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Em todo o continente. Jornal das 11 com José Rafael Lopes e José Luís Montenegro. Não tem dúvidas de que Carlos Moedas vai continuar a ser o presidente da Câmara de Lisboa e pede uma maioria absoluta na capital.

No comício em Lisboa, o início da noite, o primeiro-ministro e presidente do PSD elevou a fasquia. Carlos Moedas continua sem pedir diretamente a maioria absoluta e pede apenas um reforço na votação, mas o líder dos sociais-democratas foi mais longe, aumentou a exigência e faz uma leitura nacional dos resultados em Lisboa. Miguel Vitor Dias.

Desta vez, sem meias-palavras.

O Carlos Moedas vai continuar a ser o presidente da Câmara Municipal, agora com uma maioria absoluta, para poder cumprir todos os pontos do seu programa.

Luís Montenegro usou a expressão proibida e pediu maioria absoluta para Carlos Moedas, que continua a fugir e fica-se apenas por um pedido de reforço de votos, desta vez com um trocadilho.

Se tivermos mais votos, ainda terão mais Moedas, porque eu às vezes não podia ser totalmente Moedas, porque a minoria em que estava eles não deixavam. Por isso, meus amigos, vamos fazer mais, vamos a isso, mais Moedas.

Carlos Moedas, que dramatiza o discurso e avisa que estas autárquicas representam a escolha entre confirmar a mudança de ciclo na cidade ou regressar à liderança socialista.

No próximo domingo não se trata só de mais umas eleições em Lisboa. Esta é uma escolha de uma vida, de uma geração. E é preciso ser claro: essa escolha dos lisboetas vai decidir o futuro da cidade, o futuro da nossa Lisboa.

Carlos Moedas com Luís Montenegro ao lado, o líder do PSD, que evitou comentar o orçamento do Estado, mas tocou nos pontos principais: a segurança, a imigração e a habitação, colocando Lisboa como um ponto de referência face ao país.

Implica ter à frente da Câmara Municipal alguém que se projeta para lá do importantíssimo trabalho que é gerir Lisboa, mas projeta-se para lá disso. Motiva, alimenta, incentiva a região, o país, a Europa e o mundo com bons exemplos de governação.

Luís Montenegro no comício de encerramento de Carlos Moedas na cidade de Lisboa.

O jornalista Miguel Vitor Dias com os destaques do comício final de Carlos Moedas, que amanhã tem um almoço com o setor cultural e que encerra com a tradicional descida do Chiado.

E com a campanha autárquica a terminar, Alexandra Leitão dramatiza o apelo ao voto, alerta para os riscos de um novo executivo de Carlos Moedas.

Que desta vez pode precisar do apoio do Chega para conseguir uma maioria de direita na vereação da Câmara de Lisboa e na Assembleia Municipal. Alexandra Leitão faz um último apelo ao voto, diz que os eleitores ainda estão a tempo de impedir uma autarquia liderada por Moedas com o apoio do Chega.

Imaginem o que é acordar no dia 13, de manhã, na segunda-feira, com o governo PS, CDS, Iniciativa Liberal, apoiado na Câmara pelo Chega e na Assembleia Municipal pelo Chega. Imaginem o que é acordar nesse dia. E a nossa caminhada lá estará, se isso acontecesse. Lá estaremos a caminhar para, mesmo assim, mesmo que isso viesse a acontecer, evitar males maiores para a nossa cidade. Mas caros e caras amigos, caras e caras amigas, estamos a tempo de evitar amanhecer nesse dia 13. Por acaso é 13.

Alexandra Leitão, candidata da coligação Viver Lisboa, que junta o PS, o LIVRE, o Bloco de Esquerda e o PAN, num comício esta noite em Arroes. A candidata à presidente da Câmara avisa para o risco de um novo executivo liderado pela direita política.

No Porto, o candidato independente à Câmara, Filipe Araújo, garante que sempre sentiu o apoio de Rui Moreira.

Declarações que surgem depois de uma publicação feita nas redes sociais por Rui Moreira, quando o presidente da autarquia, em fim de mandato, afirmou que não apoia, nem intimamente, nem publicamente, qualquer das candidaturas à Câmara Municipal Portuense para estas eleições de domingo. Ora, no penúltimo dia de campanha para as autárquicas, o candidato independente do movimento Fazer à Porto preferiu destacar a confiança e o trabalho partilhado com Rui Moreira nos últimos anos. Vamos ouvir então Filipe Araújo.

Nós fizemos todo um trabalho conjunto e ao longo destes 12 anos eu senti sempre, sempre, isso eu digo, intimamente, senti sempre o apoio do Rui Moreira. E eu acho que esse apoio foi aquilo que também mereceu a confiança dele para me escolher como vereador e como vice-presidente, como número dois dele ao longo de oito anos.

Filipe Araújo, candidato independente à Câmara Municipal do Porto, em declarações à margem de uma visita ao Centro Associativo dos Moradores dos Blocos Residenciais da Prelada.

E Pedro Nuno Santos vai suspender o mandato de deputado antes da votação do orçamento do Estado para o próximo ano.

