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Vamos às notícias . É o Jornal das 9, edição do jornalista João Gama. João, o líder parlamentar do PS defende a atual liderança de José Luís Carneiro, rejeita que o Partido Socialista esteja em cima do muro.

Uma referência a uma das moções setoriais que foi apresentada neste congresso por Miguel Costa Matos e Pedro Costa, que pedia a José Luís Carneiro que saísse de cima do muro do NIN, no que toca à oposição ao governo. Eurico Brilhante Dias foi entrevistado esta noite aqui na Rádio Observador, diz que o PS já conseguiu saltar por cima de dois muros, aqui uma referência às eleições autárquicas e às eleições presidenciais, e sobre a relação com o governo, Brilhante Dias defende que o PS deve contribuir para o diálogo, mas lembra que é o Executivo a colar-se ou não ao Chega.

Portanto, saltamos duas barreiras importantes, dois muros importantes. E essa sensação de que nós ultrapassamos dois pontos importantes do nosso caminho é algo que perpassa no Congresso. Nós sempre dissemos, e nisso, de facto, José Luís Carneiro tinha uma proposta política diferente da de Pedro Nuno Santos, era dizer que o PSD não ficaria nas mãos da extrema-direita. E para não ficar nas mãos da extrema-direita, isso significa que o PS, nas áreas de soberania e em áreas essenciais, deve contribuir para que o país seja melhor. O PS é oposição a este governo e quando tem que votar contra, vota contra. Mas é propositivo.

Eurico Brilhante Dias, em entrevista aos jornalistas Miguel Vitor Dias e Rita Tavares, a partir de Viseu, onde está a acontecer esta reunião magna do Partido Socialista. O líder parlamentar foi ainda questionado sobre um eventual orçamento retificativo. Diz ter dúvidas e aponta para os locais que foram mais afetados pelas tempestades.

A verdade é que quem vai a Leiria, à Marinha Grande, a Pombal, e por aí adiante, a Ansião, a Castanheira de Pera, etc, percebe que o dinheiro não chega, não está a chegar às pessoas, nem às empresas. Como não chega às empresas nem às pessoas, o retificativo, se calhar, não é necessário. Porque só há retificativo se houver despesa que altera os tetos da despesa. Agora, aquilo que eu lhe estou a dizer é que na Marinha Grande, menos de 1% das pessoas que identificou problemas nos telhados, recebeu dinheiro.

O líder parlamentar do PS nesta entrevista à Rádio Observador.

Francisco Assis pede ao PSD que recue no acordo com o Chega para o Tribunal Constitucional, mas diz que o PS tudo deve fazer para evitar uma crise irreversível com o governo.

Declarações do eurodeputado, que foi também ele entrevistado aqui na Rádio Observador, deixa um alerta: a escolha de juízes para o Constitucional pode colocar em causa o respeito mútuo entre PS e PSD. Deixou, por isso, avisos aos sociais-democratas, que acusa estarem a cometer uma profunda irresponsabilidade. Ainda assim, pede ao PS e a José Luís Carneiro que evite uma crise irreversível na relação com o governo.

Devemos ter todos uma grande preocupação em contribuir para que se não chegue a uma situação de crise irreversível na relação entre os dois partidos. E é por isso que eu fiz essa afirmação há pouco. Isto é, as democracias precisam, entre outras coisas, de duas que me parecem fundamentais. Primeiro, do ponto de vista social, que exista uma classe média forte e no plano político e partidário, que coexistam duas soluções alternativas de esquerda e direita moderadas e que se respeitem uma à outra. Isso é absolutamente indispensável para a manutenção de um clima democrático.

É o apelo de Francisco Assis à liderança do Partido Socialista, foi este sábado reconfirmada a de José Luís Carneiro.

Já André Móscaldas dramatiza o discurso. O presidente da Assembleia Municipal de Lisboa avisa que o PS vai atuar em conformidade com a escolha clara do governo para parceiro, neste caso, o Chega.

É também membro do Secretário Nacional do Partido Socialista e diz que depois das cartas enviadas ao primeiro-ministro, com propostas, mas sem respostas, seguem-se agora mensagens dirigidas do PS aos portugueses.

Uma vez que o PS não tem nenhuma coligação com o governo, nunca a teve, tem uma coligação com os portugueses, vai passar a dirigir a sua propositura política diretamente a esses interlocutores, às portuguesas e aos portugueses, designadamente com a iniciativa centrada na Assembleia da República, e vai deixar de dialogar ou de tomar a iniciativa de dialogar com o governo.

Acabaram-se as cartas, é isso?

Em situações extremas, admito que possa haver necessidade de o líder de um dos grandes partidos da oposição se corresponder com o primeiro-ministro, mas passará a ser excecional, estimo eu, porque a partir daqui o governo identificou, se mantiver nesta postura de diálogo em matérias estruturantes dos nossos equilíbrios constitucionais, diálogo com o Chega, o governo escolheu com clareza o seu parceiro e o PS atua em conformidade.

O socialista acusa o PSD de estar a ler mal a sociedade portuguesa, ignorando uma maioria sociológica que ficou evidente depois das eleições presidenciais.

E João Gama, ainda de atenções viradas para o Congresso do PS, porque afinal a lista proposta por José Luís Carneiro à Comissão Nacional do PS não terá oposição.

