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E 21 em Faro. Jornal das 11, com edição da jornalista Diana Rosa e começamos com Henrique Gouveia e Melo. Insiste que não se candidatou à presidência por causa de um mal-estar com Marcelo Rebelo de Sousa.
Em entrevista à RTP, o almirante garantiu ter uma candidatura independente, alheia a qualquer pressão. Falou ainda de alegadas exigências que terá feito enquanto chefe de Estado-Maior da Armada, junto do governo, para a aquisição de submarinos. O candidato a Belém sublinha que essa história é antiga e nega qualquer chantagem sobre o Executivo.
O título do artigo indiciava que eu estava a fazer chantagem com o governo. Isso era uma coisa muito feia que me atribuíram e que eu não gostei. E, portanto, nesse momento, achei que não tinha também condições para continuar a exercer as minhas funções de forma normal dentro da defesa, porque atribuírem a um chefe militar que está a fazer chantagem com o governo para continuar nas Forças Armadas, julgo que era uma coisa muito grave que não podia ser passado incólume.
É o comentário a um artigo avançado pelo jornal Expresso. Gouveia e Melo, nesta entrevista, criticou também os candidatos à presidência que são apoiados por partidos. O almirante considera uma má ideia ter um cavalo de Troia de uma força política dentro do Palácio de Belém.
Essas dependências serão jogadas no momento oportuno, se eles não corresponderem aos anseios dos interesses que os promoveram. Eu não gostaria de ver na presidência um cavalo de Troia de nenhum partido. Desculpe, a presidência não é isso. A presidência não é partidarizada. Nós devemos concorrer, pessoas independentes, com mais apoios ou menos apoios, à presidência da República, porque é isso que faz sentido num sistema semipresidencialista.
Gouveia e Melo, depois de ter negado também à CNN qualquer interpretação que leve a entender que concorreu à presidência por causa de um mal-entendido com o atual chefe de Estado.
Também Marcelo Rebelo de Sousa foi esta noite questionado pelo tema e garante ser um presidente que cultiva boas relações com todos.
Ontem tinha sido divulgada uma passagem de um livro em que Gouveia e Melo revelava ter decidido avançar para a corrida a Belém depois de ter lido que Marcelo queria travar essa candidatura. Hoje, em Luanda, questionado pelos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa garante que não tem relações minadas.
Eu acho que o presidente não deve comentar nem os presidentes anteriores, nem os seguintes, por maioria de razão, os candidatos à sucessão. E esse é um bom princípio. O presidente em funções, nunca lhe aconteceu ter relações minadas com ninguém. Não sei se é uma qualidade, se é um defeito, mas é assim, a maneira de ser desse presidente é que cultiva relações com toda a gente.
Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações captadas pela SIC Notícias a partir de Luanda, onde participa nas comemorações dos 50 anos da independência de Angola.
E a ministra do Trabalho considera inoportuno o anúncio de greve geral feito pela UGT.
Para se juntar nessa paralisação à CGTP. A paralisação é esperada para o dia 11 de dezembro, embora ainda não esteja marcada de forma efetiva. É um ponto também sublinhado por Rosário Palma Ramalho, que espera que a greve caia por terra. Além disso, há negociações ainda a decorrer, lembra a ministra.
O diálogo social aqui é só de fachada, que é o que estou a ouvir dizer. Na verdade, isso não se coaduna com a metodologia que nós seguimos, porque se fosse de fachada, nós chegávamos lá, cumpríamos calendário e acabou. Apresentávamos logo uma proposta de lei. Não foi isso que aconteceu.
A senhora ministra vai continuar a tentar negociar com as centrais sindicais?
Sem dúvida. Não da parte da CGTP, que se pôs à margem da negociação, mas da parte da UGT, considero extemporâneo fazer agora este anúncio, porque, na verdade, nós estamos sentados à mesa a negociar.
E a ministra quer manter várias propostas do governo. Lembro que algumas que estão no anteprojeto são, por exemplo, restringir os direitos de parentalidade, também o direito ao teletrabalho. É o que quer a ministra.
E estas alterações à lei laboral apresentadas por Rosário Palma Ramalho levam a ex-ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, a concluir que o país está perante um retrocesso histórico.
Foi ministra do Partido Socialista, Ana Mendes Godinho acusa Palma Ramalho de ser incapaz de negociar com as centrais sindicais.
Os acordos só são possíveis quando há capacidade de diálogo e há capacidade de encontrar soluções comuns. Se à partida tem dificuldade em encontrar as motivações que levam a determinadas propostas e retrocessos civilizacionais, difícil é depois encontrar os pontos e os diálogos. Portanto, é fundamental que haja capacidade de diálogo efetivo.
