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Na Rádio Observador. Jornal das 11, com edição da jornalista Diana Rosa. E Diana, está marcada para a próxima segunda-feira uma nova ronda de negociações entre o Irã e os Estados Unidos.
Vai ter lugar em Islamabad, capital do Paquistão. A informação é avançada pela CNN, de acordo com responsáveis iranianos envolvidos no processo. Ainda hoje, Donald Trump mostrou-se otimista quanto às negociações em curso. Acrescenta que estão a acontecer muitas coisas boas e isso inclui também o Líbano. São declarações do líder norte-americano. Questionado sobre as declarações de responsáveis iranianos de que continuam a existir diferenças significativas entre os dois lados, Trump minimiza essas divergências. Entretanto, o New York Times avança que Irã e Estados Unidos estão a finalizar um memorando de três páginas para definir a estrutura das negociações de paz. Três fontes iranianas, a par das conversações, afirmam que os dois países terão 60 dias para negociar uma paz duradoura.
E vão ser levantadas todas as restrições aplicadas por Israel em tempo de guerra aos cidadãos.
Em causa, os acordos de cessar-fogo no Líbano e no Irã. Grandes ajuntamentos passam agora a ser permitidos e as recolhas obrigatórias em certas regiões ficam sem efeito, exceto as comunidades na zona de fronteira com o Líbano, é o que adianta o Times of Israel.
Na atualidade nacional, o primeiro Conselho de Estado convocado por António José Seguro terminou com uma conclusão: Portugal precisa de se preparar melhor para fenômenos extremos, como as tempestades que assolaram o país.
É o que se pode ler na nota final divulgada depois do encontro. O tema da preparação para situações de crise ligadas ao mau tempo esteve no centro da discussão. Vasco Maldonado Correia.
Durou mais de quatro horas e acabou já com algumas cadeiras vazias. António José Seguro tinha prometido que a primeira reunião do Conselho de Estado, centrada nos temas da segurança e da defesa, seria focar também na proteção civil e na capacidade de resposta do país ao mau tempo. O comunicado lançado no final do encontro é mais longo do que as notas dos tempos de Marcelo Rebelo de Sousa. Em seis parágrafos, pode ler-se que o Conselho de Estado se reuniu para proceder a uma reflexão sobre matérias relativas à segurança interna, à proteção civil, à cibersegurança, à proteção de infraestruturas críticas e à defesa nacional. Foi sublinhada no encontro a importância de reforçar a preparação do país face a fenômenos atmosféricos severos, a ameaças híbridas e também a riscos emergentes, assim como a importância de assegurar a proteção eficaz de infraestruturas críticas e do regular funcionamento dos serviços essenciais. Para isso, frisam os conselheiros, é necessário promover a articulação entre os principais responsáveis destas áreas para reforçar a capacidade de prevenção, resposta e recuperação em situações de crise. No plano internacional e com várias guerras a marcar a atualidade, foi também abordado o enquadramento geopolítico e sublinhada a relevância da cooperação internacional e do cumprimento dos compromissos assumidos por Portugal. Num dia que contou com cinco caras novas no órgão de consulta do Presidente da República, a nota termina com a garantia de que António José Seguro valorizou os contributos apresentados pelos conselheiros de Estado e de que o presidente reafirma a importância de garantir a estabilidade, a segurança e a confiança dos cidadãos.
Miguel Bastos Araújo, que ainda não tomou posse, e António Ramalho Eanes foram os únicos ausentes neste Conselho de Estado. André Ventura e Miguel Albuquerque abandonaram a reunião mais cedo. A ministra do Trabalho garante que a proposta do pacote laboral do governo está fechada. Falta agora a luz verde da UGT, que só decide depois de reunir o Secretariado Nacional.
Depois de quase 60 reuniões, as confederações patronais e o executivo dão o processo negocial por terminado. Agora, a decisão, Laura Figueiredo, está do lado da UGT.
Embora não seja a proposta idealizada pelo executivo, Maria do Rosário Palma Ramalho diz que a versão atual continua a ser muito boa para as empresas e para os trabalhadores. Se ainda assim, depois de 58 reuniões, a UGT não der o aval, a ministra já sabe qual a versão que vai seguir para o Parlamento.
Será com certeza uma coisa a meio entre o anteprojeto do verão e a versão que chegamos hoje, porque o governo, em qualquer caso, não dá este tempo como um tempo infrutífero, mesmo que não haja acordo.
Também os patrões dão as negociações por terminadas. Armindo Monteiro, presidente da CIP, diz que agora a bola está do lado da UGT.
