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Sou Enfas. Jornal das 11, na Rádio Observador, com a Laura Figueiredo. Laura, Miguel Albuquerque diz que Portugal anda a discutir baboseiras, em vez de debater o que é realmente importante.
Posição definida pelo presidente do Governo Regional da Madeira esta noite, em entrevista à SIC Notícias. Declarações um dia depois de ter sido reeleito nas eleições regionais antecipadas, que deram a vitória ao PSD, que ficou apenas a um deputado da maioria absoluta. Miguel Albuquerque recorda o atual contexto internacional, que é muito grave e que o nosso país tem que tomar decisões importantes nessa matéria.
Estamos com uma situação, talvez a situação mais difícil que a Europa enfrenta desde o pós-guerra. Portugal faz parte do quadro europeu e há opções que tem que tomar. E nós andamos a brincar aqui aos processos, às casas e às empresas, quando não discutimos aquilo que é essencial. Qual a posição de Portugal agora no futuro da Europa e quais as posições que vai ter que tomar na área da defesa e da segurança e quais os recursos que tem que alocar a isso. Isso são questões que estão na ordem do dia. Toda a gente no centro e do norte da Europa está a discutir o assunto e nós discutimos aqui é o caso das gêmeas, é o caso da casa, da empresa. Desculpe lá, é tudo umas baboseiras que não interessa a ninguém.
Miguel Albuquerque foi também questionado sobre se deixa o Governo Regional da Madeira, caso venha a ser acusado.
Depende da configuração da acusação. Eu já vi acusações judiciais perfeitamente descabidas. Depende dos casos concretos. Eu não faço ideia nenhuma do que está lá no processo, que ainda não consultei. Mas eu sei quem sou. Sei aquilo que durante toda a minha vida pública, nos cargos que desempenhei e sei quais foram as minhas condutas.
Mas se for acusado de corrupção ativa ou corrupção passiva, por exemplo, isso já seria motivo para sair?
Eu tenho muitas dúvidas que isso vá acontecer. Aliás, tenho só por equívoco que isso pode acontecer.
Miguel Albuquerque, em entrevista desta noite à SIC Notícias, já quanto às próximas eleições legislativas antecipadas, o líder do PSD Madeira defende que quem ganhar deve liderar o governo e considera que é muito perigoso fazer alianças com partidos populistas.
E Pedro Nuno Santos diz que mesmo que Luís Montenegro vença novamente as eleições, o manto de suspensão nunca vai desaparecer.
Declarações do líder do PS esta noite numa entrevista à CNN Portugal, onde diz que espera governar da mesma maneira que a AD governou no último ano, sem os erros que o primeiro-ministro cometeu e encurtaram a governação.
Nós só trabalhamos num cenário, é no cenário de vitória, porque temos a certeza de que temos as melhores respostas para os problemas do país, que a AD neste último ano não revelou capacidade para resolver os problemas antigos do país. Alguns agravaram-se, como é o caso da saúde. E depois um primeiro-ministro, que tem sobre si um manto de suspeição, que não desaparece com o ato eleitoral. Aliás, se tivéssemos o azar de ter uma vitória de Luís Montenegro, nós continuaríamos a ter um primeiro-ministro com um manto de suspeição sobre si.
Pedro Nuno Santos reitera ainda que o PS deu todas as condições para Luís Montenegro governar e formar governo.
E André Ventura volta a equiparar Luís Montenegro a José Sócrates e acusa o primeiro-ministro de tentar calar o partido antes de o Chega ser ouvido.
É a resposta de André Ventura a Luís Montenegro, depois do primeiro-ministro ter acusado o Chega de querer condicionar a Justiça, por considerar que foi André Ventura a revelar a providência cautelar apresentada pelo primeiro-ministro. Em causa estão os cartazes do Chega, que mostram Luís Montenegro ao lado de José Sócrates com a frase "50 anos de corrupção". Luís Montenegro quer que o tribunal ordene a retirada dos cartazes, mas o pedido foi negado. A juíza recusou que a ação fosse decidida sem contraditório e André Ventura já foi notificado para prestar esclarecimentos. Hoje, numa publicação na rede social X, André Ventura escreve que o primeiro-ministro tentou calar o Chega sem que o partido fosse ouvido e acrescenta que, como todos se lembram, José Sócrates quis fazer algo parecido. A providência cautelar interposta pelo primeiro-ministro exigia a retirada imediata dos cartazes e uma compensação de €10 mil a Luís Montenegro, confirmou a Comarca de Lisboa à Agência Lusa.
