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Continente. Jornal das Nove, com edição da Diana Rosa. Diana, Luís Montenegro defende uma suspensão parcial do acordo com Israel.

Uma decisão a tomar no âmbito da União Europeia. Depois de Ben-Gvir, ministro israelita da Segurança Nacional, ter colocado um vídeo com os ativistas da flotilha humanitária a serem maltratados por Israel, o primeiro-ministro português fala numa situação inaceitável.

A situação é uma situação absolutamente inaceitável. Relativamente às discussões que temos no âmbito da União Europeia, Portugal já tem manifestado a sua disponibilidade para uma suspensão parcial do acordo com Israel e veremos nos próximos encontros se há alguma evolução nesse domínio.

Declarações de Luís Montenegro, captadas em Andorra pela RTP. Antes, também Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, classifica como intolerável e humilhante o comportamento do ministro israelita Ben-Gvir, além de ser uma violação da dignidade humana. O vídeo em causa mostra os ativistas ajoelhados, com as mãos amarradas, depois de terem sido interceptados em águas internacionais.

E o secretário de Estado das Comunidades garante que o governo português está a fazer o possível para trazer os cidadãos portugueses de volta à casa.

Emídio de Sousa explica os próximos passos.

Estamos a tentar, mas neste momento só é permitido falar com eles os advogados da própria flotilha. Logo que seja possível, e nós estamos perfeitamente a acompanhar isso, iremos falar com eles e tentar trazê-los para Portugal.

Emídio de Sousa, secretário de Estado das Comunidades, num registo da RTP.

Ben-Gvir já foi alvo de críticas de vários países da Europa e fora da Europa, além de ter levado uma reprimenda de Benjamin Netanyahu.

Que assegura que a forma de atuação do ministro da Segurança Nacional israelita foge aos valores e normas do país, ainda que defenda a detenção dos ativistas. Depois de Canadá, Espanha, Países Baixos, França e Itália, também a Alemanha repudia o vídeo publicado, fala num tratamento totalmente inaceitável e incompatível com os valores básicos dos países europeus. Os embaixadores israelitas estão a ser chamados para prestar explicações.

E Diana, o Irão está a examinar a proposta de paz dos Estados Unidos.

É o que afirma o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, citado pela norte-americana CBS. O responsável assegura que a presença do ministro paquistanês da Administração Interna no Irão serve para facilitar a troca de mensagens entre Teerão e Washington. Acrescenta que um dos pontos por parte do Irão inclui o descongelamento dos ativos iranianos e o fim do bloqueio norte-americano aos portos do país, uma proposta que já tinha sido apresentada.

E seguimos com a proposta de reforma laboral. O PS acusa o governo de utilizar a alteração ao regime da amamentação como uma tática negocial, depois do executivo ter reintroduzido novas exigências de comprovativos médicos e limites temporais.

O governo regressa à versão que defende novas regras para a licença de amamentação, depois da polêmica da negociação falhada em sede de concertação social. O governo quer exigir atestado médico quando o acesso à licença é pedido pela primeira vez e depois uma nova declaração a cada seis meses que comprove que a mulher ainda está a amamentar. No explicador da tarde política, Miguel Cabrita, deputado do PS, diz que o governo voltou à estaca zero.

O governo mostra radicalismo e inflexibilidade, volta ao princípio, a uma questão em que sabe que todos os partidos se pronunciaram contra e faz aqui uma espécie de simulacro de negociação, no sentido em que o que o governo, no fundo, está a fazer é radicalizar, voltar ao princípio, para ter mais moedas de troca, para poder, na Assembleia da República, fingir uma negociação e fingir cedências.

Do outro lado, Carla Barros, deputada social-democrata, reitera que as alterações previstas no regime têm como objetivo torná-lo mais claro e com mais rigor.

Durante este período de discussão pública destes nove meses e na concertação social, não foi nenhum tema que os representantes dos trabalhadores tivessem levantado. Nunca houve nenhuma questão sobre isso.

Mas não houve alguma abertura por parte da ministra sobre este tema para rever?

O tema esteve em cima da mesa, nunca foi questionado nem contrariado por parte dos representantes dos trabalhadores, que estavam focados, certamente, noutros temas, e porque também reconhecem a necessidade que há de nós melhorarmos isso.

A deputada Carla Barros, do PSD, ouvida no explicador, sublinha que não está em causa nenhum corte de direitos.

E o secretário-geral do Partido Comunista garante que o pacote laboral está rejeitado por quem trabalha e apela à mobilização de todos na greve do dia 3 de junho.

