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Jornal das 11 na Rádio Observador, com a edição da Diana Rosa. Diana, o ministro da Defesa Nacional defende que a compra de quatro helicópteros Black Hawk foi um passo em frente para que não fique tudo na mesma.

A Força Aérea comprou os helicópteros para ajudar em missões de emergência médica, uma aquisição que não escapou às críticas por não serem os equipamentos ideais para serem utilizados neste tipo de missão. No entanto, o ministro Nuno Melo está confiante de que há muitas vidas que vão ser salvas graças a estes aparelhos.

Há um problema que está identificado. É preciso ajudar as pessoas, principalmente em circunstância de tragédia, através da emergência médica. E quando o problema está identificado, temos uma de duas possibilidades: ou não fazemos nada ou tentamos ajudar. E a Força Aérea dá um passo em frente porque não quer que fique tudo na mesma, porque quer prestar o seu auxílio. Sabemos que há muito também quem queira que fique tudo na mesma, mas nós, na Defesa Nacional, estamos neste passo do lado certo da história.

Nuno Melo, no discurso de abertura do ano letivo da Academia da Força Aérea, que decorreu em Sintra, o governante assegura que toma decisões com base em pareceres técnicos. Insistiu que a Força Aérea já realiza este tipo de missões nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.

Falamos agora de eleições presidenciais. O ex-ministro da Educação, João Costa, considera que o pior cenário é uma segunda volta em que um dos candidatos seja André Ventura.

"É o pior que Portugal pode ter", são as palavras utilizadas pelo socialista em Bruxelas. Para o ex-ministro, a presença do presidente do CHEGA numa segunda volta corresponde a levar a votos o ódio, o racismo e a xenofobia, que no entendimento de João Costa, são disseminados pelo partido Chega. À entrada para um encontro com a candidata presidencial Catarina Martins, apoiada pelo Bloco de Esquerda, o ex-ministro rejeitou leituras de um apoio à eurodeputada. Recorda João Costa que apoia António José Seguro e apela ainda à convergência de todas as candidaturas à esquerda para o candidato apoiado pelo PS.

E precisamente António José Seguro foi hoje questionado sobre a celebração do 25 de Novembro. O candidato a Belém considera que sim, a data deve ser assinalada, ainda que o PS tenha anunciado que este ano não vai estar presente nas celebrações.

Marcou hoje presença na apresentação de um livro sobre a controversa data da história da democracia. O ex-secretário-geral do PS considera que o 25 de Novembro deve ser assinalado, mas a data mais importante para a democracia é mesmo o dia da revolução.

O 25 de Novembro merece ser comemorado, agora não pode ser colocado ao mesmo nível daquilo que são as comemorações do 25 de Abril e muito menos ser aproveitado por algumas pessoas para ser contra o 25 de Abril. O 25 de Abril é o dia da nossa liberdade, é o dia fundacional, e nós devemos encontrar datas e comemorações que nos unam como povo e como nação. É para isso que eu me candidato a presidente da República, é para unir e não para dividir, porque já há extremismos e divisões a mais.

António José Seguro que, como ouvimos, rejeita criar divisões entre datas, assim como extremismos.

E nestas declarações, o candidato à presidência comentou a recente troca de críticas entre Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes.

Se Marques Mendes considera que Gouveia e Melo não tem a experiência necessária para ocupar o cargo de presidente da República, o almirante pede que o candidato apoiado pelo PSD eleve a linguagem do debate. Ora António José Seguro garante que não entra neste tipo de bate-boca.

Os portugueses estão fartos dessa forma de fazer política e querem é políticos que apresentem propostas e soluções. Eu vim para unir, para agregar e dirijo-me a todos os portugueses no sentido de nos unirmos para encontrarmos soluções concretas para resolver os problemas portugueses. Portanto, não desço a essa política.

António José Seguro compromete-se, isso sim, a resolver os problemas dos portugueses, nomeadamente no setor da saúde. Volta a insistir, caso seja eleito, promete um primeiro ano de mandato ligado aos problemas nesta área.

Já que falamos em saúde, Diana, Luís Marques Mendes exige respostas à ministra Ana Paula Martins.

O candidato à presidência considera que os casos das grávidas que dão à luz fora dos hospitais são muito graves e mesmo inaceitáveis. Hoje foi conhecido mais um caso, o da grávida que teve um bebê no Uber, em Loures, depois de ter tido alta do Hospital São Francisco Xavier. Na reação aos problemas sucessivos na resposta às grávidas, Luís Marques Mendes afirma que Ana Paula Martins devia concentrar-se mais na natalidade.

