comer tudo, não se pode beber álcool. Há sim coisas que têm que se fazer. Mas eu bebi, um bocadinho de ginjinha. Não devia ter bebido, mas bebi.

Em nome da tradição que promete Marcelo Rebelo de Sousa vai continuar a ser cumprida depois de deixar o Palácio de Belém, o presidente da República lembrou ainda o ano de 2023, com o caso das gêmeas. Diz que em tempo oportuno fará as pazes com o filho Nuno Rebelo de Sousa. Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou ainda que os debates presidenciais foram esclarecedores para os portugueses. E entre as mensagens de Natal dos restantes candidatos, Henrique Gouveia e Melo deixa um retrato do Portugal em que acredita. O candidato à Presidência da República deseja que a quadra festiva traga o essencial: solidariedade, justiça e coragem para decidir e deixa o retrato do país que quer.

Acredito profundamente num Portugal coeso, que não se resigna e não deixa ninguém para trás. Num país que sabe decidir, agir, proteger quem trabalha, quem cria valor, quem cuida e quem constrói o futuro. Num Portugal que protege os mais frágeis, valoriza os jovens, respeita os seus mais velhos e não fecha os olhos à violência que tantas mulheres ainda sofrem dentro de casa. Um país que afirma, sem ambiguidades, que a dignidade humana não se negoceia e que a violência nunca é aceitável.

Henrique Gouveia e Melo, em tom natalício, diz que Portugal precisa de um rumo claro, de seriedade e de liderança. Deixa ainda um apelo final de esperança e confiança no futuro. No futebol, João Félix marcou e Ronaldo assistiu na vitória do Al-Nassr para a Liga dos Campeões da Ásia. O Al-Nassr venceu o Al-Zaroa por 5-1, fechou a fase grupo da Liga dos Campeões Asiática com seis vitórias em seis jogos. Cristiano Ronaldo fez hoje a estreia na competição. Entrou já com 4x0 no marcador, mas fez ainda uma assistência para o gol de João Félix num chapéu ao guarda-redes. Para além da Liga dos Campeões, o Al-Nassr, orientado por Jorge Jesus, lidera também o campeonato saudita com mais quatro pontos do que o Al-Hilal, outra equipa que JJ treinou no passado.