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Começa agora o Jornal das 9 da Rádio Observador, edição da jornalista Diana Rosa. E Diana, Marcelo Rebelo de Sousa diz que vê em António José Seguro um presidente com perfil de proximidade.
Como vê, de resto, os antecessores, cada um à sua maneira. Em declarações em Madrid, Marcelo lembra as vezes em que Seguro foi ao terreno por causa do mau tempo, enaltece o calor humano dos abraços e dos encontros que teve o presidente eleito, um sinal de proximidade em momentos de crise. Sobre a forma como será lembrado depois de deixar o cargo de presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa considera que isso cabe depois aos portugueses decidir.
E o presidente falou ainda sobre o conflito entre os Estados Unidos e o Irão. Acredita que o governo está a monitorizar as movimentações na base das Lajes.
Adianta Marcelo Rebelo de Sousa que o ministro dos Negócios Estrangeiros informou há algumas semanas sobre a utilização da base por aviões militares norte-americanos.
O senhor ministro de Estado de Negócios Estrangeiros informou-me já há umas semanas da possibilidade de vir a existir uma utilização da Base das Lajes nos termos do acordo existente entre Portugal e Estados Unidos da América. Portanto, agora não vale a pena fazer especulações sobre matéria que o senhor ministro já explicou, que é uma matéria que acompanha com proximidade. Não há aqui surpresas.
O presidente da República, em declarações aos jornalistas em Madrid, estava ao lado do ministro dos Negócios Estrangeiros.
Importante recordar que só hoje, de viva voz, é que o ministro da Defesa reagiu à passagem de aviões militares norte-americanos na Base das Lajes.
Apesar, Rita, de a Rádio Observador ter insistido nos últimos dias com o Ministério da Defesa e com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, só hoje é que Nuno Melo falou, mas para empurrar esclarecimentos para o colega, Paulo Rangel.
Existe um protocolo entre Portugal e os Estados Unidos da América para a utilização da Base das Lajes. E a Defesa Nacional não tem que autorizar a utilização da Base das Lajes, muito embora entregue à Força Aérea, porque essa utilização no que tem que ver com os Estados Unidos, resulta desse protocolo. E as informações sobre essa utilização não são da responsabilidade da Defesa Nacional, são entregues à outra área de tutela.
O ministro da Defesa, Nuno Melo, em declarações aos jornalistas no Porto.
E Donald Trump diz que há alternativas à decisão do Supremo Tribunal de rejeitar a maior parte das tarifas de importação.
Em conferência de imprensa, o presidente norte-americano explica que as novas alternativas podem fazer com que os Estados Unidos apliquem taxas ainda mais elevadas.
Mas nós vamos usar outras alternativas às tarifas como resposta ao que o tribunal incorretamente rejeitou. Nós temos alternativas, alternativas ótimas. Vamos ganhar mais dinheiro e seremos muito mais fortes. Vamos ganhar centenas de mil milhões de dólares. Para provar o quão ridícula a opinião do tribunal é, eles dizem que eu não posso cobrar nem um dólar. Nem um dólar.
Para já, Trump anuncia que vai aplicar uma tarifa de 10% global dentro de três dias, através de um estatuto legal dos Estados Unidos que permite um aumento até aos 15%. Trump diz que pode ainda, se quiser, acabar com as relações comerciais com outros países.
E voltamos agora à atualidade nacional. É uma mão cheia de nada, é a crítica que tem sido feita da direita à esquerda sobre o que se sabe do PTRR.
Não saem medidas concretas da comunicação de Luís Montenegro, nem quanto vai custar o plano para reconstruir o país depois das tempestades. Saem, isso sim, prazos. O governo quer aprovar no início de abril a versão final do PTRR, depois de ouvir partidos, Marcelo Rebelo de Sousa, mas também António José Seguro, autarcas, academia e sociedade civil. Um horizonte de execução é até 2034.
E André Ventura quer um plano com efeitos imediatos.
O líder do Chega considera inaceitável a falta de propostas concretas no anúncio do primeiro-ministro.
Eu penso que o senhor primeiro-ministro ainda tem algum tempo e ainda tem alguns dias para refazer isto e para renunciar ao país, desculpem a expressão, uma coisa com nível, uma coisa com ambição, uma coisa com dignidade e uma coisa com esperança. Ontem usei a expressão menos Sport TV e mais ação. Nestes momentos, é os momentos que se vê a capacidade de ação de um governo. Nestes momentos é quando se vê se um primeiro-ministro tem fibra ou não para ser primeiro-ministro.
Ventura diz também que a ausência de respostas mostra um governo incompetente, garante que vai levar propostas para a reunião da próxima quarta-feira com o Executivo.
Pela Iniciativa Liberal, a líder Mariana Leitão considera ajuizado que o governo não estime valores para já no PTRR.
