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Começa agora o Jornal das 11, edição da jornalista Diana Rosa. Começamos na atualidade internacional. Donald Trump anunciou uma extensão do cessar-fogo entre o Líbano e Israel por três semanas.
Foi nas redes sociais que o presidente norte-americano escreveu que a reunião com os representantes israelitas e libaneses na Casa Branca correu muito bem. Garante que os Estados Unidos vão mesmo trabalhar com o Líbano para se proteger do Hezbollah. O cessar-fogo entre Israel e Líbano vai ser estendido, como dizias, Rita, por três semanas.
E, ao mesmo tempo, o Hezbollah atacou o norte de Israel em resposta às violações do cessar-fogo.
O exército israelita interceptou esta noite vários lançamentos que cruzaram do Líbano para território israelita. Os roquetes fizeram soar alarmes na zona norte de Israel. O ataque foi reivindicado pelo grupo libanês, que justificou como uma resposta aos ataques levados a cabo por Israel nos últimos dias.
E voltamos agora a Donald Trump, que deixou um aviso ao Irão: o tempo para a paz está a esgotar-se.
Donald Trump admitiu que o Irão pode ter reconstruído parte da capacidade militar durante o cessar-fogo, mas garante que as forças norte-americanas estão prontas para neutralizá-la rapidamente. O chefe de Estado não revela por quanto tempo está disposto a prolongar a guerra com o Irão e pede para não ser pressionado.
É incrível o que fizemos. Fiz isso dentro do período de tempo que mencionei, mas não quero apressar-me, porque todas as histórias dizem que o Trump está sob pressão. Não, não estou. Sabem quem é que está sob pressão do tempo? Eles, porque se não conseguirem escoar o petróleo, todas as infraestruturas petrolíferas vão rebentar, porque não têm onde armazená-lo.
Em declarações há pouco na Casa Branca, Trump referiu que o cessar-fogo em vigor é, por si só, um sinal promissor nas negociações. No entanto, questionado sobre um término definitivo, Donald Trump não se quis comprometer.
E na atualidade nacional, o Parlamento vai enviar ao Ministério Público o depoimento da ministra da Saúde na comissão de inquérito ao INEM.
O requerimento do Chega foi aprovado com os votos a favor do PS e abstenção do Livre. PSD e Iniciativa Liberal votaram contra. O Chega acusa Ana Paula Martins de mentir e de ter falta de vergonha. Em causa, as versões da ministra e de entidades ligadas ao INEM a propósito da greve dos técnicos de emergência médica em 2024, uma greve associada a mortes por falta de socorro. O requerimento alega que está em causa a eventual prestação de falsas declarações em sede de inquérito parlamentar. É uma situação que, Rita, a confirmar-se, pode configurar matéria de natureza criminal.
E foi mais um dia marcado pela proposta de alteração à lei laboral, com o chumbo da UGT à proposta, os patrões pedem autorização para divulgar todos os documentos negociados entre os parceiros sociais.
O presidente da CIP mostra-se indignado. Armindo Monteiro quer transparência na negociação, que vai continuar até o dia 7 de maio, e só aceita negociar propostas da UGT que cheguem por escrito.
Não aceitaremos declarações ou propostas verbais. Se a UGT tem pontos e tem propostas, que sejam de forma escrita. Por quê? Porque nós já entramos pra uma reunião onde tínhamos dois pontos pra consensualizar. Saímos dessa reunião, tínhamos cinco por consensualizar. E hoje foi acrescentado mais um, já vai em seis.
Dizia-lhe há pouco que as negociações vão continuar a 7 de maio, mas faço aqui correção. São retomadas, assim é que é, no dia 7 de maio, agora há duas semanas de intervalo, até porque a ministra da Saúde tinha afirmado ontem que estes 15 dias vão servir para que a UGT pense e reformule algumas ideias, se assim quiser. Antes destas palavras do representante dos patrões, que aqui ouvimos, Armindo Monteiro, a UGT avisou que não desiste das linhas vermelhas. José Abrão, vice-presidente da Central Sindical, deixa um alerta ao governo.
A senhora ministra poderá até dizer que a UGT tem que se aproximar, mas a grande questão que está aqui é que é o governo que tem que se aproximar às posições da UGT em questões que são verdadeiramente essenciais. E, portanto, há aqui a marcação pro dia 7 de maio, desse encontro em sede de consultação, pois que o governo leve também propostas novas, porque queremos defender trabalhadores.
