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Jornal das 10, edição da jornalista Diana Rosa. E Diana, Marcelo Rebelo de Sousa acredita que o governo está a monitorizar as movimentações na Base das Lajes.
Em causa, os aviões militares norte-americanos que por ali têm passado para seguirem rumo ao Irão. O Presidente da República diz que já tinha sido informado sobre eventuais movimentações dos Estados Unidos nos Açores.
O senhor Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros informou-me, já há umas semanas, da possibilidade de vir a existir uma utilização da Base das Lajes nos termos do acordo existente entre Portugal e os Estados Unidos da América. Portanto, agora não vale a pena fazer especulações sobre matéria que o senhor ministro já explicou, que é uma matéria que acompanha com proximidade. Não há aqui surpresas.
O presidente da República, em declarações aos jornalistas em Madrid, estava ao lado do ministro dos Negócios Estrangeiros.
Importante recordar que só hoje, de viva voz, é que o ministro da Defesa reagiu à passagem de aviões militares norte-americanos na Base das Lajes.
Apesar, Rita, de a Rádio Observador ter insistido nos últimos dias, quer com o Ministério da Defesa, quer com o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Só hoje é que Nuno Melo falou, mas empurrou os esclarecimentos para Paulo Rangel.
Existe um protocolo entre Portugal e os Estados Unidos da América para a utilização da Base das Lajes. E a Defesa Nacional não tem que autorizar a utilização da Base das Lajes, muito embora entregue à Força Aérea, porque essa utilização no que tem a ver com os Estados Unidos, resulta desse protocolo. E as informações sobre essa utilização não são da responsabilidade da Defesa Nacional, são entregues a outra área de tutela.
Nuno Melo, ministro da Defesa, em declarações aos jornalistas no Porto.
Entretanto, o Partido Comunista Português entregou no Parlamento um pedido de esclarecimentos ao ministro dos Negócios Estrangeiros sobre o aumento inusitado de movimentações de aviões militares dos Estados Unidos na Base das Lajes, nos Açores.
O PCP considera que, para além do silêncio do governo, a utilização da Base das Lajes por aviões daquele país para a escalada de agressão ao Irão levanta questões relativas à soberania e independência nacionais, mas também ao papel de Portugal em defesa da paz. Os comunistas querem que Paulo Rangel esclareça, por exemplo, se tem informação acerca deste aumento de movimentações de aviões militares dos Estados Unidos, e se que o Executivo, liderado por Luís Montenegro, conhece os objetivos desta movimentação, nomeadamente em relação a uma eventual agressão militar norte-americana ao Irão.
E hoje Luís Montenegro apresentou um PTRR sem medidas nem orçamento. Os partidos da oposição falam numa mão cheia de nada.
Não saem medidas concretas da comunicação de hoje de Luís Montenegro. Não se sabe quanto vai custar o plano para reconstruir o país. Há apenas um prazo, o início de abril, a versão final do PTRR vai ter que sair no início desse mês, depois de serem ouvidos os partidos com assento parlamentar, mas também o atual e o próximo presidente da República, assim como os autarcas, a academia e a sociedade civil. O horizonte para a execução deste plano é até 2034.
André Ventura quer um plano com efeitos imediatos.
O líder do Chega considera inaceitável a falta de propostas concretas do anúncio do primeiro-ministro.
Eu penso que o senhor primeiro-ministro ainda tem algum tempo e ainda tem alguns dias para refazer isto e para renunciar ao país, desculpem a expressão, uma coisa com nível, uma coisa com ambição, uma coisa com dignidade e uma coisa com esperança. Ontem usei a expressão menos Sport TV e mais ação. Nestes momentos, é os momentos que se vê a capacidade de ação de um governo. Nestes momentos é quando se vê se primeiro-ministro tem fibra ou não para ser primeiro-ministro.
Pela Iniciativa Liberal, a líder Mariana Leitão insiste que o país precisa de medidas concretas.