Peço à ministra da Saúde que concentre as suas atenções nisto e que venha explicar ao país o que é que tem previsto para alterar esta situação. Se não tem previsto nada, então deve prever. Se tem previsto, é bom que os portugueses conheçam.

Luís Marques Mendes defende que o governo pratica uma contradição grave e preocupante quando discursa sobre a necessidade de estimular a natalidade, ao mesmo tempo que todas as semanas há partos a acontecer fora dos hospitais.

Passamos ao futebol. Portugal defronta amanhã a Irlanda para um jogo de apuramento para o Mundial de 2026.

Vai ser recebido pelos irlandeses no Aviva Stadium, em Dublin. O guarda-redes José Sá foi dispensado, vai ser substituído por João Carvalho. Bruno Fernandes também vai estar ausente. Mesmo Portugal tendo vencido por 1 x 0 a equipa da Irlanda no primeiro jogo de qualificação, Roberto Martini espera agora um jogo diferente, com uma Irlanda mais atrevida.

Vai empurrar e utilizar o jogo de casa, que é a força dos adeptos, uma equipa que chega ao último terço e depois utiliza a bola parada muito bem e precisamos de defender também, mas um jogo com a mesma Irlanda, mas um jogo com fases de jogo muito diferentes.

Nesta antevisão ao jogo de amanhã falou também o capitão das Quinas, Cristiano Ronaldo espera ser pressionado pelo público a assistir à partida no estádio.

Obviamente que o estádio vai me assobiar amanhã, isso eu tenho claro. Já estou habituado a isso e espero bem que o façam. Ter uma pressão, se calhar, a outros jogadores. Aquilo que eu mais quero é desfrutar de mais um jogo pela seleção. Sabemos que é um jogo não decisivo, mas quase, porque se ganharmos queremos fechar já a eliminatória.

O jogo está marcado para às 19h45. Filipa, Irlanda-Portugal conta com relato em direto aqui na Rádio Observador, emissão especial de desporto.

Pois já, Diana, vamos atualizar também as notícias de âmbito local.

No Porto, tudo garantido para avançar o mais rápido possível com uma solução para mitigar o trânsito na via de cintura interna. É a garantia deixada pelo ministro das Infraestruturas, que esteve hoje em Matosinhos. Miguel Pinto Luz rejeita, no entanto, comentar a possibilidade da VCI só avançar em 2027 e não no próximo ano. O governante diz que neste momento não garante nada, porque primeiro tem de conversar com os autarcas. A vereadora da Educação no Seixal garante que está a acompanhar o problema da falta de pessoal não docente nas escolas do Conselho. Diz que se trata de um problema transversal que acontece em todo o país. É o esclarecimento feito por Maria João Macau através das redes sociais, depois de ontem ter sido divulgado que a Escola Básica Quinta da Cruela encerrou para crianças com necessidades educativas especiais por falta de funcionários. O presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós foi hoje eleito por unanimidade para a presidência da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria. O social-democrata Jorge Vala sucede ao socialista Gonçalo Lopes, que é presidente da Câmara Municipal de Leiria. À Agência Lusa, Jorge Vala afirmou que o objetivo para os próximos quatro anos é reafirmar a coesão da região. Lembro que Jorge Vala foi o único candidato à presidência da Comunidade Intermunicipal. A Associação Os Pioneiros de Águeda, no distrito de Aveiro, vai construir 16 casas de habitação colaborativa para idosos. O investimento é de cerca de € 1 milhão, é financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência. A empreitada de construção anunciada em Diário da República aponta para um prazo de 180 dias. As casas vão ser construídas na Quinta do Capitão Mor, são destinadas a pessoas idosas que mantêm autonomia. Vamos até ao distrito de Santarém para falar de cultura. O Festival Internacional de Curtas-Metragens regressa a Tomar com mais de 35 filmes em exibição. A organização do evento indica que também vai haver concertos, masterclasses e atividades dedicadas à descoberta do cinema contemporâneo. É um festival que decorre entre os dias 19 e 23 deste mês. O programa Filarmonia São Carlos em Lisboa e Vale do Tejo vai ter continuidade no próximo ano, é o que confirma a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional desta área do país. Este projeto apoia a formação de bandas filarmônicas da região. Teresa Almeida sublinha que as coletividades, a que pertencem muitas filarmônicas, são fatores de coesão.

É assim que fechamos este jornal das 11h.