O documento com que o governo quer gerir as contas públicas em 2026 foi apresentado esta tarde e o atual líder do PS, José Luís Carneiro, já admitiu viabilizar este mesmo orçamento do Estado. Agora surge a notícia de que o ex-secretário-geral do Partido Socialista, Pedro Nuno Santos, que é atualmente deputado, vai suspender funções a partir de 24 de outubro. Alega Pedro Nuno Santos razões pessoais e profissionais, em declarações à Agência Lusa. José Luís Carneiro admite que já tinha sido avisado de antemão desta decisão pelo próprio deputado há algum tempo, a notícia de que Pedro Nuno Santos iria suspender o mandato.

José, as consultoras financeiras concordam que os portugueses devem mesmo pagar menos IRS em 2026.

Isto em relação ao Orçamento do Estado e depois de o ministro das Finanças ter dito que a esmagadora maioria dos portugueses vai ter um desagravamento do IRS a pagar no próximo ano. E as consultoras fizeram as contas e sublinham que, considerando as medidas anunciadas, o IRS, de forma geral, deve ser inferior ao de 2025. Em causa está a atualização de todos os escalões do imposto em 3,51% e a redução das taxas do segundo ao quinto escalão em 0,3 pontos percentuais. As simulações de duas consultoras, ao Observador, a PwC e a Deloitte, partem do ponto de partida que o contribuinte mantém o mesmo salário. Sendo assim, a PwC diz que uma pessoa solteira, sem dependentes, cujo salário esteja na casa dos 1200 € brutos, pode ver o IRS ser alterado e passar a receber mais 31 €. Já um casal sem filhos com os mesmos rendimentos, 1200 € brutos por pessoa, pode vir a ter um aumento na casa dos 63 €. A consultora Deloitte também preparou um conjunto de simulações que partilhou com o Observador e que ajudam a antecipar a redução do imposto. Nestas simulações, diz a Deloitte, uma pessoa solteira, sem dependentes, cujo salário esteja também na casa dos 1200 € brutos por mês, pode ver o IRS aumentar 37 €.

Este é um artigo que está em destaque no nosso site observador.pt, com várias simulações partilhadas com o Observador, que abrangem vários escalões e situações de agregado familiar em Portugal. José, como é tradicional também no fecho da campanha eleitoral, o Observador fez uma última chamada com os principais candidatos autárquicos. A esta hora vamos ouvir os candidatos à Câmara de Lisboa.

Esta noite já escutámos Carlos Moedas e Alexandra Leitão. Agora é a vez de escutarmos o candidato do Chega, Bruno Mascarenhas, que admite viabilizar um orçamento de Carlos Moedas na Câmara de Lisboa. Já se Alexandra Leitão for eleita, esse cenário não se coloca. É o que garante Bruno Mascarenhas. Diz que é uma linha vermelha para o Chega.

Nunca o Chega, isso para nós tem sido, de facto, uma linha vermelha, até por indicação da direção do partido, que os autarcas do Chega não votam orçamentos do Partido Socialista.

Portanto, apenas admite viabilizar orçamentos de Moedas.

Se houver um orçamento negociado em que as medidas do Chega possam ser introduzidas, portanto, as políticas do Chega possam ser introduzidas, isso aí faz parte das regras da democracia.

A última chamada de Bruno Mascarenhas, o candidato do Chega à Câmara de Lisboa, ao telefone com o jornalista do Observador, Miguel Pereira Santos.

José, vamos também atualizar as notícias de âmbito local.

Um professor da Universidade de Aveiro foi acusado pelo Ministério Público por comentários homofóbicos publicados nas redes sociais. A notícia foi avançada hoje pela Agência Lusa. O caso resultou de uma queixa apresentada pela Associação Académica da Universidade de Aveiro. Este professor universitário de 63 anos enfrenta acusações de um crime de discriminação e de incitamento ao ódio e à violência. Na Póvoa de Varzim, duas mulheres com cerca de 60 anos foram resgatadas do mar, hoje, na Praia da Lagoa. O alerta foi dado pelas 16h, pelos nadadores-salvadores. A capitã do Porto de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim diz desconhecer as circunstâncias em que as duas mulheres acabaram por ir parar ao mar. A Entidade Regional do Turismo do Alentejo e do Ribatejo requalificou todo o sistema sinalético do Caminho de Santiago nos municípios da Azambuja, do Cartaxo e de Santarém. As intervenções foram feitas em mais de 230 pontos do percurso. A entidade diz que o objetivo é assegurar uma maior segurança e orientação para os peregrinos. Já começou a 26ª edição do Festival Internacional Seixal Jazz. Amanhã tem lugar uma atuação do pianista Fred Hersch, no Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal, pelas 22h. Este evento, o Festival Internacional Seixal Jazz, estende-se até ao dia 18 deste mês. Em Lisboa, a EDP Maratona de Lisboa 2025 acontece no dia 25 de outubro deste mês. A partida está marcada para às 08h, em Carcavelos, em frente à nova Business School of Economics. São 42 km que vão terminar no Terreiro do Paço, em Lisboa. Este ano são esperados 15 mil participantes. Em Leiria, o Mosteiro da Batalha vai receber o ciclo Jazz Mosteiro. A iniciativa conta com dois concertos marcados para os dias 19 de outubro e 23 de novembro, pelas 16h. As atuações têm lugar no Claustro Dom Afonso V. A entrada é livre.

Notícia de fecho do Jornal das 11.