No fundo, resume-se a um plano de intenções. E quando a Iniciativa Liberal ontem disse ao senhor primeiro-ministro que o seu modelo de governação estava esgotado, era exatamente a isto que nos referíamos. Continuamos há dois anos a viver de anúncios, sem que esses anúncios tenham qualquer consequência, qualquer ação.
Na mesma linha, Paula Santos, líder parlamentar do PCP, acusa Luís Montenegro de estar a reciclar medidas antigas.
Constitui pouco mais do que mais uma operação de propaganda a que este governo continua a fazer ao longo da sua governação. Não há uma proposta concreta, não há uma medida concreta, não há uma opção concreta, uma ação concreta.
Ainda à esquerda, o LIVRE, na voz de Rui Tavares, diz que agora acima de tudo é tempo de tomar decisões.
Que é o projeto dos apoios diretos, em que se multiplicam os valores que nós temos para construção de casas ou para reconstrução, para a recuperação das casas e para os outros apoios diretos às pessoas a fundo perdido, e que não pode ficar, embora tenhamos tido essa vontade de o deixar aberto à discussão, como eu disse hoje aqui no Parlamento, isto não pode ficar a marinar muito tempo.
Já Fabian Figueiredo, deputado único do Bloco, pediu transparência ao governo nas negociações deste plano. Inês de Sousa Real, do PAN, pede a Luís Montenegro uma atitude mais séria face às alterações climáticas. O Partido Socialista está neste momento a reagir na voz de José Luís Carneiro. Vamos dar conta dessa reação mais à frente nesta noite informativa. E na atualidade internacional, Donald Trump diz que há alternativas à decisão do Supremo Tribunal de rejeitar a maior parte das tarifas de importação. Em conferência de imprensa, o presidente norte-americano explica que as novas alternativas podem fazer até com que os Estados Unidos apliquem taxas mais elevadas.
Mas nós vamos usar outras alternativas às tarifas como resposta ao que o tribunal incorretamente rejeitou. Nós temos alternativas, alternativas ótimas. Vamos ganhar mais dinheiro e seremos muito mais fortes. Vamos ganhar centenas de mil milhões de dólares. Para provar o quão ridícula a opinião do tribunal é, eles dizem que eu não posso cobrar nem um dólar.
Para já, Donald Trump anuncia que vai aplicar uma tarifa global de 10% dentro de três dias. Trump diz ainda que pode, se quiser, acabar com as relações comerciais com outros países. E são agora 10h07 que outras notícias estão a marcar esta hora. O Sindicato dos Magistrados denuncia uma situação crítica na Comarca de Lisboa, com falta de meios, sobrecarga processual e condições de trabalho degradadas. Com sede no Campus da Justiça, a comarca integra os municípios de Lisboa, Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo e Seixal. Mas apesar da relevância, o quadro de magistrados desta comarca e o número de funcionários judiciais revelam-se claramente insuficientes face às necessidades reais do Ministério Público. É o que aponta o sindicato em comunicado. O sindicato destaca como exemplo o Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, onde a situação, diz, tem-se agravado de forma acentuada. A Câmara da Guarda está há uma semana sem serviços informáticos e sem site. Os serviços ficaram bloqueados depois de um incidente cibernético complexo, que ainda não está resolvido, segundo a autarquia. O ataque informático ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Judiciária efetuava buscas na Câmara para recolher elementos de provas no âmbito de um inquérito instaurado por participação económica em negócio e prevaricação de titular de cargo público. Na atualidade internacional, o Hamas declarou-se hoje aberto à presença de forças estrangeiras na Faixa de Gaza, mas sem ingerência nos assuntos internos do território. Diz que a posição sobre as forças internacionais é clara. Querem forças de paz que monitorizem o cessar-fogo, mas que garantam a aplicação e que atuem como um tampão entre o exército da ocupação israelita e o povo da Faixa de Gaza, sem, como dizia, ingerência nos assuntos internos. É uma notícia avançada pela agência France Presse. E fica por aqui o Jornal das 10, edição da jornalista Diana Rosa. Até já.