E há questões como o outsourcing, a não reintegração de um trabalhador despedido de forma ilegal, o banco de horas e a jornada contínua, que são fatores que estão a impedir um acordo que seja assinado pela UGT. A UGT discorda destas premissas.
O PSD acusa a UGT de estar alinhada com o PS e não se esforçar nas negociações do pacote laboral.
Apesar de a UGT ter os Trabalhadores Sociais Democratas também integrar a central sindical. A deputada Carla Barros acusa a UGT de ter um comportamento diferente na mesa de negociação, só porque o Executivo é do PSD. Ora, ouvida no Explicador, a social-democrata acusa a Intersindical de não estar realmente empenhada em chegar a um acordo.
A UGT, com governos do Partido Socialista, leva a cabo esforços para melhorar as propostas, para encontrar soluções para aquilo que não concorda, para os pontos que não concorda. Aqui, neste governo, e de facto, aquilo que se nota é uma UGT asfixiada. O Partido Socialista já há muito que pediu para rasgar a proposta e naturalmente que a UGT, ao estar apoderada pelo Partido Socialista, Mário Mourão está quase sufocado.
Do outro lado, o socialista Miguel Cabrita recusa mudanças de comportamento da UGT consoante governos. O socialista defende que o que está em causa são mesmo más propostas do Executivo de Luís Montenegro.
A UGT é composta por sindicalistas ligados a uma tendência socialista, também a uma tendência social-democrata. O secretário-geral é, sim, do PS, a presidente da UGT é do PSD. O que muda não é a postura da UGT conforme os governos. O que muda é o conteúdo das propostas que os governos dão. A UGT já fez greves gerais no tempo de governos do Partido Socialista. Agora, quando as propostas são para avanços, negoceia tentando chegar a consenso. Quando são negativas, ninguém pode esperar que líderes sindicais possam aceitar este tipo de atitudes.
O Chega pode ser um fator de desempate nesta matéria. A deputada Patrícia Almeida reforça que o documento já devia ter sido entregue no Parlamento, é o entendimento do Chega.
Estamos, eu não queria dizer empatar, mas estamos a demorar a enviar o documento para o Parlamento, para ele ser agora debatido no Parlamento, quando eu acho que já deveríamos ter esgotado este período de negociar com as centrais sindicais. No Parlamento, se o governo definitivamente quiser negociar com os partidos políticos e abrir o leque àquelas que são as linhas vermelhas do Chega, teremos acordo aprovado. Se assim não for, logo se verá.
Declarações de Patrícia Almeida no Explicador. Ouvimos também aqui neste Explicador Miguel Cabrita e Carla Barros, foram ouvidos aqui na Rádio Observador. Os deputados discutem o estado das negociações do pacote laboral numa altura em que a UGT já anunciou o chumbo da versão atual da proposta. E agora voltamos a falar de futebol, mais precisamente da Taça de Portugal. Está apurado, o Torriense venceu o Fafe, lutam por 1 x 0 e vai defrontar o Sporting na final do Jamor. Rita.
Obrigada, Martim.
Precisamente. Este jogo terminou com muita emoção também já muito perto deste noticiário. Foi um jogo de emoções fortes, com um gol já a meio da segunda parte. As duas equipes entraram em igualdade de gols, mas o Torriense acabou por levar a melhor e prepara-se agora para defrontar os Leões. Em direto de Torres Vedras está o Martim Madeira, que esteve a acompanhar este jogo. Martim, faz-nos aqui um resumo destes 90 minutos.