Paulo Raimundo falou esta noite para centenas de pessoas na Rua de Santa Catarina, no Porto, num desfile do PCP. Aos jornalistas, explica que o governo não esperava tanta resistência e que ainda é possível uma queda do pacote laboral.

O grande patronato e o governo pensavam que tinham uma passadeira vermelha. A greve geral do 11 de dezembro travou-lhes o passo e, portanto, deu-lhes um abano muito grande. Não o derrotou, mas rejeitou profundamente. Está rejeitado, o pacote laboral está rejeitado por quem trabalha, não há nenhuma dúvida sobre isso. E portanto, agora a greve geral dia 3 de junho, para a qual estão convocados todos os trabalhadores, os que fizeram greve ao 11 de dezembro, os que não fizeram, os sindicalizados, os não sindicalizados, os mais novos e os mais velhos, têm todos razões acrescidas para voltar à rua e para voltar à luta.

O secretário-geral do PCP lembra que uma eventual aprovação do pacote laboral não é um esforço único do governo, mas ante uma união de esforços do PSD, CDS, Iniciativa Liberal e Chega.

E em dia de greve da Agência Lusa, o PSD rejeita as acusações de querer controlar os jornalistas.

Greve e manifestação em frente ao Parlamento, os deputados discutem uma proposta do PS para alterar o regime de funcionamento da Lusa, tornando-o parecido com a RTP, ou seja, com a escolha de um presidente através de um conselho geral independente. Mas o PSD rejeita as acusações de querer controlar a agência, com o deputado João Antunes dos Santos a vincar que não há nenhum objetivo escondido por trás da mudança dos estatutos.

Para que fiquem descansados quanto àquelas que são as intenções deste governo. Este governo não quer governamentalizar a Agência Lusa, este governo não quer pressionar a Agência Lusa, este governo não quer fazer nenhum tipo de atentado democrático à Agência Lusa, nem tão pouco ao país.

É pelo menos o que diz João Antunes dos Santos num debate esta tarde no Parlamento. À porta do Palácio de São Bento, os jornalistas da Agência Lusa manifestaram-se contra a alteração aos estatutos da agência implementada pelo Ministério de António Leitão Amaro.

Diana, vamos também atualizar as notícias de âmbito local.

E começamos, Filipa, por Leiria. O autarca Gonçalo Lopes vai ser recandidato à presidência da Federação Distrital de Leiria, do Partido Socialista. O atual presidente da Câmara Municipal tem sido uma das vozes mais críticas quanto ao apoio do governo às regiões mais afetadas pelas tempestades do início deste ano. As eleições para a Distrital de Leiria acontecem daqui a um mês. No Porto, o processo de reabilitação da Escola Secundária Alexandre Herculano está totalmente concluído. O término dos arranjos exteriores encerra um ciclo de intervenções num monumento de interesse público, é o que se pode ler no site da Câmara Municipal. A escola tem agora um campo de jogos coberto, novos espaços no perímetro escolar. A prática desportiva e as atividades ao ar livre foram as principais preocupações deste projeto. Em Ovar, o governo deu luz verde às expropriações para as obras da Linha do Norte. Em causa, mais de 130 parcelas de terreno necessárias para concretizar a modernização da linha férrea. O despacho já foi publicado em Diário da República. Santarém é o sítio escolhido pela Associação dos Radioamadores do Ribatejo para acolher o encontro nacional. O evento está agendado para o dia 13 de junho, no Jardim da Liberdade. Os entusiastas de rádio podem contar com demonstrações, sessões de perguntas e respostas, bem como a apresentação de vários projetos. Em Loures, o Parque Adão Barata volta a receber a Feira de Artes Ambulante. Artistas visuais e público em geral celebram a criação artística. No sábado, as portas abrem às 14h. No domingo, o evento começa mais cedo, às 10h. A entrada é gratuita. Fechamos, Filipa, no Seixal. Sexta-feira, a Quinta da Fidalga acolhe a iniciativa Ementas Saudáveis com Receitas Antigas. É uma iniciativa que faz parte do programa Maio Social e é, sobretudo, um espaço de partilha intergeracional. A mostra gastronómica conta com o contributo de nove associações de reformados, pensionistas e idosos do Conselho. Vão ser responsáveis pela confecção de uma refeição completa composta por uma sopa, um prato principal, uma sobremesa e ainda uma bebida. Filipa.

É uma ótima maneira de fechar.

Quem melhor do que os mais velhos para cozinhar uma boa refeição?

Sem dúvida, é a ótima maneira de fechar este jornal das 9:00, da edição da Tino Rosa.