Como era inicialmente esperado, Rita, mas durante este segundo dia de trabalhos, Ricardo Gonçalves, membro da Distrital de Braga, apresentou uma lista aos órgãos sociais do partido. Disse inclusive que teria mais apoiantes para uma lista à Comissão Nacional do que o secretário-geral José Luís Carneiro. Agora, Carlos César veio revelar que a lista de Ricardo Gonçalves foi entregue e tinha apenas sete nomes.

A mesa aceitou uma lista para a Comissão Nacional, que é aliás encabeçada por Inês de Medeiros, e não aceitou uma lista encabeçada por Ricardo Gonçalves, que foi apresentada apenas com sete nomes.

A lista opositora ainda recorreu, mas a decisão foi validada pelo Congresso. A lista de José Luís Carneiro vai ser, como ouvimos, encabeçada pela presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros. As eleições para os órgãos nacionais do PS decorrem amanhã entre as 9h e as 11h, no multiuso de Viseu, que está a ser a casa deste Congresso.

João, os reparos de José Luís Carneiro ao PSD não estão a ser motivo de preocupação. Hugo Soares fala de uma conversa para a claque.

O secretário-geral dos sociais-democratas comentou assim as declarações do reeleito secretário-geral do PS. José Luís Carneiro avisou o governo e o PSD que se semearem ventos, vão acabar por colher tempestades e deixou alguns reparos à aproximação dos sociais-democratas ao CHEGA, nomeadamente, e já aqui demos conta disso mesmo, na eleição dos órgãos externos da Assembleia da República. Ora, em declarações à Agência Lusa, Hugo Soares acabou por desvalorizar e garantiu que o governo vai continuar no seu caminho e dialogar com todos os partidos com representação parlamentar. Foi o que disse o secretário-geral do PSD em Cabeceiras de Basto, à margem da tomada de posse da nova conselheira do PSD.

Outra notícia a marcar a atualidade nacional: no andebol, apesar de não ter o treinador no banco, o Sporting venceu o Futebol Clube do Porto no Dragão, um jogo que ficou marcado por uma polêmica.

Ainda antes do apito inicial, antes do jogo começar, o jogador Christian Moga e o treinador Ricardo Costa, do Sporting, queixaram-se de um cheiro intenso, que descreveram como semelhante a lixívia e propício a dar sono. Acabaram por precisar de acompanhamento médico no hospital mais próximo. Entretanto, o Porto veio desmentir esta versão da história, desmentiu de forma absoluta, clara e inequívoca os relatos que foram divulgados antes da partida. Já dentro das quatro linhas, os leões levaram a melhor, venceram por 33x30 e começaram o apuramento com o pé direito, num passo importante para revalidar o título de campeão nacional.

E agora na atualidade internacional, o Irão chegou a acordo com o Paquistão para deixar passar 20 navios pelo Estreito de Ormuz.

Um acordo que foi anunciado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros paquistanês na rede social X. A passagem será limitada a dois navios por dia. Navios, claro, com bandeira paquistanesa. O líder da diplomacia de Islamabad fala de um gesto construtivo por parte do Irão, um prenúncio de paz que pode contribuir, acredita este ministro dos Negócios Estrangeiros, para trazer a estabilidade à região. Nesta publicação, apela ainda, de forma indireta, a J. D. Vance, Marco Rubio e Steve Witkoff que retomem negociações diplomáticas com o Irão.

E são agora 9h09. Vamos ao noticiário local.

Vamos começar, Rita, em Sesimbra. Um homem morreu junto, hoje, ao Cabo Espichel. A Autoridade Marítima Nacional explica que o homem de 42 anos estava a praticar mergulho. O alerta para o desaparecimento foi dado pelas 11h. As autoridades encontraram o corpo sem vida dentro da água. Já mais a norte do país, Aveiro é a capital da natação artística nacional este fim de semana. Até amanhã, a Piscina Municipal da Mealhada acolhe o Campeonato Nacional de Inverno de Natação Artística. Estão a participar cerca de 170 atletas de nove clubes diferentes, com provas individuais e coletivas. Até o dia 12 de abril, o Parque da Quinta da Lagoa, em Carcavelos, recebe a Vila da Páscoa. É promovida pela Câmara Municipal de Cascais. Estão programadas várias atividades tradicionais, animações e atrações para os visitantes. Porto de Mós acolhe amanhã o Festival Sopas do Castelo. O almoço é servido no Fórum Cultural de Porto de Mós a partir do meio-dia. Além de sopas, há bifanas, sonhos e café. No Porto, termina amanhã o Maia ao Palco. Esta mostra de teatro amador acontece no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Teatro. Termina este domingo com dois espetáculos marcados para às 16h e 18h, no grande auditório do Fórum da Maia. Ainda sobre teatro, a fechar, amanhã estreia na Marinha Grande a farsa de Inês Pereira. O espetáculo está marcado para às 16h e vai acontecer na Casa do Botão. Decorre no âmbito do terceiro ciclo, precisamente, de Teatro do Botão.

E é assim que fechamos com sugestões culturais. A fechar aqui o jornal das 09, edição do jornalista João Gama. Até já.

Até já.