Este processo, quanto a nós, terminou hoje e esperamos que, naturalmente, também a UGT corresponda a este esforço que fizemos de aceitar os ganhos e cedências que todos fizemos.
Já Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal, diz que a versão atual do documento é a possível.
Se era o que queríamos? Não. O que queríamos era o anteprojeto. Mas, como disse o doutor Armindo, e bem, estes processos têm que haver cedências de um lado para o outro. Houve cedências de todas as três partes envolvidas. Esta é a aproximação possível.
Quanto à UGT, Mário Mourão garante que ainda não há acordo.
Há matérias que ainda não há consensualizadas, mas o governo e os patrões entendem que havia que haver já a versão final. Isso foi feito. Agora a UGT vai ouvir os seus órgãos na próxima semana, vai marcar uma reunião extraordinária para que o Secretariado possa se debruçar sobre a versão final.
Quinta-feira é o dia apontado para a reunião do Secretariado Nacional. Só aí a UGT vai revelar se dá ou não luz verde à versão final da reforma laboral. Laura Figueiredo, com o desfecho desta fase negocial da reforma do pacote laboral, a ministra do Trabalho assegura que vai enviar a versão final também para a CGTP.
E ao mesmo tempo que decorria esta reunião, milhares de pessoas manifestavam-se em Lisboa contra as mudanças nas leis laborais.
O protesto começou no Saldanha, terminou junto à Assembleia da República. No final, o secretário-geral da CGTP voltou a criticar o governo para dizer que Portugal nunca teve um executivo assim. Adianta também que está à espera de uma reunião que já pediu ao presidente da República.
A CGTP já pediu por duas vezes uma reunião ao presidente da República. Uma delegação da CGTP já se encontrou com o presidente da República numa iniciativa da Presidência Aberta, em Leiria, em que questionou o presidente da República qual era o ponto da situação do nosso pedido de reunião. E aquilo que o presidente da República disse, na altura, foi que essa reunião estaria para breve. Ainda hoje estamos à espera.
Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, que foi a excluída das negociações do pacote laboral. Aqui o secretário-geral em declarações aos jornalistas no fim deste protesto.
E agora 11h07, vamos às notícias de âmbito local, Diana.
Começamos em Almada. O fim de semana vai ser de bom tempo, mas as praias da zona de São João da Caparica vão estar interditadas até segunda-feira. Vão ser efetuados os trabalhos de reposição de areia. A Agência Portuguesa do Ambiente explica que durante esse período não se encontram asseguradas as condições de segurança para a utilização da praia. Reforça que é expressamente proibida a permanência e circulação de pessoas nas zonas sinalizadas. Em Lisboa, Carlos Moedas visitou esta tarde as obras de qualificação no Pica-Pau Real e no Museu Nacional de Arte Antiga. Estas empreitadas estão inseridas num investimento de €67 milhões através da Associação de Turismo de Lisboa, ao abrigo do plano do PRR. Em parceria com o Estado, vão ser realizadas obras em 13 monumentos, museus e palácios nacionais. Em Porto de Mós, a Ministra do Ambiente esteve hoje com o Ministro da Agricultura a apresentar o programa de apoio à redução de combustível. O objetivo é utilizar a superfície agrícola e a produção animal para reduzir o risco de incêndios rurais. Maria da Graça Carvalho e José Manuel Fernandes apresentaram em conjunto com o presidente da Câmara Municipal, aquilo que vai ser o investimento anual de €30 milhões do Fundo Florestal. Rio Maior. Ficou hoje disponível o passe da rede de mobilidade urbana da cidade, para facilitar a adesão ao serviço. A utilização vai ser gratuita até ao dia 31 de maio. Os interessados devem dirigir-se ao Cine Teatro Municipal, onde o atendimento está disponível de terça a sexta-feira, das 10h às 12h30 e das 14h às 18h. É obrigatório apresentar o cartão de cidadão. Em Aveiro, o Partido Socialista exige celeridade na requalificação dos hospitais da região. Em causa estão obras nas unidades do Infante Dom Pedro e Águeda e Salreu. O deputado Hugo Figueiredo afirma que a região não pode permitir o adiamento da intervenção perante a pressão sobre os serviços de saúde. O Porto está a preparar-se para ter transportes públicos gratuitos para residentes. A autarquia quer ter a medida em vigor até ao dia 1 de janeiro do próximo ano. O contrato tem parceria com a Transportes Metropolitanos do Porto, que prevê um investimento superior a €10 milhões este ano, que vai ser votado na reunião do executivo na próxima terça-feira.
E é o ponto final no Jornal das 11, edição da jornalista Diana Rosa. Está de regresso às 11h30. Até já, Rita.