Mas insiste que o país precisa de medidas concretas.
No fundo, resume-se a um plano de intenções e quando a Iniciativa Liberal ontem disse ao senhor primeiro-ministro que o seu modelo de governação estava esgotado, era exatamente a isto que nos referíamos. Continuamos há dois anos a viver de anúncios, sem que esses anúncios tenham qualquer consequência, qualquer ação.
São as críticas de Mariana Leitão.
Na mesma linha falou Paula Santos, líder parlamentar do PCP.
Acusa Luís Montenegro de estar a reciclar medidas antigas.
Constitui pouco mais do que mais uma operação de propaganda a que este governo continua a fazer ao longo da sua governação. Não há uma proposta concreta, não há uma medida concreta, não há uma opção concreta, uma ação concreta.
Paula Santos, a líder parlamentar do PCP.
Ainda à esquerda, o Livre, na voz de Rui Tavares, lembra que o governo tem várias propostas para analisar na Assembleia da República.
Diz que agora, acima de tudo, é tempo de tomar decisões.
Que é o projeto dos apoios diretos, em que se multiplicam os valores que nós temos para construção de casas, ou para reconstrução, para recuperação das casas e para os outros apoios diretos às pessoas, a fundo perdido, e que não pode ficar, embora tenhamos tido essa vontade de o deixar aberto à discussão, como eu disse hoje aqui no Parlamento, isto não pode ficar a marinar muito tempo.
Já Fabian Figueiredo, deputado único do Bloco de Esquerda, avisou o governo para negociar com transparência. Inês de Sousa Real, do PAN, pede a Luís Montenegro uma atitude mais séria face às alterações climáticas. O Partido Socialista ainda não reagiu.
E o vice-presidente da Câmara de Alcácer do Sal avisa que as medidas do governo são insuficientes para a região.
António Grilo lembra que o município foi um dos mais afetados pelo mau tempo. Diz que é precisa ainda mais atenção para zonas como Alcácer. Vamos ouvir aqui António Grilo.
Face àquilo que é a nossa realidade, são insuficientes ou são inadaptáveis de alguma forma. Portanto, era importante olharmos para cada caso como um caso, para cada realidade, para cada concelho como um concelho com as suas características. Nós, em termos de área geográfica, somos o segundo maior concelho do nosso país e neste momento temos uma situação de apoio em que as coisas não estão a ocorrer como seriam expectáveis.
António Grilo admite que esperava mais do PTRR, que foi anunciado hoje pelo primeiro-ministro. Diz que há cada vez mais frustração nas pessoas que vivem em Alcácer do Sal.
E são agora 09:08. Vamos ao habitual espaço de informação local.
E começamos, Rita, por Leiria. A recuperação do Estádio Municipal vai custar €4 milhões. A Seleção Nacional já anunciou que a 10 de junho vai jogar em Leiria antes de rumar para o Mundial. O presidente da Câmara quer o estádio pronto até lá. Gonçalo Lopes admite que é um grande desafio para terminar esta fase de recuperação. Em Porto de Mós, o município vai reforçar o plano de recuperação com mais de €6 milhões. Vão investir mais de metade do saldo de gerência na recuperação do concelho depois dos estragos da Depressão Christine. O presidente da Câmara, Jorge Vala, explica que o saldo de gerência é de €10 milhões, sendo que €3 milhões são para obras no âmbito do PRR. Em Aveiro, o PS pede estado de calamidade para Castelo de Paiva e Anadia. O partido diz que estes municípios remeteram ao governo uma exposição formal para dar conta da dimensão dos estragos sofridos. Consideram que a declaração de estado de calamidade é essencial para agilizar mecanismos de resposta e apoio. Em Oeiras, um bairro operário vai ser transformado numa residência para estudantes. É na antiga Fábrica da Pólvora de Barcarena, vai ter 50 quartos. A proposta foi aprovada esta semana pelo executivo da Câmara de Oeiras. O processo de requalificação do espaço vai custar mais de €3 milhões. A Câmara de Alcochete diz estar confortável com as restrições para o novo aeroporto. São medidas para prevenir mudanças que possam comprometer a construção do futuro aeroporto de Lisboa. O presidente da Câmara, Fernando Pinto, considera que são regras importantes para garantir a organização das novas construções. Salienta ainda que a criação destas medidas significam que o projeto do novo aeroporto não está esquecido. Na Invicta já foi reposto o número sete, que tinha caído do relógio do edifício da Câmara do Porto. A peça que caiu no final de janeiro devido ao mau tempo foi reposta durante o dia de hoje.
E assim termina o Jornal das Nove. A edição é da jornalista Diana Rosa. Regressa daqui a pouco. Até já.
Até já.