Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Começa agora o Jornal das 9, edição do jornalista António José Soares. Pedro Nuno Santos acusa o governo de estar focado em fazer campanha eleitoral, em vez de se focar no orçamento do Estado.

O secretário-geral do PS diz mesmo que as negociações estão paradas. Pedro Nuno Santos considera que não é essa a prioridade do executivo de Luís Montenegro. O líder socialista criticou ainda a ideia do governo de anunciar o novo comissário europeu na Universidade de Verão do PSD, que está a decorrer esta semana. Pedro Nuno Santos diz que o PS não foi contactado e acusa o executivo de falta de sentido de Estado.

Não fomos contactados e, sinceramente, a única coisa que eu espero é que o país possa oferecer à União Europeia um comissário ou uma comissária com a mesma capacidade e o mesmo nível de qualificação que nós tivemos nos últimos cinco anos com Elisa Ferreira. E já agora, que o PSD e o governo tenham sentido de Estado no que ao comissário europeu diz respeito, que não serve para eventos partidários. É um nome suprapartidário, aliás, é supranacional, mesmo sendo indicado pelo governo português, e isso exigiria deste governo maior sentido de Estado. E há aqui, ao longo de várias matérias, uma atitude perante a governação que não revela sentido de Estado do governo nem do primeiro-ministro. E isso é que é preocupante.

Declarações de Pedro Nuno Santos aos jornalistas durante uma visita a uma feira agrícola em Penafiel. O secretário-geral do PS critica ainda a revisão das tabelas de retenção na fonte do IRS este ano e avisa que, para 2025, pode haver quem tenha de pagar IRS, em vez de receber os reembolsos.

E o conselheiro nacional do PSD, André Pardal, lamenta que o partido tenha de perder tempo a rever os estatutos que foram chumbados pelo Tribunal Constitucional.

É uma declaração à Rádio Observador, no dia em que o Tribunal Constitucional chumbou os novos estatutos dos sociais-democratas e pediu quatro correções. André Pardal diz que faltou discussão para evitar este chumbo. Lamenta que tenha de ser preciso voltar ao tema quando o PSD está no governo. O conselheiro nacional do partido ressalva que esta revisão dos estatutos não correu da forma desejada.

Poderia-se ter feito o processo de revisão estatutária de uma outra forma, de uma forma mais pausada, mais disruptiva também, mas ao mesmo tempo que evitasse este processo, quase um ano depois, um processo em que, num novo congresso, neste caso o congresso eleitivo, quando o PSD lidera um governo, procurará, e bem, está a procurar alterar o rumo do país e mudar o rumo do país e ter que se perder mais uma vez tempo com um processo de correção de alterações estatutárias de pormenores jurídicos, quando o PSD deveria estar centrado na alteração profunda do que tem sido o paradigma do país, nomeadamente com os nove anos de governação socialista.

As declarações de André Pardal, conselheiro nacional do PSD, após o Palácio Ratton ter recusado os novos estatutos do partido. O PSD reagiu, entretanto, em comunicado, os sociais-democratas asseguram que esta situação já tinha sido acautelada e que as correções foram postas em marcha em julho, quando o partido aprovou o regulamento do próximo Congresso Nacional.

E o Conselho de Obras Públicas tem sido ignorado pelos governos. Nos últimos dois anos, este organismo não tem recebido pedidos de parecer para grandes empreitadas do Estado.

A denúncia é feita por Carlos Mineiro Aires. No programa Direto ao Assunto, o presidente demissionário do Conselho de Obras Públicas dá o exemplo do novo Hospital Oriental de Lisboa, projeto que levou o Tribunal de Contas a emitir um visto prévio, obrigando a incluir uma solução de isolamento contra sismos. Carlos Mineiro Aires diz que o Conselho Superior não foi tido nem achado e acrescenta que este não é caso único. Carlos Mineiro Aires dá outros exemplos, a começar pela linha circular do metro de Lisboa ou o Plano Ferroviário Nacional. E depois do sismo desta semana em Portugal, o presidente demissionário do Conselho de Obras Públicas não tem dúvidas. Quando o governo diz que o país superou um teste real, não está a dizer a verdade.

Não podemos criar a ideia ilusoriamente falsa de que tudo está bem, que tudo é seguro. Não é. Obviamente que nós não estaremos ao nível de uma Turquia, mas estaremos ao nível de uma Itália, que tem tido sismos terríveis, porque são construções antigas.

O engenheiro Carlos Mineiro Aires, perante o repto do Presidente da República para um grande debate sobre obras públicas, defende uma estrutura de trabalho alargada com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, a academia, quadros técnicos e a Proteção Civil. O presidente do Conselho Superior de Obras Públicas renunciou ao mandato poucos dias antes do sismo.

Seguimos com as notícias. Houve um investimento de € 5 milhões contra a seca no Algarve e foi aprovado pelo governo.

A ministra do Ambiente e Energia explica que este financiamento está destinado a medidas de intervenção. Num comunicado, Maria da Graça Carvalho diz que este passo é crucial para enfrentar os desafios da seca na região. O executivo pretende reforçar as infraestruturas hídricas para garantir uma gestão d'água eficiente e o abastecimento sustentável. O investimento vai ser feito pela empresa Águas do Algarve e tem financiamento do Fundo Ambiental.

