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Jornal das 10 com a Diana Rosa. Diana, o ministro da Administração Interna recusa conflitos de interesse, mesmo tendo saído da Polícia Judiciária diretamente para o governo. Garante mesmo que está absolutamente blindado.

No que toca, Nelson, informações sobre processos judiciais em curso. É o caso, por exemplo, da investigação à construção da casa de Luís Montenegro. Luís Neves diz que quanto a esses temas não há por onde pegar.

Eu quero dizer que nunca na minha vida, qualquer questão de pergunta, fosse quem fosse. Eu estou a falar para todos vós publicamente e para as pessoas com quem tive a honra e o prazer de trabalhar, são milhares de investigadores. Nunca houve qualquer interferência, nunca houve qualquer pergunta, nunca houve qualquer pesquisa. Por isso, eu quero dizer que a esse respeito, eu estou absolutamente blindado relativamente à área de informação.

O ministro falou ainda sobre as forças policiais. Tem confiança inabalável na PSP, no que toca ao respeito pelos direitos fundamentais, mas manifesta tolerância zero quanto a comportamentos desviantes.

Compreenderei sempre algum excesso que possa ter ocorrido por se querer ter feito bem, por se querer ter agido, por se querer cumprir a lei, porque muitas vezes estando sozinho, quis tomar uma atitude enquanto polícia, porque era o seu dever. Aí estarão o meu apoio, o meu suporte e a minha compreensão. Nos casos isolados, absolutamente isolados, em que a questão seja diferente, em que a violação seja preparada, seja dolosa, seja reiterada, nunca contarão com qualquer atitude compreensiva desses atos.

Luís Neves foi ainda questionado sobre as críticas de Pedro Passos Coelho por ter passado diretamente da Judiciária para a política. O ministro respeita a opinião, mas discorda e garante seriedade.

Afinal, ainda não há luz a 100% em todos os conselhos afetados pelo mau tempo, contrariamente ao que adiantou a EDP.

Denúncia da Federação de Suinicultores nas explorações do setor. Há um mês que não é dada pela E-Redes qualquer previsão para o restabelecimento de energia. À Rádio Observador, o secretário-geral João Bastos sublinha que há perto de 50 empresas ainda sem eletricidade, queixa-se de um cenário imprevisível.

A E-Redes muitas vezes comunica, até por meio de SMS. Há um mês que não temos previsão do regresso da energia elétrica, nem tão pouco um ponto de situação. Este ponto foi corrigido, e que o próximo será aquele. Era apenas isto que desejávamos, porque a imprevisibilidade neste momento é muito grande.

De acordo com o secretário-geral da Federação de Suinicultores, os prejuízos das empresas que ainda são alimentadas a geradores superam os dois milhões de euros.

Ainda sobre os prejuízos causados pelo mau tempo, as seguradoras estimam que os danos indenizáveis atinjam nesta altura os 750 milhões de euros.

É o que adianta a Associação Portuguesa de Seguradoras. Já foram participados cerca de 140 mil sinistros, a maioria, 115 mil, diz respeito a habitações. Os seguros foram acionados também por 13 mil empresas e quase 10 mil condutores. A associação indica que os distritos que apresentam mais prejuízos são Leiria, onde se concentra a maior parte, seguida de Santarém, Lisboa e Coimbra.

Quanto ao setor bancário, a Caixa Geral de Depósitos recebeu desde o dia da tempestade Cristina mais de mil pedidos de moratórias no valor de quase 100 milhões de euros.

É o que adianta o presidente executivo Paulo Macedo. As moratórias foram quase todas concedidas até agora. Falamos de 98%. A maioria diz respeito a créditos à habitação e, em segundo lugar, empresas. A CGD recebeu também diversos pedidos de aumento de plafonds, de cartões de crédito por parte de clientes, assim como pedidos para reforço das contas correntes destinadas a aliviar a tesouraria das empresas. Paulo Macedo admite que o prazo de vigência das moratórias, fixado pelo governo em três meses, pode ter de ser prolongado.