A ex-ministra do PS, Ana Mendes Godinho, entrevistada no Explicador, também o candidato à presidência apoiado pelo PCP, António Filipe, classifica as alterações à lei laboral como um retrocesso histórico que vai colocar o direito dos trabalhadores ao serviço do patronato.
E Diana, a IGAS enviou para o Ministério Público as conclusões sobre a gestão das cirurgias adicionais no Hospital de Santa Maria.
É o que adianta a CNN Portugal. O alarme soou quando foi noticiado que o dermatologista Miguel Apalhão ganhou mais de €400 mil em 10 sábados de trabalho adicional. Os inspetores da Inspeção-Geral das Atividades da Saúde falam em falta de controle a um médico que tinha liberdade para propor e realizar cirurgias. O relatório já foi enviado para o Ministério Público, onde decorre um inquérito-crime.
Vamos agora atualizar também as notícias de âmbito local.
No Porto, há várias autoestradas que vão sofrer trabalhos de manutenção entre hoje e sexta-feira, durante o período noturno. Em comunicado, a Infraestruturas de Portugal avisa que as obras vão provocar condicionamentos de trânsito. Entre as 10 da noite e as 7 da manhã, vai ser suprimida a via esquerda nas zonas de intervenção na A1, na A20 e na A28. A Liga dos Amigos do Centro Hospitalar do Baixo Vouga recrutou 74 novos voluntários, a maior parte jovens universitários da Universidade de Aveiro. A contribuição de mais voluntários vai permitir à instituição fazer chegar o seu trabalho a mais serviços no Hospital de Aveiro. Em Pombal, a câmara vai distinguir, amanhã, personalidades, instituições e empresas que contribuíram para o desenvolvimento do conselho. Entre os premiados, Isabel Damasceno, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, e também Paulo Mota Pinto, presidente cessante da Assembleia Municipal. A cerimônia coincide com o dia do município. Em Loures, estão a decorrer as candidaturas para o Prêmio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho, com um curso que permite distinguir e promover a criação literária na língua portuguesa. Pode participar até dia 31 de dezembro. O projeto Vamos Por as Mãos na Terra volta a arrancar nas escolas do Conselho de Porto de Mós, distrito Leiria. De acordo com a autarquia, cada escola vai receber sementes para plantar em canteiros e um guia com dicas úteis para ajudar no processo. O objetivo é ensinar as crianças o processo de cultivo e normalizar o contato com a terra e com a natureza. Fechamos no Seixal este noticiário local, onde estão abertas até dia 22 as candidaturas para o Clube de Cinema. A iniciativa para jovens dos 15 aos 20 anos, residentes no Conselho, tem como objetivo ensinar a fazer filmes com a orientação de uma equipe especializada, que vai disponibilizar todo o material necessário. E passamos do noticiário local para uma pergunta que te vou fazer. Filipa, tens animais em casa?
Tenho uma cadelinha, a Nala.
Já andaste com ela em transportes?
Por acaso nunca andei.
Mas já viste outros cães andarem já em transportes.
Não é absurdo.
Mas sabias que as ovelhas também podem?
Pronto, isso é que te vou dizer que realmente nunca vi uma ovelha.
Como é que nunca viste?
Anda a falhar, se calhar não anda assim tanto em transportes.
De facto, em Portugal ainda é uma realidade distante. Mas na Polônia, os animais que não são domésticos também já podem viajar.
Eu já estou aqui cheia de questões, portanto ajuda-me com isto.
Um membro do Parlamento polaco, eu sei que é inusitado, de um partido conservador, publicou um vídeo que gravou a bordo de um comboio entre Cracóvia e Varsóvia. Nesse vídeo pode ver-se uma ovelha de fralda a caminhar pelo corredor do comboio. Numa publicação posterior, eu também já vi o vídeo.
É verdade.
É verdade.
Não é fake news.
Não, isto aconteceu mesmo. Numa publicação posterior, o deputado fez críticas, condenou o serviço ferroviário por permitir coisas deste gênero e disse que não respeitam os animais.
Mas afinal, podem mesmo andar assim no comboio?
Podem, as regras da ferroviária permitem que animais sejam transportados nos comboios, desde que usem uma fralda. E têm que ter um bilhete específico comprado. Comprado pelos donos, claro.
Exato. Não acredito numa ovelha assim a tentar comprar o bilhete na máquina.
Imagina uma ovelha de fralda.
Só já é uma imagem.
Insólito.
Eu vou sair daqui do estúdio e vou querer ver esse vídeo desta ovelha a andar de comboio. Notícia de fecho do Jornal da Zona.