E foi dominado ao final da tarde o fogo que deflagrou na freguesia de Fürtos, no Conselho de Portalegre.

A confirmação foi dada à Rádio Observador por fonte da Proteção Civil do Alto Alentejo. Mais de 200 operacionais continuam no terreno a realizar trabalhos de rescaldo e vigilância. Estão apoiados por mais de 70 viaturas. Não há feridos nem danos significativos a registar.

Mais de 22 mil casos e pelo menos 600 mortes por monkeypox foram registradas desde janeiro, em 13 países africanos.

O número é avançado pela União Africana, com quase 4 mil casos registrados por semana. A organização deu uma conferência de imprensa para pedir o envio de vacinas o mais rápido possível. Os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças dão conta que entre os países mais afetados estão, por exemplo, República Democrática do Congo, Camarões e África do Sul. É esperado que as primeiras doses da vacina cheguem no início do próximo mês à República Democrática do Congo, onde está o maior número de casos.

E agora com sete minutos para lá das nove da noite. António, que outras notícias estão a marcar a atualidade, agora de âmbito local?

Em Porto de Mós, foi detido um jovem de 23 anos que tentou fazer o exame do código da estrada com uma câmera oculta. Foi apanhado em flagrante delito quando tentava fazer o exame. Há mais pessoas envolvidas que ainda não foram identificadas. O Comando Territorial de Leiria da GNR informa que o suspeito detido ontem tem antecedentes criminais pelo mesmo tipo de ilícito. Em Vila do Conde, uma jovem de 15 anos foi resgatada numa praia não vigiada em Azurara. Estava com um grupo de pessoas, foi arrastada pelas correntes marítimas e foi salva por um nadador-salvador da praia ao lado. A equipe da Associação dos Nadadores Salvadores Os Golfinhos socorreu a jovem, que foi encaminhada para o Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim e Vila do Conde. Em Aveiro, vai ser inaugurado na próxima segunda-feira, ao final da manhã, o primeiro bloco de habitação a custos controlados da Quinta da Pinheira. A cerimônia vai contar com a presença do presidente da autarquia, Ribau Esteves. Este é um investimento privado que tem um custo de cerca de 50 milhões de euros. Vão ser construídos 320 apartamentos em 10 blocos de quatro andares. No Seixal, as piscinas municipais de Amora, Aldeia de Paio Pires e Corroios vão reabrir na próxima segunda-feira, dia 2 de setembro. Estiveram fechadas este mês devido a trabalhos de limpeza e manutenção. As novas inscrições ou a renovação das mesmas pode ser feita através do site da Câmara do Seixal. O município das Caldas da Rainha está a promover a Feira da Saúde, que decorre entre 14 de setembro e 2 de outubro. O local escolhido é o Parque Dom Carlos I. No primeiro dia da feira vai ser realizado o workshop Suplementação Desportiva e um show cooking de comida saudável. Terminamos pelo município de Oeiras estas notícias de âmbito local. Este município está a promover a edição número 43 da Corrida do Tejo, que se realiza a 15 de setembro. O percurso de 10 km ao longo da marginal começa em Algés e termina na Praia da Torre, em Oeiras. As inscrições fecham no dia 9 ou antes, se entretanto esgotarem.

E a fechar o Jornal das Nove, é a história de como os nazistas puseram em marcha um plano em Portugal para recolocar no trono o rei inglês que abdicou por amor. Estamos a falar, claro, de Um Rei na Boca do Inferno. Já está disponível o quinto e penúltimo episódio do novo podcast Plus do Observador.

E é também uma viagem até Lisboa do início dos anos 40, uma época em que a capital portuguesa era um centro internacional de espionagem. Por cá passaram alguns dos espiões mais famosos da Segunda Guerra Mundial, entre eles um espanhol que ficou conhecido por enganar os alemães ao inventar vários espiões que não existiam.

Os espiões eram imaginários, mas os alemães acreditaram em tudo. Quando os britânicos perceberam a atividade do Pujol, foram perguntar-lhe o que ele andava a fazer. E o espanhol respondeu: "Vocês disseram-me não duas vezes. Então eu agora estou a fazer a guerra à minha maneira". Pujol acaba recrutado pelos britânicos e passa a integrar a rede de espiões duplos. É-lhe atribuído o nome de código Garbo, em homenagem a Greta Garbo, que o agente que o batizou considerava ser a melhor atriz de todos os tempos.

Um excerto do quinto episódio de Um Rei na Boca do Inferno, que já está disponível.

E vamos ouvir já, já a seguir também. Há um novo episódio todas as terças-feiras para os assinantes do Observador. Eles têm acesso antecipado a todos os episódios já. Esta é uma série narrada pela atriz Soraia Chaves, com banda sonora original de Cláudia Pascoal. Se for assinante, já sabe, pode ouvir todos os episódios de seguida no site do Observador. Pode ouvir também a repetição do episódio de hoje já a seguir a este noticiário. E assim fechamos o Jornal das Nove, edição do jornalista António José Soares. Já de regresso no Jornal das 10. Até já.

Até já, Rita.