E o antigo líder do PS Madeira, Carlos Pereira, pondera candidatar-se à liderança do partido na região e acusa Paulo Cafôfo de não saber assumir derrotas.
Ouvido no programa Explicador, Carlos Pereira mostra-se chocado com a derrota dos socialistas e alerta para mudanças que têm de ser feitas na estrutura regional do PS e mostra-se disponível para ser a solução, mas afasta, pelo menos para já, o tema da liderança do PS Madeira.
Eu seria hipócrita se dissesse que essa ponderação não é feita. É óbvio que é feita. Eu acho é que eu não quero intoxicar nem campanhas legislativas nacionais, nem campanhas autárquicas. Eu acho que o Partido Socialista da Madeira precisa de refletir, precisa de dialogar e precisa de chamar pessoas e libertar toda esta tensão que se gerou ao longo destes anos com derrotas e com erros e poder, de alguma forma, trilhar um caminho positivo daqui para frente.
Sobre a atuação de Paulo Cafôfo, Carlos Pereira admite que o socialista fez tudo o que conseguia na liderança do PS Madeira. Ainda assim, aponta o dedo ao atual líder regional do partido.
Mas eu ontem quando eu via Paulo Cafôfo fazer aquele comentário sobre: "Eu ficarei para organizar estas eleições", e, portanto, não se demitiu, naturalmente, eu fiquei a pensar quantas derrotas são precisas para o Cafôfo ter para assumir uma responsabilidade de forma mais perentória. E, portanto, perante uma derrota tão categórica, eu acho que era legítimo que isso tivesse acontecido.
Carlos Pereira, vice-presidente do grupo parlamentar do PS na Assembleia da República, ouvido no programa Explicador, onde aproveitou ainda para salientar as diferenças entre o contexto regional e nacional, diz que os contextos são diferentes.
E a crise que fez disparar o preço dos ovos nos Estados Unidos já chegou a Portugal.
A chamada ovoflação tem sido um tema nos Estados Unidos. A crise provocada pela gripe das aves já se transformou numa questão política classificada como desastre por Donald Trump. Desde 2022, foram abatidas 166 milhões de galinhas nos Estados Unidos. Só este ano foram mais de 30 milhões. Em Portugal, uma dúzia de ovos ainda está longe dos € 15 que chegou a atingir nos Estados Unidos, mas o contágio já se faz sentir nos preços. De acordo com os dados disponibilizados pela DECO Proteste ao Observador, na segunda semana de março, o preço médio de meia dúzia de ovos aumentou quase 5%, de €1,62 para €1,70.
Vamos agora atualizar as notícias de âmbito local.
Começamos em Sintra. O Palácio da Pena vai reabrir amanhã. Já os restantes monumentos da Serra de Sintra permanecem encerrados até ao final da semana devido aos estragos causados pelo mau tempo. Uma informação da empresa Parques de Sintra Monte da Lua, que adianta que já caíram 350 árvores devido aos ventos fortes e à precipitação provocada pela depressão Martinho. A Câmara Municipal das Caldas da Rainha vai instalar 20 câmeras de videovigilância na cidade. Os equipamentos vão ser instalados nas zonas de maior movimentação, principalmente durante o período da noite. O autarca Vítor Marques refere que, apesar da criminalidade estar a diminuir, o objetivo é aumentar a percepção de segurança no Conselho. A Câmara Municipal de Vila do Conde vai construir um novo pavilhão multiusos em Bagunte. O pavilhão pretende ser um ponto de referência para as comunidades da região. Conta com um investimento de cerca de € 4 milhões. As obras estão previstas para o início de 2026. Na Marinha Grande, os operários das empresas Gal vidro, Santos Barosa e Vidrala vão estar em greve entre amanhã e sábado. Os trabalhadores protestam por melhores condições de trabalho e também pelo aumento de salários. Em declarações ao Jornal de Notícias, a coordenadora da Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção Cerâmica e Vidro, Fátima Messias, diz que é esperada uma grande adesão. A Universidade de Aveiro assinou um protocolo de colaboração entre a União das Misericórdias Portuguesas e os estudantes de medicina. Esta colaboração tem como objetivo permitir que os estudantes desenvolvam competências nas Centras Casas da Misericórdia e ainda reforçar a cooperação entre as duas instituições na área da formação médica e da investigação em saúde. Almada vai receber o espetáculo Isto Não É Bem Nada, do humorista Diogo Batáguas. O espetáculo de stand-up comedy pretende fazer uma reflexão sobre vários temas da sociedade. O evento acontece na quarta-feira, entre as 21h e as 22h30, no Auditório Fernando Lopes-Graça.
Laura Figueiredo com o Jornal das 11h.