Diana, para já dizer, 70 anos depois, o Torriense está na final da Taça de Portugal. Há 70 anos, foi com o Porto, desta vez é com o Sporting. Também vão procurar um resultado diferente, porque há 70 anos perderam 2 x 0 com o Porto. Este jogo foi um jogo dominado pelo Torriense na sua maior parte. Na primeira parte, o domínio Torriense foi evidente, teve mais posse de bola, no entanto, o Fafe teve mais uma oportunidade que o Torriense, mas na segunda parte o Torriense entrou com tudo, pôs o pé no acelerador e a partir daí o Fafe já estava desgastado fisicamente. Muitas quedas no chão por parte dos jogadores do Fafe, muitas paragens e notava-se a diferença física entre os jogadores do Fafe, que estão na terceira liga, e os jogadores do Torriense, que estão a lutar para subir pra primeira liga. O gol veio numa altura em que o Torriense parecia não estar a conseguir quebrar a linha defensiva do Fafe, que estava muito descido. Para lá dos 80 minutos, o lateral direito do Torriense consegue fazer o gol com um remate de fora da área. A partir daí, o jogo foi completamente desbloqueado. O Fafe partiu para cima para tentar marcar o gol do empate. Ainda teve duas oportunidades onde quase conseguiu esse gol, mas com uma equipe muito subida, uma defesa que já não tinha uma linha de cinco, mas que já só tinha dois homens atrás e para além do meio-campo, o Torriense então, em dois contra-ataques, num deles manda uma bola ao poste, mete medo ao Fafe e no outro contra-ataque acaba por ir isolado um jogador, faz uma finta, consegue fintar o defesa do Torriense, que rasteira, é pênalti e depois, na conversão do pênalti, o defesa do Torriense, Stopira, não perdoou o guarda-redes do Fafe e acaba por fazer o 2 x 0 e selar assim a passagem à final desta Taça de Portugal. Portanto, depois foi a festa, os jogadores do Torriense caíram no chão, gritaram de alívio, muitos choraram e é normal, são 70 anos sem ver uma final da Taça de Portugal. Portanto, um Torriense dominante, mas não tirar mérito ao Fafe também, que esteve sempre muito perto da igualdade e de fazer o empate no jogo. Portanto, uma eliminatória muito emocionante. Aqui no Estádio Manuel Marques, passa o Torriense pra final da Taça de Portugal. Não joga com o Sporting já há algum tempo. O Torriense-Sporting foram 15 jogos, o Sporting ganhou por nove vezes ao Torriense, o Torriense apenas ganhou três vezes ao Sporting. Vai procurar a quarta vitória na sua história contra o Sporting nesta final da Taça de Portugal. A ver vamos quem é o campeão da prova rainha do futebol português.
Que se joga, Martim, no dia 24 de maio. Estivemos aqui a acompanhar este Torriense-Fafe, com a ajuda do Martim Madeira, que está em Torres Vedras. Ainda vai ouvir também aqui as reações a esta partida. E agora, com 11 minutos para lá das 11 da noite, temos noticiário local, Diana Rosa.A Câmara Municipal de Lisboa vai adquirir 53 veículos de recolha de resíduos por quase €4 milhões. De acordo com o Executivo, essa decisão surge da necessidade de substituir mais de 30 carros que funcionam em regime de aluguer. A proposta para a compra dos novos veículos foi aprovada por unanimidade. Em Leiria, vai encerrar o Armazém Solidário, que durante três meses apoiou cerca de 53 mil pessoas afetadas pelas tempestades de janeiro. Durante esse período, foram distribuídos lona, telhas, para além de toneladas de cimento, cordas e outros materiais. O vereador da Câmara Municipal, Carlos Palheira, anunciou que o armazém vai encerrar na terça-feira, dia 28, devido a questões de logística e de recursos humanos. A Câmara de Santarém vai avançar com um plano de 10 anos para revitalizar o centro histórico e também a ribeira. Contempla intervenções no setor da habitação, no comércio, no patrimônio, na mobilidade e também na ligação ao rio Tejo. De acordo com a autarquia, o objetivo é devolver vida ao território e reforçar a capacidade para acolher residentes, mas também investimento, comércio e atividade cultural. A Câmara de Vila Nova de Famalicão vai investir €10 milhões na compra de casas para arrendamento acessível. O projeto é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência. A autarquia adianta que vão ser compradas 50 casas, 24 vão ser transformadas em T2, é quase metade, e as restantes em T3. A Comic Con Portugal arranca esta quinta-feira em Santa Maria da Feira. A 11ª edição vai decorrer no Aeroparque até domingo. Conta com convidados da banda desenhada, televisão, cinema e videojogos. De acordo com a organização, esta edição define um novo conceito que relaciona a cultura pop com a identidade portuguesa. O Barreiro vai acolher um torneio de padel que promete dois dias de animação. A competição marcada para 30 e 31 de maio, divide-se em categorias masculinas, femininas e mistas, são organizadas por níveis de jogo. Permite a participação de atletas com diferentes experiências. Cada participante tem três jogos garantidos. As inscrições já estão abertas.
E é o ponto final no Jornal das 11, edição de Diana Rosa. Até já, Diana.
Até já.
Já a seguir temos Português Suave, especial dúvidas dos ouvintes.