O PS desafiou o governo a corrigir o que considera ser um erro quanto ao regime de layoff.

Os socialistas defendem que nas empresas afetadas pelo mau tempo, os salários devem ser pagos a 100%. José Luís Carneiro diz que o PS foi claro sobre esta matéria desde o primeiro minuto.

Aquilo que defendemos foi que se adotasse o modelo de layoff equivalente àquele que se adotou durante a pandemia Covid-19, que era evitar que os trabalhadores, a tempo parcial ou a tempo inteiro, evitar que perdessem rendimento. Aquilo que nós desejamos é que o governo, nesta reconsideração e nesta correção de erros que tem feito, que possa também ter em consideração esse objetivo.

O secretário-geral do Partido Socialista diz ainda que se o governo corrigir os erros que tem cometido, o Parlamento não será chamado a pronunciar-se.

O Parlamento só se pronuncia porque o governo tem cometido erros nas opções que tem tomado. Por exemplo, deixou ficar um conjunto vasto de municípios de fora da declaração de calamidade. Como se vê, errou, agora teve de os incluir. Por outro lado, deixou de considerar a necessidade de prolongamento da suspensão das portagens para responder às necessidades de mobilidade. Corrigiu numa primeira fase, desejamos que corrija agora outra vez numa segunda fase.

O líder socialista aconselhou ainda o governo a ter sensibilidade de ouvir os partidos da oposição.

O ex-coordenador do gabinete de regulação do transporte de doentes do INEM acusa a instituição de ter falta de conhecimentos para responder ao aviso de greve de novembro de 2024.

Principalmente no que toca aos serviços mínimos. Miguel Soares de Oliveira foi ouvido no Parlamento esta tarde E fez um balanço sobre o inquérito que dirigiu sobre as mortes associadas a essa paralisação. Considera incompreensível a falta de conhecimento por parte de Luís Meira, antigo presidente do INEM, sobre os comunicados dos sindicatos por forma a negociar serviços mínimos.

É possível. Tanto é que aconteceu. Se eu acho que isso é aceitável, que isso é desejável? Não, não é. Por outro lado, quando a máquina está montada, e durante muitos anos a máquina esteve montada, o presidente de um conselho directivo não precisa de estar a par de todas as actividades, vou correr aqui um risco de ser quase que insensível, actividades correntes.

Miguel Soares de Oliveira, que se demitiu este mês do cargo mais recente que ocupava no INEM.

Entretanto, a secretária-geral do Ministério da Saúde recusa qualquer responsabilidade na falta de conhecimento do INEM relativamente a essas greves de 2024.

Ana Margarida de Brito Pedroso foi também ouvida na Comissão Parlamentar de Inquérito ao Instituto Nacional de Emergência Médica para apurar responsabilidades durante a greve e a relação das tutelas políticas com o instituto. Em resposta aos deputados, a responsável insistiu que não compete à Secretaria-Geral fazer divulgações de pré-avisos de greve, mas apenas a recolha estatística dos trabalhadores em situação de ausência ao trabalho por causa da greve.

Vamos a outras notícias também em destaque nesta noite.

Volodymyr Zelensky sugere uma próxima reunião trilateral com Moscovo e Estados Unidos no início de março, para ter lugar nos Emirados Árabes Unidos. Afirma que as conversações com os norte-americanos hoje, em Genebra, permitiram progressos no que toca à paz na Ucrânia. Na Liga dos Campeões de andebol, o Sporting venceu em casa o Aalborg, 35-33 foi o resultado final do jogo da jornada 12 do grupo A. Os Leões chegaram ao intervalo a perder por 19-14 contra os dinamarqueses, mas conseguiram inverter o resultado na segunda parte. Já com lugar garantido na Champions de andebol, o Sporting está no sexto lugar da tabela com 12 pontos, a igualar o Nantes.