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Relatório de jogo na Rádio Observador. Nos próximos minutos vamos falar do encontro entre o Sporting em casa do Shakhtar, casa emprestada. Tiago Fernandes mexeu na equipa, ele que é treinador interino, conquistou os três pontos. Idrissa Doumbia marcou o único golo. E Gabriel, muito boa noite. Seja de novo bem-vindo à Rádio Observador. O Sporting é verdade que sai de Londres com um triunfo, mas não com uma grande exibição. Que notas é que retiras desta partida?

Boa noite para todos. Em Londres, a mediocridade futebol pisou o relvado de Stamford Bridge, portanto, no país da Premier League, e isto num jogo de Champions. No que diz respeito ao Sporting Clube Portugal, o lado positivo exatamente da vitória, os três pontos que deixam em aberto a qualificação à fase seguinte da Champions 26/27, com um tesouro financeiro que esses mesmos pontos conquistados oferecem. Portanto, ganhar é a condição necessária para ter esse pecúlio. O resto, um jogo medíocre. O Shakhtar não conseguiu defender a altura e definir a altura daquilo que foram as deficiências do Sporting, e muitas no meio-campo, na defesa, nas transposições, no coletivo, naquilo que são os automatismos do futebol, nos ritmos, nas combinações. Mas mesmo assim é preciso dizer que Rui Silva, que regressou aos postes, ou entre postes, à rede, esteve à altura dos acontecimentos em dois, três lances, que foram lances importantes naquilo que é depois, no final, a vitória do Sporting, que é o fundamental. Para o Sporting é uma mudança de sistema impensável, sem trabalho.

Surpreendido, Gabriel?

Sim, é impensável, sem trabalho tático, sem trabalho técnico. Isto é dizer aos jogadores: "Pronto, conversou com os jogadores, mas tudo isto necessita, obviamente, de trabalho e critica-se tanto que se faz, não se trabalha e depois aparece." É uma situação que deixa naturalmente muito a pensar. A verdade é que não houve desenho no jogo do Sporting. O lado esquerdo do Sporting não existiu, sem reação do banco até ao último minuto, praticamente, foi quando o futebolista Max Era ou saiu completamente fora do jogo. Esteve praticamente fora do jogo o tempo todo. Doumbia marcou um golo. Sim, marcou, mas também independentemente de jogar mais adiantado, mais junto àquilo que é o seu espaço, não se articulou. Mas tudo isto precisa de trabalho.

Este Sporting estava demasiado perdido?

Completamente, em momentos perdeu-se completamente. Até o próprio Soares esteve longe de si, daquele cafeteiro que todos nós obviamente damos nota e que gostamos de ver, porque é de facto um futebolista de grande qualidade. No meio disto tudo, neste meio-campo do Sporting, que foi uma autêntica piscina onde o Shakhtar se sentiu a partir, sobrou e bem, com nota positiva, Anderson. Muito bem Anderson. Sempre atento, sempre concentrado, sempre disciplinado, ocupando bem o espaço, pisando bem os terrenos que tinha que pisar, muito oportuno nos duelos. Bom jogador. E obviamente que é um jogador que deixa uma nota muito interessante e, só sei eu e na minha opinião, é o jogador que esteve à altura daquilo que são os acontecimentos e foi o jogador do Sporting, portanto, o jogador que se pode dizer que esteve ao nível daquilo que é uma Champions.

E já vamos ao melhor e ao pior desse encontro. Para já, Gabriel, Paulo Fonseca será o homem que se segue no comando técnico do Sporting. Terá tirado muitos apontamentos deste encontro?

Eu acho que Paulo Fonseca está a tirar apontamentos de tudo o que vem de anterior, porque este encontro é algo inacreditável. Mudar-se aqui a um único jogo, de um funcionário que é treinador e que naturalmente foi colocado porque era aquele que estava mais apto e capaz, mas não tem aquilo que nós podemos, obviamente, reportar de estudo, a não ser pensar que, de facto, o Paulo Fonseca, que para este tipo de tática que o treinador em serviço em Londres trouxe ao Sporting, ele tem que ser altamente trabalhado, mas mesmo muito trabalhado. Agora vamos aguardar por aquilo que Paulo Fonseca vai, de facto, definir em relação à época e obviamente depois a partir daí saber. Porque ele sabe que mesmo mudando de sistema, vai mudar o sistema de forma obviamente gradual, implementando aquilo que são as suas metodologias e fazendo com que os jogadores também as entendam, que obviamente são jogadores com cultura tática hoje, portanto treinados, mas há que haver aqui um trabalho de conjunto, de coletivo, individual. Há aqui todo um trabalho de entrosamento. Por isso é que se diz entrosar as equipas. Não é chegar: "Agora é assim." Não, isto não são robôs a quem se dá um toque e depois deita-se na máquina com os botões a tocar neles. Não, não é assim. Portanto, eu acho que este Sporting hoje ganhou, ainda bem para o Sporting Clube Portugal, ainda bem para o futebol português, porque são três pontos, além de tudo o que é fator financeiro. Mas Tiago Fernandes, o cunho que deu em termos de centro tático.

Quis mostrar Tiago Fernandes.

Quis mostrar serviço. Ganhou, mas a verdade é que Não convenceu.

Gabriel Alves, temos ainda três minutinhos para falar sobre o melhor e o pior desta partida. O que é, no teu entender, o melhor a retirar deste jogo?

Olha, é o Sporting ter ganho. É o ponto máximo. É o Sporting ter ganho, tem os três pontos. Financeiramente, tira partido dessa vitória, que é importantíssimo, e para o futebol português, conforme também já fiz aí à parte, aquilo que é os três pontos, que é muito importante para tudo aquilo que é o coletivo do futebol. E é uma vitória, porque isto depois tudo no final conta como vitória e é a hipótese de ter uma equipa numa fase final.

Mas é um cenário complicado para Portugal. Cenário complicado conseguir ter essa equipa extra.

Sim, é muito complicado, mas de qualquer das maneiras é manter pontos, ir juntando pontos, ir somando pontos e deixando na Europa. Há uma equipa portuguesa que está a ganhar. O Sporting hoje, com este resultado, subiu naquilo que é a tabela classificativa, independentemente de agora irem acontecer outros jogos, e não são poucos esta noite, e ainda os de amanhã.

Gabriel Alves, falámos sobre o melhor, é altura também de falarmos sobre o pior.

A tática implementada por Thiago Fernandes, porque é incompreensível que se apareça aqui com um projeto de jogo completamente diverso. Para aí com horas para treinar. Os jogadores são, como disse, inteligentes, são pessoas com cultura tática, têm conhecimento de jogo, mas há coisas que têm que ser trabalhadas e se não forem trabalhadas, foi aquilo que se viu. Portanto, a parte pior foi aquilo que foi o jogo naquilo que nos toca enquanto portugueses do Sporting, mas a verdade é que o Shakhtar também não trouxe nada de grande. Tem uma equipa híbrida entre sul-americanos e jogadores oriundos do país Ucrânia, mas tem individualmente alguns elementos interessantes, de qualquer das formas, muito aquém daquilo que seja uma equipa Champions.

E é com esta nota que vamos encerrar o relatório de jogo entregue pelo Gabriel Alves. Gabriel, um grande abraço e até uma próxima oportunidade.

E também um grande abraço para todos os observadores. Fica o meu boa noite e para todos os sportinguistas, naturalmente, os três pontos são extraordinariamente agradáveis e o ministro das Finanças do Sporting estará nesta altura satisfeito.

Está entregue o relatório de jogo, assinatura do Gabriel Alves.